Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


Nosso e-mail: umamigalhadeluz@gmail.com

Você pode nos mandar um e-mail ou deixar sua opinião
no final de cada texto. Sua participação é muito importante!
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terça-feira, 1 de maio de 2018

O Mestre deve habitar em nós!


                O Mestre deve habitar em nós!

                Precisamos deixar que o Mestre habite em nós. Devemos representar o Mestre espiritual no mundo material. Nós, que o seguimos, devemos exemplificar suas ideias vivas, fazer com que seus desejos sejam realizados. Nós escolhemos o Mestre ou o Mestre nos escolhe? A verdade é que nos escolhemos mutuamente, nós e o Mestre. Assim aconteceu porque pertencemos a mesma origem e reconhecemos Nele o caminho. Viemos Daquele que tudo criou e que tudo sabe, tudo determinou. Pode-se perguntar: para que precisamos de um Mestre, será que não somos bastante inteligentes para caminhar sozinhos, para fazer nossas escolhas? A resposta é não. Somos como crianças e precisamos de alguém a nos orientar, a nos mostrar o caminho para que conheçamos a nós mesmos e desenvolvamos todos os nossos potenciais. O Mestre é um pai amoroso.

                Um verdadeiro Mestre não é aquele que nos conduz no caminho. Um Mestre é aquele que mostra o caminho e deixa que seus discípulos tenham a opção de segui-lo ou não. Ele sabe que aquele que é conduzido não aprende a caminhar por suas próprias pernas e precisará sempre que alguém o conduza, e isso não é o que um verdadeiro mestre deseja para o seu discípulo. O Mestre quer que o discípulo aprenda, cresça e o supere. Essa é a recompensa que o Mestre deseja mais do que tudo. Esse é o objetivo do Mestre. Nosso Mestre é Jesus Cristo! Existem outros, mas é a este que, por amor, nos ligamos e é a este que dedicamos nossos esforços para que seus ensinamentos atravessem os séculos ajudando o homem na sua caminhada de volta para o Todo.

                Jesus de Nazaré, o Cristo, como outros Mestres que estiveram entre nós, nos deixou exemplos de como devemos proceder nas mais diversas situações. Nos deixou exemplos que, com certeza, não conseguiremos reproduzir plenamente, e talvez ainda devam se passar alguns séculos até que venhamos a fazê-lo.  O Mestre, como um bom educador, nos pediu para fazer uma centena, porque sabia que, com muito esforço, faríamos uma dezena. Assim fazem os grandes Mestres. Eles nos pedem o máximo, mesmo sabendo que faremos o mínimo. Essa é a didática divina. Mesmo sabendo das nossas fraquezas, Ele acredita em nós, e nos dá a confiança tentar, esperando que façamos o melhor.

                Toda a doutrina do Cristo pode ser reduzida a esta frase “Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Como é possível que numa frase tão curta, toda uma doutrina que se diz universal e atemporal pode estar contida? Pois vamos dividi-la, analisá-la e ver se chegamos a mesma conclusão do Mestre. Comecemos por “Amar a Deus sobre todas as coisas”. Hoje não podemos mais aceitar que a divindade seja aquilo que a humanidade em sua ignorância definiu. Deus, a consciência cósmica universal, está aquém e além de qualquer definição possível. Deus é o indefinível. E dizer isso ainda é temeroso porque estamos dando nome ao inominável. Deus é o Todo. Aquele que está em tudo. Aquele que simplesmente é. Nada está fora Dele. Amar a Deus, entendendo-o deste modo significa amar a tudo que nos rodeia. Valorizar cada pedra, cada planta e cada ser que encontrarmos, porque em todos eles há um pedacinho Daquele que, por questão de didática chamaremos de Criador. O ideal é que cheguemos ao ponto de quando olharmos para qualquer coisa que nosso olhos possam ver, possamos sentir a presença dessa Consciência Cósmica que a tudo deu forma e agradecermos pela individualização que nos permite essa observação como se fôssemos separados Dela. Amar a Deus é amar a vida; é agradecer por tudo que existe e por todas as nossas experiências. Quando conseguirmos reconhecer a divindade nas coisas que nos cercam, já poderemos nos considerar espíritos conscientemente integrados à divindade. Poderemos sentir que Deus está em nós e que nós estamos Nele.

                Vamos agora a segunda parte de nossa grosseira análise. “e ao próximo como a ti mesmo”. Será possível que possamos amar alguém tanto quanto amamos a nós mesmos, uma vez que nascemos com esse instinto de preservação que sempre escolhe como prioridade a si mesmo? Vamos dividir também este pedaço da frase do Mestre em duas para melhor analisá-la. Vejam que, uma frase aparentemente simples, vai ganhando contornos inesperados. “amar ao próximo”. Para entendermos esta primeira parte precisamos fazer as seguintes perguntas: Quem é o próximo e quem está mais próximo de mim? Sem estas respostas não saberemos a quem amar, não é verdade? Interessante é que estas duas perguntas tem uma resposta só: eu mesmo! Quem está mais próximo de mim do que eu mesmo? Ninguém! Portanto, para seguir ao Mestre com precisão devemos amar a nós mesmos. Mas, isso não é exatamente o contrário do que Ele pregou? Ele nos disse para não sermos egoístas, certo? Bem vamos para a análise da segunda parte da frase que dividimos, para ver se ela nos ajuda a sair deste suposto labirinto em que nos encontramos. “como a ti mesmo”. Vamos ver, se Ele disse para amar ao próximo como a mim mesmo, posso deduzir que quanto mais amor eu der a mim mesmo, mais amor devo dar ao outro. Cremos que não há dúvida quanto a isso. Está explícito na frase que devo amar ao outro na mesma medida em que me amo. Isso nos leva a solução de nossa pequena charada. Só nos resta uma dúvida: por quem devo começar a amar, a mim ou ao próximo? Isso Ele não especificou, disse apenas para amar ao outro “como” a nós mesmos. Complicado? Não. Na verdade, é muito simples, porque uma coisa leva a outra. Se devemos amar ao próximo na mesma medida, tanto faz amar primeiro a mim ou ao meu próximo, porque no final amaremos os dois igualmente. Vejam que com todas as possíveis deturpações que certamente ocorreram pelas inúmeras traduções desta frase, ela parece ter mantido sua essência. Essa é uma marca do verdadeiro Mestre. Palavras simples, cujo significado é de uma profundidade desconcertante. Mas voltando a nossa análise da segunda parte da frase principal, o que queremos destacar com alguma ênfase, e que também está implícito no axioma, é que precisamos nos amar, pois sem isso não poderemos amar aos outros. Não se pode dar aquilo que não se tem!

                Quando dissemos que Mestre deve habitar em nós, estamos exortando a todos os discípulos a viverem a verdade do Mestre. O Mestre e sua verdade são a mesma coisa, porque a verdade é a essência do verdadeiro Mestre. Quando colocamos em prática seus ensinamentos estamos trazendo-o de volta ao nosso convívio e nos tornando um só. A verdade do Mestre deve habitar em nosso coração. Esta é a casa que ele escolheria para habitar, sem sombra de dúvida, porque todo grande ensinamento não é somente feito de palavras, ele sempre vem acompanhado de muito sentimento, de muito amor e de muita vida.

                Qual é o verbo da frase do Mestre? (em nossa língua o verbo é parte fundamental de uma frase- sem um verbo, sequer podemos chamá-la de frase) É o verbo “amar”. Se Ele disse que toda a sua doutrina estava contida nesta frase, certamente o amor é a parte mais importante de sua mensagem. Quando “amarmos” a Deus; quando “amarmos” a nós mesmos; quando “amarmos” ao próximo estaremos fechando o grande círculo da evolução. Estaremos voltando ao Criador e a própria Criação. Estaremos voltando à Fonte de Todo Amor da qual emanamos. O amor é a base em que fomos criados. Nascemos para amar e sermos amados. Somos aparentemente muito diferentes uns dos outros, mas uma coisa podemos afirmar: o Amor é a essência que restará depois de toda caminhada, depois de toda sublimação.

