Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


Nosso e-mail: umamigalhadeluz@gmail.com

Você pode nos mandar um e-mail ou deixar sua opinião
no final de cada texto. Sua participação é muito importante!
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terça-feira, 1 de maio de 2018

O Mestre deve habitar em nós!


                O Mestre deve habitar em nós!

                Precisamos deixar que o Mestre habite em nós. Devemos representar o Mestre espiritual no mundo material. Nós, que o seguimos, devemos exemplificar suas ideias vivas, fazer com que seus desejos sejam realizados. Nós escolhemos o Mestre ou o Mestre nos escolhe? A verdade é que nos escolhemos mutuamente, nós e o Mestre. Assim aconteceu porque pertencemos a mesma origem e reconhecemos Nele o caminho. Viemos Daquele que tudo criou e que tudo sabe, tudo determinou. Pode-se perguntar: para que precisamos de um Mestre, será que não somos bastante inteligentes para caminhar sozinhos, para fazer nossas escolhas? A resposta é não. Somos como crianças e precisamos de alguém a nos orientar, a nos mostrar o caminho para que conheçamos a nós mesmos e desenvolvamos todos os nossos potenciais. O Mestre é um pai amoroso.

                Um verdadeiro Mestre não é aquele que nos conduz no caminho. Um Mestre é aquele que mostra o caminho e deixa que seus discípulos tenham a opção de segui-lo ou não. Ele sabe que aquele que é conduzido não aprende a caminhar por suas próprias pernas e precisará sempre que alguém o conduza, e isso não é o que um verdadeiro mestre deseja para o seu discípulo. O Mestre quer que o discípulo aprenda, cresça e o supere. Essa é a recompensa que o Mestre deseja mais do que tudo. Esse é o objetivo do Mestre. Nosso Mestre é Jesus Cristo! Existem outros, mas é a este que, por amor, nos ligamos e é a este que dedicamos nossos esforços para que seus ensinamentos atravessem os séculos ajudando o homem na sua caminhada de volta para o Todo.

                Jesus de Nazaré, o Cristo, como outros Mestres que estiveram entre nós, nos deixou exemplos de como devemos proceder nas mais diversas situações. Nos deixou exemplos que, com certeza, não conseguiremos reproduzir plenamente, e talvez ainda devam se passar alguns séculos até que venhamos a fazê-lo.  O Mestre, como um bom educador, nos pediu para fazer uma centena, porque sabia que, com muito esforço, faríamos uma dezena. Assim fazem os grandes Mestres. Eles nos pedem o máximo, mesmo sabendo que faremos o mínimo. Essa é a didática divina. Mesmo sabendo das nossas fraquezas, Ele acredita em nós, e nos dá a confiança tentar, esperando que façamos o melhor.

                Toda a doutrina do Cristo pode ser reduzida a esta frase “Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Como é possível que numa frase tão curta, toda uma doutrina que se diz universal e atemporal pode estar contida? Pois vamos dividi-la, analisá-la e ver se chegamos a mesma conclusão do Mestre. Comecemos por “Amar a Deus sobre todas as coisas”. Hoje não podemos mais aceitar que a divindade seja aquilo que a humanidade em sua ignorância definiu. Deus, a consciência cósmica universal, está aquém e além de qualquer definição possível. Deus é o indefinível. E dizer isso ainda é temeroso porque estamos dando nome ao inominável. Deus é o Todo. Aquele que está em tudo. Aquele que simplesmente é. Nada está fora Dele. Amar a Deus, entendendo-o deste modo significa amar a tudo que nos rodeia. Valorizar cada pedra, cada planta e cada ser que encontrarmos, porque em todos eles há um pedacinho Daquele que, por questão de didática chamaremos de Criador. O ideal é que cheguemos ao ponto de quando olharmos para qualquer coisa que nosso olhos possam ver, possamos sentir a presença dessa Consciência Cósmica que a tudo deu forma e agradecermos pela individualização que nos permite essa observação como se fôssemos separados Dela. Amar a Deus é amar a vida; é agradecer por tudo que existe e por todas as nossas experiências. Quando conseguirmos reconhecer a divindade nas coisas que nos cercam, já poderemos nos considerar espíritos conscientemente integrados à divindade. Poderemos sentir que Deus está em nós e que nós estamos Nele.

