Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


Nosso e-mail: umamigalhadeluz@gmail.com

Você pode nos mandar um e-mail ou deixar sua opinião
no final de cada texto. Sua participação é muito importante!
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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Visitando e revisitando o passado


            


  É sempre útil e importante visitar e revisitar o passado para podermos ter uma noção mais clara daquilo que somos e daquilo que estamos fazendo no presente. Não devemos viver do/ou no passado, mas sim tê-lo como referência e ponto de apoio para adquirirmos plena consciência de como devemos agir no presente. Já sabemos que tudo tem uma causa e que toda causa tem um efeito como determina a lei da causalidade, que é uma lei universal, portanto, o passado é, sem sombra de dúvida, muito importante. O que houve no passado é a causa do que acontece no presente. O passado é importante não só para que façamos esta autoavaliação, mas também para podermos traçar estratégias para a construção de nosso futuro.

                Não estamos sugerindo que nos tornemos saudosistas ou que fiquemos estagnados e presos mentalmente a uma época que, em nosso modo de ver, foi melhor, ou mais feliz ou talvez mais produtiva. A volta ao passado como exercício de buscar uma visão mais abrangente de nossa estadia na matéria não deve ser encarada como uma forma de reviver as sensações e sentimentos que ficaram no passado. Nosso olhar, nossa esperança e nossos planos devem estar sempre direcionados para o futuro. Cada vez que voltamos a pensar em algumas situações já vividas, ainda que façamos isso de modo instintivo, sem saber bem por que o fazemos, estamos seguindo, mesmo sem ter consciência, a lei do progresso, também conhecida como lei da evolução. Esse retorno ao passado é uma espécie de dispositivo de que a providência nos dotou e que tem a finalidade de nos fazer caminhar sempre rumo ao melhor, em direção às fases evolutivas seguintes. Parece paradoxal - que voltemos ao passado para seguirmos em direção ao futuro, mas é assim mesmo que o progresso se dá. Essa avaliação, consciente ou inconsciente que fazemos funciona mais ou menos como uma pessoa que dá um passo para trás, buscando um impulso para dar um salto maior para a frente do que aquele que daria sem sair do lugar em que se encontra. Todos nós fazemos este exercício de ida e volta ao passado. Ele é parte do processo através do qual evoluímos.

                Ao longo de nossas vidas vamos tendo as mais diversas experiências, notadamente aquelas que necessitamos e que, na maioria das vezes, acreditamos que não são adequadas para nós. Ora achamos que são repetitivas, ora achamos que são duras demais, mas o fato é que estamos tendo as experiências que nos cabem e não outras. Se assim não fosse toda a nossa existência não teria o menor sentido. Muitas dessas experiências, quer acreditemos ou não, foram até combinadas e planejadas quando de nossa preparação para a reencarnação. Portanto, cada um de nós está no lugar certo e na hora certa, passando por aquilo que deve passar, e assim acontece para o nosso crescimento. Essas experiências vão se acumulando e se tornando uma rica fonte de pesquisa que pode ser usada sempre que precisarmos. Somos hoje o produto da soma de todas as nossas experiências nesta encarnação e nas encarnações passadas. Chegará o dia em que poderemos, pois já estaremos evoluídos o bastante para tal, revisitar não só nossas lembranças desta encarnação, mas de todas as encarnações. Isso já pode ser feito quando do desencarne. Alguns de nós, conforme sua condição evolutiva, naturalmente, depois do desencarne recuperam de modo muito rápido sua memória integral. São poucos os que podem fazer essa recuperação, mas no futuro, poderemos todos fazer isso, e o melhor, faremos isso aqui mesmo, encarnados. Isso ocorrerá sem que precisemos ser hipnotizados ou submetidos a terapias. Será um processo natural, fruto da evolução espiritual e material que está ocorrendo de forma lenta e gradual como tem que ser.

                Alguns de nossos irmãos acabam ficando presos ao passado. Isso se dá pelo mau uso deste dispositivo que nos permite voltar mentalmente às experiências passadas através de nossa capacidade de lembrar. Porque isso ocorre? Existem muitas causas para esse fenômeno. Talvez a mais comum ocorra quando utilizamos este recurso de progresso para fugirmos do presente, quando ele nos desagrada, ou quando o consideramos insuportável. Usamos esta capacidade fantástica de retornar aos fatos já ocorridos para, com eles, substituirmos as sensações, sentimentos e contrariedades de um presente ou mesmo de um futuro que tememos. Casos como este podem acabar, e na maioria das vezes acabam como patologias mentais, muitas delas sem retorno, pelo menos durante a encarnação vigente. Outra agravante deste quadro que começa com o mau uso das lembranças passadas são as obsessões. Os obsessores costumam aproveitar-se de pessoas que se refugiam no passado para prejudicá-las. Percebendo o desejo de fuga da vítima, o obsessor procura reforçar as lembranças do passado dessa pessoa, transformando-as em ideias fixas e desse modo fazendo com que o obsedado se transforme num autômato. Alguém que se prende a determinadas experiências e dali não consegue se libertar, ou seja, não faz novos planos e não desenvolve novas ideias. Fica estagnado, comprometendo assim sua encarnação. Isso é algo a que devemos ficar muitos atentos. Quando percebermos que estamos insistindo em recordar determinados fatos que não têm como retornarem, é o sinal de alerta para que voltemos ao presente, porque ele é o que importa. Temos que ter em mente que as lembranças, boas ou más das experiências passadas, só devem servir como base para que não cometamos os mesmos erros e para fazermos tudo cada vez melhor. Lembranças repetitivas é sinal de problema e podem ser uma porta aberta para a obsessão, isso quando não são elas mesmas, fruto de uma obsessão.

                Podemos e devemos visitar e revisitar o passado. Isso é saudável e faz parte de nossa natureza. Evoluímos através de nossos erros e nossos acertos e para fazermos este balanço temos que utilizar nossa capacidade de recordar as experiências boas e ruins que tivemos. Só não podemos fazer disso uma ponte para escaparmos das experiências presentes ou futuras que nos farão crescer. Precisamos ter em mente que o crescimento traz dores, mas depois de toda dor vem o alívio e a certeza de que estamos mais fortes. O acúmulo de experiências é banco de dados precioso que deve ser mantido para consulta sempre que necessário, mas não pode ser sustentáculo da encarnação. Quem fica preso ao passado está simplesmente ignorando o presente e abrindo mão do futuro.

                Devemos olhar para o futuro. É lá que se encontra a oportunidade de progresso, em qualquer sentido que entendamos essa palavra. O passado, por mais radiante que o consideremos, ficou para trás. Vamos pensar que o futuro pode ser melhor ainda do que o passado e que podemos construí-lo do jeito que quisermos usando para isso tudo aquilo que aprendemos até agora. Se observarmos atentamente, veremos que nós somos movidos a sonho. Vivemos muito mais em função daquilo que desejamos que aconteça do que daquilo que está acontecendo ou que aconteceu. Somos movidos a esperança e ela aponta para o futuro e não para o passado. Isso, por si só já razão suficiente para percebermos que o passado tem sua importância sim, mas que é para o futuro que caminhamos.

                Tudo isso ganha importância maior quando nos vemos como espíritos imortais que têm a eternidade pela frente. Temos um futuro infinito pela frente, no qual as possibilidades também são infinitas. Pensado assim, chega até ser irracional que fiquemos atrelados a algum momento no passado dessa eternidade. Este passado nunca representará mais do um ponto numa reta infinita. Ponto que não deve ser desprezado, mas que deve ser considerado apenas uma referência para que saibamos para onde aponta a reta que nos encaminha para o futuro melhor.

                A providência é sabia e nos dota daquilo que precisamos para a nossa evolução. É compreensível que nós, pela nossa própria natureza, algumas vezes utilizamos estes recursos de modo inadequado. Mas isso não pode ser usado como desculpa para permanecermos cometendo os mesmos erros repetidamente. Como já dissemos, a evolução tal como a lei de causa e efeito é uma lei divina e como tal não é discutível, ela apenas é e se cumpre. Visitar o passado buscando um modo de melhorar o futuro é estar dentro da lei, porém, ficar preso ao passado se recusando a enfrentar o futuro é uma tentativa de burlar a lei, e isso não é razoável nem permitido. Permanecer dentro da lei, ou seja, olhar para frente e para o futuro, buscando o progresso constante, é a melhor forma de estar ajustado à lei é também uma forma de expressar gratidão ao Criador!

Passado, futuro e presente só existem em nossa mente, por isso podemos dar maior importância a um ou a outro. A escolha é nossa!

Victor

Mensagem psicografada em 25/06/2018



quinta-feira, 28 de junho de 2018

O medo tem um lado positivo?


          
    
                  O medo é bom ou ruim? Em algumas situações pelas quais temos que passar, e que não são poucas, o medo pode ser bom. Como é de praxe, em nossas singelas notas, sempre procuramos apresentar o lado positivo das coisas. Por positivo, entendemos tudo aquilo que possa contribuir para o nosso crescimento e para o nosso progresso; algo que nos faça melhores; que nos faça mais éticos; que nos faça mais sábios e que nos conduza para mais perto de nossos objetivos mais imediatos e do nosso propósito enquanto espíritos encarnados em evolução.