                Não só Jesus, mas todos os Mestres que vieram ajudar na evolução da humanidade deixaram ensinamentos importantes, e todos eles muito simples de serem entendidos, porém muito difíceis de serem vivenciados. Todos os Mestres pregaram o amor como a ferramenta para o aprimoramento e a transformação do homem e do mundo para melhor. Em nossa ignorância conseguimos complicar o que é simples e tornar tortuoso um caminho reto. Isso é errado? Não, não devemos pensar assim. Devemos entender que isso faz parte de nosso aprendizado, de nossa caminhada rumo ao Todo. Fomos criados por amor e o amor só pode construir, nunca destruir, por isso, mesmo quando estivermos passando ou vendo outros passarem por situações terríveis não devemos nos preocupar, pois algumas coisas precisam ser reformadas ou mesmo destruídas para serem reconstruídas numa condição melhor.

                Desejamos que cada um encontre o seu Mestre e que cada um permita que esse Mestre faça morada em seu coração. Desejamos que todos um dia venham a superar o seu Mestre e assim fazê-lo sentir-se realizado por saber que seu trabalho não foi em vão. Uma boa maneira de encontrar o Mestre é abrir o coração, pois sem a abertura desta porta, cuja chave é o amor, não é possível que Ele penetre e faça ali sua morada. Desejamos e pedimos que nosso Mestre Jesus, este que em nós habita, possa abrir os corações de todos, para que cada um encontre seu verdadeiro Mestre.

Victor

Mensagem psicografada em 09/04/2018

quinta-feira, 15 de junho de 2017

DESPERTAR Livro Espiritualista

        Publicamos hoje nosso primeiro livro. Ele é uma coletânea de textos já publicados em nosso blog. Mas estão separados e colocados numa ordem tal que lhe dá corpo e uniformidade. Desejamos que todos leiam, gostem e tirem dele algo de bom para suas vidas.Como presente o recebemos e como presente o ofertamos.
     Como o próprio nome diz, ele procura fazer com que as pessoas despertem para a bi-dimensionalidade da vida e se descubram como espíritos imortais que se encontram temporariamente num corpo físico e não como pedaços de carne pensantes.
      A humanidade tem um futuro maravilhoso pela frente, mas para isso algumas coisas precisam ser mudadas. Este livro aponta alguns caminhos para que essa mudança seja efetivada.
      Nunca é cedo ou tarde demais para começarmos a nos melhorar e melhorar o nosso mundo, afinal de contas, somos eternos...


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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Comunicação entre mundos


Chegará um dia em que as coisas serão bem diferentes. Dia em que a mediunidade aqui na Terra será considerada um modo ultrapassado de comunicação com os espíritos; dia em que todos os homens terão consciência da realidade bidimensional em que existem; dia em que, pela própria evolução do homem, ele se comunicará com os que se encontram no plano astral/espiritual sem que precise dos préstimos de medianeiros ou qualquer outro meio indireto de comunicação.
Neste futuro, o homem já terá desenvolvido algumas percepções extra-sensoriais que no momento encontram-se latentes. Estas lhe permitirão ver, ouvir e até, de certo modo, tocar as coisas do plano astral. Mas, por enquanto, devemos continuar nesta peleja porque ainda vivemos na época da intermediação feita por essas pessoas que se dispõem a desenvolver suas capacidades mediúnicas e que as colocam a serviço do próximo. Na verdade, o que fazemos hoje é uma preparação para este novo tempo que se aproxima. Estamos desenvolvendo, muitos de nós até sem saber, estas novas percepções que serão características comuns nas gerações futuras.
Embora muitos não percebam, e muitos sequer se interessem em saber se existe mesmo ou não outra dimensão, o que está acontecendo é que a evolução, tanto física quanto espiritual segue seu caminho ascendente independente de nossa vontade. Para evoluir, é bom que se diga, não é necessário saber se estamos ou não em contato com os espíritos. Muitos desenvolvem a capacidade de amar e passam a praticar o bem, e este é o caminho mais curto para a evolução, sem ter conhecimento algum das relações entre homens e espíritos. Isto é uma prova de que não precisamos estar envolvidos diretamente com a espiritualidade para nos tornarmos pessoas melhores e evoluir no sentido correto. Só para reforçar o que estamos dizendo: existem pessoas que são verdadeiros anjos encarnados que não sabem e não se dão conta de que têm todo um acompanhamento e apoio espiritual. O queremos dizer é que muitas pessoas sofrem a influência boa ou má dos desencarnados sem que sequer admitam a sua existência. Eis aí uma boa razão para não impormos nossas crenças e nosso modo e ver a realidade para quem quer que seja. Os modos de evoluir são os mais diversos possíveis. O mais prudente a fazer, é nos preocuparmos com nosso próprio aprimoramento, nossa própria evolução, que está ligada quer queiramos ou não à evolução do nosso próximo, porque é através do amor e do amparo ao próximo que nos melhoramos.
O homem encarnado sofre demais a ação do tempo sobre si. Sente, ainda que de modo incompreensível para ele, que sua permanência na matéria é breve e por isso torna-se um ser ansioso, querendo ter tudo ao mesmo tempo. Querendo conquistar o mundo em um só dia. Isso faz parte de seu aprendizado. Mas, já é chegado o momento de refletirmos sobre isso e começarmos a fazer as coisas com calma, porque o tempo, na verdade, não é nosso inimigo, pelo contrário, é um aliado muito fiel. Precisamos estar sempre conscientes de que não morremos de fato; de que não precisamos fazer tudo hoje; de que não precisamos resolver todos os problemas nesta encarnação, até porque, por mais que nos esforcemos não conseguiremos aprender tudo que precisamos e não desenvolveremos todo o nosso “potencial divino” somente numa breve existência terrena. Devemos nos preparar espiritualmente para este novo mundo, com muita calma e muita tranquilidade, o que nos dará certa leveza. O contato e o aprendizado junto à espiritualidade é sempre uma preparação para tarefas cada vez mais significativas no vasto campo de trabalho do Criador. Devemos continuar aprendendo e nos desenvolvendo sem pensar que o fazemos para atingir uma finalidade, pois assim colocamos o tempo a nosso favor. É Claro que temos objetivos em mente, mas nesse campo, quando atingimos um objetivo, o que estamos fazendo é simplesmente galgando mais um degrauzinho preparatório para novos aprendizados e novas tarefas que nos esperam nas próximas etapas. É necessário e importante demais entendermos esta relação com o tempo para não fazermos nada apressadamente. Mesmo naquelas situações que exigem alguma urgência de decisões e que há sofrimento envolvido, precisamos nos manter calmos para entender o que está acontecendo e tomarmos a decisão mais acertada ou escolhermos o melhor caminho. Embora pareça, viver não é uma corrida de obstáculos que no final, após ser vencida, receberemos uma medalha de honra ao mérito. Viver é uma finalidade em si. O espírito precisa atuar, movimentar-se sempre. O movimento é inerente à sua natureza. O que queremos dizer, de modo mais simples, é que não há razão para pressa. Ela só nos fará mais ansiosos e tornará nossa jornada mais difícil.
Caminhamos para uma nova fase da humanidade em que o contato com a espiritualidade será mais natural. Isso ocorrerá quer queiramos ou não; quer nos apressemos ou não, pois já está determinada pelas leis que regem os mundos. No futuro, até essas pessoas que vivem sem se importar com a existência ou não do plano astral e dos espíritos, em suas próximas encarnações estarão pré-dispostos a compreender e aceitar a realidade espiritual, e também terão lugar neste novo mundo, porque como dissemos, mesmo sem ter consciência disso, eles estão evoluindo e desenvolvendo suas percepções extra-sensoriais que neste futuro lhes permitirão acesso direto ao plano espiritual mesmo estando encarnados. Não há como fugir disso, está na Lei Maior. Num mundo futuro, onde as pessoas vão viver em paz, tendo como objetivo principal se instruírem e desenvolverem cada vez mais suas “habilidades divinas”, o contato com a espiritualidade tem, por uma questão de lógica, que ser mais dinâmico e mais livre de interferências. Um mundo melhorado não pode ter divisões tão acentuadas como as que ocorrem aqui na Terra entre os planos físico e espiritual. Aqui mesmo, esta divisão existe somente com a finalidade educativa pedagógica para fazer com que o homem desenvolva sua percepção da divindade em si por si só, conquistando tudo por seu próprio mérito.
Algumas perguntas devem ser respondidas: Porque é tão difícil assim acreditarmos na realidade do plano astral? Por que as coisas não acontecem de modo mais claro, para que não nos perturbemos com dúvidas? Parece que, mesmo presenciando e/ou participando de alguns fenômenos mediúnicos, ainda assim temos dificuldade em acreditar inteiramente na existência do plano astral e dos espíritos. Porque temos esta dificuldade? Qual a razão das coisas ocorrerem desta maneira?
Imaginemos a seguinte situação: Um sábio mestre nos diz que precisamos nos tornar bondosos, amar e ajudar outras pessoas, e que se assim agirmos, nos melhoraremos e um dia iremos para um lugar melhor e lá seremos recompensados por nossa mudança e pelos benefícios que proporcionamos aos outros. Alguns acreditam neste mestre e começam a trabalhar com o intuito de melhorarem-se e tornarem-se boas pessoas para serem merecedores da recompensa prometida. Outros, mais desconfiados, para mudar seu modo de viver, exigem que o mestre que lhes deu tal orientação lhes apresente provas que lhes garantam a existência deste lugar e da recompensa que receberão se seguirem os seus ensinamentos, pois acham que não é prudente mudarem seu modo de viver baseado somente em promessas ou abstrações, sem terem a certeza de que tudo corresponde à realidade.
Bem, se analisarmos os dois tipos de comportamentos dessas pessoas chegaremos à conclusão de que ambas estão, sob seus respectivos pontos de vista, corretas. Os primeiros tiveram boa fé e mudaram seu modo de viver sem exigir provas. Os segundos fizeram questão da prova para não correrem o risco de serem enganados. Porém, aos olhos do mestre quais pessoas estariam mais aptas para habitar o lugar melhor, ou quais teriam mais mérito? Os primeiros ou os segundos? Certamente os primeiros, porque se predispuseram a mudar pela simples promessa de uma recompensa, ou seja, acreditaram no mestre e na proposta que ele trouxe. Os segundos também têm seus méritos, mas não tanto quanto os primeiros, porque eles tinham certeza da existência da recompensa. Qual seria o nosso mérito se um espírito amigo nos mostrasse escancaradamente o mundo espiritual e seus habitantes de modo que não tivéssemos mais dúvida da sua realidade e nos mostrasse as consequências futuras de nossos atos presentes? Teríamos algum mérito sim, mas bem menos do que se abraçássemos a causa do bem sem que nos fosse mostrado o futuro que nos espera.
O que está por trás desse joguinho de palavras?  Qual a moral desta simplória história? A história procura fazer com que nós, seja pela fé, seja pelas provas ou mesmo por imposição de nosso carma venhamos a desenvolver a capacidade de amar para que ela se torne natural e não um meio de ganharmos compensações futuras. Que façamos isso por nós mesmos e não porque alguém nos prometeu algo ou porque sabemos que temos muito a ganhar com isso. Fazer o bem e desenvolver o amor em nós é logicamente o mais sábio a fazer.
                Aquele que, após diversas experiências na carne, conseguir fazer o bem com naturalidade, sem pensar nas recompensas, mas apenas porque sabe ou sente que é a coisa certa a fazer, já está dando os primeiros passos para se tornar um habitante desta nova Terra de paz e amor e de desenvolvimento onde conviverão harmoniosamente encarnados e desencarnados, caminhando lado a lado, sem barreiras de comunicação em direção ao infinito, ao Criador.

