Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

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terça-feira, 13 de março de 2018

VIVER É UMA FANTÁSTICA BENÇÃO


            
    Viver é uma grande benção.

                E por que fazemos esta afirmação? Em primeiro lugar, porque simplesmente poderíamos não ser, isto é, poderíamos não ter esta consciência de que somos. Já imaginaram se não fôssemos uma consciência? Seríamos o nada, ou melhor, seríamos menos do que o nada, pois o nada é, no mínimo, uma palavra. Simplesmente não seríamos. Não estaríamos. Não seríamos percebidos e, portanto, não existiríamos. Desse modo, não poderíamos estar passando pelas experiências que nos são proporcionadas com a finalidade de nos fazer crescer e retornarmos à Fonte Primeira que, por amor, nos concedeu o existir em individualidade.

              Precisamos nos dar conta de que, nosso Criador e nosso Mantenedor bem poderia não nos ter dado a vida; não nos ter dado essa consciência de nós mesmos e das coisas à nossa volta. Sendo Ele a onipotência, poderia não nos ter dado a oportunidade do existir como um ser. Mas, por que teria Ele se dado a todo este trabalho? Por que Ele teria criado não só a nós, espíritos, nos dado a imortalidade, mas ainda ter criado todo o mundo, ou melhor, todos os mundos nos quais podemos nos manifestar?
                Estas respostas não são nada fáceis, principalmente se levarmos em consideração nossa condição evolutiva. Somos ainda espíritos quase infantis, crianças que mal saíram das fraldas e que começam a dar os primeiros passos. Poderíamos até dizer que estas respostas não podem ser dadas, pelo menos em toda a sua completude, graças à distância que estamos de um nível razoável de compreensão como os que existem em mundos mais avançados, em mundos que já passaram e que já superaram a fase na qual nos encontramos. Mas, vamos pelo menos, tentar nos aproximar das respostas a que nos propomos encontrar.
                Certamente, não podemos responder afirmativamente que Deus nos criou por este ou aquele motivo. Porém, se observarmos o mundo em que vivemos e todas as condições que nos são oferecidas para nos desenvolvermos; se observarmos o ser humano, o corpo do ser humano, este que nos serve de instrumento, não é difícil chegar à conclusão de que existe uma grande sabedoria, uma lógica formidável que a tudo isso estrutura.  Para facilitar a compreensão daquilo desejamos explicar, pedimos que deixem de lado, pelo menos por alguns instantes, essa ideia de que tudo deve ser cientificamente comprovado, pois a ciência, com o seu orgulhoso método, ainda não foi capaz de responder às questões mais básicas que atormentam o ser humano, espírito encarnado: Quem somos, de onde viemos e para onde vamos. E não respondeu ainda a mais básica das questões, ou seja, o que nos mantém vivos por determinado tempo e num dado momento simplesmente deixa de fazê-lo, jogando nosso corpo físico na mesma condição de qualquer outra coisa composta de matéria.
                O que é que nos mantém em movimento? O que faz com que determinado grupo de células forme um órgão do corpo humano e não outro? Bem, o fato é que, toda a ciência e, particularmente a ciência médica, só faz dar condição para que a natureza siga o seu próprio caminho. Vamos exemplificar. Quando temos uma determinada doença, vamos ao médico e ele, depois de nos examinar, receita-nos determinado medicamento. O medicamento visa auxiliar nosso organismo a combater a doença, seja recompondo a falta de elementos que já possuímos, seja retirando o excesso de outro elemento qualquer. O remédio, que é a grande descoberta da ciência, apenas estimula o corpo a funcionar de acordo com a sua própria natureza, com a sua própria capacidade de se defender das doenças. Não existe remédio para a doença X, o que existe é a substância para estimular nosso corpo a combater a doença X. Não queremos de modo algum tirar o mérito das descobertas científicas. Isso seria até uma demonstração da mais completa ignorância. O que queremos dizer é que a ciência até hoje exerce apenas um papel secundário, trabalhando em função dos efeitos e desconhecendo as causas.
                Voltemos às questões fundamentais. O que somos, de onde viemos e para onde vamos já são questões parcialmente respondidas. Não pela ciência, mas pela filosofia, pela religião e pelas ciências ou pseudociências delas derivadas. Boa parte da humanidade já aceita que somos criados por uma consciência, que nos permite experimentar a vida de diversas formas para que evoluamos de modo constante e ininterrupto. Se haverá um momento em que vamos atingir um ápice, um clímax, cremos que isso é tema de especulação e que a resposta definitiva para isso só nos será revelado nos milênios vindouros. Especula-se que as consciências individuais num dado momento, após vencerem todas as etapas da evolução se dissolverão no Todo e passarão a fazer parte da divindade, perdendo a sua individualidade. Podemos sonhar ou imaginar esta e outras possibilidades, mas de nossa parte acreditamos que isso está no campo da especulação e lá permanecerá ainda por um bom pedaço de tempo. O que temos como certo é a evolução constante, corroborada pelas leis já conhecidas, tais como a lei de causa e efeito, lei de atração, etc.
