Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


Nosso e-mail: umamigalhadeluz@gmail.com

Você pode nos mandar um e-mail ou deixar sua opinião
no final de cada texto. Sua participação é muito importante!
Mostrando postagens com marcador Agradecimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agradecimento. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de março de 2018

VIVER É UMA FANTÁSTICA BENÇÃO


            
    Viver é uma grande benção.

                E por que fazemos esta afirmação? Em primeiro lugar, porque simplesmente poderíamos não ser, isto é, poderíamos não ter esta consciência de que somos. Já imaginaram se não fôssemos uma consciência? Seríamos o nada, ou melhor, seríamos menos do que o nada, pois o nada é, no mínimo, uma palavra. Simplesmente não seríamos. Não estaríamos. Não seríamos percebidos e, portanto, não existiríamos. Desse modo, não poderíamos estar passando pelas experiências que nos são proporcionadas com a finalidade de nos fazer crescer e retornarmos à Fonte Primeira que, por amor, nos concedeu o existir em individualidade.

              Precisamos nos dar conta de que, nosso Criador e nosso Mantenedor bem poderia não nos ter dado a vida; não nos ter dado essa consciência de nós mesmos e das coisas à nossa volta. Sendo Ele a onipotência, poderia não nos ter dado a oportunidade do existir como um ser. Mas, por que teria Ele se dado a todo este trabalho? Por que Ele teria criado não só a nós, espíritos, nos dado a imortalidade, mas ainda ter criado todo o mundo, ou melhor, todos os mundos nos quais podemos nos manifestar?
                Estas respostas não são nada fáceis, principalmente se levarmos em consideração nossa condição evolutiva. Somos ainda espíritos quase infantis, crianças que mal saíram das fraldas e que começam a dar os primeiros passos. Poderíamos até dizer que estas respostas não podem ser dadas, pelo menos em toda a sua completude, graças à distância que estamos de um nível razoável de compreensão como os que existem em mundos mais avançados, em mundos que já passaram e que já superaram a fase na qual nos encontramos. Mas, vamos pelo menos, tentar nos aproximar das respostas a que nos propomos encontrar.
                Certamente, não podemos responder afirmativamente que Deus nos criou por este ou aquele motivo. Porém, se observarmos o mundo em que vivemos e todas as condições que nos são oferecidas para nos desenvolvermos; se observarmos o ser humano, o corpo do ser humano, este que nos serve de instrumento, não é difícil chegar à conclusão de que existe uma grande sabedoria, uma lógica formidável que a tudo isso estrutura.  Para facilitar a compreensão daquilo desejamos explicar, pedimos que deixem de lado, pelo menos por alguns instantes, essa ideia de que tudo deve ser cientificamente comprovado, pois a ciência, com o seu orgulhoso método, ainda não foi capaz de responder às questões mais básicas que atormentam o ser humano, espírito encarnado: Quem somos, de onde viemos e para onde vamos. E não respondeu ainda a mais básica das questões, ou seja, o que nos mantém vivos por determinado tempo e num dado momento simplesmente deixa de fazê-lo, jogando nosso corpo físico na mesma condição de qualquer outra coisa composta de matéria.
                O que é que nos mantém em movimento? O que faz com que determinado grupo de células forme um órgão do corpo humano e não outro? Bem, o fato é que, toda a ciência e, particularmente a ciência médica, só faz dar condição para que a natureza siga o seu próprio caminho. Vamos exemplificar. Quando temos uma determinada doença, vamos ao médico e ele, depois de nos examinar, receita-nos determinado medicamento. O medicamento visa auxiliar nosso organismo a combater a doença, seja recompondo a falta de elementos que já possuímos, seja retirando o excesso de outro elemento qualquer. O remédio, que é a grande descoberta da ciência, apenas estimula o corpo a funcionar de acordo com a sua própria natureza, com a sua própria capacidade de se defender das doenças. Não existe remédio para a doença X, o que existe é a substância para estimular nosso corpo a combater a doença X. Não queremos de modo algum tirar o mérito das descobertas científicas. Isso seria até uma demonstração da mais completa ignorância. O que queremos dizer é que a ciência até hoje exerce apenas um papel secundário, trabalhando em função dos efeitos e desconhecendo as causas.
                Voltemos às questões fundamentais. O que somos, de onde viemos e para onde vamos já são questões parcialmente respondidas. Não pela ciência, mas pela filosofia, pela religião e pelas ciências ou pseudociências delas derivadas. Boa parte da humanidade já aceita que somos criados por uma consciência, que nos permite experimentar a vida de diversas formas para que evoluamos de modo constante e ininterrupto. Se haverá um momento em que vamos atingir um ápice, um clímax, cremos que isso é tema de especulação e que a resposta definitiva para isso só nos será revelado nos milênios vindouros. Especula-se que as consciências individuais num dado momento, após vencerem todas as etapas da evolução se dissolverão no Todo e passarão a fazer parte da divindade, perdendo a sua individualidade. Podemos sonhar ou imaginar esta e outras possibilidades, mas de nossa parte acreditamos que isso está no campo da especulação e lá permanecerá ainda por um bom pedaço de tempo. O que temos como certo é a evolução constante, corroborada pelas leis já conhecidas, tais como a lei de causa e efeito, lei de atração, etc.
