Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


Nosso e-mail: umamigalhadeluz@gmail.com

Você pode nos mandar um e-mail ou deixar sua opinião
no final de cada texto. Sua participação é muito importante!
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sábado, 8 de dezembro de 2018

Vinde a mim as criancinhas!


         
      
                Em que pesem todas as dificuldades porque passam aqueles que se encontram sob o julgo da carne, ainda assim é preciso que nos conscientizemos de que não somos marionetes do destino. Mesmo sabendo que todas as coisas já estão determinadas por Aquele que tudo criou e que tudo sabe, não é motivo para que nos entreguemos ao ócio improdutivo e ao desânimo paralisante. O corpo físico exige nossa atenção. Ele precisa carregar e descarregar energias num renovar-se constante. Sem este movimento não há vida e por isso somos assaltados pelos mais diversos desejos a cada momento, mas mesmo isso não pode ser uma desculpa para nos comportarmos como animais sensuais, cujo objetivo na vida não seria outro se não comer, defecar e procriar. Somos muito mais do que isso, e é esse “mais” que deve constituir o objeto de nossa busca interior. Precisamos transcender a realidade da matéria para atingir o estado de espírito do espírito.

                O que se ganha com isso? E por que devemos pensar em ganhar alguma coisa? Não estamos propondo aqui um negócio, uma barganha onde se visa lucro. Nossa existência não é um jogo que alguém está assistindo e torcendo para nós ou contra nós. Infelizmente, ainda nos encontramos numa espécie de condicionamento, e só conseguimos pensar em fazer alguma coisa mediante resultados, como o operário que trabalha o mês inteiro em troca de seu salário. Não! Aqui não estamos falando de sobrevivência, muito menos de distinções ou de recompensas de qualquer tipo. Estamos conversando a respeito da vida humana e sua experiência na matéria e da vida espiritual que a antecede e que a sucederá depois desta fase.  Estamos tentando, pelo menos, vislumbrar algum sentido para este perambular do espírito para a matéria e da matéria para o espírito. Tentamos encontrar algo que ainda não foi dito, ou que tenha sido dito do outro modo, visando alargarmos cada vez mais a nossa compreensão a respeito desse tema.

                É inegável que estamos condenados à vida. Somos todos escravos do viver.  Uma vez criados, só temos a eternidade pela frente. Se isso fosse um jogo, certamente nos cansaríamos logo de jogar, não é verdade? Imaginem jogar um jogo que não termina nunca. Chegaria um momento em que cairíamos num estado de tédio tão gigantesco que nem dá para imaginar. Até mesmo este tipo de pensamento é fruto de nosso modo condicionado de pensar. A verdade é que não conseguimos imaginar outro modo de viver que não esteja relacionado àquilo que já vivenciamos. Como é possível que imaginemos coisas que nunca vimos nada semelhante?  Seria pedir muito, precisamos concordar, mas nada é impossível para o espírito que se abre para novas possibilidades.

                Olhar para o infinito com os olhos da criança, isso é o que precisamos fazer, ainda que seja por um breve momento, e nos abrirmos para possibilidades outras que não essas que já conhecemos. Caríssimos, o que vamos dizer soará como uma brincadeira, mas este é o momento em que precisamos nos libertar da dura realidade material e exercitar um dos nossos grandes potenciais: precisamos usar nossa imaginação e sonhar com algo melhor. Este é o momento em que devemos pelo menos tentar agir como espíritos que de fato somos. Todos os segredos do universo estão guardados em nós e para acessá-los precisamos nos libertar do julgo da matéria. Vivemos na Terra, mas não pertencemos à Terra. Que cada um use o método que achar melhor, mas que não deixe de imaginar, que não deixe de sonhar. Não foi sem razão que Jesus recomendou que fôssemos como as crianças, pois elas não impõem limites à sua imaginação. As crianças não têm vergonha de sonhar, pelo contrário, elas fazem disso uma ocupação muito prazerosa.