                Vamos agora a segunda parte de nossa grosseira análise. “e ao próximo como a ti mesmo”. Será possível que possamos amar alguém tanto quanto amamos a nós mesmos, uma vez que nascemos com esse instinto de preservação que sempre escolhe como prioridade a si mesmo? Vamos dividir também este pedaço da frase do Mestre em duas para melhor analisá-la. Vejam que, uma frase aparentemente simples, vai ganhando contornos inesperados. “amar ao próximo”. Para entendermos esta primeira parte precisamos fazer as seguintes perguntas: Quem é o próximo e quem está mais próximo de mim? Sem estas respostas não saberemos a quem amar, não é verdade? Interessante é que estas duas perguntas tem uma resposta só: eu mesmo! Quem está mais próximo de mim do que eu mesmo? Ninguém! Portanto, para seguir ao Mestre com precisão devemos amar a nós mesmos. Mas, isso não é exatamente o contrário do que Ele pregou? Ele nos disse para não sermos egoístas, certo? Bem vamos para a análise da segunda parte da frase que dividimos, para ver se ela nos ajuda a sair deste suposto labirinto em que nos encontramos. “como a ti mesmo”. Vamos ver, se Ele disse para amar ao próximo como a mim mesmo, posso deduzir que quanto mais amor eu der a mim mesmo, mais amor devo dar ao outro. Cremos que não há dúvida quanto a isso. Está explícito na frase que devo amar ao outro na mesma medida em que me amo. Isso nos leva a solução de nossa pequena charada. Só nos resta uma dúvida: por quem devo começar a amar, a mim ou ao próximo? Isso Ele não especificou, disse apenas para amar ao outro “como” a nós mesmos. Complicado? Não. Na verdade, é muito simples, porque uma coisa leva a outra. Se devemos amar ao próximo na mesma medida, tanto faz amar primeiro a mim ou ao meu próximo, porque no final amaremos os dois igualmente. Vejam que com todas as possíveis deturpações que certamente ocorreram pelas inúmeras traduções desta frase, ela parece ter mantido sua essência. Essa é uma marca do verdadeiro Mestre. Palavras simples, cujo significado é de uma profundidade desconcertante. Mas voltando a nossa análise da segunda parte da frase principal, o que queremos destacar com alguma ênfase, e que também está implícito no axioma, é que precisamos nos amar, pois sem isso não poderemos amar aos outros. Não se pode dar aquilo que não se tem!

                Quando dissemos que Mestre deve habitar em nós, estamos exortando a todos os discípulos a viverem a verdade do Mestre. O Mestre e sua verdade são a mesma coisa, porque a verdade é a essência do verdadeiro Mestre. Quando colocamos em prática seus ensinamentos estamos trazendo-o de volta ao nosso convívio e nos tornando um só. A verdade do Mestre deve habitar em nosso coração. Esta é a casa que ele escolheria para habitar, sem sombra de dúvida, porque todo grande ensinamento não é somente feito de palavras, ele sempre vem acompanhado de muito sentimento, de muito amor e de muita vida.

                Qual é o verbo da frase do Mestre? (em nossa língua o verbo é parte fundamental de uma frase- sem um verbo, sequer podemos chamá-la de frase) É o verbo “amar”. Se Ele disse que toda a sua doutrina estava contida nesta frase, certamente o amor é a parte mais importante de sua mensagem. Quando “amarmos” a Deus; quando “amarmos” a nós mesmos; quando “amarmos” ao próximo estaremos fechando o grande círculo da evolução. Estaremos voltando ao Criador e a própria Criação. Estaremos voltando à Fonte de Todo Amor da qual emanamos. O amor é a base em que fomos criados. Nascemos para amar e sermos amados. Somos aparentemente muito diferentes uns dos outros, mas uma coisa podemos afirmar: o Amor é a essência que restará depois de toda caminhada, depois de toda sublimação.

                Não só Jesus, mas todos os Mestres que vieram ajudar na evolução da humanidade deixaram ensinamentos importantes, e todos eles muito simples de serem entendidos, porém muito difíceis de serem vivenciados. Todos os Mestres pregaram o amor como a ferramenta para o aprimoramento e a transformação do homem e do mundo para melhor. Em nossa ignorância conseguimos complicar o que é simples e tornar tortuoso um caminho reto. Isso é errado? Não, não devemos pensar assim. Devemos entender que isso faz parte de nosso aprendizado, de nossa caminhada rumo ao Todo. Fomos criados por amor e o amor só pode construir, nunca destruir, por isso, mesmo quando estivermos passando ou vendo outros passarem por situações terríveis não devemos nos preocupar, pois algumas coisas precisam ser reformadas ou mesmo destruídas para serem reconstruídas numa condição melhor.

