Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


Nosso e-mail: umamigalhadeluz@gmail.com

Você pode nos mandar um e-mail ou deixar sua opinião
no final de cada texto. Sua participação é muito importante!
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domingo, 2 de abril de 2017

Traição e Vingança

         
 Nem que se passassem mil anos eu deixaria de querer a vingança que tanto mereço!
            Tínhamos toda uma vida pela frente e a maldita colocou tudo a perder. Tínhamos tudo para sermos felizes; morávamos numa maravilhosa casa de campo, nos arredores de Lyon, com um imenso gramado, jardins, bosques e pomar de árvores frutíferas entre outras belezas. Nossa casa era um pequeno castelo que lembrava os castelos medievais, com algumas partes feitas de pedras e com portas muito altas feitas de madeira da melhor qualidade.
            Tínhamos muitos empregados, camareiras e tudo o mais que uma família nobre poderia ter. Éramos ambos herdeiros de famílias ricas e de sangue nobre. Nosso casamento era a união perfeita. Éramos jovens, ricos e bem-apessoados. A união de nossas fortunas nos tornava ainda mais ricos, poderosos e invejados. Toda a província tinha inveja de nossa posição social. Quantas pessoas não dariam tudo para estar em nosso lugar... muitas com certeza!
            Tínhamos tudo para sermos felizes, bastava para isso que seguíssemos as boas normas da sociedade; que apenas cumpríssemos o que havia sido acordado no altar frente à Nosso Senhor Jesus Cristo. Em minha mente havia a certeza de que nada poderia dar errado. Seríamos um casal perfeito, principalmente porque eu a amava com todas as forças do meu coração.
            Eu sentia que havia uma desigualdade em nosso amor. Percebia que a intensidade do meu amor por ela era bem maior do que o amor que ela sentia por mim, se é que ela sentia alguma coisa parecida com este sentimento em relação à minha pessoa, mas tinha a ilusão de que, com o passar do tempo, ela acabaria me amando de modo igual. Eu faria tudo, me esforçaria ao máximo para que isso acontecesse.
            No princípio de nossa convivência tudo correu dentro da normalidade, mas com o passar do tempo fui sentindo uma cera indiferença dela em relação à minha pessoa; uma certa frieza, que se fazia presente até mesmo em nosso leito de casal. Com muita paciência fui dando tempo ao tempo para que ela se acostumasse à vida de senhora do lar. Creditava um pouco dessa insatisfação à sua juventude; ela era um pouco mais jovem do que eu.
            Eu vivia muito atarefado cuidando dos negócios da família; tínhamos muitos bens para administrar. Quando não estava trancado em meu escritório de casa em reuniões com empregados ou outros homens de negócios, estava na cidade próxima, Lyon, onde também mantinha um escritório. Era de fato um homem muito ocupado. Não tinha tempo para cuidar do meu amor; para lhe fazer agrados que a fizessem ter um sentimento mais profundo para comigo. Com o passar do tempo ela foi ficando cada vez mais indiferente, eu diria quase ausente. Nas raras vezes em que estávamos juntos, na maioria delas, eu sentia como se estivesse sozinho. Isso foi se agravando até um ponto tal que decidi mudar de vida para salvar o nosso casamento e a nossa felicidade.
            Quando tomei esta decisão estava no escritório de Lyon, encerrei o trabalho mais cedo, logo após o almoço, assim poderia chegar em casa durante a tarde e lhe comunicar o que havia decidido: trabalharia menos; ficaria mais tempo junto a ela; lhe daria mais atenção e o carinho de que era merecedora. Ao chegar em casa, um dos empregados me informou que ela não estava; havia saído para um passeio a cavalo, sendo acompanhada por outro empregado que tinha a função de protegê-la. Pedi que arreassem outro cavalo para mim. Iria lhe fazer uma surpresa. Cavalgaríamos juntos; conversaríamos; começaríamos a colocar algumas coisas de volta ao seu lugar...