Muita paz e muita luz.

Victor

“Tentemos fazer o bem pelo bem, porque não há recompensa maior do que a sensação de estarmos fazendo a coisa certa, isto é, a sensação de estarmos alinhados aos desígnios do Criador”


Mensagem psicografada em 06/02/2017

sábado, 19 de novembro de 2016

Redundância

















Onde há luz não há trevas.

Eis uma frase muito óbvia. Mas que queremos dizer com uma frase tão óbvia quanto essa? Queremos dizer que em nosso dia a dia precisamos aprender a substituir as trevas pela luz.
Por trevas, estamos representando aqui a ignorância que gera o medo; a violência que gera sofrimentos de toda ordem e reduz o homem, centelha divina, à animalidade, afastando-o de sua natureza divina.
Quando falamos em luz, queremos representar o que há de melhor no ser humano; queremos representar o conhecimento; a sabedoria; a delicadeza; a cortesia; a honradez e todas as qualidades que fazem com que o homem possa ser considerado filho de Deus, parte da divindade.
Por que é necessário que caminhemos para a luz e não para as trevas?
Porque através da luz é que nos aperfeiçoamos e nos aproximamos cada vez mais dos objetivos para os quais fomos criados e colocados aqui na terra nas diversas encarnações pelas quais passamos ou passaremos.
Aqui estamos para adquirir todo tipo de experiência que nos ajude a evoluir rumo ao retorno ao Criador. É nosso destino caminha em direção a essa luz maior que a tudo preenche e a tudo envolve com amor.
Quando nos deixamos envolver pelas trevas da ignorância e pela falta de amor e respeito para os nossos semelhantes estamos tomando o caminho contrário ao que deveríamos tomar. Nesses momentos é como se desprezássemos nossa origem divina e nos jogássemos na mesma condição das primeiras formas de vida do planeta. Nesses momentos deixamos de atender ao nosso propósito, pois tudo na criação tem uma finalidade.  Vejam que até as bactérias, apesar de seu tamanho ínfimo em relação ao homem, tem sua função na natureza.
Enchemos nossa vida de luz quando procuramos ajudar os outros; quando respeitamos suas opiniões e suas crenças; sua raça; sua cor; seu gênero; sua sexualidade e todas as particularidades que os fazem diferentes de nós. Respeito às diferenças é uma forma de caridade e bondade digna de um filho de Deus.
Devemos ter atitudes de compreensão e carinho para com as pessoas que não compartilham de nossas ideias e de nossos gostos. Essa diferença é uma das melhores coisas do planeta, porque nós aprendemos mais com os “diferentes”, com os que veem a vida por uma ótica diferente da nossa. Todas as vezes que agirmos com amor e respeito para com os outros, podemos ter certeza de que estamos iluminados, apenas não conseguimos perceber esta luz a nos envolver. Nesses momentos nossos espíritos se tornam como fontes de luz. Nesses momentos fazemos brilhar a nossa centelha divina, cujo brilho é superior a luz de muitas estrelas.

Quanto mais nós brilharmos, mais brilharemos.

Parece outra frase que diz o óbvio e que não tem muito sentido, não é? O que estamos dizendo é que a partir do momento que decidirmos colocar luz em nossas vidas, através de pensamentos e atitudes generosas para com o nosso semelhante, além de brilharmos, estaremos nos tornando mais aptos a espantar as trevas e brilharmos cada vez mais.
Quando estamos mergulhados nas trevas da ignorância (apesar das lições que elas também nos dão, e que até para alguns é caso de necessidade) contrariamos a lei maior, a lei do amor. Desse modo fazemos com a nossa jornada na matéria se torne mais penosa e mais demorada do que deveria ser.

Quando estamos nas trevas, mais trevas atraímos.

Outra frase aparentemente tola, mas que tem um significado muito importante. Queremos dizer que quando estamos envolvidos num clima de ódio, com desejos de vingança, mal querer para com as pessoas que nos cercam, criamos condições para que os espíritos que se comprazem nas trevas aumentem sua influência sobre nós, e a ideia desses espíritos não é outra senão arrebanhar mais adeptos para suas doutrinas maléficas.
Precisamos, como dizia o Mestre, vigiar e orar constantemente para que nossa chama interior esteja sempre acesa, iluminando nosso caminho e o caminho de quem amamos e espantando as trevas que estão sempre à espreita.
A batalha entre a treva e luz é necessária e real e ultimamente tem se intensificado, pois aproxima-se um momento de purificação no planeta. Aqueles espíritos mais evoluídos serão direcionados para a nova Terra ou mundos melhores enquanto aqueles que insistirem em permanecer nas trevas do egoísmo e da ignorância serão direcionados para mundos de acordo com sua vibração. Desde já precisamos nos posicionar em relação a esta questão. É hora de escolher de que lado lutaremos. Esta não é uma guerra que se fará com armas físicas, nem com soldados na concepção vulgar do termo. Trata-se de uma guerra consciencial, na qual ninguém precisará matar ninguém. A consciência de cada um o levará para o devido front de batalha e lá ele enfrentará o seu pior inimigo: ele mesmo. Será então arrastado pela força da vibração de sua própria consciência para o caminho da luz ou para a permanência na treva.
Grandes contingentes de espíritos serão realocados em outros mundos melhores ou piores do que a Terra. É um momento de purificação. A separação do joio do trigo. Um evento espiritual de proporções gigantescas.
Será uma guerra silenciosa. Somente percebida por aqueles que se atreverem a abrir mão das mesquinharias terrestres e dos sentimentos inferiores, e se entregar de corpo e espírito para a luz interior que anseia para eclodir.
Escolhendo a luz, como soldados sentiremos os ataques das trevas, porém vencendo-as nos tornaremos oficiais do amor e da bondade. Seremos aqueles que, por optarem pela luz, nos transformaremos em novas estrelas no divino firmamento, servindo de guia para os navegadores mais atrasados.
Façamos nossa escolha já! Não há tempo a perder. A grande guerra entre a luz e a trevas já inicia seus primeiros combates. Armemo-nos de amor e de compreensão. Derrubemos nossos inimigos com exemplos de bondade e respeito e com muito amor para com todas as criaturas.
Vamos nos iluminar através do estudo, da prática do bem e da solidariedade. Não vamos deixar que as trevas nos envolvam com seu manto de tristeza e de negatividade.
Vamos nos espelhar no Mestre Jesus, em seus exemplos. Vamos nos instruir em seu evangelho que engana pela simplicidade. O evangelho do Cristo contém, nada mais nada menos, do que a solução para todos os problemas da humanidade da Terra e de qualquer outra humanidade de qualquer outro planeta. Seu conteúdo é válido para qualquer tempo e qualquer lugar. Ele é uma fonte de luz que está à disposição de quem quiser abrir seu coração para o amor universal.
Então, meus irmãos, façamos já a nossa escolha. Vamos nos vestir com a armadura da luz e batalhar em nome do amor ou vamos vestir a armadura das trevas e nos entregar aos sentimentos negativos e malévolos?

