Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


Nosso e-mail: umamigalhadeluz@gmail.com

Você pode nos mandar um e-mail ou deixar sua opinião
no final de cada texto. Sua participação é muito importante!
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terça-feira, 13 de março de 2018

VIVER É UMA FANTÁSTICA BENÇÃO


            
    Viver é uma grande benção.

                E por que fazemos esta afirmação? Em primeiro lugar, porque simplesmente poderíamos não ser, isto é, poderíamos não ter esta consciência de que somos. Já imaginaram se não fôssemos uma consciência? Seríamos o nada, ou melhor, seríamos menos do que o nada, pois o nada é, no mínimo, uma palavra. Simplesmente não seríamos. Não estaríamos. Não seríamos percebidos e, portanto, não existiríamos. Desse modo, não poderíamos estar passando pelas experiências que nos são proporcionadas com a finalidade de nos fazer crescer e retornarmos à Fonte Primeira que, por amor, nos concedeu o existir em individualidade.

              Precisamos nos dar conta de que, nosso Criador e nosso Mantenedor bem poderia não nos ter dado a vida; não nos ter dado essa consciência de nós mesmos e das coisas à nossa volta. Sendo Ele a onipotência, poderia não nos ter dado a oportunidade do existir como um ser. Mas, por que teria Ele se dado a todo este trabalho? Por que Ele teria criado não só a nós, espíritos, nos dado a imortalidade, mas ainda ter criado todo o mundo, ou melhor, todos os mundos nos quais podemos nos manifestar?
                Estas respostas não são nada fáceis, principalmente se levarmos em consideração nossa condição evolutiva. Somos ainda espíritos quase infantis, crianças que mal saíram das fraldas e que começam a dar os primeiros passos. Poderíamos até dizer que estas respostas não podem ser dadas, pelo menos em toda a sua completude, graças à distância que estamos de um nível razoável de compreensão como os que existem em mundos mais avançados, em mundos que já passaram e que já superaram a fase na qual nos encontramos. Mas, vamos pelo menos, tentar nos aproximar das respostas a que nos propomos encontrar.
                Certamente, não podemos responder afirmativamente que Deus nos criou por este ou aquele motivo. Porém, se observarmos o mundo em que vivemos e todas as condições que nos são oferecidas para nos desenvolvermos; se observarmos o ser humano, o corpo do ser humano, este que nos serve de instrumento, não é difícil chegar à conclusão de que existe uma grande sabedoria, uma lógica formidável que a tudo isso estrutura.  Para facilitar a compreensão daquilo desejamos explicar, pedimos que deixem de lado, pelo menos por alguns instantes, essa ideia de que tudo deve ser cientificamente comprovado, pois a ciência, com o seu orgulhoso método, ainda não foi capaz de responder às questões mais básicas que atormentam o ser humano, espírito encarnado: Quem somos, de onde viemos e para onde vamos. E não respondeu ainda a mais básica das questões, ou seja, o que nos mantém vivos por determinado tempo e num dado momento simplesmente deixa de fazê-lo, jogando nosso corpo físico na mesma condição de qualquer outra coisa composta de matéria.
                O que é que nos mantém em movimento? O que faz com que determinado grupo de células forme um órgão do corpo humano e não outro? Bem, o fato é que, toda a ciência e, particularmente a ciência médica, só faz dar condição para que a natureza siga o seu próprio caminho. Vamos exemplificar. Quando temos uma determinada doença, vamos ao médico e ele, depois de nos examinar, receita-nos determinado medicamento. O medicamento visa auxiliar nosso organismo a combater a doença, seja recompondo a falta de elementos que já possuímos, seja retirando o excesso de outro elemento qualquer. O remédio, que é a grande descoberta da ciência, apenas estimula o corpo a funcionar de acordo com a sua própria natureza, com a sua própria capacidade de se defender das doenças. Não existe remédio para a doença X, o que existe é a substância para estimular nosso corpo a combater a doença X. Não queremos de modo algum tirar o mérito das descobertas científicas. Isso seria até uma demonstração da mais completa ignorância. O que queremos dizer é que a ciência até hoje exerce apenas um papel secundário, trabalhando em função dos efeitos e desconhecendo as causas.
                Voltemos às questões fundamentais. O que somos, de onde viemos e para onde vamos já são questões parcialmente respondidas. Não pela ciência, mas pela filosofia, pela religião e pelas ciências ou pseudociências delas derivadas. Boa parte da humanidade já aceita que somos criados por uma consciência, que nos permite experimentar a vida de diversas formas para que evoluamos de modo constante e ininterrupto. Se haverá um momento em que vamos atingir um ápice, um clímax, cremos que isso é tema de especulação e que a resposta definitiva para isso só nos será revelado nos milênios vindouros. Especula-se que as consciências individuais num dado momento, após vencerem todas as etapas da evolução se dissolverão no Todo e passarão a fazer parte da divindade, perdendo a sua individualidade. Podemos sonhar ou imaginar esta e outras possibilidades, mas de nossa parte acreditamos que isso está no campo da especulação e lá permanecerá ainda por um bom pedaço de tempo. O que temos como certo é a evolução constante, corroborada pelas leis já conhecidas, tais como a lei de causa e efeito, lei de atração, etc.