            Cavalguei por uns vinte minutos e não consegui encontrá-los. Acreditando que havíamos nos desencontrado, resolvi parar à beira de um pequeno lago que havia na propriedade para descansar um pouco, observar a natureza, refletir um pouco mais sobre a minha decisão, depois voltaria para casa onde esperava encontrá-la finalmente. Ao me aproximar do lago, ouvi vozes e risos. Aproximei-me com cuidado para ver o que se passava. Encontrei a maldita e o empregado que a acompanhava em pleno coito! Estavam deitados sobre um lençol ou toalha de cor branca. (este detalhe me marcou muito, como se este branco representasse a pureza do meu amor que estava sendo maculado) Meus olhos não queriam acreditar no que viam. Por alguns segundos fiquei estático como se estivesse em estado de choque. O sujeito montou e saiu em disparada, enquanto ela, seminua, não teve sequer forças para reagir. Ali mesmo a espanquei até que seu rosto ficasse quase irreconhecível. Joguei-a no cavalo e fomos para casa, onde fui informado que o empregado que estava com ela havia fugido, levando o cavalo e o pouco que conseguiu pegar de suas coisas. Daquele dia em diante nossa vida tornou-se verdadeiro inferno. Proibi sua saída de casa; para isso coloquei homens para vigiá-la. Passei a dedicar-me mais ainda ao trabalho para não ter tempo de alimentar ainda mais o meu ódio pela traidora.
            Num dia, em que voltava para casa, já quase anoitecendo, fomos surpreendidos por alguns homens que mandaram o meu cocheiro parar, gritando que se tratava de um assalto. Um dos homens, com o rosto coberto por um lenço preto apontou a pistola para meu peito e disparou. Lembro-me das palavras que proferiu antes do disparo: morra desgraçado!
            Vaguei por algum tempo no mundo dos espíritos. Perdi a noção do tempo. Sentia-me ainda ferido, sangrando e com dores até que encontrei um sujeito que se propôs a me ajudar. Era um sujeito estranho, cuja maldade podia sentir pela sua simples presença. Me explicou que eu havia desencarnado e que tudo o que eu sentia era imaginação, reflexo das coisas que me haviam acontecido. Se eu quisesse, bastaria exercer minha vontade e tudo voltaria ao normal, ficaria bem, tão bem quanto antes de desencarnar. Depois me levou até minha casa. Já haviam passado alguns meses de meu desencarne. Lá pude ver a maldita vivendo com seu amante, que só pelo seu olhar pude perceber que se tratava do meu assassino. Foi fácil concluir que tudo foi um plano arquitetado por ele, por ela ou por ambos para darem cabo de minha pessoa e se apossarem de nossa fortuna.
            Passei a viver naquela casa. Eu e meu companheiro, que agora me servia como se fosse um bom empregado. Passamos a fazer de tudo para perturbar a paz daquela casa. Sugeríamos ao assassino que, da mesma forma que ela me traiu poderia traí-lo, e que ele deveria dar cabo dela e se apropriar de toda a sua fortuna; que ele jamais seria reconhecido como seu marido porque não tinha sangue nobre; que seria sempre um capacho apenas para lhe satisfazer as necessidades sexuais e coisas assim. Tanto infernizamos sua vida com nossas sugestões que o infeliz acabou cedendo e numa noite em que havia bebido demais resolveu matá-la; para meu prazer, esfaqueou a maldita enquanto dormia no leito que havia sido nosso.
            Assim que ela deixou o corpo físico lá estávamos para recebê-la, mas os homens que a ajudaram a desprender-se não permitiram que colocássemos as mãos nela. Depois disso passamos a procurá-la em todos os lugares possíveis; todos os lugares onde podíamos penetrar, pois existiam muitos lugares que não nos eram acessíveis. Quando não estávamos procurando por ela, permanecíamos naquela casa, assistindo sua decadência por falta de cuidados. O meu assassino acabou sendo preso e passou longos anos no cárcere, onde conseguimos atormentá-lo até levá-lo praticamente à loucura, por fim o abandonamos. Quanto a ela, até hoje não conseguimos encontrá-la. Essa busca é a motivação de meu existir; preciso dessa vingança; preciso vê-la sofrendo, pagando por sua odiosa traição!
            Algum tempo atrás, fomos encontrados e trazidos por alguns homens e mulheres que desejam me demover de meu objetivo. A algum tempo têm cuidado de mim e de meu companheiro de jornada. Eu estava parecendo um mendigo, maltrapilho, tanto eu quanto meu velho parceiro. Tratados, limpos e alimentados nos fizeram e fazem participar de reuniões onde só falam de amor e perdão. Tudo isso em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tenho pensado a respeito conforme prometi a esses benfeitores, mas cá comigo, tenho que seja impossível desistir de meu intento, pois o ódio que acumulei durante tanto tempo já faz parte de meu ser. Tenho a impressão de que é ele que impulsiona e me dá forças para continuar vivendo.
            Segundo meus benfeitores, existem razões para tudo o que me sucedeu, e que em tempo oportuno, me esclarecerão e me mostrarão justificativas que farão com que eu desista de minha merecida vingança. Estou aguardando, pois não sou um ingrato e prometi lhes dar uma chance para me convencerem, embora eu considere isso uma lamentável perda de tempo.