                Em nossa sociedade, até há algum tempo atrás não era de bom alvitre, principalmente para os que estão encarnados em corpos do gênero masculino, assumir publicamente que sentiam medo. Logo essa declaração era associada a ideia de covardia. Acreditamos que isso acontecia, principalmente pela cultura e pelas tradições que nos foram passadas pelas gerações precedentes que eram, em sua maioria, compostas de guerreiros. A guerra e o desejo de combater sempre fizeram parte da história da humanidade. Demonstrações de coragem eram meios utilizados para a autoafirmação, mas hoje não precisamos mais fingir que somos super-homens. Não precisamos esconder nossos medos atrás de máscaras. Já sabemos que o medo é uma perturbação angustiosa inerente ao ser humano, que tem por finalidade alertar-nos para a necessidade de preservação de nossa integridade física, sensação esta que, com nossa evolução também evoluiu. Desenvolvemos também o medo de coisas invisíveis, como por exemplo, o medo do que outras pessoas pensam sobre nós, o medo do fracasso, etc. Sabemos que não é sinal de coragem, e sim de desequilíbrio, enfrentar perigos que estão acima de nossas forças. Até os animais mais fortes, quando estão ameaçados, sentem medo e fogem para preservar sua integridade. Alguns desses animais se preservam porque, instintivamente sabem que têm filhotes para criar e precisam estar em boas condições físicas para cumprir sua tarefa.

                Que fiquem sossegados aqueles que se acham covardes por sentir medo quando sua integridade, seja física ou psíquica estão sendo ameaçadas. Isso é algo que herdamos de nossos antepassados, e que nos acompanha desde os mais remotos tempos; desde que éramos seres unicelulares. Foi graças a esse aviso de necessidade de preservação que chegamos até aqui. Só precisamos perceber quando esse medo ultrapassa o limite do razoável. Quando isso acontece, certamente estamos sofrendo de alguma patologia. O medo é normal, mas algumas coisas devem ser enfrentadas, porque isso nos fortalece e nos torna cada vez mais aptos para a vida no planeta.

                O medo que sentimos e que nos auxilia em nossa preservação é o medo saudável. E quando é que o medo deixa de ser esse dispositivo orientador é se torna um problema? Bem, comecemos por explicar que, embora o medo vise prioritariamente a preservação do corpo físico, ele não é físico; ele é psicológico. O medo é sentido pelo nosso corpo astral, que também é conhecido como o corpo das emoções. Funciona como um alerta para que redobremos nossa atenção em relação à nossa segurança quando sua contraparte física é ameaçada. Precisamos estar atentos para perceber quando esta reação se torna exagerada, fora de medida. Quando por exemplo, observamos pessoas que tem medo de coisas inofensivas, tais com pequenas alturas, lugares apertados, pequenos insetos e outros, já podemos considerar isso como   sintoma de um medo patológico, que pode ter várias causas. Pode ser um problema adquirido nesta encarnação ou numa encarnação passada e que está sendo reavivado por ressonância vibratória. É mais ou menos como uma lembrança longínqua que vem à tona, mas que nós não conseguimos identificar a fonte de onde procede, isso porque ela se manifesta no nível inconsciente. Sentimos medo, mas não sabemos o que causa esta sensação desagradável. Existem casos muito graves, nos quais as pessoas chegam ao cúmulo de não saírem mais à rua por um medo irracional de que alguma ruim possa lhes acontecer. Sabem que é algo ruim, mas não sabem de onde vem e nem o que é.

                Outra causa importante dos medos inexplicáveis são as obsessões. Em linhas gerais a obsessão se caracteriza pela influência negativa de espíritos desencarnados sobre os encarnados. O contrário também pode acontecer, isto é, a influência de encarnados sobre desencarnados, embora sejam casos menos frequentes. Essa influência se dá através do pensamento e da afinidade vibratória. Quando nos descuidamos de nós mesmos, deixando de manter nosso pensamento elevado, baixamos nosso padrão vibratório e abrimos a porta para espíritos que desejam nos prejudicar; que querem o nosso atraso. Este assédio pode acontecer por razões momentâneas ou por razões que se encontram enraizadas em passado distante que pode remontar à várias encarnações anteriores. Incutir medo na mente dos encarnados é uma das formas preferidas dos obsessores para perturbar suas vítimas. Quando sentimos medo, não conseguimos raciocinar direito e assim ficamos mais acessíveis à influência desses espíritos. O tema da obsessão é vasto, já estudado e explicado em farta literatura, por isso não vamos nos aprofundar. Mas que fique bem claro: quando sentirmos medo sem causa aparente, essas duas possibilidades devem ser consideradas: ressonância vibratória de traumas passados que se manifestam em nível inconsciente e a influência de espíritos desencarnados sobre nós. São causas, cuja sutileza disfarçam a sua gravidade. O medo patológico, se não tratado em tempo, pode nos levar a quadros de verdadeiro desespero, nos jogando no mais completo desequilíbrio emocional.

                Mas, e o lado positivo do medo, onde se encontra, se até agora só apontamos o medo como um problema que pode nos levar ao desiquilíbrio emocional e até mesmo à loucura? O medo, como aquele alerta que nos impele para a autopreservação é saudável e necessário. O que precisamos é ter sensibilidade para perceber quando ele passa do limite e se torna torturante. Neste caso, devemos considerá-lo como um sinal de que alguma coisa anda errado. É o sinal de que precisamos nos avaliar, e se o resultado dessa avaliação for negativo, que devemos procurar ajuda. Viver com medo não é viver plenamente. Precisamos estar sempre conscientes de nosso viver e aptos para tomarmos as decisões que nos farão evoluir. Quando se está sob o julgo do medo, perdemos nossa capacidade de raciocínio e deixamos que ele conduza nossas vidas.

                Nos dias atuais, estamos expostos a perigos de toda ordem. Somos ameaçados fisicamente pela violência da sociedade, cuja origem está em grande parte na desigualdade social. Somos ameaçados psicologicamente pelas pressões sociais, como por exemplo a competitividade na luta pela sobrevivência. A simples convivência com outros seres humanos já é suficiente para fazer com que nos sintamos ameaçados. A impressão que temos é que estamos vivemos numa verdadeira selva, onde animais famintos estão sempre à espreita para nos devorar. Tudo isso faz com que nos sintamos ameaçados o tempo todo. Como enfrentar tudo isso sentindo medo, o que é natural, mas sem deixar que esse medo se torne patológico e nos jogue no fundo de um manicômio?  Nos mantendo em alerta, para perceber quando o medo extrapola o limite do normal e tendo sempre em mente a transitoriedade de nossas vidas como encarnados. Quando temos em mente que nossa encarnação é passageira e que podemos deixar de estar aqui de um momento para o outro, nos tornamos mais tranquilos e menos preocupados com os males que podem nos afligir. Muitas pessoas têm verdadeiro pavor da pobreza, não é verdade? Conscientes de que a vida na matéria é passageira, estas pessoas não terão a preocupação de acumular bens e muito menos o medo perder estes bens, pois sabem que eles não duram mesmo para sempre.

                Outra coisa que pode ajudar bastante é saber que estamos aqui para evoluir através do acúmulo de valores que poderemos levar conosco para as próximas encarnações, e isso não inclui bens materiais. Desligando-nos do desejo exagerado pelos bens terrenos e nos dedicando aos valores que importam ao espírito imortal, valores estes que podem ser resumidos na frase do Cristo: “ama ao próximo com a ti mesmo” ou numa linguagem mais atual – faça aos outros aquilo que gostaria que fizessem para você, nos tornaremos praticamente imunes a doença do medo. Primeiro, porque não entraremos na loucura da sociedade e não seremos perseguidores e nem perseguidos, deixando, deste modo, de fazer parte da selvageria moderna. Em segundo lugar, porque quando estamos sintonizados com esses princípios universais trazidos pelo Cristo, nos tornamos imunes às obsessões. Quando equilibrados, deixaremos de ser vítimas dos obsessores e nos tornaremos fonte de luz e conhecimento para eles, porque da mesma foram que podem nos influenciar negativamente, nós podemos, mesmo sem perceber influenciá-los positivamente, conduzindo-os à reabilitação e ao progresso.

                A vida na Terra não é fácil, concordamos, mas ela não precisa ser um martírio. Se ela se apresenta assim é porque ainda estamos imersos na ignorância e não estamos sabendo como aproveitar melhor a oportunidade que nos foi dada. Uma coisa é certa, o medo exagerado é um fator que contribui para que nossa encarnação seja mais penosa, portanto, vamos estar atentos para quando o nosso medo começar a atrapalhar nossa evolução. Um pouco de medo é positivo e necessário. Não devemos ter vergonha de sentir medo de vez em quando, só não devemos deixar de enfrentar os desafios que nos farão crescer. Só pode ser chamado de corajoso aquele que sente e enfrenta seus medos, porque é assim que ele melhora. E quando, o medo nos impedir de viver plenamente, saibamos que é hora de procurar ajuda.