                O tema que ora tratamos está inserido na velha briga entre ciência e religião que nós gostaríamos de colocar de outra forma, ou seja, como briga entre a ciência material e a ciência divina está, e ainda bem que é assim, muito próxima de perder a razão de ser. Isso porque estamos chegando perto da mais simples das conclusões: a ciência material tem um limite estabelecido e dele não passará. Ela está fadada e circunscrita aos fenômenos materiais. Está limitada pelo que a matéria pode oferecer pelas suas propriedades. Neste momento, podemos dizer que ela tem muito ainda a nos proporcionar através de novas descobertas que continuarão acontecendo. Mas, ela só pode ir até ai, pois quando colocamos a questão: o que nos mantém vivos? Que força é essa que mantém nossas células unidas até o momento da morte física? Neste momento, estabelecemos o limite da ciência e daí ela não passará, porque para isso não existe uma resposta, porque essa é A resposta. E provavelmente se algum dia conseguirmos respondê-la, certamente já não seremos mais o que somos hoje. Seremos a divindade ou parte da divindade, naquele sentido em que a parte não é o todo e o todo não é o todo sem suas partes.
                O fato é que a vida é a maior prova da existência de Deus, ou se preferirem da Consciência Cósmica ou outra denominação qualquer que escolherem. O movimento que ocorre nos aglomerados atômicos que são nossos corpos e que chamamos vida é a prova maior da presença da Grande Consciência que a tudo criou e que a tudo mantém. É comum ouvirmos termos científicos como lei disso, lei daquilo, não é verdade? Fulano descobriu a lei que controla determinados movimentos, por exemplo. O que não nos respondem é por que essas leis não mudam? Leis que se auto-mantém? Leis não têm vontade! Leis não raciocinam e não dizem a sim mesmas que querem continuar fazendo o que fazem, ou quem sabe parar de repente e não fazer mais o que fazem. Leis são estabelecidas por alguém que assim as fez e assim as mantém, porque senão essas leis não permaneceriam sempre as mesmas.
                Sendo a própria vida a maior prova da existência dessa Consciência não é difícil concluir que nós seres pensantes fazemos parte dessa Consciência, porque o próprio pensamento, essa capacidade que não cessa, nem mesmo quando nosso corpo físico está adormecido é alguma diferente de tudo o que acontece no objeto da ciência – a matéria. O pensamento pode assim ser considerado algo que está além daquele limite que estabelecemos para a ciência da matéria. Em outras palavras, o pensamento é divino, ele que não está restrito ao cérebro físico, está além da compreensão científica acerca do mundo e de nós seres vivos.
                Porque teria Deus, essa Consciência Cósmica nos criado? Também não possível, e seria até um atrevimento de nossa parte, ao menos tentar dar uma resposta positiva para esta questão, mas em nossos momentos de conexão com a divindade; em nossos momentos de gratidão interior; nos estados alterados de consciência onde podemos pensar através de nossos corpos superiores, aqueles que não estão sujeitos ao tempo e ao espaço, podemos sentir em nosso próprio ser que estamos em Deus e que Ele está em nós. E o que significa isso e a que isso nos remete? Isso nos leva a ideia de que nós podemos ser o fruto da expansão da própria divindade. Essa ideia pode suscitar muita dúvida, muita crítica e muita discussão filosófica, pois bem, que assim seja, por isso a colocamos como algo sentido num momento de entrega, num momento de gratidão pelo existir. E que fique também claro que nós, mesmo quando desencarnados não nos colocamos como donos da verdade. Temos consciência de que estamos muito longe ainda de sabermos tudo, mas uma coisa podemos – podemos sonhar com ela e podemos imaginar como ela seja e mais ainda, podemos expor essas ideias para que sirvam, na pior das hipóteses, como estímulos para que outros a desenvolvam ou a substituam por outras melhores.
                Falando agora de outro modo e resumindo nosso singelo texto, o que queremos dizer, não pelo nosso lado racional, mas pelo nosso lado sentimental, é que somos criados pela divindade com a mesma força através da qual Ela mantém tudo em perfeita harmonia, a força pela qual os universos não despencam – o Amor. O amor que se confunde com a própria divindade quando certamente ou erroneamente dizemos: Deus é amor!
                Por tudo isso é que colocamos no início de nosso texto: Viver é uma grande benção! Permitam-se sonhar. Permitam-se imaginar. Lembrem-se de que o pensamento é divino e é uma força criadora também. Lembrem-se das sábias palavras do Mestre Jesus quando ele sabiamente enfatizou: “Vós sois deuses”.
Muita paz, muita luz e muito amor!
Victor.
Mensagem psicografada em 12/02/2018