                Já sabemos que nós mesmos é que construímos nossa realidade espiritual. Os umbrais que nos rodeiam foram criados, pedacinho por pedacinho, por nossos pensamentos formatados pelos nossos sentimentos. Nossos infernos são criados por nós mesmos. São construídos pela insanidade da nossa razão e são mantidos pelos nossos desejos de destruição, poder, inveja e outros tantos do mesmo cardápio. Sim, estamos recomendando uma volta à infância. Devemos voltar a ser crianças e desenvolver a pureza e a sinceridade como qualidades essenciais. Precisamos ter a coragem de retornar ao ventre materno e recomeçar de um jeito diferente para que nossos mundos, tanto o material quanto o espiritual se transformem em mundos melhores. Chegou o momento da transformação. Ou saltamos com o planeta ou ficaremos para trás e demoraremos mais um tempo até que nova oportunidade nos seja oferecida.

                É provável que alguém nos pergunte: Se já está tudo determinado, de que adiantaria mudar nosso modo de pensar ou de viver? Vamos refletir um pouco em cima desta questão. Imagine que você está passando por um lago e vê uma criança que está se afogando. Você corre para salvá-la ou você vai pensar que está tudo determinado e que de nada adiantará tirá-la da água? Imaginamos que a maioria, senão todas as pessoas que se depararem com esta cena tomarão a decisão de salvar a criança, isto é, a maioria vai agir segundo a própria consciência, independente de saber se as coisas estão determinadas ou não. Isso significa que talvez possamos influir e mudar aquilo que está determinado? Ou será que até este nosso modo de agir já está também determinado? Nós diríamos que nem uma coisa e nem outra. Uma solução para este enigma é pensarmos que de fato tudo está determinado, pois passado e futuro são conhecidos pela Consciência Cósmica Universal, também conhecida como Deus e por outros nomes, pois Ela criou inclusive o tempo, mas nós não possuímos este conhecimento. Isso torna o futuro desconhecido para nós, espíritos que habitam corpos humanos, de modo que o determinismo não nos afeta. Nossas decisões de hoje construirão o futuro que para nós é incerto. Não faz diferença para nós o fato de Deus já saber qual será o resultado de nossas ações, o que nos importa é que nós podemos decidir nosso futuro sim. Se Deus já o conhece, paciência, isso é lá com Ele.

                Nossa existência tem uma finalidade e esta finalidade está relacionada ao todo de que fazemos parte. Não se trata de um jogo e sim de um propósito. Entender que propósito é esse faz parte da busca pelo sentido do viver. Pela racionalidade parece que não iremos muito longe nessa busca. Por isso é que estamos recomendando aqui para nos dedicarmos um pouco mais à arte da imaginação, e que nos permitamos sonhar um pouco mais. Cremos que será por este caminho que as respostas virão em forma de intuição. Libertando nosso espírito para imaginar e sonhar, teremos insights tão impressionantes que não encontraremos palavras que possam descrever o que se passou em nossas mentes. Este duelo deve ser travado - razão contra a intuição, mas neste duelo não precisa necessariamente que um dos contendores seja aniquilado. Usemos a razão para as coisas da lógica humana e deixemos que nosso espírito voe livre nas asas da imaginação, do sonho e da intuição, pois sua lógica é diferente. Só não podemos demorar demais para nos libertarmos das algemas da racionalidade, basta ver até onde ela nos conduziu para entendermos a necessidade desta libertação. A racionalidade é necessária, mas não deve ser ela a governadora absoluta de nossas vidas.

                Seria bom se conseguíssemos nos comportar como adultos e pensar como crianças. Nossa vida deveria ser vivida como uma grande brincadeira onde o importante é que fôssemos felizes, que aprendêssemos e que nos divertíssemos, sem nos destruir uns aos outros. Deveríamos ter sempre sinceridade em nossas palavras e pureza em nossos corações. Acreditamos que a humanidade já está madura o bastante para voltar a ser criança.

                Alguns pensarão: bonitinho de falar, mas impraticável!  Será que não temos mesmo coragem de soltar a criança que existe dentro de cada um de nós? Será que estamos tão contaminados pelos costumes e pelas convenções sociais que não temos mais coragem de sonhar? Será que estamos tão endurecidos pela pequenez de nosso modo de pensar que não podemos imaginar um mundo melhor? Muitos pensam que o autoconhecimento nos transformará em grandes sábios que para tudo terão respostas e ensinarão os segredos do universo para os demais. Sentimos muito dizer, mas estes não estão completamente certos, pois o autoconhecimento nos transformará apenas em crianças que não terão vergonha de imaginar, sonhar, sorrir e admitir que de nada sabem, e que a única certeza que têm é que estão abertas para todas as possibilidades.