                O tema que ora tratamos está inserido na velha briga entre ciência e religião que nós gostaríamos de colocar de outra forma, ou seja, como briga entre a ciência material e a ciência divina está, e ainda bem que é assim, muito próxima de perder a razão de ser. Isso porque estamos chegando perto da mais simples das conclusões: a ciência material tem um limite estabelecido e dele não passará. Ela está fadada e circunscrita aos fenômenos materiais. Está limitada pelo que a matéria pode oferecer pelas suas propriedades. Neste momento, podemos dizer que ela tem muito ainda a nos proporcionar através de novas descobertas que continuarão acontecendo. Mas, ela só pode ir até ai, pois quando colocamos a questão: o que nos mantém vivos? Que força é essa que mantém nossas células unidas até o momento da morte física? Neste momento, estabelecemos o limite da ciência e daí ela não passará, porque para isso não existe uma resposta, porque essa é A resposta. E provavelmente se algum dia conseguirmos respondê-la, certamente já não seremos mais o que somos hoje. Seremos a divindade ou parte da divindade, naquele sentido em que a parte não é o todo e o todo não é o todo sem suas partes.
                O fato é que a vida é a maior prova da existência de Deus, ou se preferirem da Consciência Cósmica ou outra denominação qualquer que escolherem. O movimento que ocorre nos aglomerados atômicos que são nossos corpos e que chamamos vida é a prova maior da presença da Grande Consciência que a tudo criou e que a tudo mantém. É comum ouvirmos termos científicos como lei disso, lei daquilo, não é verdade? Fulano descobriu a lei que controla determinados movimentos, por exemplo. O que não nos respondem é por que essas leis não mudam? Leis que se auto-mantém? Leis não têm vontade! Leis não raciocinam e não dizem a sim mesmas que querem continuar fazendo o que fazem, ou quem sabe parar de repente e não fazer mais o que fazem. Leis são estabelecidas por alguém que assim as fez e assim as mantém, porque senão essas leis não permaneceriam sempre as mesmas.
                Sendo a própria vida a maior prova da existência dessa Consciência não é difícil concluir que nós seres pensantes fazemos parte dessa Consciência, porque o próprio pensamento, essa capacidade que não cessa, nem mesmo quando nosso corpo físico está adormecido é alguma diferente de tudo o que acontece no objeto da ciência – a matéria. O pensamento pode assim ser considerado algo que está além daquele limite que estabelecemos para a ciência da matéria. Em outras palavras, o pensamento é divino, ele que não está restrito ao cérebro físico, está além da compreensão científica acerca do mundo e de nós seres vivos.
                Porque teria Deus, essa Consciência Cósmica nos criado? Também não possível, e seria até um atrevimento de nossa parte, ao menos tentar dar uma resposta positiva para esta questão, mas em nossos momentos de conexão com a divindade; em nossos momentos de gratidão interior; nos estados alterados de consciência onde podemos pensar através de nossos corpos superiores, aqueles que não estão sujeitos ao tempo e ao espaço, podemos sentir em nosso próprio ser que estamos em Deus e que Ele está em nós. E o que significa isso e a que isso nos remete? Isso nos leva a ideia de que nós podemos ser o fruto da expansão da própria divindade. Essa ideia pode suscitar muita dúvida, muita crítica e muita discussão filosófica, pois bem, que assim seja, por isso a colocamos como algo sentido num momento de entrega, num momento de gratidão pelo existir. E que fique também claro que nós, mesmo quando desencarnados não nos colocamos como donos da verdade. Temos consciência de que estamos muito longe ainda de sabermos tudo, mas uma coisa podemos – podemos sonhar com ela e podemos imaginar como ela seja e mais ainda, podemos expor essas ideias para que sirvam, na pior das hipóteses, como estímulos para que outros a desenvolvam ou a substituam por outras melhores.
                Falando agora de outro modo e resumindo nosso singelo texto, o que queremos dizer, não pelo nosso lado racional, mas pelo nosso lado sentimental, é que somos criados pela divindade com a mesma força através da qual Ela mantém tudo em perfeita harmonia, a força pela qual os universos não despencam – o Amor. O amor que se confunde com a própria divindade quando certamente ou erroneamente dizemos: Deus é amor!
                Por tudo isso é que colocamos no início de nosso texto: Viver é uma grande benção! Permitam-se sonhar. Permitam-se imaginar. Lembrem-se de que o pensamento é divino e é uma força criadora também. Lembrem-se das sábias palavras do Mestre Jesus quando ele sabiamente enfatizou: “Vós sois deuses”.
Muita paz, muita luz e muito amor!
Victor.
Mensagem psicografada em 12/02/2018