                Desejamos que cada um encontre o seu Mestre e que cada um permita que esse Mestre faça morada em seu coração. Desejamos que todos um dia venham a superar o seu Mestre e assim fazê-lo sentir-se realizado por saber que seu trabalho não foi em vão. Uma boa maneira de encontrar o Mestre é abrir o coração, pois sem a abertura desta porta, cuja chave é o amor, não é possível que Ele penetre e faça ali sua morada. Desejamos e pedimos que nosso Mestre Jesus, este que em nós habita, possa abrir os corações de todos, para que cada um encontre seu verdadeiro Mestre.

Victor

Mensagem psicografada em 09/04/2018

quinta-feira, 15 de junho de 2017

DESPERTAR Livro Espiritualista

        Publicamos hoje nosso primeiro livro. Ele é uma coletânea de textos já publicados em nosso blog. Mas estão separados e colocados numa ordem tal que lhe dá corpo e uniformidade. Desejamos que todos leiam, gostem e tirem dele algo de bom para suas vidas.Como presente o recebemos e como presente o ofertamos.
     Como o próprio nome diz, ele procura fazer com que as pessoas despertem para a bi-dimensionalidade da vida e se descubram como espíritos imortais que se encontram temporariamente num corpo físico e não como pedaços de carne pensantes.
      A humanidade tem um futuro maravilhoso pela frente, mas para isso algumas coisas precisam ser mudadas. Este livro aponta alguns caminhos para que essa mudança seja efetivada.
      Nunca é cedo ou tarde demais para começarmos a nos melhorar e melhorar o nosso mundo, afinal de contas, somos eternos...