                O Mestre disse para amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos e que nesta afirmação estava contida toda a lei e os ensinamentos dos profetas. Nós concordamos plenamente que estas palavras contêm tudo o que precisamos saber para nos transformarmos e transformar o mundo num lugar melhor e humildemente acrescentamos que o resto é só convenção humana!

Victor

Mensagem psicografada em 07/12/2018

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Ansiedade, conhecimento e sabedoria


                Como em todas as coisas na vida do espírito encarnado, com relação ao aprendizado, com relação ao conhecimento, devemos ter o mesmo carinho, a mesma consideração. Isso para podermos nos beneficiar da melhor maneira das novas descobertas, das novas informações que nos vão chegando das mais diversas fontes. Aliás, a diversidade das fontes é algo de suma importância. Muito conhecimento provindo de uma única fonte não é recomendável. O melhor é adquirir conhecimento, ainda que pouco, mas que provenha de muitas fontes, o que lhe garante a universalidade. É aconselhável irmos devagar, pois em nossa condição de encarnados, não temos condições de absorver grande quantidade de conhecimento de uma só vez sem que isso nos deixe desorientados. Essa é uma das razões pelas quais a espiritualidade vai trazendo novas informações à moda do conta-gotas.
                Querer conhecer tudo ao mesmo tempo não é outra coisa senão sinal de desequilíbrio, pois tanto é desequilibrado o preguiçoso que não quer saber de nada quanto o esforçado que quer conhecer tudo de uma vez. Os mistérios que ainda envolvem as outras dimensões da vida, particularmente o chamado plano espiritual, estão apenas começando a serem apresentados. São outras realidades que não podem ser descortinadas abruptamente. Se assim ocorrer, tal conhecimento pode trazer mais problemas do que soluções. Ao invés de trazer o progresso, podem nos levar ao caos. Como podemos ensinar coisas novas para as quais ainda não temos nada que sirva de base estruturadora? Não podemos, por exemplo, explicar a composição da água, sem explicarmos o que oxigênio e hidrogênio. Usando o exemplo da matemática, podemos dizer que estamos na fase de ensinar o que significam os sinais para depois poder mostrar sua utilidade nas diversas operações com os números. O homem ainda se encontra numa fase primária, onde os conhecimentos mais sutis devem ser ministrados de modo gradual. Muito ainda precisa ser feito em nível de preparação para que estes conhecimentos possam ser absorvidos por nós em toda sua plenitude
                É sem razão e desnecessário que nos desesperemos para adquirir novos conhecimentos, para desvendar novos mistérios. Essa ansiedade coletiva, que pode ser facilmente observada, e que é causada pela pressa de conhecer é a prova maior do despreparo dos homens para entrarem numa fase evolutiva superior. Precisamos preparar o recipiente, ter certeza de que ele está forte o bastante para suportar o conteúdo que pretendemos guardar nele. Se suas paredes não forem firmes ele se romperá e terá que ser reconstruído, fazendo com que o processo do aprendizado demore bem mais do que o necessário.
                Cada ser que habita este planeta, independente do reino a que pertença; todas as coisas animadas ou não, estão sob a supervisão de consciências superiores. Nada aqui está sem supervisão e governo. Essas consciências elevadas sabem que a evolução não poder ser apressada. Ela tem o tempo certo de acontecer. Algumas coisas não podem ser feitas rapidamente. É como um remédio que não pode ser tomado de uma só vez, porque ao invés de curar, pode até matar o doente. É bastante compreensível que algumas pessoas sintam essa pressão, esta necessidade de conhecer cada vez mais. Entramos a pouco tempo numa época onde a informação é abundante e esse é um dos motivos dessa ansiedade coletiva que existe hoje, que já pode ser considerada patológica, e que já começa a trazer problemas para a evolução dos espíritos. É uma fase difícil, onde muitos se confundirão e terão que recomeçar, mas como tudo o que existe, é também uma fase necessária. É mais ou menos como alguém que se depara com uma linda montanha distante. Ele sabe que ela está lá; sabe das belezas que poderá contemplar quando atingir o seu cume. Porém, existe uma floresta que precisa ser transposta, e depois ainda terá a escalada pela frente. O viajante deve estar consciente de que haverá muito perigos e obstáculos a enfrentar, e por isso deverá caminhar somente um pouco por dia. Deverá parar muitas vezes para o necessário descanso que lhe renovará as forças. Vencendo os primeiros desafios chegará ao sopé da montanha preparado para a escalada. Assim deve ser o estudante das coisas espirituais, um viajante consciente das etapas de sua viagem, enfrentando-as uma de cada vez, porque não poderá vencer um novo obstáculo sem que tenha passado pelo obstáculo anterior.