Onde há treva não há luz.

Onde há luz não há trevas.

A obviedade das frases tem como objetivo mostrar a todos que a mensagem do Cristo e dos grandes mestres que já estiveram entre nós é de uma simplicidade desconcertante, mas que mesmo assim milênios se passaram sem que esta mensagem simples penetrasse nos corações dos homens.
Convidamos todos à se alistarem no exército da luz e combater as trevas da ignorância e do egoísmo. Asseguramos-lhes que a vitória é certa, pois esta guerra já tem até o dia determinado para acabar.

Victor


Mensagem psicografada em 14/11/2016

sábado, 12 de novembro de 2016

A imensidão do Universo

Assim como as estrelas que brilham no céu, são os filhos de Deus. Uma quantidade incontável. E não é por serem muitos que o Pai os trata de modo diferente ou deixa de atender a todos. Que lições poderíamos tirar disso?
A primeira delas é que, a criação de Deus é de uma imensidão inimaginável para o homem que, em suas limitações, mal consegue compreender a noção de infinito.
Neste caso, quantidade não quer dizer complexidade. O que queremos dizer é que não é por sermos tantos que seria difícil para o Criador cuidar de todos nós. É claro que Deus não se ocupa de cada um pessoalmente, atendendo nossos pedidos individualmente. Pela Sua lógica, pela Sua inteligência inigualável, Ele utiliza um sistema que funciona por si. O que Ele fez foi dar o impulso primeiro e depois deixar que as coisas funcionassem num efeito cascata.
Os grandes contestadores da Divindade se apegam muito a esta questão, para poder defender suas ideias contrárias à existência da divindade. Acreditam ou sugerem que, pela grandiosidade do universo e a grande quantidade de seres, seria impossível que um só ser pudesse criar e cuidar de tudo e de todos ao mesmo tempo.
Imaginem aquela brincadeira com dominós, onde muitas peças são colocadas uma após a outra, guardando entre elas uma distância que, se uma delas cair derruba a que está à sua frente. Será que precisamos derrubar todas as peças, uma por uma, para podermos derrubá-las e colocá-las na posição horizontal? Não. Basta que impulsionemos a primeira e as demais cairão como efeito deste primeiro movimento, ou seja, este primeiro impulso ganha uma força inimaginável em função do efeito multiplicador a que está relacionado.
O Criador, em sua magna inteligência, estabeleceu as bases da criação e deixou que ela se movimentasse por conta própria, por seus próprios recursos, através de algo muito parecido com este efeito multiplicador. Um exemplo disso são as questões de consciência. Quando cometemos alguma injustiça com alguém o que nos acontece? Ficamos com remorsos, entristecidos e insatisfeitos conosco mesmo. Nossa própria consciência nos cobra a reparação da falta que cometemos para com nossos irmãos de jornada. Deus não precisa vir ou mandar emissários para nos cobrar. Assim como um motor que se auto-alimenta, funciona a criação.
O Criador nos dotou de todas as condições para que cresçamos e nos tornemos melhores, por isso, não devemos entregar tudo nas mãos Dele e ficar esperando que as coisas aconteçam como por um passe de mágica. Temos todos os meios necessários para crescer. Temos o conhecimento à nossa disposição, mas precisamos procurá-lo. Precisamos estudar, depois precisamos praticar as coisas que aprendemos. Ninguém deve dizer que Deus o abandonou. O caso é que Deus não é como o pai superprotetor que está sempre pronto para segurar o filho na queda. Ao contrário, Ele permite que o filho caia para que ele adquira forças para se levantar e ganhar confiança em si mesmo.
Não é justo usar a divindade como desculpa para os nossos sofrimentos, principalmente aquelas pessoas que já têm algum conhecimento das leis básicas da evolução tais como a lei de atração e lei causa e efeito.
Nem sempre o provérbio “quando aumenta a quantidade, cai a qualidade” é verdadeiro, principalmente no caso de que estamos tratando. Neste caso, particularmente ocorre até o contrário, isto é, não é por ser imenso ou infinito que não funciona. Quanto maior mais se multiplica a sua beleza e sua auto-gestão. Quanto mais somos, mais aumenta o nosso conhecimento e as condições para nos ajudarmos uns aos outros.
Tudo o que existe é divino e dinâmico. A grandeza e a imensidão refletem a divindade. Como infinitas pedras de dominó, a evolução continua sem parar graças apenas aquele impulso inicial. Seria ilógico se Deus precisasse ocupar-se com a criação pessoalmente. A verdade é que nem sabemos o que é Deus nem o tamanho de Deus. Talvez Deus seja um bebezinho que derrubou sem querer a primeira peça de dominó... Brincadeiras à parte, o intento de nosso singelo texto é mostrar para todos que, as coisas nem sempre funcionam do jeito que a gente imagina, pois o nosso modo de ver é muito limitado. Precisamos aprender a sair do nosso mundinho pessoal para poder imaginar outras possibilidades de mundos.
Ainda lembrando que nem sempre quantidade quer dizer complexidade, alguns imaginam que por ser imenso ou infinito o universo seja extremamente complexo. Isso é um engano. O universo é surpreendentemente simples. Ele é regido por muitas leis físicas ou não, mas todas elas se originam da mesma lei primordial. É mais ou menos como o caso do átomo, que forma um milhão de combinações diferentes, mas partindo sempre do átomo original como base de tudo. É mais ou menos como um pêndulo que quando parado é visto por nós como um peso pendurado na ponta de um cordão. Quando em movimento rápido toma outras formas. Conforme a sua velocidade vai formando algo diferente de ver. Quando o rodamos aceleradamente em 360 graus vemos uma circunferência. Assim é a criação: um princípio único que se originou do Criador e que, dependendo da vibração, pode ser visto de infinitos modos.
Interessante notar também que nós costumamos valorizar a ideia de que o universo é complexo, ou seja, valorizamos a complexidade como se ela fosse sinônimo de qualidade ou de perfeição. Vejam as fórmulas descobertas pelos grandes físicos. As que são consideradas mais elegantes são as mais simples. Isso é um sinal de que tudo pode ser simplificado, tudo pode ser reduzido a um princípio simples.
Precisamos aprender a discernir duas coisas: aparência de essência. Aparência é aquilo que nossos olhos e nossos sentidos acreditam que o mundo é. Essência é aquilo que o mundo realmente é em si. Aparência é algo que determinamos a partir dos nossos sentidos físicos e grosseiros. Já a essência é pressentida ou sentida através de nossos espíritos. Todo o universo físico é a aparência do universo percebido pelos nossos sentidos físicos, porém, pelo espírito podemos senti-lo em essência e em sua simplicidade. Basta querer, basta desejar, sintonizar-se com o Todo e nesse momento sentiremos a presença de uma força maior que a tudo preenche e que determina todo movimento do cosmos.
É possível que um dia, nos milênios vindouros, voltemos a encontrar aquele desastrado bebê que derrubou a primeira pedra de dominó que deu início a tudo.

Muita paz, muita luz, muita simplicidade!