Victor

Mensagem psicografada em 11/06/2018

quarta-feira, 16 de maio de 2018

A voz da consciência


‘‘Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” Matheus 11:15

               
Por mais que o barulho exterior seja forte, nós precisamos ouvir nossa voz interior - a voz da consciência. Aquela vozinha que por vezes nos incomoda com sua insistência. Normalmente ela não nos fala de coisas que nos parecem agradáveis, mas é exatamente essa a sua função, isto é, nos chamar a atenção para as coisas que não nos ajudam a progredir; que não nos ajudam a evoluir. Sua função é mostrar quando estamos tomando o caminho errado, para que possamos corrigir nossa direção. Ouvir a voz da consciência é um meio sempre seguro para não nos desviarmos das metas que traçamos para a nossa encarnação. Digamos que ela é o sinal vermelho que devemos obedecer para não causarmos acidentes de percurso.
                Nem sempre a voz da consciência se manifesta em forma de palavras que nós dizemos para nós mesmos. Algumas vezes ela se apresenta como uma sensação incômoda, como uma pequena opressão no peito, uma sensação de que deixamos de fazer alguma coisa. Outras vezes como uma sensação de vazio, ou mesmo uma sensação de que estamos carregando peso demais. Pode ser também que a voz da consciência se apresente como culpa, embora nem toda culpa que sentimos está relacionada com a consciência, porque existe aquela culpa patológica, que nos joga numa impotência persistente, quando na verdade deveríamos estar reparando as falhas que acreditamos ter cometido.
                Não é errado dizer que a voz da consciência é divina. Ela provém daquilo que chamamos de centelha divina que é a porção de Deus em nós. Ela funciona como um dispositivo orientador, para que nos mantenhamos na programação que nos foi estabelecida. A vida do ser encarnado é cheia de experiências que foram pensadas para que aproveitássemos a passagem pela carne da forma mais produtiva possível. É natural que, em uma ou outra dessas experiências, nós falhemos. Isso faz parte do aprendizado, faz pare do crescimento espiritual que é o nosso objetivo maior. Dentro desse contexto devemos entender a voz da consciência como um instrumento a mais para nos auxiliar no cumprimento das nossas metas como encarnados.
                É muito reconfortante saber que podemos contar com essa ferramenta, que é uma prova da bondade divina para conosco, porém, não podemos esquecer-nos de usá-la. Ela está a nossa disposição, basta querermos, porém, antes de qualquer coisa, precisamos reconhecê-la em nós. Vivemos num mundo barulhento, tanto externamente quando internamente. Quando não estamos envolvidos com a bagunça de fora, estamos atrapalhados com a bagunça interior, e isso não nos permite ouvir nossa consciência. Precisamos arranjar tempo, ainda que sejam poucos minutos por dia, para nos dedicarmos a essa parte essencial de nosso eu. Precisamos ouvir a nós mesmos! Ouvir a voz de nosso eu superior que anseia por nos conduzir ao melhor caminho. Nesses poucos minutos, procuremos estar num ambiente de silêncio e de tranqüilidade, para podermos estar conosco mesmo - eu mais eu comigo. No silêncio, vamos nos perguntar se o que estamos fazendo nesse dia são as coisas certas a se fazer. Vamos refletir sobre nosso relacionamento com as outras pessoas, sejam companheiros de trabalho, amigos, parentes ou esposo (a), etc. Vamos analisar as palavras que dirigimos a essas pessoas. Vamos observar se fomos dóceis ou se fomos ríspidos; se fomos justos ou injustos; se fizemos por eles tudo que poderíamos fazer; se fomos receptivos ou se os repelimos. A resposta virá com toda certeza, e baseados nessa resposta, tiremos nossas conclusões para ver se precisamos mudar alguma coisa. Em caso positivo, não deixemos para depois, vamos resolver os possíveis problemas logo no começo, para que eles não tomem proporções exageradas, de modo que não possam mais ser resolvidos.
                Nesse mundo barulhento, onde não conseguimos nos ouvir, podemos destacar uma consequência dessa surdez voluntária: estamos nos afastando uns dos outros; estamos deixando de nos relacionar e amar as pessoas ao nosso redor. Por não ouvir nossa consciência estamos nos tornando avessos ao amor. Passamos a acreditar que o amor nos enfraquece e nos torna vulneráveis. Passamos a acreditar que não devemos nos envolver nos problemas alheios, mesmo que a nossa consciência esteja nos cobrando uma posição. Essa aversão aos problemas alheios faz com que nos afastemos das pessoas, porque todos têm problemas que precisam ser divididos, inclusive nós mesmos. Imaginem se todos pensarem desse modo egoísta. Cada pessoa vai se transformar numa ilha de solidão. Quando nossa consciência nos diz para ajudar alguém, o que ela está dizendo é: se envolva sem medo de amar, porque ela sabe que o amor não prende nem nos enfraquece. Nossa consciência, que é a representação do amor do Criador em nós, sabe que o amor fortalece e liberta. O amor nos transforma em verdadeiros super-homens e nos dá condições para superarmos todos os obstáculos que surgirem em nossas vidas.
                Hoje em dia não é difícil encontrar homens-ilhas. O que eles não percebem é que não estão ouvindo a si mesmos. Não se dão conta de que, o afastamento dos problemas alheios, apesar da cobrança interior, não lhes faz mais felizes, pelo contrário, transforma a todos em surdos voluntários para quem a consciência, a voz do divino em nós, não significa mais nada. Aquele que deixa de ouvir a voz da consciência pode ser considerado um ser sem rumo, para quem a vida perdeu todo o sentido. Junto com a surdez voluntária vem uma série de patologias que pegam carona neste caminhão de egoísmo. Eles não entendem que agindo assim estão se afastando do propósito de suas existências e não percebem que suas vidas vão ficando tristes e vazias de significado. Vivem para gastar o tempo dado e não para aproveitá-lo.
                A justiça divina é perfeita. Mesmo a pessoa considerada a mais ignorante entre nós, tem dentro de si a voz da consciência para lhe guiar. Pode até mesmo acontecer que uma pessoa muito “inteligente” tenha menos consciência do que alguém menos inteligente. A lógica divina que governa as consciências é diametralmente oposta a que governa as relações humanas. A aparência externa ou aquilo que queremos parecer não tem valor algum no mundo consciencial. Nesse mundo, cada homem é sua própria medida, porque ele tem dentro de si o saber inato da consciência. Mesmo que nunca tenha frequentado um banco escolar,  no fundo, todo homem sabe se está agindo certo ou não, respeitando naturalmente as diferenças culturais das sociedades.
                Precisamos promover reencontros com os outros e conosco mesmo, para retornarmos aos nossos verdadeiros objetivos. Estamos entrando numa fase da humanidade em que os valores do espírito, os valores da consciência precisam aflorar; precisam ser cultivados para que o mundo saia desse estado de indiferença e se torne um mundo onde as pessoas sejam mais solidárias, decentes e honestas, atraindo para si o progresso, tanto material quanto espiritual. Nessa nova fase em que a humanidade está entrando, não haverá espaço para os surdos voluntários. Com o desenvolvimento espiritual do homem não fará mais sentido o isolamento a que muitas pessoas se submetem.
                Parece que não, mas existe estreita ligação entre a falta de consciência, a indiferença e a solidão. Quando ignoramos nossa voz interior, nos tornamos indiferentes ao sofrimento alheio e isso nos conduz diretamente para a solidão. Uma vez isolados, por nossa própria escolha, vamos nos afastando de nossa essência, de nosso propósito de vida e do amor tão recomendado por todos os mestres ao longo da história. As experiências pelas quais temos que passar envolvem, necessariamente, o relacionamento com outras pessoas. Ninguém conseguirá evoluir sozinho! Precisamos trocar sentimentos e emoções com nosso próximo. Só assim é possível evoluir. Podemos até construir uma cidade inteira, mas se não amarmos as pessoas, é como se não tivéssemos vivido e nem construído nada.
                O amor é a razão de nosso viver. Estamos aqui para amar e sermos amados, e enquanto não desenvolvermos esse potencial, teremos que reencarnar muitas vezes, até que isso aconteça. Temos um guia infalível – nossa voz interior, que conhece o caminho do progresso. Só o que temos a fazer é um pouco de silêncio, para poder ouvir suas instruções. Vamos caminhar lado a lado com nossos irmãos de jornada, sabendo que eles são a ponte que nos levará para mundos melhores, onde o amor não é mais um objetivo a ser alcançado e sim uma energia pulsante que a tudo tonifica.
                Vamos aprender a meditar e, no silêncio, vamos ouvir a voz da divindade em nós. Muitos se surpreenderão com aquilo que aprenderão consigo mesmo. Verão que já tinham a resposta para todos os problemas, e que a vida pode ser bem melhor do que isso em que a transformamos.

Victor

Mensagem psicografada em 14/05/2018


terça-feira, 17 de abril de 2018

É PRECISO SABER VIVER


  
           

É preciso saber viver!