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domingo, 5 de março de 2017

Tristeza no Natal

                Era o natal do ano de 1959. Estávamos nos preparando para a comemoração desta bela data, época em que comemoramos o nascimento, ou melhor dizendo, a visita do grande mestre Jesus Cristo. Sempre gostei dessa época, não somente pelo que se comemora, mas pelo espírito de paz e de solidariedade que contagia a todos nestes dias.
                 Estávamos em casa na véspera do natal, eu minha esposa e meus três filhos, fazendo nossos preparativos para esse dia tão especial. Tudo estava em ordem. A árvore já montada, os presentes comprados. Tínhamos até alguns convidados que viriam festejar conosco o abençoado natal.
                À tarde, por volta das quinze horas, minha esposa se queixou que estava com um pouco de dor de cabeça. Disse que tomaria um comprimido e iria se deitar um pouco para ver se a dor passava. Estranhei um pouco, pois não era comum que ela tivesse dores de cabeça. Acreditei tratar-se de um pouco de cansaço, pois ela, desde o dia anterior estava às voltas com os preparativos para a noite natalina, desdobrando-se para que tudo ficasse pronto a tempo. A comida; a decoração da casa; a roupa das crianças, nossas roupas. Eram muitas coisas ao mesmo tempo. Ela me pediu que, caso adormecesse, para acordá-la às dezessete horas para que ela finalizasse os pratos que seriam servidos e para que pudesse tomar as últimas providências para nossa noite natalina.
                Como combinado, às dezessete horas entrei em nosso quarto para acordá-la. Chamei-a pelo nome, falando baixinho para que ela não se assustasse. Como ela não respondeu chamei-a novamente. Nada! O quarto estava na penumbra, acendi a luz e me aproximei. Ela estava respirando, seu corpo estava quente, mas ela não despertava. Bati em seu rosto, gritei, mas nada! Ela não acordava. Estava, na verdade, desmaiada, inconsciente.
                Corri até a rua. Parei um taxi que passava naquele momento. Pedi-lhe que esperasse, porque iríamos socorrer alguém. Entrei novamente em casa, peguei-a nos braços e a carreguei até o carro. Pedi ao meu filho mais velho que cuidasse dos irmãos e qualquer problema chamasse a vizinha.
Dirigimo-nos ao pronto socorro mais próximo. Paramos em frente à porta de entrada e, desesperado, gritei por socorro. Dois enfermeiros com uma maca vieram e a recolheram para dentro do hospital. Expliquei rapidamente o que havia acontecido. Ela foi socorrida enquanto eu fiquei na recepção apresentando meus documentos, como era de praxe nestas situações, ainda mais se tratando de um hospital público - eu não era um homem de grandes posses. Mandaram-me esperar dizendo que assim que tivessem alguma notícia me informariam. A suspeita, em princípio, era que ela poderia ter tido um derrame. Essa informação me foi dada por um dos rapazes que a conduziram para dentro.
                Esperei por mais ou menos uma hora, quando o médico que a atendeu mandou me chamar. Pelo jeito do rapaz que me chamou comecei a imaginar o pior, e o pior aconteceu mesmo! O médico me disse que ela realmente tinha tido um derrame cerebral muito forte, que haviam feito tudo o que foi possível naquela situação, mas ela não reagiu. Minha esposa havia assim, falecido inesperadamente. Eu não sabia o que fazer, senti que estava prestes a desmaiar e sentei numa cadeira que havia por perto para não cair ao chão. Naquele momento eu pensava: Meu Deus! Isso não é possível! Isso não pode estar acontecendo! Aquilo não era um pesadelo, estava acontecendo sim, era a dura realidade! Por que meu Deus? E no dia de natal!!!
                Depois de alguns minutos, consegui me recompor e me dirigi para casa. Fui buscar mais alguns documentos para dar início ao processo para o sepultamento de minha esposa e falar com as crianças. Talvez tenha sido a coisa mais difícil que fiz na vida: reunir três crianças na minha frente para contar-lhes que não tinham mais uma mãe; que sua mãe havia falecido. Choramos muito. Unimo-nos na dor. Naquela união encontramos a força para superar aquele momento terrível. No dia seguinte estávamos no cemitério, nos despedindo da esposa amada e da mãe dedicada. Tínhamos que tocar nossas vidas e assim fizemos. Com a grande ajuda de minha irmã fomos tocando nossas vidas como tinha de ser.
                Com o passar do tempo fui me transformando num homem amargo. Trabalhando e me desdobrando para cuidar dos filhos. Tivemos muitos problemas, mas o pior deles era que eu não me conformava com a morte da esposa. Na bebida encontrei um pouco de consolo para minha revolta. Se já não acreditava muito em Deus antes de tudo isso, agora não acreditava nem um pouco. Achava que Deus era uma figura, um mito que a sociedade inventou para nos consolar naquelas situações que não tem remédio. Para ser mais franco, passei mesmo a combater a ideia de Deus. Como poderia haver um Deus justo e bondoso que permitia que uma esposa fiel e mãe amorosa morresse inesperadamente deixando marido e três filhos pequenos em plena noite de natal?
                Os filhos foram crescendo, estudando, trabalhando, enfim tocando suas vidas do melhor modo que podiam. Tornaram-se boas pessoas, apesar de tudo. Houve ocasiões em que eles queriam que comemorássemos o natal; que montássemos uma árvore de natal e ficássemos juntos. Argumentavam que a mãe gostaria que assim fizéssemos, mas eu não cedia. Para mim, o natal era o pior dia da minha vida. Lembro-me que em alguns desses natais fiquei sozinho em casa. Meus filhos preferiam ir para a casa de parentes ou amigos me deixando sozinho para não terem que conviver com minha amargura e revolta.
                Lá pelos meus sessenta anos conheci uma pessoa que me falou algumas coisas sobre espiritismo; que as pessoas não morriam de fato; que estavam apenas em outra dimensão da vida; e coisas desse tipo. Em princípio achei aquilo tudo besteira de gente ignorante, sonhadora e desocupada. Mas comecei a pensar: e se aquilo fosse verdade? Será que eu poderia entrar em contato com minha esposa? Conversando com esse novo amigo sobre isso, ele me falou que era possível sim, mas que ele não poderia garantir, porque isso dependia de muitos fatores, tais como merecimento, entre outros. Se eu quisesse poderia acompanhá-lo ao Centro Espírita que ele frequentava e trabalhava. Lá havia um trabalho de psicografia onde alguns desencarnados mandavam mensagens para parentes encarnados. Quem sabe eu fosse agraciado com uma mensagem? Topei e lá fomos nós.
                Fui ao Centro Espírita quatro semanas seguidas e nada! Decidi que iria somente mais uma vez. Não iria mais dar asas à imaginação. Meu amigo insistiu para que eu não desistisse, porque apesar de não ter recebido mensagem alguma eu estava aprendendo alguma coisa sobre o mundo dos espíritos. Não colega! Essa foi minha resposta, já bastava o sofrimento pelo qual passei e ainda passava com a saudade daquela mulher que dava sentido para minha vida.
                Algum tempo depois, numa tarde em que havia acabado de chegar do trabalho um fato interessante ocorreu. Estava cansado e antes de tomar meu banho me joguei numa poltrona para descansar um pouco. Acabei adormecendo e até sonhando. No sonho, minha falecida esposa aparecia tão bonita ou mais do que era no tempo que partiu, e dizia que iria mandar uma mensagem para mim. Acordei de supetão, muito assustado. Foi um sonho que parecia real. Tomei meu banho e resolvi ir ao Centro Espírita, pois era justamente o dia do trabalho de psicografia.
                Ouvimos uma palestra enquanto os médiuns psicografavam. Ao final da palestra, para minha surpresa, a pessoa que conduzia os trabalhos me chamou pelo nome. Havia uma mensagem para mim! Emocionado, me dirigi à pessoa que iria me entregar a mensagem. Não quis ler a mensagem ali. Coloquei-a no bolso e fui para casa. Lá chegando, tranquei-me naquele que foi nosso quarto para poder ler a mensagem com tranquilidade.
                A mensagem era realmente dela, não tive dúvida nenhuma. Chamava nossos filhos pelo nome e me chamava pelo apelido carinhoso que somente nós dois conhecíamos. Pedia-me para mudar de atitude com relação a Deus. Dizia que somos ignorantes demais para compreendermos os seus desígnios e para compreendermos o porquê de as coisas terem acontecido da forma como aconteceram. Pediu-me para continuar cuidando de nossos filhos, apesar deles já serem adultos e que eu deveria estudar as coisas espirituais, porque isso ia me ajudar muito.
                A partir daquele dia passei a frequentar o Centro Espírita. Estudei e me tornei um trabalhador da casa, onde tive oportunidade de ajudar e orientar outras pessoas que como eu, tinham perdido entes queridos e estavam infelizes ou revoltados com a perda que tiveram. Aprendi que somos realmente pequenos demais para compreendermos a grandeza da divindade. Aprendi muito no convívio com os espíritos que trabalhavam naquela casa e que nos ajudavam a evoluir cada vez mais.
                Aos setenta e cinco anos de idade desencarnei de um modo muito tranquilo. Deitei-me para dormir e de repente, acreditando estar sonhando, fui recebido por M. no plano espiritual. Finalmente estávamos juntos novamente! Passei por um período não muito longo de adaptação. Pude então saber que ela esteve a maior parte do tempo junto de nós. Nos orientando e nos apoiando naqueles momentos mais críticos de nossas vidas na carne.

