Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


Nosso e-mail: umamigalhadeluz@gmail.com

Você pode nos mandar um e-mail ou deixar sua opinião
no final de cada texto. Sua participação é muito importante!

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Falando de mediunidade



Hoje vamos falar de mediunidade e desenvolvimento mediúnico. Estes são temas que precisam ser tratados por todos aqueles que se consideram espiritualistas, espíritas e afins, isto é, pessoas que admitem o contato com a dimensão astral e a comunicação com seus habitantes. Afinal, não haveria sentido algum em alguém se dizer espiritualista ou espírita e não promover o contato com os irmãos que se encontram no plano astral, livres do corpo físico.
Qual é a finalidade da mediunidade e porque é necessário o seu desenvolvimento? Como acabamos de dizer, não há sentido em pertencer a doutrinas que admitem o intercâmbio espiritual sem que se tenha contato com os espíritos, uma vez que este contato com a espiritualidade representa a maior prova de que não estamos “viajando” e nem iludidos, e que não estamos acreditando em contos de fadas. Este contato é feito através da mediunidade em suas diversas modalidades. Quanto mais desenvolvida estiver a capacidade mediúnica, podemos esperar melhor qualidade nas comunicações. A mediunidade é de capital importância para todas as casas que a utilizam em seus trabalhos ou rituais. Repetindo, não há sentido na existência de uma casa espírita ou espiritualista sem o contato com os espíritos.
A mediunidade é como um portal humano que se abre em direção ao plano astral e que permite este intercâmbio maravilhoso com os ‘’homens desencarnados” - os espíritos. Não devemos temer ou evitar a mediunidade em hipótese alguma, pois sem ela não haveria nenhuma das doutrinas espiritualistas que existem neste nosso Brasil sincrético e multirracial - verdadeira pátria do evangelho, como afirmam os espíritos e como bem colocou Humberto de Campos em seu livro cujo título é exatamente esse: Brasil. Coração do mundo. Pátria do Evangelho.
Graças a mediunidade, as doutrinas espiritualistas têm evoluído. Através dela novos conhecimentos a respeito do plano astral têm sido divulgados. Um exemplo disso são os livros do espírito André Luís que trouxeram descrições precisas do como as coisas ocorrem e de como os espíritos atuam no plano astral. Tal como André Luís, outros autores têm trazido conhecimentos muito oportunos que nos permitem conhecer cada vez melhor a dimensão original.
O momento em que vivemos é uma fase subsequente à fase da fé cega, ou seja, a fé que não pede comprovação. Influenciado pela ciência e pela racionalidade, o homem de hoje não se permite acreditar em algo por acreditar, ou porque alguém falou que tal coisa é de tal modo. O homem de hoje já nasce com uma percepção mais aguçada, fruto natural da evolução nos corpos físicos, e não se deixa convencer por ideias sem que elas estejam fundamentadas por argumentação muito sólida e mais ainda, corroboradas pela experimentação.
Muitos pensam que a mediunidade está sendo esquecida em alguns centros e casas espiritualistas e religiosas, mas o que está acontecendo é exatamente o contrário. Hoje não é mais tão problemático para as pessoas tratarem do tema mediunidade, pois já atingimos uma mentalidade coletiva que suporta e/ou aceita a diversidade de cultos e modos diferentes de manifestação espiritual. Temos um campo vasto e aberto para todos aqueles que desejam explorar toda a riqueza de conhecimentos e práticas trazidas por essas capacidades extra físicas que dispomos e que se agrupam sob o nome de mediunidade. Não há mais tanto preconceito e tanta perseguição aos adeptos das doutrinas que estabelecem atividades de contato com a espiritualidade, ou seja, que se utilizam da mediunidade e proporcionam seu desenvolvimento. Não há porque temer reações negativas da sociedade em relação à participação nesta ou naquela doutrina e nas suas práticas espirituais, de modo que esta não pode ser uma desculpa para fugirmos da mediunidade e suas consequencias. O campo está propício para o desenvolvimento destas atividades. Todos aqueles que entendem a importância do contato com o plano astral devem pensar seriamente em conhecer melhor a mediunidade, e se sua voz interior sugerir, deve também procurar desenvolver-se mediunicamente.
Através da fenomenologia mediúnica podemos comprovar a realidade da imortalidade do espírito. Podemos comprovar a realidade desta outra dimensão para onde vamos quando desencarnamos e principalmente, e o melhor de tudo, vamos perder o medo da morte, uma vez que vamos adquirir a certeza de que não morremos de fato, apenas mudamos de plano de existência.
A mediunidade é um grande instrumento que temos à nossa disposição para auxiliar em nossa evolução. Através dela podemos ajudar o nosso próximo, seja em trabalhos de esclarecimento, trabalhos de cura, entre outros, enfim, pela troca de energia com os benfeitores desencarnados. A mediunidade é como se fosse uma chave que abre a porta para a dimensão espiritual original e eterna. Reflitamos sobre a importância disso! É um grande privilégio poder atuar em duas dimensões. É como se ganhássemos um mundo novo para explorar e para nos manifestar, mesmo estando encarnados.
Uma das coisas que faz com que as pessoas evitem a mediunidade e o contato com a espiritualidade é o medo. Vejam que tolice: existem muitos adeptos de doutrinas que fazem contato com os espíritos que têm medo de espíritos! Não é um absurdo que se tenha medo daquilo que é a base de sua crença, de sua religião? É como se fossem cristãos que morrem de medo de Jesus Cristo. O medo não é outra coisa senão fruto da ignorância. Temer aquilo que não se conhece é ignorância, que dirá temer aquilo que se conhece! Que nome daríamos a esta atitude? Devemos refletir sobre isso também. Somos espíritos, quer queiramos ou não. Estamos momentaneamente encarnados, mas logo estaremos novamente atuando como espíritos livres. Não é razoável e nem racional, chega mesmo a ser ilógico que tenhamos medo dos espíritos e suas manifestações através dos médiuns.