                Esta afirmação nos leva a seguinte pergunta: Porque precisamos saber viver? Achamos que essa pergunta nos ajudará, de certo modo, a encontrarmos o caminho que devemos seguir em busca do entendimento que procuramos. Precisamos saber viver porque a vida não é tão simples como muitos querem fazer parecer. Na verdade, a vida do homem encarnado nada tem de simples, pelo contrário, durante sua existência o encarnado se depara com as mais complexas situações. Ele se vê colocado em situações que nem sempre sabe como lidar. Situações que são verdadeiras armadilhas, das quais nem sempre é fácil escapar. Ora, se soubermos como viver, isto é, se soubermos conduzir a nossa vida de uma forma equilibrada tudo ficará mais fácil e teremos uma passagem pela vida muito mais produtiva.
                E como adquirir este conhecimento? Como aprender o saber viver?
                Vamos devagar. Recomendamos aprender primeiro uma coisa essencial. Uma coisa já tão falada, tão repetida, que nos sentimos até um pouco constrangidos em repetir novamente esta lição, mas vamos lá. Antes de tudo devemos entender, aceitar e viver de acordo com o fato de que não somos somente o corpo carnal que ocupamos momentaneamente. Ainda que tenhamos certa dificuldade em interiorizar essa ideia, devemos fazer um pequeno esforço para aceitá-la. A partir do momento que nos conscientizamos desse fato, tudo se torna mais fácil.  Ao tirarmos de nossas costas o pesado fardo da vida material, porque ela se torna pesada no momento em que a entendemos como a única vida; como a única oportunidade para fazer o que desejamos; como a única chance de realizar nossos sonhos e projetos. Quando nos liberamos deste fardo tudo se torna mais leve e agradável. Tarefas antes consideradas doloridas e cansativas passam a ser tarefas agradáveis e passageiras. Encontraremos tempo e paciência para trabalharmos as coisas realmente importantes, aquelas que dizem respeito a nossa busca pela melhora interior, que é o segredo da evolução.
                Conscientes da brevidade da vida, não sentiremos tanta culpa, pois nossos “erros” também não terão o caráter de definitivos. Conscientes de que sempre teremos a chance de recomeçar, não desperdiçaremos nosso tempo com lamentações, mas o usaremos para reparar os prejuízos que porventura causarmos aos nossos irmãos. Usaremos nosso tempo para reconstruir aquilo que distraidamente destruímos. Viver sabendo da brevidade da vida na matéria densa faz toda a diferença no modo como vivemos. Somente precisamos entender que esse conhecimento deve ser interiorizado; deve estar ao nível de nossa essência; deve fazer realmente parte da nossa verdade, porque de nada adianta entendermos isso da boca para fora. Se assim entendermos não fará diferença alguma em nossa vida. Continuaremos com autômatos executando tarefas programadas.
                Devemos aprender o saber viver no nosso próprio campo de batalha. Onde é isso? Em nossa própria casa; em nosso trabalho; enfim, em todos os lugares onde nos manifestamos como seres humanos, como espíritos em crescimento. Esse é o onde, mas no nosso caso, o onde não será um lugar importante se não houver nele outros seres humanos como nós e com os quais podemos interagir. Somente aprendemos o saber viver vivendo e vivendo uns com os outros. Sem os outros povoando nossos ‘’ondes’’ nada poderíamos aprender. Só o outro nos vê de fora, portanto, só o outro pode nos dar uma noção de como nós realmente somos. O resumo da lição é que, impreterivelmente precisamos uns dos outros. Não crescemos sozinhos. O outro é tão importante como nós mesmos. Dependemos totalmente do outro para sermos quem somos. Porque será que todos os grandes mestres nos disseram para amar o nosso próximo como a nós mesmos? É óbvio que eles já tinham consciência da dependência que temos uns dos outros!
                Será nessa convivência com nossos semelhantes que aprenderemos a viver melhor. Só precisamos nos posicionar como aquele que observa e aproveita o que cada situação vivida tem de melhor. Todos nós erramos e acertamos. Não há neste mundo aquele só acerta, porque tal como nós ele está na mesma condição, ou seja, alguém que está aprendendo a viver. Podemos concluir disso que, na verdade, ninguém sabe como viver bem plenamente. Estamos todos navegando no mesmo mar, dividindo a mesma insegura embarcação. Tendo essa visão de que somos todos marinheiros no mesmo barco, nos tornamos mais confiantes de nossa vitória. A consciência da interdependência, curiosamente nos dá mais tranquilidade para prosseguir na viagem.
                Outra questão muito importante e que também faz parte da nossa temática é a aceitação do outro como ele é. Essa aceitação é a base para tornarmos nossa existência mais produtiva e proveitosa. Quando acharmos que determinado comportamento ou modo de pensar de pessoas de nossa convivência são inadequados ou inconvenientes, não podemos nos desgastar tentando mudar o outro pela imposição de nossa vontade. As pessoas só mudam quando querem mudar, não antes. Também de nada adiantará mudá-las por fora, pois, em essência continuarão sendo as mesmas. Devemos sim tomar essas pessoas como exemplos de como não devemos ser e tentarmos através de nossa conduta ser exemplo para elas. Nas relações humanas o confronto não costuma trazer bons resultados, (claro que há exceções) até porque as pessoas costumam, quando têm muitos opositores, transformar ideias em paixões e daí para o fanatismo é um pulinho. Algumas pessoas, quando contrariadas, costumam mesmo defender ideias que nem elas acreditam, mas depois de dominadas pelo espírito de contenda, simplesmente perdem a razão e transformam opositores em inimigos, originando dessas querelas muito ódio e suas nefastas consequências. Esta lição pode ser traduzida com apenas uma palavra: tolerância.
                Prudência. Eis uma virtude que deve estar na base do modo de ser de todo aquele que deseja saber viver. A prudência é que vai nos fazer parar para pensar se o que estamos fazendo é mesmo certo e se vai produzir os efeitos que desejamos. Ela é que vai nos fazer parar para analisar as situações e só então, depois de estarmos conscientes do todas as variáveis possíveis, tomarmos nossa decisão. Aquele que se deixa guiar pela prudência, pode ter certeza de já está bem próximo do saber viver, porque tirará de cada situação o que de melhor ela tiver, aumentando assim suas possibilidades de viver melhor.
                Saber viver implica em sermos alegres. Devemos fazer todas as coisas, na medida do possível, com alegria, com gosto. Como somos espelhos do nosso próximo, quanto mais alegres estivermos, mais alegria atrairemos para nós. Aqui falamos em alegria, mas não é difícil deduzir que isso pode ser aplicado a todos os sentimentos e emoções humanos. Sendo cada um o espelho do outro, atrairemos para nós aquilo que mostrarmos para os outros. Essa é uma lei básica da vida que deve fazer parte do cabedal de conhecimento daqueles que desejam aprender a arte de saber viver. Porque será que todos os grandes mestres também nos ensinaram que é dando que se recebe?
                Saber viver é saber aproveitar cada momento da vida para aprender cada vez mais. Sendo a vida aqui na Terra passageira, não é difícil entender que, quanto melhor nos prepararmos nessa vida, melhores estaremos na próxima. Saber viver é compreender as dificuldades de nossos irmãos e, ao invés de julgá-los, condená-los e puni-los, devemos sim ajudá-los a sair de suas dificuldades, seja através de auxílio direto ou através de exemplos. Lembrando sempre que as atitudes são muito mais marcantes do que as palavras. Viver a sua verdade é, sem dúvida, um modo de ajudar ao próximo pelo exemplo.  Saber viver significa entender que o aprendizado é constante, isto é, sempre haverá alguma coisa a aprender.
                Não tivemos a pretensão de trazer a receita de como viver bem. Sabemos quão limitada é a nossa sabedoria, mas acreditamos que essas pequenas dicas de como aprender o saber viver, se forem seguidas, poderão ajudar nessa busca que é de todo ser humano. Todos nós desejamos viver bem, viver felizes na medida do possível, mas para realizarmos esse desejo precisamos saber como atingir esse objetivo. É preciso saber viver!
Somos interdependentes e nesse jogo de espelhos acabaremos descobrindo que Somos todos Um.

Muita paz e muita luz!

