Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


Nosso e-mail: umamigalhadeluz@gmail.com

Você pode nos mandar um e-mail ou deixar sua opinião
no final de cada texto. Sua participação é muito importante!
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sábado, 23 de julho de 2016

A PASSAGEM DO PENSAMENTO INDIVIDUALISTA PARA O PENSAMENTO COLETIVISTA Parte 2

          Podemos perceber que a solução para o problema do egoísmo que gera o individualismo e suas funestas consequências para toda a humanidade tem uma resposta simples: as pessoas devem passar do modo de pensar individualista para o modo de pensar coletivista fraterno. Embora a resposta seja simples, a execução deste projeto, à primeira vista, não parece muito fácil. Temos todo tipo de problemas sociais decorrentes desse modo de pensar que já é tão enraizado em nossas mentes e em nossa sociedade, que o problema nos parece de impossível solução. Como fazer com que as pessoas passem a agir de modo a pensar no outro da mesma forma que pensa em si mesmo? Será que isso pode ser feito a curto prazo de tempo? 

          É preciso que fique bem claro que não estamos nos referindo ao coletivismo comercial, aquele que visa a formação de cooperativas e de empresas onde todos participam dos frutos e dos lucros. Estamos pensando um pouco mais além. Estamos pensando como se fôssemos uma única família humana. Um ser humano - um espírito imortal pensando em outro ser humano - outro espírito imortal. Amigo pensando em amigo. Irmão pensando em irmão.

        O que estamos sugerindo como solução para o nosso problema, passa pela visão espiritualista universalista da vida. Nesta visão a vida não se restringe ao momento atual pelo qual passamos, mas se estende por toda a eternidade, pois somos espíritos imortais e nossa caminhada evolutiva se estenderá por muitas encarnações, seja neste planeta ou em outros que fazem parte do universo e de suas múltiplas dimensões. Os interesses que são despertados em nós neste mundo não serão os mesmos em outros mundos, ou seja, cada mundo tem seus atrativos e uma coisa podemos afirmar: os interesses ditos materiais, aquilo pelo que as pessoas se matam aqui, não são tão apreciados nos mundos mais adiantados. Nestes mundos, já existe a consciência de que a maior riqueza é conhecimento aliado ao sentimento de amor fraterno.

          A solução virá, de modo quase espontâneo, quando nos conscientizarmos de que tudo o que juntamos aqui neste plano de vida não passa de ilusão passageira. O que é real tem a característica fundamental da durabilidade. Neste planeta, todas as coisas, incluindo aí nossos corpos já nascem com prazo de validade determinado. Não há nada neste mundo, sob o aspecto material, que possamos chamar de “nosso para sempre”. Chega a ser desconcertante o modo de viver e de pensar de algumas pessoas. É comum vermos pessoas de idade muito avançada, autodestruindo-se no esforço para amealhar bens materiais, outros ainda em busca do poder, quando seus dias estão tão próximos de terminar neste plano. Por aí podemos ver até onde chega a estupidez humana gerada pelo monstro do pensamento individualista.

         Estaremos livres deste problema quando nos conscientizarmos de que só através do amor fraterno poderemos ter o melhor que o mundo pode oferecer para todos. Quando desejarmos que todos tenham uma vida tão boa quanto a nossa estaremos a caminho da solução da maioria dos problemas da humanidade. É interessante lembrar que todos os grandes espíritos, com os quais a humanidade já teve o privilégio de conviver, já apontavam para esta solução. Lembremo-nos de Jesus, que é o mais conhecido aqui no ocidente: “amai-vos uns aos outros”.

          Quem ama fraternalmente jamais vai querer, sob qualquer aspecto, maltratar ou explorar o seu semelhante; não se sentirá confortável sabendo que seu irmão, seu vizinho ou quem quer que seja, não têm o que comer ou onde dormir; todo o desperdício de alimentos e outros produtos necessários à manutenção da vida serão melhor distribuídos, uma vez que, imperando o amor fraterno, o lucro não será o objetivo principal de quem produz; e por aí vai... Imaginem a questão das relações entre as pessoas num mundo onde exista respeito mútuo: a paz será uma constante. Convém mencionar que não estamos falando de regimes políticos ou estruturas de poder. Acreditamos que estamos pensando um pouco mais além. Pensamos na humanidade como uma só, onde os interesses de um sejam os interesses de todos. Parece utopia? Sim parece, mas só até o momento em que começarmos a colocar em prática estas coisas tão simples que apontamos aqui e as mudanças começarão a acontecer, mesmo que lentamente. Uma mudança desse tipo não se dará de forma brusca, isso é óbvio.