sábado, 11 de março de 2017

O novo mundo

                Quem sabe um dia, quando o nosso planeta já tiver se tornado um mundo de espíritos em regeneração e aperfeiçoamento possamos nos sentir mais confortáveis e mais confiantes nos desígnios do Criador.
                Vivemos num planeta e numa época em que as condições não são as melhores para se viver; as experiências pelas quais temos que passar não são as mais agradáveis, porém, é preciso entender que estas são as experiências mais adequadas para nosso aprimoramento, ou seja, para a continuidade de nossa evolução.
                Uma palavra se destaca quando falamos em evolução, é a palavra compreensão. Precisamos ter compreensão para com os ‘’defeitos” dos nossos irmãos de caminhada, pois estamos todos, de modo ou de outro, no mesmo barco, isto é, na mesma escola evolutiva. Somos muito parecidos, muito afins, o que nos faz concluir que não devemos nos considerar melhores do que ninguém e muito menos nos colocar no lugar de juiz de quem quer que seja.
                Para compreendermos bem o outro, precisamos nos colocar no lugar deste outro, e assim, procurar entender as razões que os levam a fazer eles as coisas boas ou más que fazem. Temos que compreender que eles, assim como nós, precisam do erro para poder aprender a acertar. Não há evolução sem que cometamos erros. Através dos erros e de suas consequências é que vamos seguindo rumo ao Criador.
                Sabemos que, em determinadas circunstâncias é muito difícil aceitar algumas coisas que se nos apresentam como verdadeiras atrocidades, verdadeiras barbaridades, mas é necessário fazer um esforço de boa vontade, dar um voto de confiança à Deus (qualquer que seja a concepção que tenhamos em nosso íntimo da divindade) porque somos ignorantes demais para podermos entender seus planos e suas determinações. O que para nós, aparece como grande sofrimento, pode ser exatamente aquilo que vai nos fazer crescer e nos tornar espíritos melhores, mais evoluídos.
                Temos consciência de que, o que sugerimos aqui não é coisa fácil de se aceitar e de se fazer, mas através do estudo das Leis Maiores poderemos ampliar nossa compreensão do mundo e de nós no mundo. Isso é o que recomendamos com veemência: estudo! Com a ajuda dele sairemos da infância espiritual em que nos encontramos. Hoje em dia é tão fácil, mesmo para quem disponha de poucos recursos, instruir-se, atualizar-se, fazer pesquisas, isto é, tornar-se uma pessoa mais culta em relação às questões espirituais.
                É lógico que, de modo algum, Deus nos criaria para o sofrimento, para a autodestruição, para a decadência moral e física ou para que nos tornemos malvados e cruéis. Não nos criaria para o sofrimento eterno. É lógico também que Ele não quer que sejamos eternas crianças. Ele quer que cresçamos, que aprendamos a encontrar nossas próprias soluções para nossos problemas, por isso nos dá oportunidades de escolha, e é justamente esta liberdade de escolha que faz com que a humanidade tenha que conviver com atrocidades de todos os tipos. O fato é que nós fazemos o mundo em que vivemos em função de nossos pensamentos e de nossas atitudes, e de nossas escolhas individuais e coletivas. Mas, isso está chegando ao fim! Já estamos entrando na fase de harmonização da humanidade. Atingimos um ponto em que somente aqueles irmãos acometidos pela cegueira da materialidade é que ainda não compreendem que já avançamos muito. Dentre as causas desta cegueira destacam-se a ignorância, o orgulho e o egoísmo. Já avançamos muito e alguns pensamentos, atitudes e comportamentos não devem mais ter lugar entre nós, porque estamos começando a viver a fase terrena da consciência. Este é o momento em que a centelha divina que todos nós somos começa a falar mais alto dentro de nós e nos alerta para algumas coisas que não têm mais cabimento em nossas vidas. Ela nos alerta quando estamos entrando em situações de estagnação e nos aponta o melhor caminho a seguir.
                Precisamos compreender que por trás de toda situação desagradável onde o ser humano se comporta, em relação aos outros, pior que os animais irracionais, existe algo além da aparência. Algo que em breve poderemos enxergar de modo mais claro. Chegamos na época em que o Véu de Maia começa a cair e a realidade essencial começa a se mostrar para nós. Para apressar esta queda do véu, recomendamos muito estudo a respeito do mundo espiritual e sua relação com o mundo material. Por que estudar as coisas do espírito? Ora, porque o espírito é a essência. Ele é quem permanece depois que fechamos nossas pálpebras físicas pelo fenômeno da morte e adentramos o Plano Maior - a dimensão espiritual. Estudar as coisas do espírito é estudar a essência do homem. É mergulhar nas águas profundas da consciência. É penetrar no mais belo e rico mistério onde a beleza não tem comparação.
                Nesse novo mundo em que começamos a viver, não haverá espaço para a maldade, que é fruto de nosso egoísmo – característico de nossa infância espiritual. O novo mundo onde o amor será a base das relações sociais. O novo mundo em que a palavra compartilhamento será usada em seu verdadeiro significado. Já é possível perceber alguns sinais dessa mudança, mas não os encontraremos nos noticiários de rádio ou televisão. Convidamos aos descrentes de nossas palavras a olhar ao seu redor. Se prestarem atenção verão que para cada atrocidade noticiada existem milhares de coisas boas acontecendo. Verão que já podemos encontrar pessoas que não são afeitas a maldades. Verão instituições onde se trabalha com amor visando o bem-estar dos mais necessitados; locais onde voluntários se desdobram para dar um pouco de si mesmos para o próximo.  Quando começarmos a notar a existência dessas instituições e dessas pessoas é porque começamos a enxergar as portas desse novo mundo. Vamos seguir seus exemplos e nos tornarmos colaboradores dessas instituições dando um pouco de nós mesmos para os nossos irmãos. Daí sim, sentiremos que o novo mundo já começou e mais ainda, compreenderemos que estamos fazendo parte dele.
                O significado da palavra compreensão é bem mais abrangente do imaginamos. Convidamos todos a refletirem sobre o seu significado amplo. Compreender o que significa compreensão é um passo importante para começar a sentir que a Era da Consciência já começou e que a nossa centelha divina começa a expandir o seu brilho de um modo nunca visto.

“Um mundo melhor começa com a compreensão de que somos todos iguais, mesmo estando em estágios diferentes da evolução, isto é, um mundo melhor se faz a partir da compreensão de nossa igualdade por baixo das nossas diferenças”

            Muita paz, muita luz!

