Devemos
ser gratos sempre.
Em todos os momentos de nossas vidas devemos agradecer.
A
que ou a quem devemos ser gratos? E por quê?
Em
primeiro lugar devemos ser gratos por estarmos aqui, num planeta belíssimo,
passando por esta incrível experiência chamada encarnação, na qual aprenderemos
de uma forma mais intensa as lições que nos farão melhores do que somos hoje,
levando-nos para uma condição espiritual melhor, ou seja, nos colocando numa
posição mais elevada na escalada evolutiva.
Devemos
agradecer todos os dias ao Criador, mesmo sendo tão difícil para nós, em nossa
condição evolutiva entendermos o que é a divindade. A dificuldade se torna
maior porque nosso pensamento é muito influenciado e condicionado pelas mais
estapafúrdias tentativas de definição da divindade que a humanidade vem fazendo
ao longo do tempo. Mas isso não significa que não possamos sentir a presença de
Deus em nossas vidas e mostrarmos um pouco de gratidão.
O
Criador, Deus, Oxalá ou qualquer nome pelo qual o chamemos, não pode mesmo ser
compreendido em toda a sua plenitude. Não temos condições psíquicas de
compreendê-lo. Podemos até dizer que nos falta sentidos para isso. É complicado
para nós, em nosso estágio atual de desenvolvimento, compreendermos coisas como
o infinito, o eterno e o atemporal, entre outras coisas.
Como já
se falava há muito tempo atrás: “pelas obras se conhece o autor”. É com isso
que devemos nos conformar por enquanto. O homem atento perceberá, em toda a
natureza, uma força, uma energia que a tudo permeia e que a tudo dinamiza e
coordena. É essa força invisível que faz, por exemplo, com que cada espécie
saiba, ainda que instintivamente no caso dos animais ditos irracionais, o que
devem fazer e o que devem comer; como criar seus filhotes, enfim, o que é
melhor para ela.
Para nossos
olhos não é uma força visível. Nossos sentidos ordinários não a podem detectar,
mas mesmo assim esta força faz com muitas pessoas acreditem, embora não saibam
explicar como, que existe uma direção, um sentido, algo mais além da matéria
bruta.
Devemos
ser gratos até mesmo pela nossa ignorância. Ela nos mostra o quanto ainda temos
para aprender; o quanto ainda precisamos evoluir para podermos entender tantas
coisas que nos rodeiam – coisas visíveis e invisíveis.
Aqueles
que já desfrutam de uma convivência com a espiritualidade tem uma razão a mais para
agradecer, porque saíram do estado de “crença” e já estabelecem relações com
essa espiritualidade, cuja presença é a prova maior de existe algo mais.
Devemos
ser gratos por sermos quem somos; por estarmos individualizados e
compreendermos que somos algo fora das outras coisas - alguém que percebe as
coisas. Este privilégio, esta felicidade, só o homem aqui na Terra possui. Não
é este um bom motivo para agradecermos?
Devemos
agradecer pela saúde física que gozamos e devemos também agradecer pela doença
que nos mostra e nos faz compreender como é bom o “bem estar”.
Devemos
ser gratos pelas pessoas que nos rodeiam, porque é através delas que
exercitamos e desenvolvemos os sentimentos que nos aproximarão e que nos levarão
de volta ao Criador.
Devemos
ser gratos por toda a gama de conhecimentos que já temos à nossa disposição e
que só depende de nós mesmos para acessá-los, pesquisá-los e tirarmos nossas
conclusões sobre tudo aquilo que nossos poucos sentidos podem perceber.
O
sentimento de gratidão é uma das forças que vai aproximando o homem de seu
Criador. A gratidão nos coloca num estado de espírito que faz com que nós
aceitemos nossas dificuldades e nossas fraquezas de um modo menos dolorido.
É mesmo
uma pena que alguns de nós ainda persistam na tentativa de entender o Criador
de um modo racional. Chega a ser um absurdo um homem tão pequenino em relação
ao Cosmos querer compreender, julgar, classificar aquilo que chamamos de O
Criador. Deus é aquele que está acima de todas as categorias criadas pelo homem
para descrevê-lo, para classificá-lo. Sejamos gratos pela vida, pela chama de
vida que pulsa em nós, e que nem isso somos ainda capazes de compreender.
Vamos
aproveitar a oportunidade que temos para aprender. Vamos aproveitar cada experiência
que tivermos em nosso dia a dia para crescermos e assim nos tornarmos mais aptos
a compreender, ou pelo menos sentir, que há uma força maior que a tudo comanda.