                O conhecimento faz com que o espírito se fortaleça tornando-o mais apto para as próximas jornadas, seja em que mundo for, seja em que corpo for. Mas é preciso estar atento para uma coisa aparentemente simples: conhecimento deve ser acompanhado por sabedoria. É preciso ter a simplicidade que se estampa em toda a criação para se tornar um sábio. Podemos dizer que a sabedoria é fruto da observação e não produto de complexos raciocínios. É fácil ver pessoas muito simples que não conhecem grandes teorias, mas que possuem grande sabedoria. São pessoas que vivem bem, vivem com tranquilidade e têm vida longa. Isso acontece porque elas souberam usar essa habilidade que todo espírito tem e que poucos aproveitam – a sublime arte da contemplação. Isso nos faz lembrar uma velha história. Um homem considerado grande sábio visitou um homem muito simples e ensinou-lhe coisas muito interessantes. Ao se despedirem, o homem simples pediu ao sábio que esperasse um pouco até a chuva passar. O sábio, vendo o dia radiante e o sol a pique, zombou do homem simples, pois não havia sinal nenhum de que poderia chover e partiu assim mesmo. Alguns minutos depois o sábio volta, todo encharcado, embaixo de um tremendo temporal e pergunta ao homem simples como ele adivinhou que ia chover. Ele respondeu ao sábio que sabia que a chuva vinha pelo zumbido dos insetos, pelo cheiro do vento e pelo silêncio dos pássaros. Nesse dia o pseudossábio compreendeu que ainda tinha alguma coisa para aprender e que havia outros tipos de conhecimento. Costumamos agir como este pseudossábio da história. Achamos que já sabemos de tudo e deixamos de prestar atenção em coisas muito simples que podem ser a chave ou a base para novos conhecimentos.
                Devemos estudar - quanto mais, melhor, com certeza. Mas existem momentos em que devemos parar o observar o mundo à nossa volta. O mundo é um grande livro aberto, cheio de conhecimento, que não deve ser desprezado e que não pode ser encontrado nos livros comuns. O livro do mundo traz conhecimentos que são reconhecidos por nosso espírito sem que palavras sejam escritas ou pronunciadas. É como se o mundo penetrasse em nós com toda a sua beleza e grandiosidade. Devemos parar o olhar o mundo; cheirar o mundo; ouvir o mundo; tocar o mundo e sentir o gosto do mundo. Algumas pessoas, depois de adquirirem muito conhecimento costumam se distanciar do mundo, o que é um erro infantil. Chega a ser paradoxal - quanto mais estas pessoas conhecem o mundo mais se afastam do mundo. Esquecem da lição mais básica, isto é, que somos parte do mundo, ou melhor, que somos o mundo.
                O que de bom podemos tirar de tudo isso?  Que em tudo precisamos encontrar o equilíbrio. Não adianta sermos grandes teóricos das estrelas quando ainda não compreendemos o solo em que pisamos. Não devemos desprezar o conhecimento das pessoas mais simples. Todos têm alguma coisa a aprender e alguma coisa a ensinar, por isso estamos aqui, para nos completarmos e caminharmos juntos para uma condição evolutiva melhor. Vamos aprender qual é composição química da água do mar e da areia da praia, mas vamos acordar cedo e caminhar à beira da água para sentirmos a carícia que fazem em nossos pés; vamos ouvir o canto do mar. Vamos sentir a pulsação da Terra no ir e vir das ondas. Essa dupla forma de nos relacionarmos com o mundo nos dará o conhecimento integral e não parte dele. Desse modo, poderemos entender e sentir a grandiosidade da criação em todas as suas formas de expressão.
                Conhecer é reconhecer. Sabendo que no universo tudo está interligado, incluindo a nós, espíritos, encarnados ou livres, podemos concluir que o conhecimento do universo já está em nós, uma vez que fazemos parte dele e que tudo está interligado. Sabendo disso, chegamos também à conclusão de que o melhor modo de conhecer o universo é conhecer a nós mesmos. Isso não é novidade, chega mesmo a ser uma repetição maçante. É o tipo de conhecimento que, por ser de uma simplicidade desconcertante, faz com que o desprezemos. Esse é outro erro básico que cometemos. Tudo está em nós. Cada espírito é um pequeno universo em expansão e conhecendo a si conhecerá o Todo, do qual é parte essencial.
                Busquemos conhecimento nos livros, busquemos aprender dos mestres, mas não nos esqueçamos de buscar dentro de nós mesmos, e a melhor forma de fazermos isso é parar de vez em quando para observar e contemplar o mundo ao nosso redor. A natureza nos mostrará pacientemente como devemos nos conduzir para aproveitarmos efetivamente nossa estadia na matéria. Vamos nos guiar pela razão sem esquecer que o guia maior é nosso coração. Vamos aprender a ouvir a voz da Terra e a nossa voz interior, porque ambas falam a mesma língua - a língua dos anjos.