sábado, 28 de janeiro de 2017

A caminho da libertação


Sinto-me hoje tão cheio de vida, tão cheio de amor e de vontade de viver. Tenho desejo de luta! Tenho desejo de vitória. E por que me sinto assim?
Porque já sei que é na luta que adquirimos a experiência e a força para vencer a nós mesmos e continuar em ascensão rumo ao infinito. Compreendo hoje que não há motivos para queixas. Não há motivos para desânimo ou para temer o futuro.
É muito gratificante, depois de tantas experiências na carne e também no astral, estarmos conscientes de quem somos e saber para onde vamos; ter consciência da trajetória que percorremos e da que ainda vamos percorrer; saber que este caminho que nos foi traçado é o caminho que nos levará à condição espiritual melhor, na qual o sofrimento é raro e as batalhas já não são tão encarniçadas como aquelas das quais já fomos protagonistas. É muito reconfortante poder olhar para dentro de nós mesmos e encontrarmos nosso Deus interior e nos sentirmos como que unidos ao Todo, partes da divindade. Não uma parte qualquer – uma parte consciente.
É muito bom poder sentir em nós este desejo de servir ao propósito do universo; ao propósito divino; ao propósito da necessária evolução. Houve naturalmente em nossa vida momentos que acreditávamos que tudo ia desmoronar. Momentos em que a pressão da matéria sobre nós era por demais pesada. Com fé, com persistência fomos vencendo os desafios que nos foram colocados no caminho para o nosso próprio crescimento, e a cada desafio vencido, mais forte nos tornávamos. Tantas quedas e tantas retomadas...
Longe de nós querermos insinuar que estamos próximos ao ápice da evolução.  Sabemos que temos toda uma eternidade para caminhar. Mas é muito importante o momento que vivemos agora. O momento do despertar. O despertar para o objetivo maior que é a nossa libertação. Mas, que entendemos por libertação?
Libertação é a maravilhosa sensação que sentimos por nos desvencilharmos dos pesados laços materiais. Libertação é quando entendemos em nosso ser, em verdade, a transitoriedade das coisas materiais, das coisas que nascem com tempo predeterminado para acabar. Libertação é quando não mais sentimos aquela ânsia para adquirir riquezas, propriedades ou poder, por entendermos que na verdade nada possuímos além daquilo que temos dentro de nós mesmos, dentro de nossa alma; é quando nos conscientizamos que todo o mundo material não passa de uma grande ilusão, cuja finalidade de existir é tão somente para servir como material pedagógico para a educação espiritual do homem, este aluno das primeiras séries da escola divina, e que ainda precisa desses materiais para auxiliá-lo em seu processo educativo.
É um momento mágico este, quando nos damos conta de quem realmente somos; quando nos damos conta da nossa verdadeira identidade; quando deixamos de ser habitantes de um planeta e nos tornamos cidadãos do universo! Este momento equivale, para fazer uma analogia grosseira, aquela pessoa que terminou uma demorada formação escolar e que não mais precisa se debater sobre matérias básicas, porque chegou ao fim de um ciclo e agora deve aperfeiçoar-se, especializar-se, ou seja, melhorar sempre mais porque a fase das lições rudimentares já passou.
Hoje me sinto assim e afirmo que é muito bom estar nessa fase, mas é preciso que se diga que não é fácil chegar até aqui, porém, é um caminho inevitável, um caminho que não aceita retorno. Para chegarmos a este estado de gratidão interior, este estado de calma e tranquilidade, devemos estar atentos para algumas instruções basilares. Onde encontrar estas instruções? No evangelho de Jesus Cristo. Lá encontraremos um roteiro seguro para chegarmos à nossa libertação. Ensinamentos muito simples, mas que podem nos conduzir a uma evolução segura e constante.
Hoje em dia temos a impressão de que existe, por parte de muitas pessoas, uma certa aversão ao evangelho do Cristo. Por que isso está acontecendo? Entre outras razões pelo modo insensato, deturpado, egoísta e ambicioso que os ensinamentos do mestre têm sido usados. Estamos vendo crescer com incrível rapidez na sociedade uma quantidade imensa de instituições financeiras que se escondem covardemente por trás dos ensinamentos deturpados do sublime Mestre. Como dizia Jesus, precisamos separar o joio do trigo; separar o ensinamento daquele que ensina; separar a riqueza espiritual das palavras do Mestre das interpretações deturpadas dos falsos profetas da atualidade. Precisamos aprender a separar o que é do Cristo do que é do homem; o que é puro do que é contaminado. Filtrar todas estas leituras pelo filtro do bom senso e guardar para nós somente a essência daquilo que foi deixado por Jesus e por outros grandes mestres que estiveram entre nós. Precisamos retornar à pureza dos ensinamentos. Entendê-los como os entendiam os primeiros cristãos, para os quais não havia o talvez, era sim ou não.