Precisamos
compreender que nem tudo nos é possível conhecer. Dizemos isto, não porque
alguma coisa deva permanecer secreta ao homem, mas dizemos isto porque não
temos os meios para conhecer coisas que estão acima dos nossos sentidos
ordinários. Existem outras formas de conhecimento além daquelas que conhecemos
e que são orientadas pela racionalidade, porém, para acessar esse tipo de
conhecimento o homem precisa se despir de sua arrogância e permitir que sua
imaginação viagem além dos limites de seus preconceitos e ilusões. O homem
precisa ter consciência de sua pequenez e de suas limitações neste orbe ao qual
está atrelado para não dizer encarcerado.
Essa
ansiedade por desvendar aquilo que ainda está por ser descoberto é muito
natural, mas não deve ser motivo de apreensão, pois tudo será dado a conhecer
ao homem, porém, tudo no seu devido tempo. Não é razoável ministrar
conhecimentos que as pessoas não estão ainda em condições de apreender. Não se
pode ensinar a somar alguém que ainda sabe o que são os números.
Sejamos
gratos pelo já sabemos e pelo que ainda vamos saber com o nosso desenvolvimento
espiritual. O conhecimento é luz - a mais brilhante de todas as luzes, mas se
for aplicado em excesso pode cegar ao invés de trazer maior claridade.
A
humanidade vive uma fase onde a dúvida é uma constante e é assim que deve ser.
Cuidado com os homens que têm certezas, pois estes dogmáticos podem conduzir,
além deles mesmos, muitas outras pessoas ao erro.
O que é
sábio fazer é continuar estudando e pesquisando nas fontes de que dispomos para
encontrar as respostas que procuramos. Nem todas as coisas que precisamos
aprender estão nos livros. Muita coisa precisa ser sentida, precisa ser
intuída. É comum vermos pessoas aparentemente muito simples que vivem em estado
permanente de gratidão, ao contrário de “pretensos sábios”, cuja infelicidade e
inadaptação estão estampadas em seus rostos e se expressam descaradamente em
sua negatividade em relação a si mesmos e ao mundo que os rodeia. Estas pessoas
“simples” possuem uma forma de conhecimento que não pode ser explicada pela
racionalidade. Elas vêem com os olhos do espírito. Elas sentem a presença da
divindade em todos os momentos de suas vidas e por isso estão sempre
tranquilas, sempre serenas. São pessoas que se conformam com sua condição de
vida. Que vivem sem se queixar, pois em seu íntimo elas já sabem que tudo isso
é passageiro e já sentem também que têm para onde ir quando esta experiência
terminar. A gratidão dessas pessoas é a expressão de um tipo de conhecimento
que está acima do conhecimento racional.
Na
verdade, o que precisamos é aprender a agradecer mais e nos queixar menos.
Quando tivermos o entendimento de que a morte física, ao contrário do que se
pensa, não é uma coisa ruim, não é um castigo, então ficará mais fácil de
compreendermos o viver. Ficará mais fácil de aceitarmos uma divindade que está
acima de nossa capacidade de compreensão. Ficará mais fácil de nos conduzirmos
na experiência que ora fazemos.
Devemos
também respeitar e compreender as pessoas que não aceitam ou que não querem
aceitar as coisas como elas são, ou como nós pensamos que elas sejam. Devemos
entender que elas têm suas razões para pensar assim. Devemos aceitar que cada
um está num tipo de experiência diferente do outro, e o que parece tão óbvio e
tão claro para alguns, pode ser complexo e inaceitável para outros. Devemos ser
gratos e cultivar o respeito para com o próximo, independente do modo como ele
pensa. Devemos agradecer por esta diversidade de personalidades com as quais
convivemos e por essa diversidade de opiniões, porque é nesse caldo de
informações que vamos filtrando aquilo que transformamos em nossa realidade.
Finalizando,
devemos ser gratos por tudo de bom; por tudo de “ruim”; por todos que nos
cercam; pelo planeta que nos acolhe e nos nutre; pela oportunidade da vida e do
aprendizado que ela proporciona e que está apenas começando.
Um dia,
quando pudermos enxergar mais claramente a realidade, já mais evoluídos, vamos
compreender tudo o que hoje é mistério para nós, então finalmente, poderemos compreender
toda a Sabedoria do Criador e a beleza de sua Criação.
Desenvolvamos
a gratidão em nós!
Muita
paz, muita luz!
Victor
Mensagem
psicografada em 28/11/2016
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