            Comentário de um dos espíritos que o resgataram:

            Este irmão passou por uma situação lamentável, embora comum, e por isso se deixou envolver pelo ódio e pelo desejo cego de vingança. Associou-se a outro irmão que se encontrava perdido a mais tempo que ele e passaram a viver como obsessores, tanto da ex-esposa quanto de seu assassino, comprometendo e atrasando cada vez mais suas próprias evoluções. Antes dessa, foram feitas algumas tentativas fracassadas de resgatá-los para que fossem instruídos e convencidos a desistirem dessa vingança.
            Ela já está em sua segunda encarnação depois dessa existência desastrada. Na verdade, ela não teve tanta culpa quanto ele lhe atribui, porque ela foi obrigada a se casar, sem que tivesse qualquer sentimento por ele. Era uma pessoa muito insegura e deixou-se seduzir pelo empregado da casa, de modo que está mais para vítima de que para qualquer outro adjetivo.
            Temos confiança de que, em pouco tempo, faremos com que ele mude de ideia, principalmente quando lhe mostrarmos fatos relacionados às suas encarnações anteriores, onde estavam ela, ele e o empregado que fez parte desta trama.
            O propósito de trazê-lo para se expressar faz parte de seu tratamento. É uma forma de descarregar um pouco da energia ruim que acumulou em função do sentimento de vingança. Quanto ao comparsa, também está recebendo orientação. Este, na verdade, já está quase cedendo e desejando sua reabilitação. Sente-se muito cansado, pois está há muito tempo vagando no mundo espiritual sem rumo definido.
            O fato é que, mais cedo ou mais tarde, todos eles estarão reunidos em nova reencarnação e terão oportunidade de consertar as coisas; entenderão que tudo o que se passou com eles foi simplesmente aprendizado, que teve por finalidade fazê-los evoluir e os torna-los espíritos melhores.

            Um amigo espiritual.
           
            Mensagem psicografada em 27-03-2017


         

sábado, 21 de janeiro de 2017

Não deixe pra amanhã...