O Esposo.

                Hoje estamos aqui juntos, passando esta mensagem e contando nossa pequena história. Pedimos desculpas por omitirmos muitos detalhes importantes de nossas vidas, mas acreditamos que o principal foi dito. O que desejamos é mostrar que não devemos nunca duvidar da sabedoria de Deus. Devemos nos resignar e nos conscientizar de nossa ignorância, porque sabemos tão pouco dos desígnios do Criador. Tudo o que aconteceu conosco tinha uma razão de ser. O fato de nossos filhos terem sido criados sem a mãe tornou-os pessoas melhores e mais compreensíveis, de caráter mais firme. Isso só para citar uma das muitas razões. Eles precisavam, tanto quanto meu esposo, passar pelo que passaram para poder compreender muitas coisas, entre elas, as duas realidades da vida: a vida material e a vida espiritual. Tudo isso sem contar os fatores relacionados com as nossas existências passadas, pois nada escapa a lei de causa e efeito.
                Nos preparamos agora para nova jornada. Novas experiências nos aguardam. Ainda não sabemos se estaremos juntos ou não, mas de uma coisa sabemos, que mesmo não estando juntos na carne, estaremos sempre juntos em espírito e ainda vamos comemorar muitos natais na Terra.

Que Deus nos abençoe a todos.

A esposa.

