Hoje vamos
falar de mediunidade e desenvolvimento mediúnico. Estes são temas que precisam
ser tratados por todos aqueles que se consideram espiritualistas, espíritas e
afins, isto é, pessoas que admitem o contato com a dimensão astral e a
comunicação com seus habitantes. Afinal, não haveria sentido algum em alguém se
dizer espiritualista ou espírita e não promover o contato com os irmãos que se
encontram no plano astral, livres do corpo físico.
Qual é a
finalidade da mediunidade e porque é necessário o seu desenvolvimento? Como
acabamos de dizer, não há sentido em pertencer a doutrinas que admitem o intercâmbio
espiritual sem que se tenha contato com os espíritos, uma vez que este contato
com a espiritualidade representa a maior prova de que não estamos “viajando” e
nem iludidos, e que não estamos acreditando em contos de fadas. Este contato é
feito através da mediunidade em suas diversas modalidades. Quanto mais
desenvolvida estiver a capacidade mediúnica, podemos esperar melhor qualidade
nas comunicações. A mediunidade é de capital importância para todas as casas
que a utilizam em seus trabalhos ou rituais. Repetindo, não há sentido na
existência de uma casa espírita ou espiritualista sem o contato com os
espíritos.
A mediunidade
é como um portal humano que se abre em direção ao plano astral e que permite
este intercâmbio maravilhoso com os ‘’homens desencarnados” - os espíritos. Não
devemos temer ou evitar a mediunidade em hipótese alguma, pois sem ela não
haveria nenhuma das doutrinas espiritualistas que existem neste nosso Brasil sincrético
e multirracial - verdadeira pátria do evangelho, como afirmam os espíritos e
como bem colocou Humberto de Campos em seu livro cujo título é exatamente esse:
Brasil. Coração do mundo. Pátria do
Evangelho.
Graças a
mediunidade, as doutrinas espiritualistas têm evoluído. Através dela novos
conhecimentos a respeito do plano astral têm sido divulgados. Um exemplo disso
são os livros do espírito André Luís que trouxeram descrições precisas do como
as coisas ocorrem e de como os espíritos atuam no plano astral. Tal como André
Luís, outros autores têm trazido conhecimentos muito oportunos que nos permitem
conhecer cada vez melhor a dimensão original.
O momento em
que vivemos é uma fase subsequente à fase da fé cega, ou seja, a fé que não
pede comprovação. Influenciado pela ciência e pela racionalidade, o homem de
hoje não se permite acreditar em algo por acreditar, ou porque alguém falou que
tal coisa é de tal modo. O homem de hoje já nasce com uma percepção mais
aguçada, fruto natural da evolução nos corpos físicos, e não se deixa convencer
por ideias sem que elas estejam fundamentadas por argumentação muito sólida e
mais ainda, corroboradas pela experimentação.
Muitos pensam
que a mediunidade está sendo esquecida em alguns centros e casas
espiritualistas e religiosas, mas o que está acontecendo é exatamente o
contrário. Hoje não é mais tão problemático para as pessoas tratarem do tema
mediunidade, pois já atingimos uma mentalidade coletiva que suporta e/ou aceita
a diversidade de cultos e modos diferentes de manifestação espiritual. Temos um
campo vasto e aberto para todos aqueles que desejam explorar toda a riqueza de
conhecimentos e práticas trazidas por essas capacidades extra físicas que
dispomos e que se agrupam sob o nome de mediunidade. Não há mais tanto
preconceito e tanta perseguição aos adeptos das doutrinas que estabelecem
atividades de contato com a espiritualidade, ou seja, que se utilizam da
mediunidade e proporcionam seu desenvolvimento. Não há porque temer reações
negativas da sociedade em relação à participação nesta ou naquela doutrina e
nas suas práticas espirituais, de modo que esta não pode ser uma desculpa para
fugirmos da mediunidade e suas consequencias. O campo está propício para o
desenvolvimento destas atividades. Todos aqueles que entendem a importância do
contato com o plano astral devem pensar seriamente em conhecer melhor a
mediunidade, e se sua voz interior sugerir, deve também procurar desenvolver-se
mediunicamente.
Através da
fenomenologia mediúnica podemos comprovar a realidade da imortalidade do
espírito. Podemos comprovar a realidade desta outra dimensão para onde vamos
quando desencarnamos e principalmente, e o melhor de tudo, vamos perder o medo
da morte, uma vez que vamos adquirir a certeza de que não morremos de fato,
apenas mudamos de plano de existência.
A mediunidade
é um grande instrumento que temos à nossa disposição para auxiliar em nossa
evolução. Através dela podemos ajudar o nosso próximo, seja em trabalhos de
esclarecimento, trabalhos de cura, entre outros, enfim, pela troca de energia
com os benfeitores desencarnados. A mediunidade é como se fosse uma chave que
abre a porta para a dimensão espiritual original e eterna. Reflitamos sobre a
importância disso! É um grande privilégio poder atuar em duas dimensões. É como
se ganhássemos um mundo novo para explorar e para nos manifestar, mesmo estando
encarnados.