Eu queria ficar, mas não podia.
Tinha ainda tanta coisa pra fazer, tantos erros à consertar, mas não foi possível. O tempo se esgotou rapidamente e não pude reparar algumas faltas, perdoar algumas pessoas, me perdoar...
Quando dei por mim já estava velho e sem condições de consertar as coisas. Não tinha mais condições de recuperar o tempo perdido. Quanto lamentei por ter desperdiçado minha juventude em diversões vazias, bebedeiras, comilanças desnecessárias, enfim, todo tipo de diversão inútil que se possa imaginar.
Eu só precisava ter tido um pouco de equilíbrio e tudo teria ocorrido de acordo com minha programação para esta última encarnação. Mas não, eu tinha que colocar o carro na frente dos bois e viver como se fosse um animal alucinado, ávido por prazeres. Prazeres que nem sempre me davam a satisfação que eu buscava com tanto desespero.
Quando entendi mais ou menos qual era o propósito de minha vida, de minha existência na carne e comecei a agir mais em conformidade com o que era correto e justo fazer, o tempo já se fazia curto. Tive tempo de, pelo menos, me conscientizar da minha condição de espírito encarnado e me redimir de algumas burradas que havia feito, mas somente algumas...
Hoje, aqui do outro lado, onde as coisas são mais tranquilas, pude novamente refletir, ver as coisas com clareza e chegar à conclusão de que não fiz nem um quarto das coisas que precisava ter feito. Não enfrentei todos os desafios que precisava enfrentar e não venci todos os medos que precisava vencer. E o pior de tudo – não dei vazão ao amor que precisava externar e que ia me fazer evoluir mais do qualquer outra coisa nesta encarnação que findou.
Por estou relatando estas coisas?
Para que meu caso sirva de exemplo para muitas pessoas que costumam deixar a vida passar deixando seus compromissos para o dia seguinte. Pessoas que não fazem aquilo que se comprometeram a fazer antes de encarnarem. Alguns podem argumentar, usando em sua defesa o “véu do esquecimento’’ que nos é colocado antes de encarnarmos, mas essa não é uma boa desculpa, pois o fato da pessoa esquecer de suas vidas passadas não a isenta da responsabilidade por suas escolhas durante a encarnação. Todos nós trazemos ao encarnarmos uma intuição daquilo que viemos fazer. Sabemos, ainda que de um modo não racional, o que viemos fazer e as atitudes que devemos tomar diante dos desafios a que seremos submetidos. Ao encarnarmos assumimos compromissos de toda ordem, não só com os familiares que estão mais próximos de nós, mas também com outras pessoas que cruzarão nosso caminho. Assumimos compromissos com nosso amparador principal (também conhecido como anjo da guarda). Encarnamos para honrar estes compromissos para com todas estas pessoas. Este é o objetivo da encarnação – nos melhorarmos através do convívio com o próximo exercitando as virtudes que nos levarão adiante em nossa evolução. É através das nossas atitudes para com o próximo que evoluímos, que mostramos que já estamos preparados para ascender à uma condição melhor.
Quero sugerir a todos que lerem esta mensagem, que reflitam um pouco sobre essas coisas. Sugiro isso principalmente àqueles que já tem alguma noção de nossa condição de espíritos encarnados e que já sabem que não vieram ao mundo para passear. Vale sempre lembrar que o conhecimento traz consigo responsabilidade na mesma proporção. Procurem descobrir qual é o objetivo principal de estar encarnado. Pensem que através de nossas tendências, boas ou más, temos ótimas pistas para descobrir qual é este objetivo e quais são as coisas que precisamos trabalhar em nós. Se for o caso, faça uma lista das coisas que você faz. As boas você deve aperfeiçoar e as coisas ruins devem ser analisadas e trabalhadas para que deixem de acontecer ou sejam feitas de modo diferente.
O Evangelho do mestre Jesus Cristo é a melhor referência para que não tomemos o rumo errado. São palavras simples, fáceis de serem apreendidas, porém muito difíceis de serem colocadas em pratica em nosso dia adia de encarnados. Os ensinamentos de Jesus Cristo escondem em sua simplicidade nada mais nada menos que o caminho seguro para a evolução rumo ao Criador. Um código ético e moral válido em qualquer tempo e lugar no universo. Basta seguir seus ensinamentos na medida do possível e podemos ter certeza de que já estaremos caminhando na direção certa.
Não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje para que não tenhamos que repetir outras tantas vezes as situações que já estamos vivendo. Quando enfrentamos logo de cara nossos medos e nossas dificuldades, nos tornamos mais fortes e a encarnação se torna menos penosa. Quando adiamos estes enfrentamentos, temos a impressão (podem ter certeza de que não são apenas impressões) de que eles vão se tornando mais difíceis a cada dia que passa.
Teremos todas as chances que se fizerem necessárias para o nosso crescimento espiritual, isso é certo, mas por que levar anos para fazer alguma coisa que pode ser feita em poucos dias?
O caminho do bem e do amor está aberto a todos que desejam trilhá-lo e só este caminho nos leva ao nosso destino final: a angelitude nos braços do Criador!
Façamos logo o que temos que fazer. Procuremos nos conscientizar dos objetivos de nossa encarnação, pois isso facilitaria por demais nossa caminhada.