Victor

Mensagem psicografada em 07/05/2018


quinta-feira, 22 de março de 2018

A CULPA


                

A Culpa

                Culpa é aquela sensação desconfortável que sentimos quando acreditamos que não fizemos a coisa certa ou deixamos de fazê-la. É aquele sentimento oprimente, que parece querer nos esmagar quando nossa consciência nos acusa de termos prejudicado outra pessoa ou outras pessoas através de nossas atitudes, através de nossas escolhas. Culpa é um sentimento negativo, como se fosse uma punição que impomos a nós mesmos na esperança de que isso justifique nossos atos e depois nos faça sentir melhor, porém o que ocorre é exatamente o contrário. Além da consciência de saber que não agimos bem, ainda nos agredimos psicologicamente através desta autopunição. Tão estranho é o sentimento de culpa que não podemos sequer dividi-lo. Ele é só nosso. Invisível para os que estão à nossa volta, mas tão real para nós que o sentimos. A culpa é um fantasma que só nós podemos ver. Sendo só nosso, só a nós ele assusta. Mas, de onde vem esse sentimento tão particular? Ele é bom em algum sentido? Qual poderia ser a utilidade deste sentimento, uma vez que, enquanto espiritualistas, sabemos que nada existe sem que seja necessário?
                É bastante comum ouvirmos pessoas comentando que o sentimento de culpa não leva a nada e que, ao invés de ficarmos curtindo culpa, devemos procurar reparar o mal que fizemos ou fazer o bem que deixamos de fazer. É comum também ouvirmos a opinião de que “não fomos nós que fizemos o mundo” ou ainda “em primeiro lugar venho eu, depois cuido dos outros”. São frases feitas que têm por objetivo tirar de nós toda a responsabilidade pelas coisas que acontecem no mundo, incluindo aquelas que ajudamos a construir. Se o meu próximo sofre, o problema é dele! Se sofre é porque merece! Acreditamos que são opiniões válidas, porém, precisam ser melhor pensadas. De um ponto de vista psicológico materialista, num contexto de uma vida material única, podemos dizer que este seria o modo de pensar mais lógico, porque num contexto assim, o mais lógico seria viver da melhor forma possível, não importando a quem prejudicamos ou deixamos de ajudar. Numa realidade vista deste ângulo, é óbvio que sejamos nossa maior prioridade.
                O problema ganha contornos diferentes quando nos colocamos como espíritos que sobreviverão à matéria e que partirão para outra dimensão levando toda a bagagem sentimental, emocional e moral que adquirimos nesta encarnação. Sabendo também que o que somos hoje já é o fruto de nossas experiências reencarnatórias passadas, as coisas se complicam mais ainda. Se admitirmos isso como verdade, seremos obrigados a rever este conceito de culpa dentro desta realidade mais abrangente. Se tudo o que fazemos aqui vai repercutir em nossa condição espiritual e em nossas próximas reencarnações, então vamos ter que repensar alguns conceitos, dentre os quais a culpa se destaca como sendo de suma importância.
                Esse sentimento que nos coloca numa situação desconfortável e que se confunde, de certo modo, com aquilo que chamamos de consciência, tem um lado positivo sim. Tem um lado que, se for bem entendido, pode nos ajudar a viver de uma forma mais plena e mais de acordo com os princípios evolutivos que fazem parte de nossa existência como espíritos imortais temporariamente encarnados. Podemos entender a culpa como um aviso de que fizemos alguma escolha errada. Muitos discordarão dessa opinião que, nem queremos chamar de tese, para não gerar polêmica, uma vez que, o que desejamos é fazer as pessoas refletirem e não provocar discussões improfícuas. Percebam bem a palavra que usamos: um “aviso”. Se entendermos a culpa deste modo, significa que ela não deve ser entendida como uma coisa que deva durar e nos fazer sofrer. Se entendida assim, ela deve ser encarada como um chamado para a reflexão, que num primeiro momento, dará a impressão de autopunição, mas que funcionará como o ponto de partida para a reversão da atitude, comportamento ou pensamento que a desencadeou. Vejam que, o que propomos não é o oito e nem o oitenta. Buscamos algo que esteja no meio do caminho, ou seja, nem frieza e irresponsabilidade total e nem uma culpabilidade autodestrutiva. Se nos sentimos culpados é porque consideramos que não agimos de acordo com nossa verdade interior. Isso é um fato que devemos considerar. Não podemos ser como os psicopatas que não se importam com outros e não sentem culpa ou remorsos por quaisquer atos que praticam. Se adentrarmos por este caminho e entendermos a culpa somente como algo que não deve fazer parte de nossa vida - tal como aqueles que pensam que o que está feito está feito, e que