Victor


Mensagem psicografada em 07/11/2016 

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Ser


                Que significa ser fiel?
                Vemos esta palavra, relacionada a Deus, em forma de adesivo até mesmo nos vidros dos carros, normalmente ela diz “Deus é fiel”. Estas palavras são expressas como um bordão pelas bocas de muitos religiosos e também ocasionalmente por pessoas que nem são religiosas. Mas, será que alguém já procurou entender estas palavrinhas em todo o seu significa, em toda sua plenitude? Vamos tentar?
                Entendemos que “ser fiel” se refere àquelas pessoas que cumprem aquilo que foi estabelecido por si como um compromisso em relação a outrem; “ser fiel” é respeitar, até o último momento, aquilo que foi acordado pelo coração. Por esta pequena introdução já dá para percebermos que não se trata de uma coisa muito simples, dizemos isso porque temos alguma dificuldade em encontrar alguém que cumpra fielmente todos os seus compromissos com os outros. Não podemos nem utilizar a expressão “totalmente fiéis”, porque a palavra em si não cabe mais complementos. Fiel é fiel. Na palavra já está tudo incluído. Não podemos ser “um pouco fiéis” ou “muito fiéis”. Podemos ser fiéis ou infiéis e nada mais.
                E será que temos sido fiéis a nossos juramentos? Temos respeitado as pessoas as quais prometemos fidelidade? Temos respeitado as promessas que juramos cumprir? Aquele que conseguir responder “sim” a estas perguntas, pode se considerar fiel.
                Dá para ver que teremos alguma dificuldade em encontrar alguém, de fato, fiel. Não queremos dizer também que seja impossível, pois não devemos julgar os outros por nós, mas acreditamos que não seja tarefa das mais fáceis encontrar tal pessoa.
                Onde queremos chegar?
                Queremos dizer que, se tomarmos esta palavrinha e compreendermos seu verdadeiro significado entenderemos que, se tentarmos pelo menos nos aproximarmos do comportamento que ela nos sugere, estaremos no melhor caminho e estaremos fazendo a melhor escolha para nossas vidas. Sugerimos a todos que procurem ser fiéis. Por que? Porque esta palavrinha faz parte do segredo da evolução. Sempre que estivermos sendo fiéis, estaremos seguindo na direção correta. Se prometermos algo a alguém, sejamos fiéis e cumpramos o que foi acordado. Sejamos fiéis para com as pessoas que dependem de nós, como nossos filhos, por exemplo. Um pai, uma mãe, quando ajudam a colocar outro ser no mundo, já sabem que está implícito neste ato um juramento de cuidar e dar o melhor para o novo ser. Sejamos fiéis a nossos irmãos, porque devemos querer sempre o melhor para eles. E quem são nossos irmãos? Todos!
                Sejamos fiéis àquele que nos criou e nos deu um pedaço de si mesmo. Sejamos fiéis como Ele é fiel a nós em sua promessa de que à Ele retornaremos um dia.
                Quando olharmos para aquele vidro de carro com o adesivo daquela frase “Deus é fiel”, vamos procurar vê-la com um pouco mais de atenção porque essa expressão não quer dizer pouca coisa.
                Victor


                Mensagem psicografada em 2410/216

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O Homem do Futuro e a Nova Terra



















 Ah! Deus. Por que somos assim?
Tão inseguros e tão inconstantes...
Por que, em determinadas situações nos comportamos feito crianças que ainda estão aprendendo a dar os primeiros passos? Talvez seja porque é isso mesmo que nós somos - crianças em aprendizado. Crianças que acabam de receber as primeiras lições e ainda estão na fase de assimilação.
Não devemos nos surpreender com esse nosso comportamento. Esse é o comportamento natural de acordo com nossa fase evolutiva. Estamos num período da evolução onde ainda não assimilamos totalmente as coisas que aprendemos e teimamos em praticar aquelas que instintivamente sabemos que não devemos fazer. Nosso modo de agir ainda está muito influenciado pelo nosso lado mais animalizado.
Alguns de nós, já começam a dar os primeiros passos para deixarem este homem inseguro e inconstante para trás e se transformarem num novo tipo de homem. O Homem do futuro!
Mas, como é esse Homem do futuro?
O Homem do futuro é o homem espiritualizado, que não se deixa levar por preconceitos.
É o homem que sabe distinguir entre conhecimento e sentimento, entre razão e intuição.
É aquele que sabe que não existe o sobrenatural, porque sabe que o sobrenatural é apenas aquilo que não é conhecido.
O Homem do futuro não precisa mostrar como ele é. Ele é como ele é.
O Homem do futuro é aquele que assimilou a Lei do Todo. A Lei que diz que atraímos aquilo que é semelhante a nós mesmos, ou seja, se somos pessoas malfazejas que buscam prejudicar as demais com a intenção de auferir vantagens, atrairemos para nós gente com o mesmo propósito (encarnados ou desencarnados), gente do mesmo padrão vibratório. Se, ao contrário, mantemos bons pensamentos e desejos de bem-estar para todos à nossa volta, atrairemos para nós aqueles que vibram nesta mesma energia (encarnados ou desencarnados), e transformaremos assim nossas vidas numa viagem mais agradável e menos penosa.
Caminhamos para uma época em que veremos os grandes mistérios da ciência sendo desvendados e transformados em coisas simples. Descobriremos que todas as equações formuladas pela ciência apontarão para o mesmo resultado: o pensamento é a grande força do universo! Estamos muito próximos do dia em que essa descoberta virá à público.
Quando o homem sentir que já está chegando o tempo e que já tem o poder de colocar em operação a sua grande força (o pensamento), então será chegado o momento do início da grande mudança em nosso modo de viver. O homem perceberá que toda a destruição que causou com seu modo insensato de pensar poderá ser reparada, com a mudança deste modo de pensar: com o novo modo de pensar do Novo Homem! O Homem do futuro!
Não estamos falando somente do ponto de vista histórico e antropológico (o estudo do homem ao longo da história), onde levamos em consideração o pensamento coletivo da humanidade, que a conduziu à situação precária aonde ela chegou, a ponto de destruir o meio ambiente onde vive numa atitude quase irracional. Falamos do pensamento como força viva. Como força criadora inerente à nossa condição de espíritos imortais em evolução.
Em breve entraremos num período no qual alguns homens começarão a usar o pensamento de forma diferente: atuarão diretamente sobre a matéria de um modo como nunca se viu. Atuarão influenciando outras pessoas com uma força que nunca se viu.   Este novo homem do futuro, já mais evoluído, já consciente das atrocidades que praticou através dos séculos e das inúmeras experiências pelas quais passou, não mais terá a mentalidade consumista, mercantilista e corrosiva que busca apenas o seu bem-estar físico e material. Ele usará este poder do pensamento para o bem. Para o bem do homem e para o bem do meio ambiente. Será ele o responsável pelo começo da tão propagada Nova Era. Será ele o responsável pela passagem da Velha Terra para a Nova Terra do 3º Milênio.
Quem será este novo homem?
Seremos nós mesmos!
Seremos nós, que já percebemos que o nosso egoísmo e o nosso orgulho jamais nos conduzirão para uma melhor condição evolutiva.
Seremos nós, que não vivemos apenas para obter lucro em cima de tudo e de todos.
Seremos nós, que não temos desejo de esmagar o próximo para nos beneficiarmos, seja de que jeito for.
O Novo Homem será aquele que, a partir do momento em que se conscientizar de que o Amor é força propulsora do universo, mudará seu modo de agir e passará a dar exemplos de desprendimento. Passará a ver o seu próximo como a si mesmo. Passará a ajudar o próximo com Amor, porque sabe que o auxílio que prestar ao próximo é si mesmo que beneficiará.
O Homem do futuro seremos nós, que buscamos carregar em nosso coração somente o desejo do melhor para o próximo, porque sabemos que nada temos de nosso. Sabemos que não nos adianta acumular bens terrenos se nada podemos levar para o plano espiritual, nossa verdadeira morada, a não ser a bagagem de conhecimento e de sentimentos que acumulamos ao longo de nossas experiências nas diversas existências as quais fomos submetidos.
O que fazer para nos tornarmos este novo Homem do futuro?
Podemos começar expurgando todo sentimento destrutivo de nossos corações e colocar em seu lugar o desejo do bem - do bem dos outros!
Podemos começar aprendendo e vivenciando de verdade as lições deixadas pelos grandes mestres que já estiveram entre nós.
Podemos começar respeitando todas as formas de pensar, todas as correntes de pensamento, porque no fundo todas elas buscam conduzir o homem para o seu destino: Deus. Todas buscam seu retorno para a Fonte de Amor. Retorno este, que já está determinado pela Lei. E o cumprimento dessa Lei é inevitável.
Por que devemos ser o homem do futuro?
Porque só o homem que introjetar os princípios estabelecidos pela Lei do Amor poderá alcançar a felicidade. E felicidade existe sim, embora estejamos ainda um pouco distantes de compreendê-la e de conquistá-la. Só se sente feliz e pleno o homem que se ajusta a Lei Maior, a Lei do Amor. O Homem do futuro, através da Lei do Amor transformará nosso querido planeta numa morada digna dos espíritos que já passaram por muitas experiências e que alcançaram, por merecimento, o direito de habitar um planeta de paz, onde o mal para o homem e para a natureza não será mais tolerado.
Queridos amigos, permitam-se, ainda que por poucos momentos, minutos, ou mesmo segundos, sentir a possibilidade de transformarmos nosso mundo num mundo melhor, num mundo de paz, onde todos sejam cuidados por todos.
Um mundo onde só estaremos felizes quando todos estiverem felizes. Permitam-se sonhar este sonho de amor. Permitam-se imaginar este mundo onde qualquer lugar será o nosso lugar e onde seremos bem recebidos em qualquer casa.
Um mundo onde todos serão pais de todos, filhos de todos e irmãos de todos. E saibam que este sonho vai se tornar uma realidade, porque a Lei do Amor está nos impulsionando para a sua concretização.
Este sonho já começa a tornar-se real para muitos homens de boa vontade que já estão entre nós. Vamos nos juntar a esses heróis, seguir seus exemplos. Não devemos nos envergonhar de querer um mundo melhor e assumir publicamente esta posição.
O surgimento deste Homem do Futuro como o ser predominante e a construção da Nova Terra, depende daqueles que ousarem dar este salto evolutivo. Depende daqueles que deixarem para trás suas velhas e carcomidas convicções. Daqueles que libertarem-se do fardo da ignorância, do orgulho e do egoísmo.
Sejamos como a criança descalça que pisa a grama macia pela primeira vez e prazerosamente sente que o mundo pode ser diferente, que o mundo pode ser melhor. Vamos sentir a leveza deste sonho de Amor que muito em breve não será mais um sonho e sim realidade concreta.