Deus abençoes a todos!


Manoel

Mensagem psicografada em 16/01/17

sábado, 30 de julho de 2016

Mensagem de filho para pai



Querido pai.

Hoje faz mais ou menos três anos que a gente se viu pessoalmente pela última vez.

Poxa velho, como eu gostaria de voltar atrás e mudar um monte de coisas que fiz com você.

Eu iria te respeitar mais, eu iria te ajudar mais. Que droga pai! Agora já foi. Minhas idiotices culminaram com minha partida antes da hora – mais sofrimento pra você. Se hoje sofro e não tenho paz, o motivo principal é o remorso pelas sacanagens que fiz com você.

Eu confundia sua bondade. Achava que você era burro! Acho que era um pouquinho mesmo, porque acreditar num traste feito eu não é sinal de muita inteligência mesmo. O negócio é que você tinha um coração maior do que o mundo e me amava tanto que ficava cego para minhas atitudes desonestas.

Hoje, sofremos os dois, eu por não ter te escutado e você por não ter falado todas as coisas que eu precisava escutar. Pelo menos, saiba que eu estou caindo na real, percebendo e tomando consciência das besteiras que fiz.

Morro, quer dizer, vivo com muita saudade de todos com quem convivi, mas de você tenho uma saudade diferente: maior. Acho que te amava, mas não sabia disso.


Que Deus te abençoe e proteja Velho, embora eu não bote muita fé nisso, Mas peço assim mesmo, só pela possibilidade de você ser beneficiado com meu pedido e sofrer um pouco menos do que tem sofrido.

Desculpa Velho, desculpa mesmo!