Ao longo da história as palavras do Mestre foram transformadas em meios. Meios para o domínio das pessoas; meios para o enriquecimento ilícito; meios até para se promover guerras. Chegou a hora de darmos um basta a tudo isso. Precisamos estar atentos, principalmente os espiritualistas e todos aqueles que não se deixam influenciar pelas ideias disseminadas pelos representantes da deturpação. Devemos nos colocar como sentinelas avançadas para orientar, sempre que se fizer necessário, todas as pessoas que nos procurarem ou que cruzarem nosso caminho, para que elas não se deixem levar por estas interpretações errôneas que ao longo do tempo foram deturpando os ensinamentos sublimes do Mestre.
Aqueles que já estão em fase de conscientização; que começam a despertar do sonho da matéria; que começam a abrir os olhos para a realidade do mundo espiritual – o verdadeiro e original mundo, não podem fugir à essa responsabilidade, qual seja, a de contribuir com sua orientação para o despertar daqueles que ainda dormem. Devemos despertá-los sem demora.
O planeta terra somente se transformará num mundo melhor quando nós entendermos e divulgarmos que o amor é a única saída. Não existe outro caminho. Quando o mestre disse: ‘’ninguém vem ao Pai senão por mim’’ quis dizer que ele representava o amor de Deus pelas suas criaturas e que só poderíamos evoluir para Deus através do amor. Assim é que devemos entender Jesus Cristo – como o caminho para Deus e não de outro modo.
Aquele que consegue este despertar e principia sua libertação vai sentir, sem que alguém lhe imponha, uma necessidade de ajudar os outros para que também despertem de seus sonhos materiais. Vai sentir um desejo de encaminhar todos para a luz da qual ele mesmo se beneficia. Porque foi assim que o Mestre ensinou - que espalhássemos o amor aos quatro cantos da Terra. O desperto sabe que não será feliz enquanto houver qualquer irmão em dificuldade, preso à ignorância. O desperto sabe que é parte de um Todo e o Todo não pode prescindir de nenhuma de suas partes, pois do contrário não seria o Todo.
Hoje me sinto assim, grato, consciente, desperto e no caminho da libertação. É por isso que sinto o desejo de orientar, o desejo de conduzir outros irmãos para a luz, porque não me sentirei realizado enquanto não ver todos os companheiros de jornada no caminho que leva à Fonte Primeira.
Precisamos mesmo aprender a separar algumas coisas. Uma das principais é separar o ensinamento do Cristo do cristianismo construído pela ambição humana. Sempre que estivermos tratando dos ensinamentos do Cristo, precisamos estar atentos para o que é realmente do Cristo e o que foi acrescentado pelo homem. Um modo muito simples de separar estas coisas é pensar que Jesus Cristo não tratou em nenhum dos seus ensinamentos de coisas materiais. Todas as suas lições se referiam ao mundo espiritual. Mesmo quando em suas parábolas utilizava exemplos de coisas materiais, no fundo, em essência, ele se referia às coisas espirituais. Ele se referia ao Reino de Deus e não ao Mundo de Mamon. “O que é da carne é da carne, o que é do espírito é do espírito”. O Mestre não tratava das coisas da carne e sim das coisas do espírito. Ninguém mais do que Ele tinha consciência da transitoriedade das coisas materia
is, de modo que Ele não perderia seu tempo precioso para nos ensinar como administrar coisas materiais e passageiras. Seu objetivo maior era transmitir os ensinamentos que visavam a melhora de nossos espíritos eternos.
É muito importante que não nos deixemos contaminar pelas deturpações que o homem acrescentou ao evangelho do Mestre. Precisamos estar atentos para não nos transformarmos em preconceituosos em relação ao evangelho. Quando pensarmos em evangelho, devemos estudá-lo como alguém que está sentado na relva ouvindo o Próprio Mestre, como se estivesse pessoalmente no Sermão da Montanha. Ouçamos o Mestre e não as Igrejas; ouçamos o Mestre e não os pregadores. O Evangelho, apesar de ser o código ético-moral mais elevado que existe, é muito simples e não precisa de interpretações complexas e longas para ser decifrado.
Como um espírito que se conscientizou e principia a sua libertação, sinto-me na obrigação de fazer com que outros irmãos sigam o mesmo caminho para que possam como eu, sentirem-se plenos no amor do Cristo e no amor de Deus. Por isso, meus irmãos, desejo que todos possam se conscientizar da brevidade e da transitoriedade da vida material e possam sentir esta leveza que sinto e principiarem a sua própria libertação através dos ensinamentos deixados pelo Mestre dos Mestres -  Jesus Cristo.

