Viver é
uma grande benção.
E
por que fazemos esta afirmação? Em primeiro lugar, porque simplesmente
poderíamos não ser, isto é, poderíamos não ter esta consciência de que somos.
Já imaginaram se não fôssemos uma consciência? Seríamos o nada, ou melhor,
seríamos menos do que o nada, pois o nada é, no mínimo, uma palavra.
Simplesmente não seríamos. Não estaríamos. Não seríamos percebidos e, portanto,
não existiríamos. Desse modo, não poderíamos estar passando pelas experiências
que nos são proporcionadas
com a finalidade de nos fazer
crescer e retornarmos à Fonte Primeira que, por amor, nos concedeu o existir em
individualidade.

Precisamos
nos dar conta de que, nosso Criador e nosso Mantenedor bem poderia não nos ter dado
a vida; não nos ter dado essa consciência de nós mesmos e das coisas à nossa
volta. Sendo Ele a onipotência, poderia não nos ter dado a oportunidade do
existir como um ser. Mas, por que teria Ele se dado a todo este trabalho? Por
que Ele teria criado não só a nós, espíritos, nos dado a imortalidade, mas
ainda ter criado todo o mundo, ou melhor, todos os mundos nos quais podemos nos
manifestar?
Estas
respostas não são nada fáceis, principalmente se levarmos em consideração nossa
condição evolutiva. Somos ainda espíritos quase infantis, crianças que mal
saíram das fraldas e que começam a dar os primeiros passos. Poderíamos até
dizer que estas respostas não podem ser dadas, pelo menos em toda a sua
completude, graças à distância que estamos de um nível razoável de compreensão
como os que existem em mundos mais avançados, em mundos que já passaram e que
já superaram a fase na qual nos encontramos. Mas, vamos pelo menos, tentar nos
aproximar das respostas a que nos propomos encontrar.
Certamente,
não podemos responder afirmativamente que Deus nos criou por este ou aquele
motivo. Porém, se observarmos o mundo em que vivemos e todas as condições que
nos são oferecidas para nos desenvolvermos; se observarmos o ser humano, o
corpo do ser humano, este que nos serve de instrumento, não é difícil chegar à
conclusão de que existe uma grande sabedoria, uma lógica formidável que a tudo
isso estrutura. Para facilitar a compreensão
daquilo desejamos explicar, pedimos que deixem de lado, pelo menos por alguns
instantes, essa ideia de que tudo deve ser cientificamente
comprovado, pois a ciência, com o seu orgulhoso método, ainda não foi capaz
de responder às questões mais básicas que atormentam o ser humano, espírito
encarnado: Quem somos, de onde viemos e para onde vamos. E não respondeu ainda
a mais básica das questões, ou seja, o que nos mantém vivos por determinado
tempo e num dado momento simplesmente deixa de fazê-lo, jogando nosso corpo
físico na mesma condição de qualquer outra coisa composta de matéria.
O
que é que nos mantém em movimento? O que faz com que determinado grupo de
células forme um órgão do corpo humano e não outro? Bem, o fato é que, toda a
ciência e, particularmente a ciência médica, só faz dar condição para que a
natureza siga o seu próprio caminho. Vamos exemplificar. Quando temos uma
determinada doença, vamos ao médico e ele, depois de nos examinar, receita-nos
determinado medicamento. O medicamento visa auxiliar nosso organismo a combater
a doença, seja recompondo a falta de elementos que já possuímos, seja retirando
o excesso de outro elemento qualquer. O remédio, que é a grande descoberta da
ciência, apenas estimula o corpo a funcionar de acordo com a sua própria
natureza, com a sua própria capacidade de se defender das doenças. Não existe
remédio para a doença X, o que existe é a substância para estimular nosso corpo
a combater a doença X. Não queremos de modo algum tirar o mérito das
descobertas científicas. Isso seria até uma demonstração da mais completa
ignorância. O que queremos dizer é que a ciência até hoje exerce apenas um
papel secundário, trabalhando em função dos efeitos e desconhecendo as causas.
Voltemos
às questões fundamentais. O que somos, de onde viemos e para onde vamos já são
questões parcialmente respondidas. Não pela ciência, mas pela filosofia, pela
religião e pelas ciências ou pseudociências delas derivadas. Boa parte da
humanidade já aceita que somos criados por uma consciência, que nos permite
experimentar a vida de diversas formas para que evoluamos de modo constante e
ininterrupto. Se haverá um momento em que vamos atingir um ápice, um clímax,
cremos que isso é tema de especulação e que a resposta definitiva para isso só
nos será revelado nos milênios vindouros. Especula-se que as consciências
individuais num dado momento, após vencerem todas as etapas da evolução se
dissolverão no Todo e passarão a fazer parte da divindade, perdendo a sua
individualidade. Podemos sonhar ou imaginar esta e outras possibilidades, mas
de nossa parte acreditamos que isso está no campo da especulação e lá
permanecerá ainda por um bom pedaço de tempo. O que temos como certo é a evolução
constante, corroborada pelas leis já conhecidas, tais como a lei de causa e
efeito, lei de atração, etc.