Mensagem recebida durante exercício de psicografia
em 29/07/2016


terça-feira, 19 de julho de 2016

Simplicidade






Enfim...
Chega o dia pelo qual esperei tanto tempo e com tanta ansiedade. Meus olhos - sinto-os marejados de emoção.  Este é o meu primeiro contato com a materialidade desde muito tempo.
Tenho passado por mal bocados por aqui. Não pelo lugar, não pelas pessoas, mas por mim mesmo. O que passo hoje, o que sofro hoje, é consequência, reflexo, daquilo que fui quando encarnado. Tenho motivos para agradecer pela situação em que me encontro agora. Já fui muito esclarecido desde que cheguei aqui, e por isso, hoje tenho condições de estar aqui passando esta mensagem com muito carinho para que ela sirva de advertência ou conselho para todos aqueles que a lerem.
Seria muito bom se eu pudesse passar uma mensagem para as pessoas com as quais convivi, mas sei e entendo, que isso agora não é possível para mim. De qualquer modo, estou muito satisfeito por poder escrever para um público geral. Isso para mim é uma grande honra.
Quantas e quantas vezes fui alertado para não tomar os caminhos que tomei, mas a teimosia, a incredulidade, sempre foram minhas marcas registradas. Tive a chance de mudar, de ser uma pessoa melhor, mas ignorei. Não proporcionei abertura suficiente para que o amor penetrasse meu coração. Sempre deixei que a racionalidade falasse mais alto. Sentimento era coisa para pessoas fracas e sem inteligência.
Tive amigos que foram grandes companheiros, que me deram bons exemplos, mas eu, no alto do meu orgulho, não podia aceitar que alguém fosse mais inteligente que eu a ponto de me dizer o que eu deveria ou não deveria fazer.
Deste modo, cheio de orgulho por ser um engenheiro formado em uma das melhores faculdades do país, fui vivendo no meu mundo, onde só havia lugar para pessoas especiais como eu. Esposa, filhos e demais parentes, para mim sempre foram apenas súditos, pois eu era o rei, o sábio, o maioral. Hoje, sei que na verdade, não passei de um bobo da corte.
A maioria das pessoas que me respeitavam, na verdade tinham era medo de mim, do meu jeito explosivo.
Talvez a única coisa boa que tenha feito foi deixá-los, pelo menos, numa situação financeira razoável.
Quando tive oportunidade de demonstrar amor, carinho e respeito pela família, a única coisa que mostrava era a minha arrogância sempre feroz.
Quero dizer a todos que tudo o que fiz, e que a princípio aleguei ignorância das coisas espirituais para justificar, foi feito com plena consciência, pois eu fiz minhas escolhas sem interferência, em última instância, de ninguém.
Tenho aprendido muito por aqui. Coisas tão simples, mas tão complexas para alguém com um coração tão endurecido quanto o meu. Tenho aprendido a respeitar pessoas muito simples, que nada entendem de cálculos, fórmulas, medidas, etc., mas sabem tudo de respeito, de humildade, de amor. Sabem ter paciência com um sujeito como eu, que em quase toda a sua vida, só soube pisar nas pessoas e posar de maioral.
Quero que todos reflitam no seguinte: Quais são os verdadeiros valores e virtudes que devemos cultivar e desenvolver aí na matéria? Enganam-se aqueles que imaginam que o poder do dinheiro seja mais importante que um sorriso para um filho ou para um amigo. Um minuto de diálogo é tão importante para quem precisa conversar e desabafar... Ter os braços abertos para as pessoas que te procuram para serem esclarecidas... Bem, a lista é grande e o tempo é curto.
Reflitam e saibam que os verdadeiros valores são aqueles cultivados pelo sentimento, pelo coração. Quem sabe numa outra oportunidade eu possa falar um pouco mais.
Sejam humildes, sejam pacíficos. O mundo não aguenta mais pessoas presunçosas, falsos sábios que não têm controle nem de suas próprias vidas.

Que o exemplo de Jesus seja um farol para todos. Suas palavras são muito simples, como simples é o amor, mas dizem simplesmente tudo!

Um espírito em tratamento

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Mensagem para a esposa

Mensagem recebida no dia 06/07/2016

Um sopro de vida. Era tudo o que eu precisava pra poder consertar algumas coisas antes de voltar pra cá. 
Ainda não entendo porque isso me foi negado. Nunca fui um mal sujeito. Sempre procurei até ajudar as pessoas.
Eu queria tanto me explicar. Dizer que o que fiz, fiz por ingenuidade da minha parte. Eu pensava que era muito esperto, mas não passava de um bocó.
No último momento, antes de sair, era você a “chata” que estava comigo. Peço perdão querida, eu estava cego e não conseguia ver a joia preciosa que você era.
Por isso é que eu disse que só queria um sopro de vida. E nesse minuto de vida que eu tivesse a mais eu iria te pedir perdão!
Você era a luz da minha vida. Você era quem velava por mim.
Vou pedir a Deus que eu tenha a chance de me redimir das maldades que fiz com você.
Nem me acho digno de te chamar de esposa, por isso me despeço dizendo:

Perdão minha amiga.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Reconhecendo erros...