Victor

Mensagem psicografada em 06-03-2017

domingo, 5 de março de 2017

Tristeza no Natal

                Era o natal do ano de 1959. Estávamos nos preparando para a comemoração desta bela data, época em que comemoramos o nascimento, ou melhor dizendo, a visita do grande mestre Jesus Cristo. Sempre gostei dessa época, não somente pelo que se comemora, mas pelo espírito de paz e de solidariedade que contagia a todos nestes dias.
                 Estávamos em casa na véspera do natal, eu minha esposa e meus três filhos, fazendo nossos preparativos para esse dia tão especial. Tudo estava em ordem. A árvore já montada, os presentes comprados. Tínhamos até alguns convidados que viriam festejar conosco o abençoado natal.
                À tarde, por volta das quinze horas, minha esposa se queixou que estava com um pouco de dor de cabeça. Disse que tomaria um comprimido e iria se deitar um pouco para ver se a dor passava. Estranhei um pouco, pois não era comum que ela tivesse dores de cabeça. Acreditei tratar-se de um pouco de cansaço, pois ela, desde o dia anterior estava às voltas com os preparativos para a noite natalina, desdobrando-se para que tudo ficasse pronto a tempo. A comida; a decoração da casa; a roupa das crianças, nossas roupas. Eram muitas coisas ao mesmo tempo. Ela me pediu que, caso adormecesse, para acordá-la às dezessete horas para que ela finalizasse os pratos que seriam servidos e para que pudesse tomar as últimas providências para nossa noite natalina.
                Como combinado, às dezessete horas entrei em nosso quarto para acordá-la. Chamei-a pelo nome, falando baixinho para que ela não se assustasse. Como ela não respondeu chamei-a novamente. Nada! O quarto estava na penumbra, acendi a luz e me aproximei. Ela estava respirando, seu corpo estava quente, mas ela não despertava. Bati em seu rosto, gritei, mas nada! Ela não acordava. Estava, na verdade, desmaiada, inconsciente.
                Corri até a rua. Parei um taxi que passava naquele momento. Pedi-lhe que esperasse, porque iríamos socorrer alguém. Entrei novamente em casa, peguei-a nos braços e a carreguei até o carro. Pedi ao meu filho mais velho que cuidasse dos irmãos e qualquer problema chamasse a vizinha.
Dirigimo-nos ao pronto socorro mais próximo. Paramos em frente à porta de entrada e, desesperado, gritei por socorro. Dois enfermeiros com uma maca vieram e a recolheram para dentro do hospital. Expliquei rapidamente o que havia acontecido. Ela foi socorrida enquanto eu fiquei na recepção apresentando meus documentos, como era de praxe nestas situações, ainda mais se tratando de um hospital público - eu não era um homem de grandes posses. Mandaram-me esperar dizendo que assim que tivessem alguma notícia me informariam. A suspeita, em princípio, era que ela poderia ter tido um derrame. Essa informação me foi dada por um dos rapazes que a conduziram para dentro.
                Esperei por mais ou menos uma hora, quando o médico que a atendeu mandou me chamar. Pelo jeito do rapaz que me chamou comecei a imaginar o pior, e o pior aconteceu mesmo! O médico me disse que ela realmente tinha tido um derrame cerebral muito forte, que haviam feito tudo o que foi possível naquela situação, mas ela não reagiu. Minha esposa havia assim, falecido inesperadamente. Eu não sabia o que fazer, senti que estava prestes a desmaiar e sentei numa cadeira que havia por perto para não cair ao chão. Naquele momento eu pensava: Meu Deus! Isso não é possível! Isso não pode estar acontecendo! Aquilo não era um pesadelo, estava acontecendo sim, era a dura realidade! Por que meu Deus? E no dia de natal!!!
                Depois de alguns minutos, consegui me recompor e me dirigi para casa. Fui buscar mais alguns documentos para dar início ao processo para o sepultamento de minha esposa e falar com as crianças. Talvez tenha sido a coisa mais difícil que fiz na vida: reunir três crianças na minha frente para contar-lhes que não tinham mais uma mãe; que sua mãe havia falecido. Choramos muito. Unimo-nos na dor. Naquela união encontramos a força para superar aquele momento terrível. No dia seguinte estávamos no cemitério, nos despedindo da esposa amada e da mãe dedicada. Tínhamos que tocar nossas vidas e assim fizemos. Com a grande ajuda de minha irmã fomos tocando nossas vidas como tinha de ser.
                Com o passar do tempo fui me transformando num homem amargo. Trabalhando e me desdobrando para cuidar dos filhos. Tivemos muitos problemas, mas o pior deles era que eu não me conformava com a morte da esposa. Na bebida encontrei um pouco de consolo para minha revolta. Se já não acreditava muito em Deus antes de tudo isso, agora não acreditava nem um pouco. Achava que Deus era uma figura, um mito que a sociedade inventou para nos consolar naquelas situações que não tem remédio. Para ser mais franco, passei mesmo a combater a ideia de Deus. Como poderia haver um Deus justo e bondoso que permitia que uma esposa fiel e mãe amorosa morresse inesperadamente deixando marido e três filhos pequenos em plena noite de natal?