Mensagem psicografada em 27-02-2017


                

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Mensagem natalina de um Preto Velho


Epa! O nego véio quer falar alguma coisa do Natal também.
Essa é uma época muito boa. Tem gente que não gosta, porque nessa época a gente é as vezes obrigado a sorrir um pouco mais, tirar o fel da nossa vida e fazer ela um pouco mais doce.
Meu Deus! É uma época muito especial mesmo! O que se comemora não é pouca coisa não. É a vinda de um espírito muito evoluído, muito iluminado, que ninguém sabe direito o tanto que Ele é importante. Tão importante que é respeitado em tudo que é religião neste nosso Brasil Grandão e quase no resto do mundo todo.
Ele é o homem que trouxe o amor como a sua maior lição. Que mostrou que devemos amar ao próximo como a gente ama a si mesmo. O que esse homem fez não foi pouca coisa não.
Ele deu a receita pra consertar o mundo! O duro é entender porque as pessoas não conseguem compreender uma mensagem tão simples. Por que será que tão difícil enfiar nas cabeças das pessoas que as coisas só vão melhorar quando a gente praticar o amor universal. Quando a gente amar todo mundo sem querer saber se é preto ou branco, se é feio ou bonito.
O problema é que as pessoas não se conformam em ter menos do que as outras. Se o vizinho tem um carro bonito, o outro que ter um carro mais bonito ainda. E assim é com todas as coisas. O que as pessoas precisam aprender é a compartilhar as coisas. Num tá vendo que a gente nunca vai ser feliz enquanto tiver gente passando necessidade do nosso lado?
Parece que as pessoas não querem entender as coisas mais simples. Veja a lei de atração. Tem coisa mais simples? Semelhante atrai semelhante. Coisa ruim atrai coisa ruim. Coisa boa atrai coisa boa. Mesmo assim essa lei num entra nas cabeças das pessoas. Parece que o povo gosta mesmo é daqueles líderes que falam bonito, que usam roupa bonita. Que falam tanta coisa com palavras tão difíceis que a pessoa nem entende mas acha tão bonito que não querem nem saber quer dizer. Não intende e não fala que não entendeu pra não passar por burro e diz que tá tudo certo.
Sabe meus fio, precisamos aprender a ver a essência das coisas e não as coisas da aparência. Às vezes, por trás da beleza se esconde o veneno. Basta ver as cobras. Num tem bicho mais bonito, mas quanto mais bonito, mais venenoso. Antes da gente dizer se uma coisa é boa ou ruim a gente precisa entender que está por trás das palavras, por trás da aparência. Vamos fazer assim com Natal – êta época bonita! Vamos tentar entender o que é que tá por trás de tanta festa e tanta comilança. Vamos entender que o Natal é a época que marca a vinda do amor para a Terra como a lei mais simples e mais completa.
Vamos entender que o Natal quer dizer compartilhar, dividir as coisas que temos com os que tem menos. Se a gente fizesse um natal que não se acabasse, o mundo seria um lugar maravilhoso da gente viver, né mesmo?
Aconselho vocês, neste Natal, refletir um pouco sobre a verdadeira importância do Natal e pensar que a gente deveria viver como se todo dia fosse Natal. Não basta ajudar as pessoas ou dar uma esmolinha neste dia e continuar sendo egoísta o resto do ano, né mesmo?
Que o pai Oxalá abençoe a todos vocês e que esse seja o Natal mais bonito de todos que já existiram. Vamos pensar sempre nos mais necessitados, até porque quando a gente ajuda eles tá ajudando a gente mesmo.

Pai Joaquim


Mensagem psicografada em 19/12/20169

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A paz



            A paz que desejamos para o mundo começa quando temos paciência para as pequenas imperfeições dos outros.
            Não esperemos que a paz venha como uma ordem de um governante ou de um grande líder.
            A paz que sonhamos para o mundo só ocorrerá quando ela existir primeiro em nossos corações - em todos os corações humanos. Por isso precisamos começar com o nosso próprio coração.
            Vamos desejá-la. Vamos implantá-la. Vamos torná-la verdadeira dentro dos nossos corações e a partir daí vamos contagiar o mundo com a nossa paz.
            A paz que desejamos para o mundo não é construída a partir de grandes multidões. A paz é construída do ponto pequeno para o grande. De baixo para cima. Do pouco para o muito. É como um grande edifício que começa a partir do primeiro tijolo.
            A paz que queremos para o mundo deve começar dentro de nós mesmos, de dentro para fora, nas nossas pequenas atitudes de carinho para com os outros. Ela deve começar com pequenos gestos de cortesia e de tolerância para com as pequenas falhas dos outros.
            Um dia, ainda que demore um pouco mais, todas essas atrocidades com as quais ainda somos obrigados a conviver, desaparecerão. Se elas ainda existem é porque elas ainda existem dentro de nossos corações.
            Vamos começar a semear as primeiras sementes da paz?
            A primeira semente deve ser enterrada no canteiro do nosso próprio coração. Daí ela crescerá e dará muitos frutos e novas sementes e um dia conseguiremos reflorestar o mundo com as árvores da Paz!