Mensagem recebida dia 20/06/2016

Saudade.
Esta é a palavra que tem mais sentido por aqui. Tantas lembranças veem à tona quando voltamos para cá...
É muito triste perceber quantas oportunidades foram perdidas e que têm de ser repetidas para podermos resolver nossos medos, traumas e vencer dificuldades das mais diversas.
Espero que minhas palavras possam servir de exemplo para alguém que um dia vier a lê-las. Não deixem nunca de praticar o bem; de fazer tudo aquilo que estiver ao alcance para isso, porque isso conta muito para a condição em que vamos nos encontrar aqui no astral. Sei que estas palavras parecem repetições, principalmente para alguém que tenha algum conhecimento da realidade espiritual, mas acreditem, nunca e demais repetir.
Tive tantas chances de melhorar minha condição espiritual, mas o que fiz?  Simplesmente ignorei todas as lições que aprendi na carne e as que saí levando daqui. Fui tolo, orgulhoso. Machuquei as pessoas que amava, se é que amei alguém de verdade. Cometi pequenos delitos... e grandes também... ainda tenho alguma dificuldade em falar deles. Traí, menti, roubei mesmo e pior de tudo: roubei a esperança de muita gente. Sinto-me agora como alguém que fez uma grande viagem e que quando achou que havia chegado ao seu destino, descobriu que havia retornado ao ponto de partida. Hoje, tenho só arrependimento, mas já sei que isso também não me levará a nada. Devo esquecer, ou pelo menos tentar e recomeçar. O problema agora é que a nova oportunidade deverá demorar não sei quanto tempo.
Ah! Se eu pudesse voltar e tomar as atitudes corretas... seria tão bom. Me evitaria tanta dor.
Eu poderia ter construído tanta coisa boa. Poderia ter feito tão mais felizes as pessoas que me amavam... tão mais felizes! No entanto, o que fiz? Aumentei o sofrimento dessas pessoas, sendo indiferente ao seu amor.
Agora... só agora tenho condições de analisar as tolices que fiz. Comportava-me como se fosse o dono do mundo. A palavra humildade não fazia parte do meu dicionário. Como eu gostaria de mostrar as pessoas com as quais “vivi” que eu sou igual a elas e não aquela pessoa insuportável e orgulhosa que pisava em todos ao seu redor sem o menor constrangimento. Não quero entrar em detalhes da minha vida, até para não me alongar. Se posso deixar uma mensagem para as pessoas que vierem a ler estas palavras, digo o seguinte: Sejam humildes, sejam simples. Somos, quer acreditemos ou não, iguais. Muito iguais. Absolutamente iguais! Não pensem que vocês sabem tudo. Acreditem, sabemos tão pouco. Somos a própria ignorância!
Que Deus possa iluminar a todos e por favor, ouçam meu humilde conselho. Conselho de alguém que, começa agora a medir e a entender as consequências desastrosas de seus atos e a descobrir que nosso maior juiz é a nossa própria consciência.

Abraços a todos!

sábado, 25 de junho de 2016

HISTÓRIA DE UMA VIDA

Mensagem passada em no dia 24/06/2016 num exercício de psicografia. 
Manteremos o anonimato como é de praxe em nosso blog.