                Os filhos foram crescendo, estudando, trabalhando, enfim tocando suas vidas do melhor modo que podiam. Tornaram-se boas pessoas, apesar de tudo. Houve ocasiões em que eles queriam que comemorássemos o natal; que montássemos uma árvore de natal e ficássemos juntos. Argumentavam que a mãe gostaria que assim fizéssemos, mas eu não cedia. Para mim, o natal era o pior dia da minha vida. Lembro-me que em alguns desses natais fiquei sozinho em casa. Meus filhos preferiam ir para a casa de parentes ou amigos me deixando sozinho para não terem que conviver com minha amargura e revolta.
                Lá pelos meus sessenta anos conheci uma pessoa que me falou algumas coisas sobre espiritismo; que as pessoas não morriam de fato; que estavam apenas em outra dimensão da vida; e coisas desse tipo. Em princípio achei aquilo tudo besteira de gente ignorante, sonhadora e desocupada. Mas comecei a pensar: e se aquilo fosse verdade? Será que eu poderia entrar em contato com minha esposa? Conversando com esse novo amigo sobre isso, ele me falou que era possível sim, mas que ele não poderia garantir, porque isso dependia de muitos fatores, tais como merecimento, entre outros. Se eu quisesse poderia acompanhá-lo ao Centro Espírita que ele frequentava e trabalhava. Lá havia um trabalho de psicografia onde alguns desencarnados mandavam mensagens para parentes encarnados. Quem sabe eu fosse agraciado com uma mensagem? Topei e lá fomos nós.
                Fui ao Centro Espírita quatro semanas seguidas e nada! Decidi que iria somente mais uma vez. Não iria mais dar asas à imaginação. Meu amigo insistiu para que eu não desistisse, porque apesar de não ter recebido mensagem alguma eu estava aprendendo alguma coisa sobre o mundo dos espíritos. Não colega! Essa foi minha resposta, já bastava o sofrimento pelo qual passei e ainda passava com a saudade daquela mulher que dava sentido para minha vida.
                Algum tempo depois, numa tarde em que havia acabado de chegar do trabalho um fato interessante ocorreu. Estava cansado e antes de tomar meu banho me joguei numa poltrona para descansar um pouco. Acabei adormecendo e até sonhando. No sonho, minha falecida esposa aparecia tão bonita ou mais do que era no tempo que partiu, e dizia que iria mandar uma mensagem para mim. Acordei de supetão, muito assustado. Foi um sonho que parecia real. Tomei meu banho e resolvi ir ao Centro Espírita, pois era justamente o dia do trabalho de psicografia.
                Ouvimos uma palestra enquanto os médiuns psicografavam. Ao final da palestra, para minha surpresa, a pessoa que conduzia os trabalhos me chamou pelo nome. Havia uma mensagem para mim! Emocionado, me dirigi à pessoa que iria me entregar a mensagem. Não quis ler a mensagem ali. Coloquei-a no bolso e fui para casa. Lá chegando, tranquei-me naquele que foi nosso quarto para poder ler a mensagem com tranquilidade.
                A mensagem era realmente dela, não tive dúvida nenhuma. Chamava nossos filhos pelo nome e me chamava pelo apelido carinhoso que somente nós dois conhecíamos. Pedia-me para mudar de atitude com relação a Deus. Dizia que somos ignorantes demais para compreendermos os seus desígnios e para compreendermos o porquê de as coisas terem acontecido da forma como aconteceram. Pediu-me para continuar cuidando de nossos filhos, apesar deles já serem adultos e que eu deveria estudar as coisas espirituais, porque isso ia me ajudar muito.
                A partir daquele dia passei a frequentar o Centro Espírita. Estudei e me tornei um trabalhador da casa, onde tive oportunidade de ajudar e orientar outras pessoas que como eu, tinham perdido entes queridos e estavam infelizes ou revoltados com a perda que tiveram. Aprendi que somos realmente pequenos demais para compreendermos a grandeza da divindade. Aprendi muito no convívio com os espíritos que trabalhavam naquela casa e que nos ajudavam a evoluir cada vez mais.
                Aos setenta e cinco anos de idade desencarnei de um modo muito tranquilo. Deitei-me para dormir e de repente, acreditando estar sonhando, fui recebido por M. no plano espiritual. Finalmente estávamos juntos novamente! Passei por um período não muito longo de adaptação. Pude então saber que ela esteve a maior parte do tempo junto de nós. Nos orientando e nos apoiando naqueles momentos mais críticos de nossas vidas na carne.