Muita paz!
Muita luz!
Bons sonhos!

Victor


Mensagem psicografada em 19/09/2016

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Quando a luz se apaga








Quando a luz se apagou, meu coração também escureceu...
Descobri-me nu, sem máscaras...
Descobri-me só e pobre...
Eu era rico e cheio de “amigos”...



            Ao desencarnar, no fechar do túmulo e no abrir do portal para a dimensão espiritual, à um choque de realidade fui submetido. Tudo aquilo que eu acreditava ser o belo, ser o essencial, na verdade não passavam de ilusões humanas. A beleza perecível estabelecida pela vaidade humana. A essência reduzida à aparência.
            Pude constatar que a sinceridade é uma das características humanas mais difíceis de encontrar. Somente agora que me encontro comigo mesmo, é que posso avaliar como nossos mais caros valores são deturpados quando estamos imersos na matéria.
            A maioria de nós não pensa por si mesmo. O grupo em que estamos inseridos é que determina o que é bom ou ruim, o que é feio ou bonito, o que é honesto e o que é desonesto. Quando voltamos para cá, já livres da influência pesada da matéria, podemos ver claramente como estávamos cegos e como deixávamos que os outros pensassem por nós. Podemos ver quantas decisões nos cabiam e que não foram tomadas por nós, mas orientadas pela influência, nem sempre recomendável, de outras pessoas. Mas isso não nos isenta da responsabilidade pelos nossos atos, pois, em última instância a decisão final é sempre nossa. Que queremos dizer com isso? Quero aproveitar a oportunidade que me foi dada para advertir a vocês, amigos encarnados, que ainda se deixam levar por modismos, por opiniões de grupos, pelos padrões determinados pela vaidade humana, que este proceder não leva a grandes resultados. Primeiro, porque se trata de uma falta de personalidade. Segundo, porque é uma espécie de fuga de si mesmo e das responsabilidades que cabe a cada um. É sempre mais cômodo deixar que outros pensem por nós, não é verdade?  O problema é quando inserimos nesta equação o elemento espiritual da necessidade de evolução, este comodismo se transforma em perda de tempo ou lições que terão de ser repetidas.
            O viver na matéria é como uma escola mesmo. Enquanto a lição não for aprendida não temos condições de avançar para o próximo ano. Por tudo isso, meus queridos, conscientizem-se de que vocês precisam exercitar a sua própria vontade. Só assim estarão aptos a serem aprovados e poderem galgar novos degraus da escola da vida. Do contrário, será como se fosse a “cola” na prova.
            Creiam. Isso é mesmo importante. Somos seres que precisam uns dos outros – isso é muito óbvio, mas cada um deve preservar a sua individualidade para que possa ser merecedor de suas próprias recompensas. O homem que se descobre e se aceita como individualidade responsável por si mesma, embora necessariamente vivendo em grupo, já começa a entender que seu progresso só se dará a partir de sua própria vontade e de suas próprias escolhas. Este homem já caminha para ser o condutor de sua própria evolução. Ninguém evolui sendo empurrado pelos outros. A vitória só será nossa quando as decisões também forem nossas.
            Portanto meus amigos, precisamos aprender a pensar por nós mesmos. Este é o caminho para que sejamos merecedores, entre outras coisas, da ascensão espiritual.

Um espírito amigo.

Mensagem psicografada em 12/09/2016


terça-feira, 23 de agosto de 2016

Vamos acordar?


Precisamos despertar e dar adeus ao velho homem para que surja o homem lúcido; para que surja o homem aprimorado; o homem atento; o homem que sabe de suas fraquezas e que nem por isso deixa de lutar; que sabe que deve combater suas más tendências.
Não somos perfeitos, isso é fácil de ver, mas podemos nos melhorar, ainda que seja um pouquinho a cada dia. Tomar esta decisão e levá-la adiante já é o começo de uma grande mudança, pode significar o começo do despertar de que falamos.
         Despertar! Isso é o que é necessário: despertar para poder enxergar além da matéria; além da aparência; além de toda ilusão que ela nos proporciona. Mas como fazer isso, como despertar desse sonho chamado matéria? A princípio, entendendo que não somos somente o corpo que ocupamos. Somos primeiro espírito / alma e só depois somos o corpo.
Há que se perguntar: porque isso não é exposto, não é mostrado de forma clara para nós encarnados? É muito simples. Se essa realidade fosse mostrada claramente, muitos de nós deixaríamos de lado nossas tarefas ou missões e abandonaríamos o corpo que nos foi dado e com o qual experimentamos a existência no planeta. Por que carregaríamos este fardo pesado tendo consciência da leveza do espírito? Imaginem como seria viver numa prisão sabendo que poderíamos sair de lá andando ou flutuando a qualquer momento. Quantos prisioneiros permaneceriam em tal prisão? Nenhum!
         O despertar a que nos referimos é quando nós, já sabedores de que somos espíritos imortais, ainda assim permanecemos na matéria agradecidos pela oportunidade da experiência que nos é proporcionada. Mesmo sabendo que podemos abandonar o campo de luta, ainda assim ficamos e lutamos até o último momento. O homem que consegue enxergar essa realidade já pode se considerar desperto.
É preciso considerar que não existem apenas provas e castigos envolvidos na permanência na matéria. Há também muitas vantagens. O homem que consegue se sentir espírito, mesmo aprisionado num corpo material, já goza de uma parcela da liberdade e da leveza característicos da essência do espírito. O homem desperto já não vê a vida como um fardo pesado a carregar. Suas dores tornam-se mais amenas, pois ele sabe que não durarão para sempre. Está sempre lúcido e apto para poder tomar a melhor decisão diante dos desafios que a vida lhe coloca no caminho como parte de sua experiência.
O homem desperto está à frente dos outros – não no sentido de que a vida e a evolução sejam uma competição – isso é só um fato. Estar à frente aqui não significa dizer que é melhor ou pior do que os outros, apenas que está em condições evolutivas mais avançadas, porque no fundo, estamos todos no mesmo caminho e todos chegaremos ao fim da jornada. Porém, os despertos estarão na frente, mas com certeza não vão querer chegar sabendo que existem tantos irmãos ainda caminhando com dificuldade. Por isso dizemos que não se trata de competição – só estaremos satisfeitos quando todos chegarem, pois o homem desperto também sabe que somos todos um. Jamais nos sentiremos completos enquanto houver um irmão em dificuldades.
O conhecimento da realidade espiritual já está disponível no mundo material e todos podem acessar esse conhecimento que, nem sempre é encontrado por meios racionais. O mundo espiritual é mais para ser sentido e menos para ser descrito, medido e estabelecido pelos parâmetros humanos terrestres. A lógica extra física é outra. Aqui no astral, nem sempre dois mais dois resultam em quatro. Nosso objetivo é sempre somar e não dividir. A única divisão que fazemos é a divisão do amor para que ele se espalhe cada vez mais e, acreditem, mesmo assim sendo divido, ele sempre aumenta.
Busquemos o conhecimento. Existem tantos meios para isso nos dias em que vivemos. Não nos deixemos influenciar pelas idéias materialistas, que têm dificultado a evolução espiritual do homem. Digamos que esta é uma fase que precisa ser superada.
Despertemos para a verdadeira vida que é a vida do espírito imortal.
Despertemos para a evolução.