Victor

Mensagem psicografada em 26/02/2018



SABER O QUE BUSCAR



                O que buscamos quando participamos de trabalhos espirituais? O que buscamos quando estudamos coisas relacionadas ao mundo espiritual? O que procuramos quando adentramos uma casa espírita, um centro umbandista ou mesmo um templo espiritualista? Será que buscamos soluções para nossos problemas imediatos? Será que buscamos meios para podermos levar esta vida de encarnado com menos dificuldades? Será que queremos mostrar para os demais que somos bons espíritos e que estamos em busca do divino para nos tornarmos santos?
                Estas questões parecem desnecessárias ou demasiado repetitivas, mas devemos advertir àqueles que desejam conhecimento na área espiritual que, responder a estas questões é de fundamental importância para nortear nosso caminho rumo ao progresso, rumo à evolução espiritual que, em resumo, é a razão de nossa encarnação. Todas estas perguntas que acabamos de colocar estão inexoravelmente ligadas A esta razão primeira que apontamos como a razão de nossa passagem pelo orbe terrestre.
                Todos nós devemos responder a estas perguntas e mais, devemos formular e responder a outras que fazem parte desta motivação para frequentarmos as casas que lidam com a relação entre os diversos planos da vida. Porque é de extrema importância que saibamos o que nos leva a procurar esses estabelecimentos e o que desejamos para nós nessa busca. Podemos até dizer que esta é uma questão que diz respeito ao desenvolvimento de nossas vidas. Sim, porque nós devemos planejar nossa vida. Devemos estabelecer objetivos e metas a serem alcançadas e depois perseguir estes objetivos e metas com toda nossa vontade.
                Muitos irmãos que se encontram frequentando casas espíritas e afins, na verdade não sabem por que o fazem. Muitos são movidos pela curiosidade, outros pela busca de soluções para problemas imediatos que não dizem respeito ao espiritual. Há ainda aqueles que são simplesmente levados por parentes e amigos e acabam ficando, até porque que não têm nada melhor para fazer. Muitos desses irmãos até se tornam trabalhadores das casas que frequentam, alguns até são ótimos colaboradores, mas se lhes perguntar por que estão ali fazendo o que fazem, talvez não tenham uma resposta que satisfaça nem a eles mesmos. Acreditamos que isso não seja razoável, porque é preciso que tenhamos convicção daquilo que ensinamos para poder ensinar. Precisamos saber o que estamos dizendo e acreditar no que estamos fazendo para poder trazer mais pessoas para a causa que nos ajudará a levar a humanidade a um patamar evolutivo mais alto.
                Precisamos saber o que procuramos. Como poderemos encontrar algo que nem sabemos o que é? Isso soa muito básico, muito primário, não é verdade? Saibam que muitos de nós, espiritualistas não sabe o que está procurando. Não param por um momento e se fazem esta pergunta simples: o que eu busco junto à espiritualidade na casa onde frequento?  O objetivo deste texto singelo e propor uma reflexão em cima desta problemática, ou seja, pedir às pessoas que façam a si mesmas essa pergunta. Muitos se surpreenderão, porque se depararão com o fato de que não tem uma resposta positiva para essa pergunta. Será muito louvável se tiverem uma resposta, mas também será muito produtivo se não tiverem, isso porque saberão que precisam pesquisar dentro de si mesmos para obterem esta resposta.
                Não é motivo de vergonha não ter esta e outras respostas que virão em seguida, porque são poucos os que as têm e é muito melhor saber que não sabemos do que pensar que sabemos quando não sabemos. Admitir a própria ignorância, além de ser uma demonstração de humildade é o primeiro passo para sair dela. Um orador, que não convém citar o nome, disse o seguinte: “quando, numa aula, numa palestra ou em qualquer outro lugar destinado ao aprendizado, àquele que está na posição de orientador pergunta algo e alguém que está ali para aprender diz “não sei” é como se uma luz se acendesse sobre a cabeça daquela pessoa, porque ela abriu o caminho para aprender algo novo” e completa dizendo que ‘’naqueles que silenciam, dando a entender que já sabem, quando na verdade estão apenas com vergonha de confessarem ignorância, é possível ver uma mancha escura sobre suas cabeças como se fosse uma barreira a bloquear a passagem do novo conhecimento”. É assim é que acontece de fato, portanto, não devemos ter vergonha de admitir que talvez não saibamos o que estamos fazendo na casa espírita ou espiritualista. Admitir que não sabemos, reafirmamos, é o primeiro passo para descobrirmos e aprender o novo.
                Ao respondermos esta questão primeira e descobrirmos o que estamos buscando, um novo caminho se abrirá e dará sentido a nossa busca. A partir daí veremos que temos outras questões importantes a responder e isso nos levará a aprendermos cada vez mais. Entenderemos o porquê de nossa presença na casa ou centro que frequentamos. Nos tornaremos assim, mais lúcidos e conscientes, e poderemos orientar outras pessoas que talvez também estejam buscando, sem saber o quê.
                É possível que a resposta que encontraremos não seja uma resposta completa, uma afirmação positiva do tipo: estou aqui para fazer isso ou aquilo. É possível que a resposta seja como um caminho que nos é mostrado; um rumo que nós é indicado; um lugar onde começar a procurar. O conhecimento da espiritualidade e a sua relação com o mundo material não pertence à classe das ciências exatas. Nesse caminho, algumas certezas, com o passar do tempo e o acúmulo de experiência, podem deixar de ser certezas e se tornarem novas dúvidas. Este é um campo onde não reina soberano o pensamento racional. Estaremos lidando com espíritos, encarnados e desencarnados, que se manifestam e agem também pela emoção, pelos sentimentos e cujos comportamentos nem sempre poderão ser compreendidos dentro da racionalidade. É uma área onde o conhecimento intuitivo que é superior ao conhecimento racional, deve ser considerado. As relações entre os diversos planos da vida não obedecem à lógica que estamos acostumados a seguir. Sua estrutura repousa sobre outras bases, sua moralidade e sua ética podem nos surpreender. A única certeza que podemos declarar como tal é que o amor está no topo dessa pirâmide e ele será a resposta para muitas das questões que surgirão após aquela primeira descoberta.
                Não é nosso propósito afirmar que os centros, templos e casas espiritualistas estejam repletas de pessoas ignorantes que ali estão sem saber por que ou pelos motivos errados. Queremos apenas sugerir um tema para reflexão. Queremos apenas dizer que, quando sabemos o queremos, torna-se mais fácil procurar. Queremos dizer que isso nos permitirá fazer um planejamento de nossas atividades e as tornará mais produtivas, tanto para nós quanto para as pessoas que poderemos ajudar.
                Algumas pessoas acharão fácil esse exercício, porque assim ele aparenta ser. Mas garantimos que isso é só aparência, pois esse é um exercício dificílimo. Existem pessoas que não conseguem sequer controlar o próprio pensamento. Começam pensando num determinado problema em busca de sua solução e em poucos segundos se vêem pensando em coisas que nada têm a ver com o problema inicial. Isso caracteriza uma falta de controle sobre os pensamentos. Imaginem que, se não conseguem sequer se fixar num tema como poderão equacionar uma questão que aparenta simplicidade, mas que na verdade traz todo o sentido de uma vida? Pedimos a esses que já sabem o que buscam e o que querem na área espiritual que não nos considerem simplistas ou reducionistas, porque o que pode parecer simples para eles não é para muitos irmãos de caminhada. Pedimos sim, que ajudem aqueles que ainda não se encontraram espiritualmente, apontando caminhos por onde possam seguir na busca do autoconhecimento, lembrando que não é fato desconhecido que muitos aprendizes acabam ensinando a seus mestres.
                Pedimos que não deixem esses irmãos na ignorância, porque assim é mais fácil tê-los como seguidores. Não façam isso! Permitam que encontrem seus caminhos, seus sentidos para a vida. Orientem-nos para que não sejam dependentes de “mestres e gurus”. Lembrem-se de que todos nós somos filhos do mesmo Deus e todos retornaremos a Ele. Lembrem-se de que a evolução abrange a todos. Vamos chegar juntos!
                Nosso criador nos proporciona e nos proporcionará todos os meios necessários para nossa evolução até a angelitude. Cabe a nós procurar nos adaptarmos às diversas experiências que nos são oferecidas e tirar delas o que cada uma delas tiver de melhor. Para isso um bom começo é perguntar a si mesmo: O busco eu?

Muita paz na caminhada e muita luz para clarear o caminho!

