Sinto-me hoje tão cheio de vida, tão cheio de amor e de
vontade de viver. Tenho desejo de luta! Tenho desejo de vitória. E por que me
sinto assim?
Porque já sei que é na luta que adquirimos a experiência e a
força para vencer a nós mesmos e continuar em ascensão rumo ao infinito.
Compreendo hoje que não há motivos para queixas. Não há motivos para desânimo
ou para temer o futuro.
É muito gratificante, depois de tantas experiências na carne
e também no astral, estarmos conscientes de quem somos e saber para onde vamos;
ter consciência da trajetória que percorremos e da que ainda vamos percorrer;
saber que este caminho que nos foi traçado é o caminho que nos levará à
condição espiritual melhor, na qual o sofrimento é raro e as batalhas já não
são tão encarniçadas como aquelas das quais já fomos protagonistas. É muito
reconfortante poder olhar para dentro de nós mesmos e encontrarmos nosso Deus
interior e nos sentirmos como que unidos ao Todo, partes da divindade. Não uma
parte qualquer – uma parte consciente.
É muito bom poder sentir em nós este desejo de servir ao
propósito do universo; ao propósito divino; ao propósito da necessária
evolução. Houve naturalmente em nossa vida momentos que acreditávamos que tudo
ia desmoronar. Momentos em que a pressão da matéria sobre nós era por demais
pesada. Com fé, com persistência fomos vencendo os desafios que nos foram
colocados no caminho para o nosso próprio crescimento, e a cada desafio
vencido, mais forte nos tornávamos. Tantas quedas e tantas retomadas...
Longe de nós querermos insinuar que estamos próximos ao
ápice da evolução. Sabemos que temos
toda uma eternidade para caminhar. Mas é muito importante o momento que vivemos
agora. O momento do despertar. O despertar para o objetivo maior que é a nossa
libertação. Mas, que entendemos por libertação?
Libertação é a maravilhosa sensação que sentimos por nos
desvencilharmos dos pesados laços materiais. Libertação é quando entendemos em
nosso ser, em verdade, a transitoriedade das coisas materiais, das coisas que
nascem com tempo predeterminado para acabar. Libertação é quando não mais
sentimos aquela ânsia para adquirir riquezas, propriedades ou poder, por
entendermos que na verdade nada possuímos além daquilo que temos dentro de nós
mesmos, dentro de nossa alma; é quando nos conscientizamos que todo o mundo
material não passa de uma grande ilusão, cuja finalidade de existir é tão
somente para servir como material pedagógico para a educação espiritual do
homem, este aluno das primeiras séries da escola divina, e que ainda precisa
desses materiais para auxiliá-lo em seu processo educativo.
É um momento mágico este, quando nos damos conta de quem
realmente somos; quando nos damos conta da nossa verdadeira identidade; quando
deixamos de ser habitantes de um planeta e nos tornamos cidadãos do universo!
Este momento equivale, para fazer uma analogia grosseira, aquela pessoa que
terminou uma demorada formação escolar e que não mais precisa se debater sobre
matérias básicas, porque chegou ao fim de um ciclo e agora deve aperfeiçoar-se,
especializar-se, ou seja, melhorar sempre mais porque a fase das lições
rudimentares já passou.
Hoje me sinto assim e afirmo que é muito bom estar nessa
fase, mas é preciso que se diga que não é fácil chegar até aqui, porém, é um
caminho inevitável, um caminho que não aceita retorno. Para chegarmos a este
estado de gratidão interior, este estado de calma e tranquilidade, devemos
estar atentos para algumas instruções basilares. Onde encontrar estas
instruções? No evangelho de Jesus Cristo. Lá encontraremos um roteiro seguro
para chegarmos à nossa libertação. Ensinamentos muito simples, mas que podem
nos conduzir a uma evolução segura e constante.
Hoje em dia temos a impressão de que existe, por parte de
muitas pessoas, uma certa aversão ao evangelho do Cristo. Por que isso está acontecendo?
Entre outras razões pelo modo insensato, deturpado, egoísta e ambicioso que os
ensinamentos do mestre têm sido usados. Estamos vendo crescer com incrível
rapidez na sociedade uma quantidade imensa de instituições financeiras que se
escondem covardemente por trás dos ensinamentos deturpados do sublime Mestre.
Como dizia Jesus, precisamos separar o joio do trigo; separar o ensinamento
daquele que ensina; separar a riqueza espiritual das palavras do Mestre das
interpretações deturpadas dos falsos profetas da atualidade. Precisamos
aprender a separar o que é do Cristo do que é do homem; o que é puro do que é
contaminado. Filtrar todas estas leituras pelo filtro do bom senso e guardar
para nós somente a essência daquilo que foi deixado por Jesus e por outros
grandes mestres que estiveram entre nós. Precisamos retornar à pureza dos
ensinamentos. Entendê-los como os entendiam os primeiros cristãos, para os
quais não havia o talvez, era sim ou não.