Acerca da mediunidade é também importante que se diga que ela, sobretudo, tem por finalidade fazer com que o médium se torne uma pessoa melhor; fazer com que ele, consciente da transitoriedade do mundo material, seja uma pessoa mais desapegada dos interesses materiais mesquinhos que são verdadeiras armadilhas a nos prender neste mundo, tornando-nos egoístas, pesados e endurecidos. O médium, tendo consciência de seu papel como intermediário entre os planos de existência, verdadeiro privilégio, há de tornar-se uma pessoa mais útil para os demais, tornando-se também um exemplo para eles. Claro, tudo com equilíbrio, sem fanatismo e sem se deixar levar pela vaidade, que é outra terrível armadilha! O médium tem a oportunidade de conviver com entidades benfazejas cuja simples presença e aproximação lhe faz mais confiante e feliz pelo simples contato com estas energias.
A mediunidade é uma capacidade anímica, natural em todos os encarnados, em menor ou maior grau, porém, a mediunidade não vem pronta. Ela deve ser aperfeiçoada para que funcione como uma ferramenta evolutiva bem ajustada. O médium deve dedicar-se a ela não somente na parte prática, mas também deve estudar com afinco a sua parte teórica, pois uma complementa a outra. Existe muita literatura sobre este tema à disposição de quem quer realmente conhecê-la em profundidade e aperfeiçoá-la ao máximo. Um bom médium deve instruir-se para que tenha vasto material intelectual e cultural para oferecer aos seus guias e para todos os espíritos que porventura ele tenha que dar passividade nos diversos trabalhos em que venha a colaborar.
Outra coisa importantíssima que precisamos destacar é que, como em todas as relações entre os espíritos encarnados ou não, na mediunidade também vale a lei de atração, ou seja, atraímos aquilo que vibramos. Um médium desequilibrado não deve esperar que venha receber entidades elevadíssimas, pois estas, não encontrando nele ressonância para suas vibrações não terão condições de contar com ele para suas comunicações. Com base nisso, o médium, mais do que ninguém, deve estar atento às palavras do Cristo: “vigiai e orai”, porque ele é um canal aberto para todo tipo de influência espiritual, seja ela boa ou má. Eis aí mais uma das utilidades da mediunidade – colocar-nos sempre alertas para que não nos tornemos vítimas de influências perniciosas. Aquele médium que se conscientiza da importância de seu papel como intérprete dos espíritos, como mensageiro do plano astral e que cultiva boas intenções e bons pensamentos, não tem nada a temer, pois terá sempre a proteção da espiritualidade que procurará preservar seu bom auxiliar como qualquer trabalhador que cuida de seu material de trabalho por sabê-lo imprescindível para o bom desenvolvimento de suas tarefas profissionais.
Os médiuns que estão principiando seu desenvolvimento devem ter sua atenção redobrada, pois são eles os mais vulneráveis à assédios e influências negativas que visam afastá-lo de seus objetivos. Como eles ainda não têm muita experiência em lidar com espíritos e nem conhecimento do modo de agir dos espíritos que trabalham em sentido contrário à evolução, podem ser mais facilmente influenciados e em alguns casos até controlados por estas forças contrárias ao seu desenvolvimento. Como podem se proteger? Além de seguirem com muita atenção as orientações de seus orientadores encarnados e as regras das casas a que pertencem, devem procurar sempre manter um padrão vibratório elevado através de preces, boas intenções e bons pensamentos. Isso fará com que seus guias tenham mais acesso ao seu campo vibracional e possam transmitir-lhe orientações e energias positivas, criando assim barreiras energéticas que impedirão ou dificultarão o assédio por parte dos espíritos que não desejam o seu progresso. Ouçam as recomendações dos guias e dos orientadores, pois esta fase é delicada. O médium iniciante deve estar sempre com a guarda alta. Principalmente porque fica muito sensível por estar com seus canais mediúnicos abertos. São como sinaleiros para os espíritos, sejam estes bem ou mal-intencionados.
Mediunidade é coisa extremamente séria. Não deve ser levada como brincadeira ou simplesmente para se provar que existe algo além da matéria. Deve ser encarada como uma fonte de bênçãos que pode auxiliar muita gente. Não importa em que linha de trabalho você esteja, procure encarar a mediunidade com muito respeito, porque ela, além de ser um privilégio, é uma dádiva divina. É como se fôssemos nomeados auxiliares de Deus para fazer com que seus desígnios sejam cumpridos.
Não pretendemos esgotar o tema, até porque ele é muito extenso e possui infinitas nuances. Nosso objetivo aqui foi apenas comentar alguns aspectos da mediunidade que consideramos importantes e que nunca é demais destacar. Como já dissemos, existe farto material de pesquisa a respeito do tema. Se você deseja ser um bom médium, não perca tempo e estude bastante para poder ser um instrumento cada vez mais preciso e dócil nas mãos da espiritualidade.
Muita paz e muita luz.
“Não devemos desprezar os presentes do Criador. A mediunidade é um desses presentes. Ela beneficia não só quem a possui, mas todos à sua volta”

Victor.

Mensagem psicografada em 30/01/2017

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