          Esse é o tipo de coisa que não acorrerá através de religiões, seitas, movimentos sociais, determinações de governo, imposições de líderes ou qualquer outro modo de intervenção de fora para dentro, de alto para baixo. É algo que extrapola a tudo isso, pois não se restringe ao que mostramos exteriormente. É um movimento que, paradoxalmente, deve começar dentro de cada um. Acreditemos que a mudança é possível e façamos cada um a nossa parte, com sinceridade, com vontade, e nosso exemplo irá se multiplicar e se espalhar, até que um dia este comportamento se torne o habitual e não a exceção. Cada pequeno gesto de respeito, carinho e compreensão para com o próximo já é um passo a mais nessa caminhada para um mundo melhor. Não tenhamos pressa, a eternidade dura bastante...O importante é começar!

          É possível que algumas pessoas nos considerem sonhadores, e que o objetivo almejado em nossas palavras seja inalcançável. Juntamente com o pedido pra que se unam a nós, lembraremos a eles que todas as grandes conquistas da humanidade começaram como sonhos inalcançáveis até que se tornaram fatos concretos.

Uma migalha de luz.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A PASSAGEM DO PENSAMENTO INDIVIDUALISTA PARA O PENSAMENTO COLETIVISTA PARTE 1


Vamos falar um pouco do individualismo e do egoísmo humanos,
que são causas fundamentais dos males que afligem a sociedade.
 O que fazer para mudar isso?

(este texto será apresentado em 2 partes)

          Grande parte dos problemas humanos origina-se no individualismo, isto é, no modo de pensar individualista. Podemos afirmar que, desde a briga entre vizinhos até a mais destruidora das guerras, encontramos no fundo de tudo isso o pensamento individualista, cuja raiz é o egoísmo humano, como o ponto de partida para estas contendas.

          O pensamento individualista nos leva ao paradoxal individualismo coletivo. Nos referimos aos grupos que se formam, quase automaticamente em torno de interesses comuns, tais como seitas, facções etc. Isso sem falar do individualismo coletivo representado pelos interesses comerciais, chegando até ao individualismo de rua, bairro, cidade e assim por diante.

          Por trás do individualismo encontramos o egoísmo, este apontado por Allan Kardec no Livro dos Espíritos e outras obras de sua autoria como um dos problemas que emperram a evolução da espécie humana. Não só Kardec, mas grandes nomes do pensamento filosófico já afirmavam que a solução para a maior parte dos problemas humanos passava pelo combate ao egoísmo. É muito raro uma religião ou instituição humanitária que não tem como uma de suas metas o combate ao egoísmo, este velho conhecido. Por que será que essa característica humana persiste até os dias atuais? Em alguns momentos chegamos a ter a impressão de que isso até se intensificou...

A felicidade não está na individualidade – ninguém é ou pode ser feliz sozinho. Nós temos a necessidade do outro até para nos reconhecermos. Só sabemos quem somos nós porque temos o outro para negar. Praticamente tudo o que fazemos é em função do outro, mas parece que não queremos enxergar este fato. Sem o outro nossa vida não teria o menor sentido. O filósofo alemão Edmund Russel chegou a conclusão de que a nossa consciência não é nada sozinha, explico: ele dizia que a "consciência só é consciência de alguma coisa". Se a consciência do homem pode ser entendida como o “eu”, então eu só existo em função das outras coisas e dos outros seres que me rodeiam. Parece um pouco complicado, mas não é. O queremos dizer é que estamos inseridos no mundo como parte dele, de modo que temos que nos sentir como pedaços do mundo. Ora, do mesmo modo que a parte não é o todo, o todo também não é o todo sem uma de suas partes, por menor que seja esta parte. Somos humanos que fazem parte de uma humanidade, que faz parte de um mundo, que faz parte de um universo. Porque deveríamos nos sentir tão fortemente como individualidades separadas do todo e que só pensam em si mesmas, mesmo sabendo que sozinhos não somos nada? É chegada a hora de compreendermos esta realidade que, de tão simples, parece não ter tanta importância.

          Será que não é chegada a hora de aprendermos a dividir para somar? Será que não é hora de valorizarmos o prazer de amar e ser amado, de respeitar e ser respeitado? Será que não é hora de sorrir pela boca do outro; de comer pela boca do outro; de ter saúde pelo corpo do outro? É hora de sentirmo-nos como se fôssemos o outro! Acreditamos que, quando assim procedermos estaremos muito próximos da felicidade possível na Terra.

          Não é nossa intenção produzirmos um texto acadêmico que prima pela erudição e pela complexidade. Queremos, antes de tudo, falar ao coração das pessoas, mostrando que, nem sempre as soluções para os grandes problemas humanos necessitam de grandes teorias científica ou fórmulas complexas. Pequenas coisas para mudar esta nossa realidade, podem ser feitas em nosso dia a dia, através atitudes simples, que quando somados a outras irão mudanças gigantescas. A tolerância para com as pequenas falhas de nossos irmãos é um bom começo. Não podemos exigir perfeição de ninguém, pois nós mesmos não somos perfeitos.

A segunda parte já foi publicada.