Quando em criança, havia muito sofrimento em minha casa. Pai e mãe brigavam o tempo todo. Crescendo assim, neste ambiente, eu não poderia dar em outra coisa, a ser num belo de um mau elemento.
Na adolescência, prisões em casa para menores, drogas, brigas, sexo desmedido e outras coisas do tipo ou piores.  Escola? Que nada! Aquilo era só mais uma curtição para mim.
Depois desta fase, comecei a ter contato com pessoas do mundo do crime mesmo – gente da pior espécie. E o que eu desejava, influenciado pelas forças do grupo, era ser igual a eles. Tão mau quanto eles ou pior. E assim de roubos e assaltos fui sobrevivendo. Conseguia encontrar todas as desculpas possíveis para continuar naquela vida.
Conselhos? Para mim não passava de piadas, das quais eu ria muito.
Pai já falecido... mãe doente... e eu continuava a ser o mau elemento de sempre. Nem a doença da "velha" foi motivo suficiente pra eu parar com aquela vida... Depois veio a prisão...Fui denunciado pela pessoa em quem mais confiava – minha namorada.
Na cadeia, o pior – fui vilipendiado de todas as maneiras possíveis. Ali me tornei um verdadeiro monstro. O pior de tudo isso, é que eu fiz a mim mesmo de monstro. Aceitei ser um monstro! Depois de fazer parte das "gangs" internas da prisão, “se enturmar” como se dizia, passei a ser uma espécie de carrasco da prisão. Até gente, matei. O primeiro foi difícil, mas depois e acostumei e quase chegava a gostar daquilo. Meus crimes da cadeia nunca foram descobertos, porque lá impera a “lei do silêncio”.
Depois de algum tempo estava na rua novamente. Minha “velha” já havia falecido de tanto desgosto, não só por minha causa, mas também pela pobreza e pelo ambiente insalubre em que a pobre vivia. Já contava com mais de trinta anos nesta época. Vivia de bicos, mas sempre pensando em ficar rico de uma hora para outra fazendo um grande assalto. E como porco atrai porco, conheci alguns “caras” da pesada que me convidaram para um “serviço”. Nós iríamos ficar ricos e não precisaríamos mais roubar nada na vida. Era um banco e éramos seis caras. As armas foram conseguidas por um “cara” que dava medo só de olhar nos olhos dele. E lá fomos nós. Isso foi numa segunda feira. Pelas informações que os “caras” tinham, naquele dia haveria muita grana no banco. Minha função seria entrar “apavorando” e gritando pra todo ficar quieto. A ordem era pra bater em quem não obedecesse e se não adiantasse era pra matar mesmo. Tudo correu mais ou menos bem. Recolhemos o dinheiro dos caixas e um dos “caras” foi com o gerente pra pegar uma grana não sei aonde. Na saída é que foi duro. A polícia estava lá fora nos esperando. Confusão, tiros, eu apavorado. Algo já me dizia que aquilo não ia acabar bem... e de fato não acabou. Fui alvejado nem sei quantas vezes.
Despertei no inferno! Escuro, frio e repleto de gente da pior espécie. Em meus ouvidos ainda ressoava a gritaria do povo que estava no banco. Os gritos femininos... estes, parecem que ainda hoje, ressoam em meu ser. Um ambiente de loucura, medo, pavor, um pesadelo constante. Monstros... lá não havia humanos, mas apenas monstros sem coração. Um mau cheiro que impregnava as narinas e não saía por nada! Sinceramente não sei quanto tempo isso durou, até que uns “caras” do bem me encontraram e me tiraram dali voando.
Fiquei internado um tempão num hospital pra doentes mentais. Aos poucos comecei a reconhecer-me novamente e me lembrar do que fui, do que fiz e do que sou agora. Vou precisar ainda de muito tempo e tratamento para poder compreender tudo isso de verdade.
O fato é que estou aqui fazendo este depoimento como parte do tratamento, como uma terapia, porque tenho até dificuldade em me comunicar aqui.
Quero me encontrar com Deus. Tentar fazer alguma coisa pra consertar as “gagadas” que fiz e se tenho ainda alguma moral pra aconselhar alguém, digo o seguinte: ouçam os conselhos das pessoas que lhes amam pra não cair na “embrulhada” que eu caí.
Ta na hora de “dar o fora”.
Desejo que todos fiquem com Deus
Quanto a mim, espero encontrar esse Deus que nunca fez parte da minha vida, porque eu mesmo nunca abri a porta para Ele.