Victor

Mensagem psicografa em março de 2018

segunda-feira, 16 de abril de 2018

NECESSIDADE E MERECIMENTO - UM MODO DIFERENTE DE VER





NECESSIDADE E MERECIMENTO

                Fazer a distinção entre estes dois conceitos é um tema que merece consideração. É muito comum, no meio espírita ou espiritualista ver as pessoas confundindo estes dois conceitos, ou misturando-os, tomando um pelo outro ou mesmo fundindo-os em um só. A verdade é que são coisas muito distintas e se aplicam a diferentes situações.
                Merecimento é aquilo que podemos considerar como algo que deve me pertencer; algo a que tenho direito; algo a que fiz jus. Entendemos o merecimento como o direito a recompensas por uma tarefa que tenhamos executado bem; por um comportamento adequado;  por um simples modo de pensar que acreditamos correto e oportuno. Acreditamos que merecemos alguma coisa até mesmo por calarmos no momento certo. Acreditamos que merecemos recompensas até por termos deixado fazer alguma coisa. Como assim? Isso acontece no caso de algo que poderia ser nosso, mas abrimos mão para que outro o conquiste, por entendermos que tal pessoa precisava mais daquilo do que nós. Em resumo, podemos dizer que merecimento é algo que a justiça divina leva em consideração para a distribuição das “recompensas”. Numa visão ingênua, merecimento é isso mesmo, mas precisamos alargar nossa visão e entender que não se trata simplesmente de uma busca de prêmios; não se trata de um jogo. O merecimento é parte de uma lei maior que rege todos os mundos e diz respeito diretamente ao modo como nosso Criador, através de suas leis, rege este infinito universo. Podemos dizer que este conceito é relativo somente ao ser humano, espírito encarnado, ou aos seres que possuem consciência. Certamente não poderá ser aplicado ou pensado em relação a seres irracionais ou seres inanimados. Não queremos dizer que esses seres também não estejam sob as leis do Criador. É que o merecimento está relacionado somente àqueles que sabem de si, aqueles que sabem distinguir o que é bom do que é ruim. O que é progresso do que atraso.
                Já a necessidade refere-se a algo que é indispensável para nós, ou seja, algo que sem ele não podemos passar; algo que impreterivelmente deve acontecer. A necessidade faz parte de nosso processo de evolução, tal como o alimento é imprescindível para aquele que sente fome ou como a água é imprescindível para quem tem sede. Ao contrário do merecimento que aplicamos às coisas boas, o conceito de necessidade pode ser aplicado tanto a coisas boas quanto a coisas ruins. Que fique claro uma coisa; usamos estes termos, “bom” e “ruim” mais por uma questão didática do que por qualquer outro motivo, pois para nós, não existe nada que seja ruim, trata-se apenas de posição em relação à polaridade. Não existe nada na criação que não tenha sido feito para evoluir e melhorar sempre. Infelizmente, para nós, espíritos em evolução, ainda é difícil entendermos alguns fenômenos, tais como as doenças, os abusos sexuais e a violência como coisas boas, porque não temos consciência plena e não sabemos de tudo o que está por trás dessas coisas. Nossa visão é temporal se restringe ao presente. Nós só conseguimos ver a aparência, não conseguimos ver a essência desses eventos. Tenham certeza de que Deus em sua infinita bondade e sabedoria, tal como acontece com pessoas que sofrem acidentes ou sentem uma dor muito intensa e que têm o cérebro desligado por um dispositivo natural, faz com que todas as pessoas que sofrem estas barbaridades (pessoas que às vezes estão crianças) também sejam dotadas de um dispositivo natural que as livra do sofrimento que chamamos de insuportável. Mas voltemos ao conceito de que estávamos falando. Podem argumentar que o merecimento também pode ter um lado ruim ou negativo, por exemplo, no caso de pessoas que cometem crimes terríveis. Diriam que estas pessoas merecem determinada punição até por uma questão de justiça. Essa pequena confusão se dá porque entendemos que neste caso, o que estão chamando de merecimento deveria ser chamado de necessidade. Nós diríamos que este criminoso necessita de uma lição que pode vir em forma de punição, ou seja, deixa de ser merecimento e passa a ser uma necessidade. Confuso? Podemos esclarecer um pouco mais. O que queremos dizer é que uma coisa merecida quando passa para o lado negativo pode ser entendida como uma necessidade. Por questão de didática adotamos este modo de interpretar o conceito de merecimento apenas para coisas boas e o de necessidade para ambas as coisas, boas ou ruins. Este modo de ver facilita o entendimento destes dois conceitos.
                Quando elevamos nosso pensamento ao Criador, independente do nome que usemos para designá-Lo, na maioria das vezes, o fazemos para pedir. Claro, muitos elevam seu pensamento para agradecer, mas na maioria das vezes o petitório prevalece. Nessas orações costumamos pedir as mais diversas coisas, seja saúde, seja dinheiro, seja emprego, seja amor de alguém, enfim a lista é imensa. O que não fazemos é perguntar para nós mesmos o seguinte: será que realmente preciso do que estou pedindo? Será que eu mereço aquilo que estou pedindo? Não vamos entrar aqui, até por uma questão de tempo, no campo dos exemplos, pois sabemos que costumamos pedir as coisas mais absurdas. O que queremos deixar marcado é que não levamos em consideração, quando vamos ‘’falar’’ com Deus, nossa necessidade e nosso merecimento.
                Nossa sugestão é que tentemos responder a essas duas perguntas ante de nos dirigirmos aos nossos protetores, santos, deuses, etc. Pode ser que nos surpreendamos com a resposta que vamos dar a nós mesmos. Veremos que, com poucas exceções, na maioria das vezes não necessitamos daquilo que estamos pedindo (o que temos dificuldade de entender é que em alguns casos o que necessitamos é justamente a falta de alguma coisa, para aprendermos o seu verdadeiro valor). E com mais surpresa veremos que não merecemos aquilo que estamos pedindo, quando não exigindo (por exemplo, pessoas que pedem para receberem um salário melhor sem se preocuparem em trabalhar um pouco mais ou estudar para se tornarem melhores profissionais). Infelizmente isso é um fato - pedimos muito e merecemos pouco.
                Que podemos fazer a respeito disso? Devemos parar de pedir? Devemos nos considerar seres miseráveis que não merecem atenção do Criador? Não, não e não! O que devemos fazer é entender essa relação entre merecimento e necessidade e como tudo em nossa vida, buscar o equilíbrio entre esses dois conceitos para não pedirmos o que não merecemos e nem aquilo de que não necessitamos. Fica a impressão de que não adianta orar, não é mesmo? Mas adianta sim, e por várias razões, sendo a primeira delas porque é através da oração que nos conectamos com a divindade. Pela oração, por alguns instantes conseguimos nos libertar da materialidade do mundo físico, percebemos sua transitoriedade e sentimos que pertencemos a algo muito maior. Pela oração, e pedindo aquilo que merecemos ou que de fato necessitamos, podemos ter certeza de que seremos atendidos. Jesus dizia que o Pai sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos. É assim mesmo que funciona a Lei Divina. O que temos dificuldade em perceber é que quando pedimos alguma coisa a Deus, em muitos casos, Ele já nos deu aquilo a que tínhamos direito e se ainda não nos deu com certeza nos dará no momento oportuno. Nem sempre o que pedimos é o que merecemos, mas o que recebemos sempre é o que necessitamos.
                Desejamos, ao propor esta reflexão, que sejamos mais coerentes em nossos pedidos, que sejamos mais comedidos em nossos desejos. O mundo moderno nos ilude e nos faz acreditar que precisamos de muitas coisas. O homem dos dias atuais inventou necessidades que não são reais. Isso faz com que com que nós nos achemos merecedores de muitas coisas. Acreditamos que temos muitos direitos e acabamos esquecendo que também temos muitos deveres. Isso é algo que também precisa ser colocado na balança do bom senso. Uma boa solução para isso é buscar a espiritualização, procurando viver como um espírito que temporariamente ocupa um corpo que logo se desintegrará pelas leis naturais. Corpo este que não precisa de tantos acessórios quanto pensamos, porque seu prazo de validade já está determinado. O homem espiritualizado já não se martiriza quando não consegue possuir as coisas que deseja. Fica feliz com o pouco que tem e continua buscando a melhora sem que isso lhe transforme num ser cuja obsessão é acumular riquezas materiais, se é que há alguma riqueza na matéria. Não queremos dizer com isso que devemos nos tornar criaturas acomodadas que não buscam a melhoria material. Estamos imersos na matéria e precisamos sobreviver na matéria, e devemos fazer isso da melhor forma possível. Só alertamos a todos para que não façam disso a razão de suas existências. Muitos irmãos, com o argumento de que Deus quer que tenhamos uma vida confortável, acabam se tornando pessoas ávidas por bens materiais, tornando-se tão gananciosas e desequilibradas que não conseguem nem desfrutar desses bens pelos quais sacrificam toda encarnação. Nunca é demais repetir que não levaremos nada de material quando nos libertarmos do corpo físico, portanto não é sábio sacrificar nossa existência em busca da riqueza material. Procuremos desenvolver em nós os valores do espírito, cuja marca maior é o amor pelo próximo.
                Entre merecimento e necessidade a palavra chave é equilíbrio. Quando encontrarmos esse equilíbrio estaremos mais próximos do objetivo pelo qual estamos encarnados. Estamos aqui para nos tornarmos melhores do que éramos antes de encarnar. Não só em relação a esses conceitos, mas devemos buscar o equilíbrio em todas as coisas, esse é um objetivo intrínseco no conceito de encarnação.
                Não esperamos que todos concordem com nossas singelas palavras, que apenas mostram um dos muitos lados dessa questão, mas esperamos que elas possam servir de base para reflexão. O antagonismo é ferramenta de evolução. Se você não concordar com essas palavras, esperamos que elas sirvam, pelo menos, como elemento de comparação com suas próprias ideias e que, dessa síntese, surja uma ideia melhor!

                Que o nosso Criador, que a tudo provê, dê a todos sabedoria suficiente para que possamos ter aquilo que merecemos e necessitamos na justa medida.

Muita paz e muita luz!