não devemos sofrer por coisas que não têm como voltar atrás – nos tornaremos pessoas insensíveis que em nada contribuem para a construção de um mundo melhor. Cremos que agindo assim, nos aproximamos dos animais irracionais que agem de modo instintivo visando tão somente a sua sobrevivência. Somos mais do que animais instintivos; somos carne, mas também somos espírito; somos matéria, mas também somos essência. Já entendemos que o outro é tão importante para nós como nós mesmos somos. O ser humano, espírito encarnado, já sabe que é no outro que vê a si próprio. Simplesmente não podemos ignorar o outro. Esse sentimento de culpa, que nos assalta de vez em quando, serve também para nos lembrar de que já ultrapassamos esta, que pode ser entendida como a fase mais egoísta de nossa existência.
                Não queremos dizer que devemos viver a vida do outro, negligenciando a nossa própria vida. Jesus resumiu todo o seu ensinamento na frase “ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Podemos, na análise desta máxima do Cristo, auferir algumas lições interessantes que tem muito a ver com o nosso tema. Quando Ele diz que devemos amar ao próximo como a nós mesmos, fica patente que nós e o outro estamos em igualdade de importância na escala de valores apregoada por Ele. É muito natural que eu me sinta culpado quando prejudique o meu próximo, até porque eu estou prejudicando a mim mesmo e o sentimento de culpa é a consequência moral do meu ato impensado ou não. Por que não aproveitarmos esse “aviso” para refletirmos sobre nossos atos futuros? Os espiritualistas, pelo menos boa parte deles, entende que fazemos parte da divindade. Carregamos em nós aquilo que muitos chamam de “a centelha divina”, ou seja, um pedacinho do Criador dentro de nós. Essa ideia pode ser resumida na expressão “somos todos um”. Partindo dessa idéia, fica mais fácil compreender a primeira parte da máxima cristã que ora analisamos e que diz “ama a Deus sobre todas coisas”. Ora, se somos todos um e se fazemos parte da divindade, então só podemos concluir que somos a própria divindade. Deus está em nós e nós estamos em Deus. Amar a Deus é amar ao homem; é amar ao próximo como a si mesmo! Ao prejudicarmos o próximo estamos prejudicando a Deus. Cremos que isso seja razão suficiente para justificar o sentimento de culpa.
                Bem, agora resta-nos mostrar que não estamos defendendo o sentimento de culpa. Somente queremos dizer que ele não é algo totalmente inútil e desnecessário. Ele existe e é poderoso, mas deve ser compreendido como mais uma das ferramentas que o Criador colocou em nossas mãos para nos ajudar em nossa evolução. Vamos entendê-lo como aquele farol que se acende mostrando a beira do abismo, e não como um castigo que nos foi imposto e que devemos sofrer para purgar nossos ‘’pecados’’. Na justiça divina, a moeda com a qual pagamos nossos débitos é o amor e não o sofrimento. O sofrimento é sempre o aviso de que temos contas a acertar. Assim é que devemos entender o sentimento de culpa. Não Poderemos reparar o dano que causamos a alguém através da culpa. Viver anos a fio sentindo culpa não vai fazer com que o nosso erro seja reparado e o nosso irmão seja recompensado. Quando o Mestre Jesus nos diz que devemos pagar o mal com o bem, Ele nos dá uma chave para entendermos, entre outras coisas, a questão da culpa. Se fizermos mal para alguém, só poderemos reparar este mal fazendo o bem para esta pessoa a quem prejudicamos. Certamente não será nos contorcendo de culpa e remorsos que o faremos.
                Quando os ‘’materialistas da vida única’’ dizem que não devemos nos sentir culpados e que a culpa não leva a nada, tais pessoas também têm sua razão, porque a culpa não repara o erro cometido e a pessoa que se deixa corroer pelo remorso só aumenta o problema, fazendo de si mesma uma extensão do problema anteriormente criado que trouxe prejuízo à alguém. O que sugerimos é que não vejamos a questão somente deste ponto de vista. Há mais coisas envolvidas num sentimento de culpa do que costumamos observar. A culpa, que surgiu na humanidade em função de seus sentimentos ambivalentes, pode ser aproveitada no sentido que preconizamos: como um alerta para mudarmos as coisas para melhor. Não deve ser usada como autopunição, porque só podemos compensar aquele a quem prejudicamos pelo bem que fizermos a ele, seja nesta ou em outra encarnação. Em muitos casos, nossos erros não podem ser reparados pelo fato da pessoa prejudicada não estar mais entre os encarnados. Mesmo assim não devemos nos deixar dominar pela culpa e ficar paralisados. Lembremo-nos sempre de que “somos todos um”. O bem que faço ao próximo, faço a qualquer um, faço a mim mesmo e faço a Deus!