            Um espírito amigo


            Mensagem psicografada em 21/11/2016.

sábado, 5 de novembro de 2016

O ódio e seus malefícios




É sempre possível encontrar pelos caminhos da vida pessoas que intencionam nos fazer mal.  Como devemos agir em relação a elas?
O melhor a fazer é tomar essas pessoas como instrumentos da providência para o nosso crescimento moral e espiritual. Procuremos não sentir ódio ou qualquer outro sentimento parecido com este, porque  este tipo de sentimento vai corroer o nosso próprio coração. Aquele que odeia o outro ou sente inveja ou coisa parecida, são por si mesmos, dignos de pena. É como se cavassem a própria sepultura.
O segredo para melhor nos conduzirmos em relação a estas pessoas é fazer como fazia o Mestre Nazareno. Ele devolvia amor a quem o odiava. Dava a outra face a quem lhe batia. Por que Ele agia assim? Por que Ele, mais do que ninguém, sabia que aquelas pessoas eram irmãos temporariamente enfermos, padecendo da doença do ódio que vinha da ignorância. Sabia que o ódio daquelas pessoas fazia com que eles permanecessem estagnados em sua evolução espiritual, ao contrário daqueles que se mostravam receptivos, porque estes davam um grande passo adiante.
O ódio faz sofrer, não só a quem é vítima de sua energia maléfica, mas também é muito pernicioso para quem o sente. Este sentimento é responsável por muitas doenças físicas, cujas causas são atribuídas erroneamente a elementos físicos. Na verdade, são frutos do envenenamento do corpo físico pelos pensamentos e sentimento negativos que começam no espírito e vão passando dos corpos menos densos para o mais densos até atingirem o corpo físico.
O antídoto para a doença do ódio não é difícil de prescrever: é o Amor! O amor que rompe as barreiras entre as pessoas; o amor que desarma os corações e os faz chorar de alegria; o amor que carrega em si a solução para todos os problemas da humanidade. Não foi sem razão que o Mestre disse para que nos amássemos uns aos outros – ele sabia que esse era o remédio para todas as nossas doenças, principalmente as doenças da alma; aquelas que fazem com que fiquemos estagnados feito água parada.
Vamos nos deixar envolver pelo amor e expurgar de nossos corações todo sentimento ruim para com o nosso próximo e para nós mesmos. Quando usamos a expressão “eu odeio ele ou ela” estamos contaminando nosso próprio ser com o que há de pior para a nossa evolução. Ódio é atraso – Amor é Adiantamento. O ódio é prisão – Amor é liberdade.
Vamos viver plenos de amor e nossas vidas se tornaram mais leves, mais suaves de se viver. O amor é a ferramenta mais poderosa que o Criador colocou em nossas mãos para que cheguemos mais depressa à Ele.
Portanto meus irmãos, não desperdicem vosso tempo com sentimentos ruins que só trazem infelicidade, tanto para quem sente quanto para quem eles são endereçados.
O amor é a essência de tudo. Tudo o que respira, respira pelo amor do Todo!
Sejamos plenos de amor!

Muita paz, muita luz e muito amor!

Victor


Mensagem psicografada em 01/11/2016 

terça-feira, 28 de junho de 2016

Amor, divino amor













Amor, divino amor
Que faz crescer as plantas
E as faz frutificar

Amor, eterno amor
Que move o mundo
Que o faz girar

Amor, suave amor
Que faz com que nós
Sintamos a presença de Deus

Amor, sábio amor
Que constrói o futuro
E preserva o passado

Amor, sublime amor
Para o qual as flores
Se curvam e oferecem seu perfume

Amor, imenso amor
É esse que o criador
Mantém por nós, pequeninos

Amor, primeiro amor
Que nos fará um dia
Reencontrá-lo na Fonte Primeira

Que possamos sempre
Em cada momento da vida
Sentir que vivemos
Somente pela presença desse amor


Amor, divino amor...