Muita paz e muita luz.

“O conhecimento leva à libertação. O amor leva a Deus!”

Victor


OuhouHou se fazia  se

Mensagem psicografada em 23/01/2017

sábado, 3 de dezembro de 2016

Agradecimento
















             
                 Devemos ser gratos sempre.
                 Em todos os momentos de nossas vidas devemos agradecer.
                A que ou a quem devemos ser gratos? E por quê?
                Em primeiro lugar devemos ser gratos por estarmos aqui, num planeta belíssimo, passando por esta incrível experiência chamada encarnação, na qual aprenderemos de uma forma mais intensa as lições que nos farão melhores do que somos hoje, levando-nos para uma condição espiritual melhor, ou seja, nos colocando numa posição mais elevada na escalada evolutiva.
                Devemos agradecer todos os dias ao Criador, mesmo sendo tão difícil para nós, em nossa condição evolutiva entendermos o que é a divindade. A dificuldade se torna maior porque nosso pensamento é muito influenciado e condicionado pelas mais estapafúrdias tentativas de definição da divindade que a humanidade vem fazendo ao longo do tempo. Mas isso não significa que não possamos sentir a presença de Deus em nossas vidas e mostrarmos um pouco de gratidão.
                O Criador, Deus, Oxalá ou qualquer nome pelo qual o chamemos, não pode mesmo ser compreendido em toda a sua plenitude. Não temos condições psíquicas de compreendê-lo. Podemos até dizer que nos falta sentidos para isso. É complicado para nós, em nosso estágio atual de desenvolvimento, compreendermos coisas como o infinito, o eterno e o atemporal, entre outras coisas.
                Como já se falava há muito tempo atrás: “pelas obras se conhece o autor”. É com isso que devemos nos conformar por enquanto. O homem atento perceberá, em toda a natureza, uma força, uma energia que a tudo permeia e que a tudo dinamiza e coordena. É essa força invisível que faz, por exemplo, com que cada espécie saiba, ainda que instintivamente no caso dos animais ditos irracionais, o que devem fazer e o que devem comer; como criar seus filhotes, enfim, o que é melhor para ela.
                Para nossos olhos não é uma força visível. Nossos sentidos ordinários não a podem detectar, mas mesmo assim esta força faz com muitas pessoas acreditem, embora não saibam explicar como, que existe uma direção, um sentido, algo mais além da matéria bruta.
                Devemos ser gratos até mesmo pela nossa ignorância. Ela nos mostra o quanto ainda temos para aprender; o quanto ainda precisamos evoluir para podermos entender tantas coisas que nos rodeiam – coisas visíveis e invisíveis.
                Aqueles que já desfrutam de uma convivência com a espiritualidade tem uma razão a mais para agradecer, porque saíram do estado de “crença” e já estabelecem relações com essa espiritualidade, cuja presença é a prova maior de existe algo mais.
                Devemos ser gratos por sermos quem somos; por estarmos individualizados e compreendermos que somos algo fora das outras coisas - alguém que percebe as coisas. Este privilégio, esta felicidade, só o homem aqui na Terra possui. Não é este um bom motivo para agradecermos?
                Devemos agradecer pela saúde física que gozamos e devemos também agradecer pela doença que nos mostra e nos faz compreender como é bom o “bem estar”.
                Devemos ser gratos pelas pessoas que nos rodeiam, porque é através delas que exercitamos e desenvolvemos os sentimentos que nos aproximarão e que nos levarão de volta ao Criador.
                Devemos ser gratos por toda a gama de conhecimentos que já temos à nossa disposição e que só depende de nós mesmos para acessá-los, pesquisá-los e tirarmos nossas conclusões sobre tudo aquilo que nossos poucos sentidos podem perceber.
                O sentimento de gratidão é uma das forças que vai aproximando o homem de seu Criador. A gratidão nos coloca num estado de espírito que faz com que nós aceitemos nossas dificuldades e nossas fraquezas de um modo menos dolorido.
                É mesmo uma pena que alguns de nós ainda persistam na tentativa de entender o Criador de um modo racional. Chega a ser um absurdo um homem tão pequenino em relação ao Cosmos querer compreender, julgar, classificar aquilo que chamamos de O Criador. Deus é aquele que está acima de todas as categorias criadas pelo homem para descrevê-lo, para classificá-lo. Sejamos gratos pela vida, pela chama de vida que pulsa em nós, e que nem isso somos ainda capazes de compreender.