Num mundo como o nosso, infelizmente a culpa ainda é necessária!

Muita paz e muita luz!

Victor.

Mensagem psicografada em fevereiro/2018


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Equilíbrio pela fé

Mensagem recebida via psicografia no dia 18/07/2016

Hoje posso dizer com certeza que estou bem e que as coisas melhoraram. Graças a Deus, e graças a estes irmãos maravilhosos que nos acolhem aqui neste local lindo, onde podemos parar e pensar em tudo o que fizemos.
Este período é muito bom e muito adequado. Aqui podemos, como o auxílio sempre carinhoso desses amigos, refletir sobre nossas atitudes e nossas decisões - falo daquelas que tomamos quando encarnados. Aqui, podemos analisar com calma e ponderação para ver onde erramos para não cometermos os mesmos erros. Sempre tem alguém disposto a nos esclarecer a respeito de como as coisas funcionam. Isso é feito até que nós possamos relembrar de outras vidas – memória completa ou integral – ou pelo menos o mais próximo disso. Na minha última encarnação fui uma dona de casa que teve quatro filhos. Três deles ainda estão encarnados e vivem até com certa tranquilidade, levando em consideração é claro, que aí, nada é cem por cento muito tranquilo.
Fui uma pessoa católica. Tinha muita fé em Nossa Senhora Aparecida e outros santos, e muita fé em Jesus e Deus mesmo. Isso me ajudou muito para que eu chegasse aqui com algum equilíbrio, pois eu sempre fui muito tranquila e equilibrada enquanto acreditava que estava agindo de acordo com minha fé. Vejo agora que as coisas não são bem assim como eu pensava, mas também descobri que, não importa o nome do santo, o importante é que você tenha um bom exemplo pra seguir, e seguir mesmo.
Estou bem, estou tranquila. E é com essa mesma serenidade que me despeço, pedindo a todos que cultivem sua fé, seja ela qual for. Não importam os nomes pelos quais vocês chamam seus anjos ou santos, o importante e ter uma referência de amor e bondade. O resto, se arranja, porque a aparência exterior não conta muito por aqui, o que importa mesmo é o que temos por dentro.

Muita paz e muita saúde para todos.


Graças a Deus!