                O tema que ora tratamos está inserido na velha briga entre ciência e religião que nós gostaríamos de colocar de outra forma, ou seja, como briga entre a ciência material e a ciência divina está, e ainda bem que é assim, muito próxima de perder a razão de ser. Isso porque estamos chegando perto da mais simples das conclusões: a ciência material tem um limite estabelecido e dele não passará. Ela está fadada e circunscrita aos fenômenos materiais. Está limitada pelo que a matéria pode oferecer pelas suas propriedades. Neste momento, podemos dizer que ela tem muito ainda a nos proporcionar através de novas descobertas que continuarão acontecendo. Mas, ela só pode ir até ai, pois quando colocamos a questão: o que nos mantém vivos? Que força é essa que mantém nossas células unidas até o momento da morte física? Neste momento, estabelecemos o limite da ciência e daí ela não passará, porque para isso não existe uma resposta, porque essa é A resposta. E provavelmente se algum dia conseguirmos respondê-la, certamente já não seremos mais o que somos hoje. Seremos a divindade ou parte da divindade, naquele sentido em que a parte não é o todo e o todo não é o todo sem suas partes.
                O fato é que a vida é a maior prova da existência de Deus, ou se preferirem da Consciência Cósmica ou outra denominação qualquer que escolherem. O movimento que ocorre nos aglomerados atômicos que são nossos corpos e que chamamos vida é a prova maior da presença da Grande Consciência que a tudo criou e que a tudo mantém. É comum ouvirmos termos científicos como lei disso, lei daquilo, não é verdade? Fulano descobriu a lei que controla determinados movimentos, por exemplo. O que não nos respondem é por que essas leis não mudam? Leis que se auto-mantém? Leis não têm vontade! Leis não raciocinam e não dizem a sim mesmas que querem continuar fazendo o que fazem, ou quem sabe parar de repente e não fazer mais o que fazem. Leis são estabelecidas por alguém que assim as fez e assim as mantém, porque senão essas leis não permaneceriam sempre as mesmas.
                Sendo a própria vida a maior prova da existência dessa Consciência não é difícil concluir que nós seres pensantes fazemos parte dessa Consciência, porque o próprio pensamento, essa capacidade que não cessa, nem mesmo quando nosso corpo físico está adormecido é alguma diferente de tudo o que acontece no objeto da ciência – a matéria. O pensamento pode assim ser considerado algo que está além daquele limite que estabelecemos para a ciência da matéria. Em outras palavras, o pensamento é divino, ele que não está restrito ao cérebro físico, está além da compreensão científica acerca do mundo e de nós seres vivos.
                Porque teria Deus, essa Consciência Cósmica nos criado? Também não possível, e seria até um atrevimento de nossa parte, ao menos tentar dar uma resposta positiva para esta questão, mas em nossos momentos de conexão com a divindade; em nossos momentos de gratidão interior; nos estados alterados de consciência onde podemos pensar através de nossos corpos superiores, aqueles que não estão sujeitos ao tempo e ao espaço, podemos sentir em nosso próprio ser que estamos em Deus e que Ele está em nós. E o que significa isso e a que isso nos remete? Isso nos leva a ideia de que nós podemos ser o fruto da expansão da própria divindade. Essa ideia pode suscitar muita dúvida, muita crítica e muita discussão filosófica, pois bem, que assim seja, por isso a colocamos como algo sentido num momento de entrega, num momento de gratidão pelo existir. E que fique também claro que nós, mesmo quando desencarnados não nos colocamos como donos da verdade. Temos consciência de que estamos muito longe ainda de sabermos tudo, mas uma coisa podemos – podemos sonhar com ela e podemos imaginar como ela seja e mais ainda, podemos expor essas ideias para que sirvam, na pior das hipóteses, como estímulos para que outros a desenvolvam ou a substituam por outras melhores.
                Falando agora de outro modo e resumindo nosso singelo texto, o que queremos dizer, não pelo nosso lado racional, mas pelo nosso lado sentimental, é que somos criados pela divindade com a mesma força através da qual Ela mantém tudo em perfeita harmonia, a força pela qual os universos não despencam – o Amor. O amor que se confunde com a própria divindade quando certamente ou erroneamente dizemos: Deus é amor!
                Por tudo isso é que colocamos no início de nosso texto: Viver é uma grande benção! Permitam-se sonhar. Permitam-se imaginar. Lembrem-se de que o pensamento é divino e é uma força criadora também. Lembrem-se das sábias palavras do Mestre Jesus quando ele sabiamente enfatizou: “Vós sois deuses”.
Muita paz, muita luz e muito amor!
Victor.
Mensagem psicografada em 12/02/2018

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