O Esposo.

                Hoje estamos aqui juntos, passando esta mensagem e contando nossa pequena história. Pedimos desculpas por omitirmos muitos detalhes importantes de nossas vidas, mas acreditamos que o principal foi dito. O que desejamos é mostrar que não devemos nunca duvidar da sabedoria de Deus. Devemos nos resignar e nos conscientizar de nossa ignorância, porque sabemos tão pouco dos desígnios do Criador. Tudo o que aconteceu conosco tinha uma razão de ser. O fato de nossos filhos terem sido criados sem a mãe tornou-os pessoas melhores e mais compreensíveis, de caráter mais firme. Isso só para citar uma das muitas razões. Eles precisavam, tanto quanto meu esposo, passar pelo que passaram para poder compreender muitas coisas, entre elas, as duas realidades da vida: a vida material e a vida espiritual. Tudo isso sem contar os fatores relacionados com as nossas existências passadas, pois nada escapa a lei de causa e efeito.
                Nos preparamos agora para nova jornada. Novas experiências nos aguardam. Ainda não sabemos se estaremos juntos ou não, mas de uma coisa sabemos, que mesmo não estando juntos na carne, estaremos sempre juntos em espírito e ainda vamos comemorar muitos natais na Terra.

Que Deus nos abençoe a todos.

A esposa.

Mensagem psicografada em 27-02-2017


                

sábado, 28 de janeiro de 2017

A caminho da libertação


Sinto-me hoje tão cheio de vida, tão cheio de amor e de vontade de viver. Tenho desejo de luta! Tenho desejo de vitória. E por que me sinto assim?
Porque já sei que é na luta que adquirimos a experiência e a força para vencer a nós mesmos e continuar em ascensão rumo ao infinito. Compreendo hoje que não há motivos para queixas. Não há motivos para desânimo ou para temer o futuro.
É muito gratificante, depois de tantas experiências na carne e também no astral, estarmos conscientes de quem somos e saber para onde vamos; ter consciência da trajetória que percorremos e da que ainda vamos percorrer; saber que este caminho que nos foi traçado é o caminho que nos levará à condição espiritual melhor, na qual o sofrimento é raro e as batalhas já não são tão encarniçadas como aquelas das quais já fomos protagonistas. É muito reconfortante poder olhar para dentro de nós mesmos e encontrarmos nosso Deus interior e nos sentirmos como que unidos ao Todo, partes da divindade. Não uma parte qualquer – uma parte consciente.
É muito bom poder sentir em nós este desejo de servir ao propósito do universo; ao propósito divino; ao propósito da necessária evolução. Houve naturalmente em nossa vida momentos que acreditávamos que tudo ia desmoronar. Momentos em que a pressão da matéria sobre nós era por demais pesada. Com fé, com persistência fomos vencendo os desafios que nos foram colocados no caminho para o nosso próprio crescimento, e a cada desafio vencido, mais forte nos tornávamos. Tantas quedas e tantas retomadas...
Longe de nós querermos insinuar que estamos próximos ao ápice da evolução.  Sabemos que temos toda uma eternidade para caminhar. Mas é muito importante o momento que vivemos agora. O momento do despertar. O despertar para o objetivo maior que é a nossa libertação. Mas, que entendemos por libertação?
Libertação é a maravilhosa sensação que sentimos por nos desvencilharmos dos pesados laços materiais. Libertação é quando entendemos em nosso ser, em verdade, a transitoriedade das coisas materiais, das coisas que nascem com tempo predeterminado para acabar. Libertação é quando não mais sentimos aquela ânsia para adquirir riquezas, propriedades ou poder, por entendermos que na verdade nada possuímos além daquilo que temos dentro de nós mesmos, dentro de nossa alma; é quando nos conscientizamos que todo o mundo material não passa de uma grande ilusão, cuja finalidade de existir é tão somente para servir como material pedagógico para a educação espiritual do homem, este aluno das primeiras séries da escola divina, e que ainda precisa desses materiais para auxiliá-lo em seu processo educativo.
É um momento mágico este, quando nos damos conta de quem realmente somos; quando nos damos conta da nossa verdadeira identidade; quando deixamos de ser habitantes de um planeta e nos tornamos cidadãos do universo! Este momento equivale, para fazer uma analogia grosseira, aquela pessoa que terminou uma demorada formação escolar e que não mais precisa se debater sobre matérias básicas, porque chegou ao fim de um ciclo e agora deve aperfeiçoar-se, especializar-se, ou seja, melhorar sempre mais porque a fase das lições rudimentares já passou.
Hoje me sinto assim e afirmo que é muito bom estar nessa fase, mas é preciso que se diga que não é fácil chegar até aqui, porém, é um caminho inevitável, um caminho que não aceita retorno. Para chegarmos a este estado de gratidão interior, este estado de calma e tranquilidade, devemos estar atentos para algumas instruções basilares. Onde encontrar estas instruções? No evangelho de Jesus Cristo. Lá encontraremos um roteiro seguro para chegarmos à nossa libertação. Ensinamentos muito simples, mas que podem nos conduzir a uma evolução segura e constante.