Ao longo da história as palavras do Mestre foram transformadas
em meios. Meios
para o domínio das pessoas; meios para o enriquecimento ilícito; meios até para
se promover guerras. Chegou a hora de darmos um basta a tudo isso. Precisamos
estar atentos, principalmente os espiritualistas e todos aqueles que não se deixam
influenciar pelas ideias disseminadas pelos representantes da deturpação.
Devemos nos colocar como sentinelas avançadas para orientar, sempre que se
fizer necessário, todas as pessoas que nos procurarem ou que cruzarem nosso
caminho, para que elas não se deixem levar por estas interpretações errôneas
que ao longo do tempo foram deturpando os ensinamentos sublimes do Mestre.
Aqueles que já estão em fase de conscientização; que começam
a despertar do sonho da matéria; que começam a abrir os olhos para a realidade
do mundo espiritual – o verdadeiro e original mundo, não podem fugir à essa
responsabilidade, qual seja, a de contribuir com sua orientação para o
despertar daqueles que ainda dormem. Devemos despertá-los sem demora.
O planeta terra somente se transformará num mundo melhor
quando nós entendermos e divulgarmos que o amor é a única saída. Não existe
outro caminho. Quando o mestre disse: ‘’ninguém vem ao Pai senão por mim’’ quis
dizer que ele representava o amor de Deus pelas suas criaturas e que só poderíamos
evoluir para Deus através do amor. Assim é que devemos entender Jesus Cristo –
como o caminho para Deus e não de outro modo.
Aquele que consegue este despertar e principia sua
libertação vai sentir, sem que alguém lhe imponha, uma necessidade de ajudar os
outros para que também despertem de seus sonhos materiais. Vai sentir um desejo
de encaminhar todos para a luz da qual ele mesmo se beneficia. Porque foi assim
que o Mestre ensinou - que espalhássemos o amor aos quatro cantos da Terra. O
desperto sabe que não será feliz enquanto houver qualquer irmão em dificuldade,
preso à ignorância. O desperto sabe que é parte de um Todo e o Todo não pode
prescindir de nenhuma de suas partes, pois do contrário não seria o Todo.
Hoje me sinto assim, grato, consciente, desperto e no
caminho da libertação. É por isso que sinto o desejo de orientar, o desejo de
conduzir outros irmãos para a luz, porque não me sentirei realizado enquanto
não ver todos os companheiros de jornada no caminho que leva à Fonte Primeira.
Precisamos mesmo aprender a separar algumas coisas. Uma das
principais é separar o ensinamento do Cristo do cristianismo construído pela
ambição humana. Sempre que estivermos tratando dos ensinamentos do Cristo,
precisamos estar atentos para o que é realmente do Cristo e o que foi
acrescentado pelo homem. Um modo muito simples de separar estas coisas é pensar
que Jesus Cristo não tratou em nenhum dos seus ensinamentos de coisas
materiais. Todas as suas lições se referiam ao mundo espiritual. Mesmo quando
em suas parábolas utilizava exemplos de coisas materiais, no fundo, em
essência, ele se referia às coisas espirituais. Ele se referia ao Reino de Deus
e não ao Mundo de Mamon. “O que é da carne é da carne, o que é do espírito é do
espírito”. O Mestre não tratava das coisas da carne e sim das coisas do
espírito. Ninguém mais do que Ele tinha consciência da transitoriedade das
coisas materia
is, de modo que Ele não perderia seu tempo precioso para nos
ensinar como administrar coisas materiais e passageiras. Seu objetivo maior era
transmitir os ensinamentos que visavam a melhora de nossos espíritos eternos.
É muito importante que não nos deixemos contaminar pelas
deturpações que o homem acrescentou ao evangelho do Mestre. Precisamos estar
atentos para não nos transformarmos em preconceituosos em relação ao evangelho.
Quando pensarmos em evangelho, devemos estudá-lo como alguém que está sentado
na relva ouvindo o Próprio Mestre, como se estivesse pessoalmente no Sermão da
Montanha. Ouçamos o Mestre e não as Igrejas; ouçamos o Mestre e não os
pregadores. O Evangelho, apesar de ser o código ético-moral mais elevado que
existe, é muito simples e não precisa de interpretações complexas e longas para
ser decifrado.
Como um espírito que se conscientizou e principia a sua libertação,
sinto-me na obrigação de fazer com que outros irmãos sigam o mesmo caminho para
que possam como eu, sentirem-se plenos no amor do Cristo e no amor de Deus. Por
isso, meus irmãos, desejo que todos possam se conscientizar da brevidade e da
transitoriedade da vida material e possam sentir esta leveza que sinto e
principiarem a sua própria libertação através dos ensinamentos deixados pelo
Mestre dos Mestres - Jesus Cristo.
Muita paz e muita luz.
“O conhecimento leva à libertação. O amor leva a Deus!”
Victor
OuhouHou se
fazia se
Mensagem psicografada em 23/01/2017
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