           Victor.

Mensagem psicografada em 22/08/2016

terça-feira, 5 de julho de 2016

A caminhada

A vida na matéria nos proporciona experiências que nos fazem crescer.
Quanto maior a dificuldade vencida, mais forte nos tornamos e mais
preparados estaremos para vencer novos desafios.
O espírito precisa reencarnar e viajar na matéria. Precisa pisar na terra pra voar no céu.
Mensagem recebida em 05/07/2016














Em minha caminhada
Encontrei muitas pedras
Que me feriram os pés.
Mas continuei andando...
A dor era cruel,
Mas a esperança de chegar ao destino
Me enchia de forças
Para enfrentar calor e frio.
Durante a caminhada pensava:
Este caminho poderia ser mais suave...
Por que tanta dificuldade?
Qual a razão de tanto sofrimento?
Vez em quando, quando fatigado,
Parava a beira de riachos para beber.
Quão doce, quão saborosa era a água!
Mas a dura caminhada continuava.
As pedras maltratavam-me os pés.
Quando pensava na chegada à casa paterna,
Minhas forças aumentavam.
Lá terei tudo o que necessito!
Depois de muitas pedras cheguei ao meu destino.
Ali descansei e dormi agasalhado.
Depois de um tempo, lembrei de minha viagem.
Lembrei-me das pedras – mas lembrei-me da relva macia.
Lembrei-me da sede – mas lembrei-me da água doce.
Lembrei da fome – mas lembrei-me das árvores frutíferas.
Lembrei-me das flores que encontrei pelo caminho.
Lembrei-me dos espinhos – mas lembrei-me do perfume.
Principalmente, lembrei-me da água – do doce da água!
A água aqui não tem sabor, apenas mata a sede.
Entendi que era a fadiga que adoçava a água.
Entendi que sem as dificuldades
Não compreendemos o verdadeiro valor das coisas.
Nem o prazer que as coisas proporcionam.
A vida se torna vazia e, aos poucos,
Vamos perdendo a vontade de viver.
Preciso caminhar de novo...

Um espírito amigo









domingo, 3 de julho de 2016

Sempre é temo de evoluir

Sempre é tempo de evoluir

Mensagem de incentivo para todos os trabalhadores da seara espiritual, os que já o são e àqueles que serão, mas ainda não sabem - recebida em 26/12/2016

Como sempre dizemos, nunca é cedo e nunca é tarde para fazermos qualquer coisa no sentido de contribuir para a nossa evolução e a evolução daqueles que nos acompanham na caminhada terrena. Devemos continuar estudando cada vez mais, pois tudo que fazemos precisa estar embasado na teoria. Para que tenhamos credibilidade junto a qualquer pessoa, precisamos ter argumentos racionais e convincentes, do contrário seremos apenas contadores de historinhas.
O caminho rumo a Fonte Primeira do Amor está aberto. Basta darmos os primeiros passos. Os demais já não daremos sozinhos. Procuremos não nos envolver em qualquer tipo de provocação ou polêmicas, pois isso não nos acrescenta nada. Respeitemos a opinião de cada um, afinal cada um está em seu momento e em sua experiência única e pessoal. Devemos lembrar que, para que alguém fale é preciso que alguém queira ouvir. Devemos sim, focar naquilo que nos interessa, ou seja, aprender continuamente e desenvolver cada vez mais nosso sentimento de amor para com o próximo. O progresso é lento mesmo e deve ser assim. Do contrário, ele não será consistente. A máxima: a pressa é inimiga da perfeição, se aplica muito bem em nosso caso.
Chegará o tempo em que todo o esforço será recompensado. Os amigos espirituais não dormem e sabem a hora certa de cada coisa. Portanto, continuemos a desenvolver a paciência e o amor para com todos em nossa volta e a justiça em nossas ações, e tudo caminhará para o destino certo.
Na vida existem muitas armadilhas e precisamos estar atentos para não cairmos nelas, mas se, por acaso, não conseguirmos escapar, então devemos aprender com elas e tirar o melhor da experiência, pois já sabemos que é na dificuldade que crescemos mais. A jornada das pessoas que entendem o que é ser espiritualista não é nada fácil, todavia não é também nenhuma missão impossível de ser executada.
Uma das propostas do espiritualismo universalista é que façamos nossa reforma interior. Não é muito fácil para quem está encarnado comportar-se de maneira equilibrada e manter-se em sintonia com os propósitos elevados.  Como dizia Jesus: devemos vigiar o orar, isso é o que devemos fazer sempre. Estarmos sempre prontos para socorrer e dar amor, em qualquer situação que se nos apresente. Pensando e agindo desse modo faremos muitas coisas boas e úteis para as pessoas, sejam encarnadas ou desencarnadas. E nós sabemos que, ajudando aos outros estaremos ajudando a nós mesmos.  Os primeiros passos são mesmo os mais difíceis. Não é nada fácil estar encarnado e viver uma vida espiritual. As necessidades que a matéria nos impõe nos obrigam a fazer escolhas que não gostaríamos de fazer, mas são nesses momentos que podemos medir nossa vontade; que descobrimos o quanto estamos dispostos a mudar.
Sejamos a luz daqueles que não conseguem enxergar.
Sejamos o sol daqueles que estão na escuridão da noite da ignorância.
Sejamos o calor daqueles que sentem frio da ausência de amor.
Sejamos a palavra amiga daqueles que não tem amigos.
Façamos da nossa vida uma missão de amor.
Não há recompensa maior do que o prazer da missão cumprida
e saber que contribuímos para a obra de Deus.
Sejamos sempre o exemplo e não alguém que precisa de exemplos.
Tenhamos a coragem de expressar nossas convicções.
Sejamos coerentes e objetivos – quentes ou frios – mornos jamais.
Muita luz e muita paz.

“A vitória conseguida com nossas próprias forças tem um sabor melhor do que aquela conseguida com a ajuda de terceiros.”


Um espírito amigo

sábado, 2 de julho de 2016

Evolução pelo trabalho

Mensagem para aqueles que desejam fazer algum trabalho junto a espiritualidade
Setembro de 2015

“A melhor forma de evoluir é através do trabalho. Fazer algum trabalho pelo próximo é uma tarefa que proporciona um salto na evolução pessoal.”