                Vamos aproveitar a oportunidade que temos para aprender. Vamos aproveitar cada experiência que tivermos em nosso dia a dia para crescermos e assim nos tornarmos mais aptos a compreender, ou pelo menos sentir, que há uma força maior que a tudo comanda.
                Precisamos compreender que nem tudo nos é possível conhecer. Dizemos isto, não porque alguma coisa deva permanecer secreta ao homem, mas dizemos isto porque não temos os meios para conhecer coisas que estão acima dos nossos sentidos ordinários. Existem outras formas de conhecimento além daquelas que conhecemos e que são orientadas pela racionalidade, porém, para acessar esse tipo de conhecimento o homem precisa se despir de sua arrogância e permitir que sua imaginação viagem além dos limites de seus preconceitos e ilusões. O homem precisa ter consciência de sua pequenez e de suas limitações neste orbe ao qual está atrelado para não dizer encarcerado.
                Essa ansiedade por desvendar aquilo que ainda está por ser descoberto é muito natural, mas não deve ser motivo de apreensão, pois tudo será dado a conhecer ao homem, porém, tudo no seu devido tempo. Não é razoável ministrar conhecimentos que as pessoas não estão ainda em condições de apreender. Não se pode ensinar a somar alguém que ainda sabe o que são os números.
                Sejamos gratos pelo já sabemos e pelo que ainda vamos saber com o nosso desenvolvimento espiritual. O conhecimento é luz - a mais brilhante de todas as luzes, mas se for aplicado em excesso pode cegar ao invés de trazer maior claridade.
                A humanidade vive uma fase onde a dúvida é uma constante e é assim que deve ser. Cuidado com os homens que têm certezas, pois estes dogmáticos podem conduzir, além deles mesmos, muitas outras pessoas ao erro.
                O que é sábio fazer é continuar estudando e pesquisando nas fontes de que dispomos para encontrar as respostas que procuramos. Nem todas as coisas que precisamos aprender estão nos livros. Muita coisa precisa ser sentida, precisa ser intuída. É comum vermos pessoas aparentemente muito simples que vivem em estado permanente de gratidão, ao contrário de “pretensos sábios”, cuja infelicidade e inadaptação estão estampadas em seus rostos e se expressam descaradamente em sua negatividade em relação a si mesmos e ao mundo que os rodeia. Estas pessoas “simples” possuem uma forma de conhecimento que não pode ser explicada pela racionalidade. Elas vêem com os olhos do espírito. Elas sentem a presença da divindade em todos os momentos de suas vidas e por isso estão sempre tranquilas, sempre serenas. São pessoas que se conformam com sua condição de vida. Que vivem sem se queixar, pois em seu íntimo elas já sabem que tudo isso é passageiro e já sentem também que têm para onde ir quando esta experiência terminar. A gratidão dessas pessoas é a expressão de um tipo de conhecimento que está acima do conhecimento racional.
                Na verdade, o que precisamos é aprender a agradecer mais e nos queixar menos. Quando tivermos o entendimento de que a morte física, ao contrário do que se pensa, não é uma coisa ruim, não é um castigo, então ficará mais fácil de compreendermos o viver. Ficará mais fácil de aceitarmos uma divindade que está acima de nossa capacidade de compreensão. Ficará mais fácil de nos conduzirmos na experiência que ora fazemos.
                Devemos também respeitar e compreender as pessoas que não aceitam ou que não querem aceitar as coisas como elas são, ou como nós pensamos que elas sejam. Devemos entender que elas têm suas razões para pensar assim. Devemos aceitar que cada um está num tipo de experiência diferente do outro, e o que parece tão óbvio e tão claro para alguns, pode ser complexo e inaceitável para outros. Devemos ser gratos e cultivar o respeito para com o próximo, independente do modo como ele pensa. Devemos agradecer por esta diversidade de personalidades com as quais convivemos e por essa diversidade de opiniões, porque é nesse caldo de informações que vamos filtrando aquilo que transformamos em nossa realidade.
                Finalizando, devemos ser gratos por tudo de bom; por tudo de “ruim”; por todos que nos cercam; pelo planeta que nos acolhe e nos nutre; pela oportunidade da vida e do aprendizado que ela proporciona e que está apenas começando.
                Um dia, quando pudermos enxergar mais claramente a realidade, já mais evoluídos, vamos compreender tudo o que hoje é mistério para nós, então finalmente, poderemos compreender toda a Sabedoria do Criador e a beleza de sua Criação.