Victor

Psicografado em fevereiro de 2018

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

RECOMEÇOS



                       RECOMEÇOS

                Estamos no início de um novo ano. Um ano que começa e que nos presenteia com a oportunidade de um recomeço. Sim, porque o que começa é o período de tempo que denominamos ano. Quanto a nós, espíritos imortais, só temos um começo e depois dele só teremos recomeços.
                Queridos irmãos queremos falar hoje a respeito de recomeços. Como a própria palavra sugere, trata-se de começos depois do um começo. Tudo na vida; tudo na natureza; tudo na criação segue este padrão, desde os seres microscópios até o mais brilhante dos astros celestes. Tudo que começou está sempre recomeçando. Assim se cumpre a finalidade estabelecida pelo Criador, ou seja, tudo deve progredir; tudo deve evoluir para se tornar cada vez melhor. Tal é a lei do Criador: evolução constante e ininterrupta.
                É reconfortante saber que podemos recomeçar sempre, não é verdade? Saber que podemos errar quantas vezes forem necessárias até que aprendamos a discernir o que nos faz melhores daquilo que nos é prejudicial. Isso mostra a bondade, a misericórdia e a sabedoria do nosso Criador, que nos permite consertar os próprios erros; que nos permite reconstruir nossos mundos interiores e sermos os artífices de nosso próprio crescimento. Mas é de se perguntar: não haverá um limite para os erros? Será que não corremos o risco de ficar eternamente estagnados, cometendo os mesmos deslizes e permanecermos nessa condição por muito tempo? Sim, claro que podemos, mas necessariamente não chegaremos à essa condição. Quando cometemos o mesmo erro por muito tempo, nós acabamos por nos cansar e começamos a buscar soluções diferentes para as nossas necessidades evolutivas. A natureza do espírito é o movimento em direção ao Criador. Temos, intrinsecamente em nós, essa força dinâmica, que nos impulsiona em direção à Fonte Primeira, portanto, não é razoável que nos preocupemos com a possibilidade da estagnação eterna. Existem também os obstáculos...
                Em nosso momento evolutivo já temos condições de percebermos quando estamos estagnados, e isso nos impulsiona para os recomeços. É uma necessidade interior que, na maioria das vezes nem percebemos, mas que nos lança em novos empreendimentos, parecendo até que a escolha nem foi nossa. Existem, é claro, casos de espíritos mais empedernidos do que os outros, e estes, nos dão a impressão de que não sairão do lugar tão cedo. Alguns desses irmãos passam a vida inteira como cegos que não querem enxergar. Pisam todos os dias no mesmo espinho e não procuram se desviar desse caminho.  Para estes existe a aplicação da Lei de Evolução. Tais irmãos acabam sendo colocados em determinadas situações, nas quais, são obrigados a fazer escolhas que lhes darão oportunidades de crescimento. Algumas vezes tais escolhas levam a situações muito dolorosas, isso quando observamos a partir do nosso tacanho ponto de vista de espírito encarnado. Infelizmente para alguns desses irmãos não há outro caminho. Se não se desviam do caminho do atraso por vontade própria são obrigados a desviar, em função de obstáculos que são colocados em seu caminho. O fato é que, terminam por evoluir, pois como dissemos antes, evolução é determinação divina. Nada e ninguém escapam dela - é lei universal. Vejamos este exemplo a seguir.
                Havia um homem que insistia em permanecer atrelado a uma determinada situação, que o mantinha como que engessado e não permitia que ele evoluísse. Nosso amigo era alcoólico. Ele sabia que tinha essa doença, conhecia a cura, mas não se determinava a lutar contra ela. Ela sabia que podia vencê-la. Sabia que tinha condições psicológicas para enfrentar o problema e vencê-lo, mas não o fazia. Sempre adiava essa decisão e dizia para si mesmo: amanhã eu paro; segunda feira eu paro; semana que vem eu paro e nunca começava, ou melhor, recomeçava. O tempo foi passando, e esse irmão, já um homem de meia idade, começou a sentir que estava demorando para tomar a decisão que mudaria sua vida. Era um homem que tinha algum conhecimento das coisas espirituais e isso o angustiava mais ainda, porém, mesmo assim ele continuou adiando a escolha que o levaria à recuperação. Sentia e sabia que poderia, caso deixasse de beber, ser uma pessoa mais útil para a sociedade. Poderia, com seu conhecimento e com novos estudos, ajudar o próximo e agindo assim ajudar a si mesmo. Mas ele continuava adiando, adiando...
                Num desses dias em que bebia com amigos encarnados e desencarnados também, sentiu um pequeno desconforto abdominal acompanhado de uma leve dor de cabeça. A princípio, não deu muita importância ao fato, achando que poderia ser um mal-estar passageiro. Nos dias seguintes, quando bebia, sentiu a novamente tais sintomas e estes, se tornavam cada dia mais fortes, a ponto de fazê-lo, em algumas ocasiões, parar de beber e voltar para casa mais cedo. Decidiu então procurar um médico para tentar descobrir o que se passava com ele. Depois de se consultar com diversos médicos, descobriu que estava com uma doença que lhe havia destruído o fígado. Quando foi precisamente diagnosticado, já estava com o fígado cirrótico e que funcionava com apenas vinte por cento ou menos da capacidade. Iniciou o tratamento, o que naturalmente o forçou a parar de beber, mas sua condição acabou se agravando com o surgimento de um tumor no fígado já debilitado. Isso o levou para a fila de transplantes. Depois de mais ou menos um ano foi submetido a um transplante e recebeu um fígado de um jovem que havia desencarnado num acidente de motocicleta. Nosso amigo não poderia mais beber, pois teria que tomar remédios para evitar a rejeição do órgão pelo resto de sua vida. Sem beber, sobrou tempo para se melhorar e até voltou a estudar. Aprofundou seus conhecimentos a respeito das coisas espirituais e hoje é uma pessoa bem mais útil, tanto para a família quanto para a sociedade. Hoje é uma pessoa que participa voluntariamente até de trabalhos assistenciais. Nosso irmão foi induzido a recomeçar para o seu próprio bem.
                Através deste exemplo fica mais fácil compreender o que queremos dizer com a palavra “obstáculos”. São dificuldades que surgem para que nos desviemos do caminho mais longo e para que não permaneçamos estagnados por muito tempo. Nessa história verídica, podemos entender como funciona a sabedoria divina. O que, aparentemente parece um castigo quando olhamos de um ponto de vista puramente humano, na verdade é uma prova da misericórdia divina, que deu a este nosso irmão mais uma chance de recomeçar.
                Todos nós deveríamos fazer, de vez em quando, uma autoavaliação, para ver se não estamos demorando demais para tomar a decisão de mudar de direção e seguir o caminho que nos fará sair da estagnação. O que é que estamos adiando para começar ou recomeçar? Devemos fazer nossas escolhas antes que um “obstáculo” seja colocado no caminho que insistimos em permanecer trilhando. Claro que podemos, como tudo na natureza, recomeçar muitas vezes, mas certamente chegará um momento em que teremos nossas escolhas reduzidas para poucas opções, ou talvez, como nosso amigo da história, teremos nossas escolhas reduzidas à uma única opção. Não esperemos pelo “obstáculo”. Mudemos já! Vamos escolher o caminho mais adequado para nós, enquanto ainda temos muitas opções.
                Sabemos que algumas mudanças não são nada fáceis. O espírito em evolução está sujeito a uma série de dificuldades proporcionadas pela permanência na carne. Ele é bombardeado por desejos constantes que nem sempre podem ser satisfeitos, por motivos de diversas ordens. Ele está sujeito a necessidades e sente a pressão de tendências nem sempre saudáveis, seja do ponto de vista físico ou moral. Enfim, o espírito encarnado vive numa luta constante entre o que pode e o que convém, sendo obrigado a fazer escolhas diárias desde o primeiro minuto em que acorda até o momento em que cerra os olhos para dormir. Reconhecemos que a vida na matéria é um teste de resistência em que muitos fracassam, e que por isso precisam recomeçar. Mas sabemos também que temos condições de vencer essa luta e fazer de nossas vidas algo melhor e maior. Podemos evoluir bem mais rapidamente, basta para isso escolher os caminhos mais adequados. Contudo, devemos permanecer serenos e tranquilos porque podemos recomeçar muitas vezes, só não podemos abusar dessa prerrogativa.
                É mesmo consolador, saber que quando agimos de modo inadequado, nosso Criador nos dá oportunidade de recomeçar e fazer a coisa certa. Portanto, não devemos nos encher de culpa pelos erros cometidos e deixar as coisas como estão. Aprendemos justamente pelos nossos erros e nossos acertos, é assim que evoluímos. Se tivermos consciência de que agimos mal, não percamos tempo nos sentindo indignos e culpados. Ao contrário, arregacemos as mangas e recomecemos, procurando não cometer os mesmos erros.

Cada encarnação é um recomeço, é uma nova chance que o Criador nos dá para fazer a coisa certa, para fazer o melhor. Aproveitemos!

Muita paz e muita luz sempre!