Existe uma palavra mágica, esta palavra é COMEÇAR, mas não podemos deixar que a ansiedade e a pressa sejam protagonistas na nossa evolução pelo trabalho. Não queremos dizer também que devemos ficar parados, e sim que precisamos ir com calma. Cada coisa tem seu tempo. Não podemos encher completamente o balde, senão ele transborda ocasionando mais estragos do que as soluções que desejamos. Sabemos também que existem trabalhos que não podem esperar muito, mas executá-los de qualquer jeito não é o ideal. Em tudo o equilíbrio. Em tudo o bom senso.
O tempo está sempre ao nosso favor, afinal somos imortais. Nada que é feito aos trancos e barrancos e com pressa pode dar bom resultado. É a velha história da fruta. Ela precisa estar madura para podermos desfrutar de todo o seu sabor. Não esperemos que os amigos espirituais nos digam o que fazer, porque a intenção e a obrigação deles é deixar que cada um trilhe o seu próprio caminho.
Devemos procurar o conhecimento. Ele não vem sozinho. Precisamos continuar estudando e sempre estudando com método, guardando material, fazendo anotações, porque isso será útil, de uma forma ou de outra. Sejamos pacientes porque já está marcado o dia do nosso batismo de fogo. Temos certeza de que em cada encarnação um pequeno salto na evolução é dado. Não devemos nunca nos deixar levar pela vaidade ou pela presunção de sermos pessoas especiais e que tudo sabem. Na verdade somos mais devedores do que pensamos e estes pequenos fenômenos que por vezes participamos não passam de ferramentas para nos auxiliar na correção de nossos erros. Se estivermos nos sentindo tristes e inúteis é porque estamos no caminho errado. A retomada do caminho perdido dá sempre uma sensação de alívio e de prazer. Sempre que estivermos nos sentindo perdidos e sozinhos, não nos envergonhemos de pedir ajuda aos amigos espirituais. Eles estarão sempre dispostos a nos apontar o rumo para que nós nos coloquemos novamente no caminho certo.
Deixemos que as coisas aconteçam de forma natural porque tudo já está planejado e acontecerá em seu tempo oportuno e nunca antes. Continuemos nossa caminhada, sabedores de que o mais importante em tudo isso é a nossa aproximação com os propósitos estabelecidos por Jesus, ou seja, amar ao próximo como a si mesmo. Sempre que estivermos alinhados com este preceito recomendado por Jesus teremos a certeza de que estamos no caminho certo. O contrário é sinal de desvio do caminho. Quanto mais perto estivermos dessa meta, mais certos estaremos de que estamos cumprindo nosso papel de modo correto - este é o sinal de que estamos evoluindo e prontos para o trabalho em função dos nossos irmãos de jornada.
A vida não é brincadeira, mas não deve ser levada também a ferro e a fogo. Somos muito suscetíveis ao erro quando encarnados, por causa da intensidade daquilo que sentimos e não é nada fácil tomar um rumo certeiro sem titubear, sem ser tomado pela insegurança. Portanto, mais uma vez, deixemos de pressa e deixemos de ser ansiosos porque que o tem de acontecer, acontecerá. O futuro, só Deus o sabe. O rumo nós sabemos, basta seguir sempre em frente. Só não esqueçamos de que para que as coisas aconteçam é preciso COMEÇAR!

“Seja alguém que sirva de exemplo e não alguém que precise de exemplos.”

Muita paz, muita luz e muita paciência.


Um espírito amigo

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Convite à evolução

Mensagem recebida no dia 02/06/2015

É meus amigos... A vida é assim... Um emaranhado de situações que, por vezes, não conseguimos compreender porque ocorrem. Muitas vezes não conseguimos nos situar nas situações para saber se elas nos favorecem no sentido do progresso espiritual ou se, pelo contrário, nos impele para o atraso e para a ignorância. Precisamos estar atentos (despertos) porque sofremos do mal do esquecimento, principalmente estando aprisionados à carne. Sempre achamos que sofremos injustamente e nos lamentamos disso, ao invés de aproveitarmos estas lições da vida para nos melhorarmos como seres humanos e como espíritos imortais que somos.
É preciso desenvolver a virtude da paciência. Com o tempo as coisas vão se acomodando e vamos percebendo que tudo tem uma razão de ser. Precisamos nos abrir espiritualmente e deixar que a espiritualidade penetre no âmbito de nossa percepção para sentirmos esta presença e esta força que nos ajuda a suportar os desafios da vida na matéria. Como fazer isso? Depende de três coisas que devemos expurgar de nosso ser: medo, má vontade e preguiça física e mental. Nada se consegue, e todos podem perceber isso, por mágica ou por milagre. É preciso trabalho! É preciso estudo! O conhecimento e o autoconhecimento não vêem a nós, temos que buscá-los.
Pedimos ao leitor que não se perturbe com estas palavras que soam como admoestações porque o objetivo aqui é simplesmente mostrar que podemos evoluir espiritualmente e viver com mais tranqüilidade, desde que nos dispusermos a buscar essas coisas com convicção e vontade firme.
Devemos buscar e encontrar a leveza do amor. Não deixemos que as vicissitudes da vida nos perturbem e, principalmente, mantenhamos o coração aberto e sem nenhum tipo de ressentimento ou mágoa, pois isso é o principal empecilho para que  a espiritualidade penetre em nosso campo energético e convivamos de modo mais harmônico e eficaz.
A espiritualidade nos convida ao trabalho de auxílio e esclarecimento a nós mesmo e ao próximo. Trabalho tem de sobra para quem quer, de fato, trabalhar para melhorar o mundo exterior e o mundo interior, ou seja, para o próximo e para si mesmo.
O caminho é bastante longo, mas todo caminho tem o seu final e nós vamos atingir o nosso fim que é: evolução constante buscando cada vez mais a proximidade com a Fonte Primeira de amor e progresso.
Procuremos nos livrar, cada vez mais, do interesse pelas coisas materiais e de pensamentos mesquinhos e pequeninos. Evitemos desejar, ou melhor, temos que repelir as ideias de vingança, de inveja e nos descobrirmos grandes. Grandes em amor; grandes em compreensão; grandes em bondade. Sejamos exemplo de amizade, de perdão. Façamos com que os outros se sintam bem em nossa presença. Tudo isso não só nos trará de volta para o caminho certo, mas também nos permitirá um contato maior com a espiritualidade
Vamos nos preparar e nos munir de amor e desejo do bem. Esta é a armadura contra todo o mal que possa nos ferir e o farol que fará com que a espiritualidade nos encontre e nos ajude a atravessar este mar de dificuldades que é a vida.
Procuremos sempre demonstrar calma, lucidez e espírito de harmonia para com todos à nossa volta.
Não é preciso ser médium ostensivo para ter este contato com a espiritualidade. Somos todos médiuns em algum grau e podemos sentir os efeitos da espiritualidade em nossa vida. Se não diretamente, podemos sentir pelos seus efeitos. Devemos começar pela nossa reforma interior, nos alinhando aos ensinamentos dos grandes espíritos que aqui estiveram, tais como Jesus, Buda, Krishna e outros.
Se decidirmos trabalhar com a espiritualidade, melhor ainda, pois tarefa espiritual é recompensadora. Experimentaremos a gratidão invisível do alto e teremos uma alegria incomensurável e duradoura.
Paz, luz e amor.
Um espírito amigo.


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Tempo de aprender

Mensagem psicografada dia 30/05/2015

Passado, futuro e presente - moedas do um mesmo mercador. Nestas três palavras podem estar contidas algumas das “verdades” que os homens em sua infância evolutiva tentam buscar. Mas é cedo! Temos que nos desenvolver muito até que sejamos capazes de compreender estas noções, onde tudo está contido.

Neste borbulhar de átomos e moléculas, e aquém e além deles, há tanta coisa que devemos conhecer e, nem mesmo os que se encontram livres da prisão material têm acesso ao conhecimento pleno dessas coisas.
Por ora, estamos na fase de aprender. Não esperemos que os espíritos que trabalham pelo bem da evolução, nos tragam grandes descobertas porque elas são plantadas devagar e cada uma em seu tempo. Os homens ainda não ganharam a confiança das consciências superiores que coordenam o mundo. Grandes avanços têm ocorrido, mas grandes retrocessos também. A barbárie, por exemplo, ainda é uma realidade num mundo que já devia ter superado esta fase.
Que caminho seguir? Muito simples!  O caminho do amor que leva a paz. A paz que não é um estado de espírito que se adquire naturalmente, mas uma conquista das consciências. A paz que não pode coexistir com o medo e muito menos ser estabelecida por imposição de quem quer que seja. O mundo caminha a passos lentos, mas para que a pressa? Temos todo o tempo do mundo.
Estamos aqui em aprendizado ou recuperação e alguns até por imposição, porém acreditamos que nada está perdido e tudo pode ser conquistado. Ainda podemos conseguir muitas coisas boas para levar conosco. Não nos culpemos, pois somos todos aprendizes nesta estrada e precisamos chegar ao fim dela. Isso, porém, não quer dizer que devemos fugir às nossas responsabilidades.
Tenhamos paciência e demonstremos um pouco de boa vontade para que possamos desenvolver, em conjunto com a espiritualidade, um trabalho de primeira qualidade.
Confiemos, amemos e respeitemos... tudo correrá bem.

“O bem pode não existir enquanto coisa, mas existe como verdade metafísica, tal como a justiça.”

Paz, fé no amor, muita luz.


Um espírito amigo.