O tema que ora tratamos está inserido na velha briga entre ciência e religião que nós gostaríamos de colocar de outra
forma, ou seja, como briga entre a ciência material e a ciência divina está, e
ainda bem que é assim, muito próxima de perder a razão de ser. Isso porque
estamos chegando perto da mais simples das conclusões: a ciência material tem
um limite estabelecido e dele não passará. Ela está fadada e circunscrita aos
fenômenos materiais. Está limitada pelo que a matéria pode oferecer pelas suas
propriedades. Neste momento, podemos dizer que ela tem muito ainda a nos
proporcionar através de novas descobertas que continuarão acontecendo. Mas, ela
só pode ir até ai, pois quando colocamos a questão: o que nos mantém vivos? Que
força é essa que mantém nossas células unidas até o momento da morte física? Neste
momento, estabelecemos o limite da ciência e daí ela não passará, porque para
isso não existe uma resposta, porque essa é A resposta. E provavelmente se
algum dia conseguirmos respondê-la, certamente já não seremos mais o que somos
hoje. Seremos a divindade ou parte da divindade, naquele sentido em que a parte
não é o todo e o todo não é o todo sem suas partes.
O
fato é que a vida é a maior prova da existência de Deus, ou se preferirem da
Consciência Cósmica ou outra denominação qualquer que escolherem. O movimento
que ocorre nos aglomerados atômicos que são nossos corpos e que chamamos vida é
a prova maior da presença da Grande Consciência que a tudo criou e que a tudo
mantém. É comum ouvirmos termos científicos como lei disso, lei daquilo, não é
verdade? Fulano descobriu a lei que controla determinados movimentos, por
exemplo. O que não nos respondem é por que essas leis não mudam? Leis que se
auto-mantém? Leis não têm vontade! Leis não raciocinam e não dizem a sim mesmas
que querem continuar fazendo o que fazem, ou quem sabe parar de repente e não
fazer mais o que fazem. Leis são estabelecidas por alguém que assim as fez e assim
as mantém, porque senão essas leis não permaneceriam sempre as mesmas.
Sendo
a própria vida a maior prova da existência dessa Consciência não é difícil
concluir que nós seres pensantes fazemos parte dessa Consciência, porque o
próprio pensamento, essa capacidade que não cessa, nem mesmo quando nosso corpo
físico está adormecido é alguma diferente de tudo o que acontece no objeto da
ciência – a matéria. O pensamento pode assim ser considerado algo que está além
daquele limite que estabelecemos para a ciência da matéria. Em outras palavras,
o pensamento é divino, ele que não está restrito ao cérebro físico, está além
da compreensão científica acerca do
mundo e de nós seres vivos.
Porque
teria Deus, essa Consciência Cósmica nos criado? Também não possível, e seria
até um atrevimento de nossa parte, ao menos tentar dar uma resposta positiva
para esta questão, mas em nossos momentos de conexão com a divindade; em nossos
momentos de gratidão interior; nos estados alterados de consciência onde
podemos pensar através de nossos corpos superiores, aqueles que não estão
sujeitos ao tempo e ao espaço, podemos sentir em nosso próprio ser que estamos
em Deus e que Ele está em nós.
E o que significa isso e a que isso nos remete? Isso nos leva
a ideia de que nós podemos ser o fruto da expansão da própria divindade. Essa
ideia pode suscitar muita dúvida, muita crítica e muita discussão filosófica,
pois bem, que assim seja, por isso a colocamos como algo sentido num momento de
entrega, num momento de gratidão pelo existir. E que fique também claro que
nós, mesmo quando desencarnados não nos colocamos como donos da verdade. Temos
consciência de que estamos muito longe ainda de sabermos tudo, mas uma coisa
podemos – podemos sonhar com ela e podemos imaginar como ela seja e mais ainda,
podemos expor essas ideias para que sirvam, na pior das hipóteses, como
estímulos para que outros a desenvolvam ou a substituam por outras melhores.
Falando
agora de outro modo e resumindo nosso singelo texto, o que queremos dizer, não
pelo nosso lado racional, mas pelo nosso lado sentimental, é que somos criados
pela divindade com a mesma força através da qual Ela mantém tudo em perfeita
harmonia, a força pela qual os universos não despencam – o Amor. O amor que se
confunde com a própria divindade quando certamente ou erroneamente dizemos:
Deus é amor!
Por
tudo isso é que colocamos no início de nosso texto: Viver é uma grande benção!
Permitam-se sonhar. Permitam-se imaginar. Lembrem-se de que o pensamento é
divino e é uma força criadora também. Lembrem-se das sábias palavras do Mestre
Jesus quando ele sabiamente enfatizou: “Vós sois deuses”.
Muita paz, muita luz e muito amor!
Victor.
Mensagem
psicografada em 12/02/2018
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