Victor


Mensagem psicografada em 15/01/2018

sábado, 25 de novembro de 2017

Salto Evolutivo - A Terra renovada


Queridos irmão de todas as crenças e de todas as religiões.
                Vivemos um momento de grande importância na história do nosso planeta. Este é um momento de transição que vem sendo anunciado por muitos há muito tempo. Astrólogos atribuem as mudanças que ocorrerão no planeta à chegada da Era de Aquário. Espiritualistas, esotéricos e outros afins dizem tratar-se de uma Nova Era da Consciência. Dizem ainda que a Terra dará um Salto Evolutivo. Encontraremos muitas outras denominações para identificar este fenômeno planetário, se procurarmos.  Mas o fato é que vamos testemunhar a transição do planeta Terra para uma nova fase evolutiva.      
                Como é costume da espiritualidade responsável pela evolução do planeta e, com o objetivo de assegurar a universalidade das informações procedentes do plano espiritual, essas notícias foram surgindo e sendo divulgadas em todos os rincões da Terra e não somente aqui no Brasil, nosso lindo país, tão maltratado pela ambição humana; tão explorado; tão espoliado pelos gananciosos que acreditam que serão mais felizes que os demais se possuírem maior quantidade de bens materiais e dinheiro.
                Em todo o mundo, estes pobres espíritos acreditam que são ou que estão em condições melhores do que os outros. Tolo engano! Na verdade, são apenas irmão que se encontram doentes. A grande maioria deles, nem imagina que fazem papel de verdadeiros zumbis nas mãos das forças contrárias à evolução. Não percebem que são apenas doadores inconscientes de energia. São submetidos rotineiramente a verdadeiras transfusões de energia para espíritos que os manipulam daqui do plano astral. Podemos afirmar que, a maioria desses homens que pisam nos outros; que oprimem os mais humildes; que destroem lares, acreditando que estão levando alguma vantagem sobre seu semelhante, não passam de doentes encarnados conduzidos por doentes desencarnados. Marionetes a serviço do mal. Em boa medida, estes homens são o objeto das transformações que ocorrerão na Terra.
                Tudo que tem acontecido aqui no Brasil, que não é uma exceção no mundo, pode ser considerado um sinal dessa mudança. Estamos nos referindo, além de todas as atrocidades que ocorrem diariamente, a esta série de escândalos envolvendo nomes importantes; nomes conhecidos; nomes de homens que deveriam guiar as pessoas e que, no entanto, estão agindo como ladrões covardes que contribuem para que o povo tenha uma vida ainda mais sacrificada. A transição planetária já se encontra em pleno andamento. Esses fatos fazem com que nós nos conscientizemos da necessidade de uma limpeza, uma depuração, ou seja, a própria humanidade está criando condições energéticas favoráveis para esta grande mudança.
                Saibam que, não se trata de fantasia de uns poucos loucos. Esta mudança já está começando em muitos lugares da Terra. Veremos a dura realidade dessa transformação, que começa a se desenhar no horizonte, para quem quiser ver, ou como dizia jesus: “para quem tem olhos de ver”. Uma grande seleção de espíritos está se processando. Desta vez não será como as outras importantes mudanças que já aconteceram - a transformação não se dará de forma lenta e gradual, pelo contrário, será bruta e abrupta.
                De tempos em tempos, a espiritualidade faz estes remanejamentos coletivos de espíritos. Contingentes de almas com características semelhantes são conduzidos compulsoriamente, ou não, para outras localidades do cosmos, onde poderão, pelas condições de vida oferecida nesses orbes, evoluírem de acordo com seus pendores, de acordo com sua vontade e de acordo com seus atos, porque a vontade pura e simples não resolve nada. É preciso que esta vontade seja acompanhada do comportamento correspondente. Nestes orbes, a vida desses irmãos pode ser mais dura do ponto de vista material ou não. Em algum desses mundos, embora possam ser considerados inferiores a Terra, a vida material é farta e eles não precisarão lutar com tanta dificuldade pela sobrevivência como fazem aqui na Terra, porém, a rigidez moral que é exigida nesses planetas é alguma coisa assustadora. Nesses lugares, as falhas morais dos indivíduos são punidas de modo exemplar. Corretivos duríssimos, que sequer podemos imaginar aqui na Terra são aplicados de modo natural. Infelizmente este é o remédio amargo que muitos de nós terrícolas precisamos para retornarmos novamente para o caminho correto. Em outros lugares a vida pode ser dura, tanto do ponto de vista material, quanto do ponto de vista moral.
                A Lei Maior permite que nós sejamos os responsáveis pela nossa própria evolução. A isso chamamos de livre arbítrio. Mas em alguns casos a demora em evoluir é lenta demais e os espíritos responsáveis pela evolução planetária são obrigados a interferir, limitando o livre arbítrio de muitos irmãos. Isso ocorre todo dia, toda hora. Porém vivemos um momento em que esta interferência está se dando de modo bastante acentuado.
                Nunca, na história da humanidade, um contingente tão grande de espíritos foi, está sendo e será remanejado num período de tempo tão curto, mas tudo tem uma primeira vez. Para que isso aconteça, infelizmente, grandes tragédias precisam ocorrer para que se realizem os desencarnes. O tempo das catástrofes anunciado pelo Mestre se aproxima rapidamente. Não devemos esperar coisas boas para os próximos dias, semanas, meses e anos. A Terra passará pelo mais terrível período de destruição de todos os tempos. E o pior de tudo isso é que, a maior parte dessas desgraças ocorrerão pela intervenção do próprio homem. Não seria exagero dizer que o apocalipse começa a se concretizar. Todas as bestas lá descritas já estão à solta. Não são monstros gigantescos como descritos na linguagem figurada dos textos bíblicos. São pequenos homens com grandes poderes que farão com que essas tragédias e esses desencarnes em massa aconteçam. Podemos fazer alguma coisa para mitigar essas desgraças? Sim, podemos. Podemos orar e pedir ao Nosso Criador que seja misericordioso e que alivie o sofrimento da humanidade.
                Ao mesmo tempo, recomendamos que, não nos apavoremos com todos esses acontecimentos, porque, em pequena proporção, isso já acontece todos os dias e bem em frente dos nossos indiferentes narizes. Muitos de nossos parente e amigos que estão deixando o corpo físico já estão sendo direcionados para outros orbes. Alguns estão sendo conduzidos para zonas de espera. Nesses lugares já vão sendo preparados, fazendo uma espécie de pré-adaptação para os novos mundos em que encarnarão. Por causa da diferença molecular dos corpos que ocuparão, precisam que seus corpos astrais sejam remodelados para tornarem-se compatíveis com a nova condição física em que nascerão. Alguns terão seus tamanhos e formas reduzidos, enquanto outros terão suas dimensões aumentadas. Alguns desses mundos são extremante rústicos e a adaptação dos humanos não será nada fácil, mas isso também faz parte do aprendizado. Todos esses irmãos que partirão para planetas “inferiores” terão alguma dificuldade de adaptação, mas isso os tornará mais habilitados para uma possível volta à Terra depois dessas experiências. Muitos desejarão ardentemente retornar ao lindo planeta que não souberam dar valor.
                Nem tudo é tragédia. Nem tudo é desgraça. Uma boa parte da humanidade será conduzida para planetas “melhores”, onde a luta pela sobrevivência física não existe. Todos têm a sua sobrevivência física assegurada pela lei, pois nesses lugares não existem divisões em grupos ou famílias como temos aqui na terra. Nestes planetas todos cuidam de todos! É a lógica dos seres que já atingiram um nível de evolução e inteligência bem superior à dos terrícolas. São lugares onde o conhecimento atemporal que foi trazido aqui na terra, entre outros mestres, por Jesus, é uma prática comum. Os habitantes desses planetas já entenderam que não podem agir de outro modo. Seria ilógico e irracional. Para eles é tão claro que, todos estarão bem somente se cada um estiver bem. Entendem que, se pelo menos um dos habitantes dessas sociedades não estiver bem os outros não se sentirão bem. Nesses planetas, a ideia de que somos UM não é mais um discurso metafísico e sim uma realidade cotidiana na vida de seus habitantes.  Os humanos que irão para esses planetas mais evoluídos, também passarão por zonas de adaptação, como preparação para a vida em corpos diferentes. Aqui, estamos falando de corpos menos densos, corpos que podem flutuar e se deslocar em grande velocidade mesmo sendo considerados corpos físicos, segundo o que entendemos por físico aqui na Terra.
                Resta falar ainda dos espíritos de outros orbes que vieram, estão vindo e ainda virão para cá. Alguns reencarnarão como missionários para ajudar a humanidade em sua nova fase. Nos ajudarão na reconstrução da Terra, principalmente em nossa reconstrução moral. Alguns estão vindo, por incrível que possa parecer, como uma espécie de admoestação, por não terem correspondido às expectativas evolutivas dos planetas em que viviam. Porém, suas mazelas não são, nem de longe comparadas com as atrocidades cometidas pelos terrícolas. Os remanejamentos não acontecem somente aqui na Terra. A evolução não é uma lei humana, é uma lei universal, por isso ela se dá o tempo todo em todos os lugares.
                A pergunta que naturalmente se faz é: como podemos nos preparar para enfrentar esse tempo de terríveis acontecimentos?
                Para evitá-los, sentimos dizer que nada poderá ser feito. Para enfrentá-los, devemos nos armar com muita fé em Nosso Criador. Aqueles que já procuram levar suas vidas dentro das leis da evolução terão muito trabalho a fazer. Devemos nos preparar, não para fugir ou evitar os acontecimentos, mas devemos sim, como espíritos voltados para o bem, nos prepararmos para auxiliar todos os irmãos que sofrerão por ocasião desses acontecimentos. Vamos ser como faróis na escuridão, para orientar esses irmãos, porque até o último momento podemos ajudar a evitar o desterro de alguns desses nossos irmãos.
                Essas notícias não muito agradáveis que trazemos, e que já não são novidade alguma para uma grande quantidade de espiritualistas, não devem ser motivo de alarme. Sabemos que a morte não existe. Que assim que deixamos o corpo físico voltamos para nossa condição primeira, ou seja, a condição de espíritos imortais. Devemos, na verdade, nos alegrar. Sim, nos alegrar, porque os desígnios do Criador estão se realizando. Toda mudança, mesmo aquelas em que acreditamos estar sendo colocados em situações dolorosas, já sabemos que se trata novas oportunidades de aprendizado. Esses acontecimentos, que já começam a surpreender a belicosa humanidade, representa melhora para o nosso planeta. Felizes serão aqueles que, aqui permanecerem após estes acontecimentos, porque poderão ver a Terra renovada; a Terra onde o respeito pela natureza será lei e hábito. A terra onde a vida, não só a vida humana, mas todas as formas de vida, terão seu valor reconhecido e, por isso respeitadas; a Terra onde o amor será a palavra de ordem para todos, mesmo para aqueles que hoje, por preconceito, consideramos diferentes. Na Terra renovada todos nós nos reconheceremos como espíritos, ou seja, como iguais, apesar das diferenças físicas.
                Não nos revoltemos e nem sejamos tomados de apreensão. Seremos testemunhas do salto evolutivo do nosso planeta, um acontecimento que só acontece de muito em muito tempo. Lembremo-nos sempre que, no nosso universo, toda destruição significa renovação. Nada se perde no nosso universo. As coisas se transformam e sempre se transformam para melhor. Portanto meus irmãos, tenhamos fé em Nosso Criador, do qual temos um pedacinho em de nós, porque na verdade, somos também, embora seja difícil entender este pensamento, coartífices de todas essas transformações que ocorrem e que sempre ocorrerão.

Que a paz e o amor de Nosso querido Mestre Jesus Cristo esteja no coração de todos vocês.

Victor.

Mensagem psicografada em 20/11/2017