Hoje em dia temos a impressão de que existe, por parte de muitas pessoas, uma certa aversão ao evangelho do Cristo. Por que isso está acontecendo? Entre outras razões pelo modo insensato, deturpado, egoísta e ambicioso que os ensinamentos do mestre têm sido usados. Estamos vendo crescer com incrível rapidez na sociedade uma quantidade imensa de instituições financeiras que se escondem covardemente por trás dos ensinamentos deturpados do sublime Mestre. Como dizia Jesus, precisamos separar o joio do trigo; separar o ensinamento daquele que ensina; separar a riqueza espiritual das palavras do Mestre das interpretações deturpadas dos falsos profetas da atualidade. Precisamos aprender a separar o que é do Cristo do que é do homem; o que é puro do que é contaminado. Filtrar todas estas leituras pelo filtro do bom senso e guardar para nós somente a essência daquilo que foi deixado por Jesus e por outros grandes mestres que estiveram entre nós. Precisamos retornar à pureza dos ensinamentos. Entendê-los como os entendiam os primeiros cristãos, para os quais não havia o talvez, era sim ou não.
Ao longo da história as palavras do Mestre foram transformadas em meios. Meios para o domínio das pessoas; meios para o enriquecimento ilícito; meios até para se promover guerras. Chegou a hora de darmos um basta a tudo isso. Precisamos estar atentos, principalmente os espiritualistas e todos aqueles que não se deixam influenciar pelas ideias disseminadas pelos representantes da deturpação. Devemos nos colocar como sentinelas avançadas para orientar, sempre que se fizer necessário, todas as pessoas que nos procurarem ou que cruzarem nosso caminho, para que elas não se deixem levar por estas interpretações errôneas que ao longo do tempo foram deturpando os ensinamentos sublimes do Mestre.
Aqueles que já estão em fase de conscientização; que começam a despertar do sonho da matéria; que começam a abrir os olhos para a realidade do mundo espiritual – o verdadeiro e original mundo, não podem fugir à essa responsabilidade, qual seja, a de contribuir com sua orientação para o despertar daqueles que ainda dormem. Devemos despertá-los sem demora.
O planeta terra somente se transformará num mundo melhor quando nós entendermos e divulgarmos que o amor é a única saída. Não existe outro caminho. Quando o mestre disse: ‘’ninguém vem ao Pai senão por mim’’ quis dizer que ele representava o amor de Deus pelas suas criaturas e que só poderíamos evoluir para Deus através do amor. Assim é que devemos entender Jesus Cristo – como o caminho para Deus e não de outro modo.
Aquele que consegue este despertar e principia sua libertação vai sentir, sem que alguém lhe imponha, uma necessidade de ajudar os outros para que também despertem de seus sonhos materiais. Vai sentir um desejo de encaminhar todos para a luz da qual ele mesmo se beneficia. Porque foi assim que o Mestre ensinou - que espalhássemos o amor aos quatro cantos da Terra. O desperto sabe que não será feliz enquanto houver qualquer irmão em dificuldade, preso à ignorância. O desperto sabe que é parte de um Todo e o Todo não pode prescindir de nenhuma de suas partes, pois do contrário não seria o Todo.
Hoje me sinto assim, grato, consciente, desperto e no caminho da libertação. É por isso que sinto o desejo de orientar, o desejo de conduzir outros irmãos para a luz, porque não me sentirei realizado enquanto não ver todos os companheiros de jornada no caminho que leva à Fonte Primeira.
Precisamos mesmo aprender a separar algumas coisas. Uma das principais é separar o ensinamento do Cristo do cristianismo construído pela ambição humana. Sempre que estivermos tratando dos ensinamentos do Cristo, precisamos estar atentos para o que é realmente do Cristo e o que foi acrescentado pelo homem. Um modo muito simples de separar estas coisas é pensar que Jesus Cristo não tratou em nenhum dos seus ensinamentos de coisas materiais. Todas as suas lições se referiam ao mundo espiritual. Mesmo quando em suas parábolas utilizava exemplos de coisas materiais, no fundo, em essência, ele se referia às coisas espirituais. Ele se referia ao Reino de Deus e não ao Mundo de Mamon. “O que é da carne é da carne, o que é do espírito é do espírito”. O Mestre não tratava das coisas da carne e sim das coisas do espírito. Ninguém mais do que Ele tinha consciência da transitoriedade das coisas materia
is, de modo que Ele não perderia seu tempo precioso para nos ensinar como administrar coisas materiais e passageiras. Seu objetivo maior era transmitir os ensinamentos que visavam a melhora de nossos espíritos eternos.
É muito importante que não nos deixemos contaminar pelas deturpações que o homem acrescentou ao evangelho do Mestre. Precisamos estar atentos para não nos transformarmos em preconceituosos em relação ao evangelho. Quando pensarmos em evangelho, devemos estudá-lo como alguém que está sentado na relva ouvindo o Próprio Mestre, como se estivesse pessoalmente no Sermão da Montanha. Ouçamos o Mestre e não as Igrejas; ouçamos o Mestre e não os pregadores. O Evangelho, apesar de ser o código ético-moral mais elevado que existe, é muito simples e não precisa de interpretações complexas e longas para ser decifrado.
Como um espírito que se conscientizou e principia a sua libertação, sinto-me na obrigação de fazer com que outros irmãos sigam o mesmo caminho para que possam como eu, sentirem-se plenos no amor do Cristo e no amor de Deus. Por isso, meus irmãos, desejo que todos possam se conscientizar da brevidade e da transitoriedade da vida material e possam sentir esta leveza que sinto e principiarem a sua própria libertação através dos ensinamentos deixados pelo Mestre dos Mestres -  Jesus Cristo.