                Desenvolvamos a gratidão em nós!

                Muita paz, muita luz!


                Victor


                Mensagem psicografada em 28/11/2016

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Primeira mensagem

Vida!
Como é bom estar vivo!
Que mais poderíamos querer nesta altura da vida?
Vida!
Vida!
E o que significa a palavra vida?
Tudo.
Vida é a experiência presenteada pelo Criador para que possamos evoluir rumo à Fonte de todo o Bem.
Viver é o encontro da matéria grosseira e do espírito sutil - a jornada que nos levará do divino aprendizado ao divino conhecimento, porque ninguém chega à Fonte sem ter passado por todas as etapas da escola da Vida.
Sim. Vamos viver com alegria e com o desejo de superar os obstáculos que nos são colocados no caminho. E não nos queixemos desses obstáculos, mas sim agradeçamos, pois é graças a esses obstáculos que nós aprendemos o que devemos aprender e nos tornamos mais fortes.
Estamos sempre começando, ou melhor, recomeçando uma nova jornada, ou melhor ainda, uma nova etapa da jornada começada desde a nossa criação.
Agradeçamos sempre pela oportunidade. Tantos gostariam de estar em nosso lugar para poder reparar erros, crescer, aprender, ser útil e vencer mais alguns degraus na escala da evolução.
Como é bom estar aqui, despertando para a vida. Despertando para as realidades espirituais. Dia chegará em que não dormiremos mais. Estaremos sempre despertos, sempre atentos para o que realmente interessa. Essa é a meta: despertar!
Para isso, comecemos sendo gratos pela vida. Pelo ser e pelo estar aqui e agora.

Que esse momento represente somente a semente da grande árvore do amor que vamos cultivar.

Um espírito amigo.