Muita paz e muita luz.

“O conhecimento leva à libertação. O amor leva a Deus!”

Victor


OuhouHou se fazia  se

Mensagem psicografada em 23/01/2017

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Mensagem natalina de um Preto Velho


Epa! O nego véio quer falar alguma coisa do Natal também.
Essa é uma época muito boa. Tem gente que não gosta, porque nessa época a gente é as vezes obrigado a sorrir um pouco mais, tirar o fel da nossa vida e fazer ela um pouco mais doce.
Meu Deus! É uma época muito especial mesmo! O que se comemora não é pouca coisa não. É a vinda de um espírito muito evoluído, muito iluminado, que ninguém sabe direito o tanto que Ele é importante. Tão importante que é respeitado em tudo que é religião neste nosso Brasil Grandão e quase no resto do mundo todo.
Ele é o homem que trouxe o amor como a sua maior lição. Que mostrou que devemos amar ao próximo como a gente ama a si mesmo. O que esse homem fez não foi pouca coisa não.
Ele deu a receita pra consertar o mundo! O duro é entender porque as pessoas não conseguem compreender uma mensagem tão simples. Por que será que tão difícil enfiar nas cabeças das pessoas que as coisas só vão melhorar quando a gente praticar o amor universal. Quando a gente amar todo mundo sem querer saber se é preto ou branco, se é feio ou bonito.
O problema é que as pessoas não se conformam em ter menos do que as outras. Se o vizinho tem um carro bonito, o outro que ter um carro mais bonito ainda. E assim é com todas as coisas. O que as pessoas precisam aprender é a compartilhar as coisas. Num tá vendo que a gente nunca vai ser feliz enquanto tiver gente passando necessidade do nosso lado?
Parece que as pessoas não querem entender as coisas mais simples. Veja a lei de atração. Tem coisa mais simples? Semelhante atrai semelhante. Coisa ruim atrai coisa ruim. Coisa boa atrai coisa boa. Mesmo assim essa lei num entra nas cabeças das pessoas. Parece que o povo gosta mesmo é daqueles líderes que falam bonito, que usam roupa bonita. Que falam tanta coisa com palavras tão difíceis que a pessoa nem entende mas acha tão bonito que não querem nem saber quer dizer. Não intende e não fala que não entendeu pra não passar por burro e diz que tá tudo certo.
Sabe meus fio, precisamos aprender a ver a essência das coisas e não as coisas da aparência. Às vezes, por trás da beleza se esconde o veneno. Basta ver as cobras. Num tem bicho mais bonito, mas quanto mais bonito, mais venenoso. Antes da gente dizer se uma coisa é boa ou ruim a gente precisa entender que está por trás das palavras, por trás da aparência. Vamos fazer assim com Natal – êta época bonita! Vamos tentar entender o que é que tá por trás de tanta festa e tanta comilança. Vamos entender que o Natal é a época que marca a vinda do amor para a Terra como a lei mais simples e mais completa.
Vamos entender que o Natal quer dizer compartilhar, dividir as coisas que temos com os que tem menos. Se a gente fizesse um natal que não se acabasse, o mundo seria um lugar maravilhoso da gente viver, né mesmo?
Aconselho vocês, neste Natal, refletir um pouco sobre a verdadeira importância do Natal e pensar que a gente deveria viver como se todo dia fosse Natal. Não basta ajudar as pessoas ou dar uma esmolinha neste dia e continuar sendo egoísta o resto do ano, né mesmo?
Que o pai Oxalá abençoe a todos vocês e que esse seja o Natal mais bonito de todos que já existiram. Vamos pensar sempre nos mais necessitados, até porque quando a gente ajuda eles tá ajudando a gente mesmo.

Pai Joaquim


Mensagem psicografada em 19/12/20169

sábado, 22 de outubro de 2016

O começo da paz


A paz, tão desejada por uns e tão indesejada por outros que não lucram com ela, logo se fará presente em nosso planeta.
Nós, espíritos, que temos o privilégio de poder ver com olhos mais abertos do que os encarnados, podemos vislumbrá-la no horizonte.
Pelas coisas que estão acontecendo não é difícil deduzir que a paz não se fará tão brevemente, mas posso dizer que isso é uma falsa impressão. O que acontece, é que a Terra está encerrando um ciclo de destruição, de guerra e de ignorância. O homem começa a deixar para trás o animal territorial que há em si; começa a deixar o guerreiro que há em si, aquele que precisa da guerra para se auto-afirmar. Desses destroços do homem, começa a surgir um novo homem que habitará a Terra Renovada, anunciada por alguns como a Terra da Nova Era.
Embora algumas guerras, doenças e cataclismos continuem ocorrendo, sinais da mudança de padrão vibratório já se fazem presentes. Em breve entraremos na era do Espírito, quando compreenderemos que o egoísmo e seus assemelhados, tais como a ganância e a sede de poder não farão mais sentido, pois teremos a certeza de que não somos somente o corpo que habitamos. Somos muito mais do que isso. Somos partes de um Todo. Somos UM. Portanto, queremos dizer a todos que começam a perder ou que já perderam a esperança, que não se desesperem, porque tudo está preparado para a nova fase da humanidade. A fornalha da criação já começa a produzir as primeiras peças; já começa a forjar o alicerce da Nova Era.
Estamos entrando num período mágico, onde novas grandes descobertas estarão sendo feitas. Começaremos a desvendar alguns dos mistérios do universo. Começaremos a descobrir como as coisas realmente funcionam. Começaremos a entender as leis que regem todo o movimento do cosmos. Tenhamos um pouco mais de paciência, porque a mudança está mais próxima do que pensamos.
Esta mensagem de esperança, não é, podem acreditar, entusiasmo exagerado de sonhador. Ela é a visão de quem já pode, por ter passado por muitas experiências, antever o que acontecerá. Peço que nos perdoem a pretensão, o que ocorre é que nos sentimos como alguém que se encontra no alto da montanha e pode ver o que acontece com todos que estão na planície ao mesmo tempo. Não somos melhores do que ninguém, porque somos parte do mesmo Todo. A diferença é que estamos num lugar onde a visibilidade é um pouco melhor.
O futuro é grandioso! Grandes coisas estão reservadas para o nosso querido planeta. Aquela mensagem simples, deixada pelo Mestre Jesus, em breve não serão mais apenas palavras. Serão palavras vivas, cujo sentido fará toda a diferença. “Amai-vos uns aos outros”.

Muita paz e muita luz.

Um espírito amigo

Mensagem psicografa em 17/10/2016