Uma das coisas
que faz com que as pessoas evitem a mediunidade e o contato com a
espiritualidade é o medo. Vejam que tolice: existem muitos adeptos de doutrinas
que fazem contato com os espíritos que têm medo de espíritos! Não é um absurdo
que se tenha medo daquilo que é a base de sua crença, de sua religião? É como
se fossem cristãos que morrem de medo de Jesus Cristo. O medo não é outra coisa
senão fruto da ignorância. Temer aquilo que não se conhece é ignorância, que
dirá temer aquilo que se conhece! Que nome daríamos a esta atitude? Devemos
refletir sobre isso também. Somos espíritos, quer queiramos ou não. Estamos
momentaneamente encarnados, mas logo estaremos novamente atuando como espíritos
livres. Não é razoável e nem racional, chega mesmo a ser ilógico que tenhamos
medo dos espíritos e suas manifestações através dos médiuns.
Acerca da
mediunidade é também importante que se diga que ela, sobretudo, tem por
finalidade fazer com que o médium se torne uma pessoa melhor; fazer com que
ele, consciente da transitoriedade do mundo material, seja uma pessoa mais
desapegada dos interesses materiais mesquinhos que são verdadeiras armadilhas a
nos prender neste mundo, tornando-nos egoístas, pesados e endurecidos. O
médium, tendo consciência de seu papel como intermediário entre os planos de
existência, verdadeiro privilégio, há de tornar-se uma pessoa mais útil para os
demais, tornando-se também um exemplo para eles. Claro, tudo com equilíbrio,
sem fanatismo e sem se deixar levar pela vaidade, que é outra terrível
armadilha! O médium tem a oportunidade de conviver com entidades benfazejas
cuja simples presença e aproximação lhe faz mais confiante e feliz pelo simples
contato com estas energias.
A mediunidade
é uma capacidade anímica, natural em todos os encarnados, em menor ou maior
grau, porém, a mediunidade não vem pronta. Ela deve ser aperfeiçoada para que
funcione como uma ferramenta evolutiva bem ajustada. O médium deve dedicar-se a
ela não somente na parte prática, mas também deve estudar com afinco a sua
parte teórica, pois uma complementa a outra. Existe muita literatura sobre este
tema à disposição de quem quer realmente conhecê-la em profundidade e
aperfeiçoá-la ao máximo. Um bom médium deve instruir-se para que tenha vasto
material intelectual e cultural para oferecer aos seus guias e para todos os
espíritos que porventura ele tenha que dar passividade nos diversos trabalhos
em que venha a colaborar.
Outra coisa
importantíssima que precisamos destacar é que, como em todas as relações entre
os espíritos encarnados ou não, na mediunidade também vale a lei de atração, ou seja, atraímos
aquilo que vibramos. Um médium desequilibrado não deve esperar que venha
receber entidades elevadíssimas, pois estas, não encontrando nele ressonância
para suas vibrações não terão condições de contar com ele para suas
comunicações. Com base nisso, o médium, mais do que ninguém, deve estar atento
às palavras do Cristo: “vigiai e orai”, porque ele é um canal aberto para todo
tipo de influência espiritual, seja ela boa ou má. Eis aí mais uma das
utilidades da mediunidade – colocar-nos sempre alertas para que não nos
tornemos vítimas de influências perniciosas. Aquele médium que se conscientiza
da importância de seu papel como intérprete dos espíritos, como mensageiro do
plano astral e que cultiva boas intenções e bons pensamentos, não tem nada a
temer, pois terá sempre a proteção da espiritualidade que procurará preservar
seu bom auxiliar como qualquer trabalhador que cuida de seu material de
trabalho por sabê-lo imprescindível para o bom desenvolvimento de suas tarefas
profissionais.
Os médiuns que
estão principiando seu desenvolvimento devem ter sua atenção redobrada, pois
são eles os mais vulneráveis à assédios e influências negativas que visam
afastá-lo de seus objetivos. Como eles ainda não têm muita experiência em lidar
com espíritos e nem conhecimento do modo de agir dos espíritos que trabalham em
sentido contrário à evolução, podem ser mais facilmente influenciados e em
alguns casos até controlados por estas forças contrárias ao seu
desenvolvimento. Como podem se proteger? Além de seguirem com muita atenção as
orientações de seus orientadores encarnados e as regras das casas a que
pertencem, devem procurar sempre manter um padrão vibratório elevado através de
preces, boas intenções e bons pensamentos. Isso fará com que seus guias tenham
mais acesso ao seu campo vibracional e possam transmitir-lhe orientações e
energias positivas, criando assim barreiras energéticas que impedirão ou
dificultarão o assédio por parte dos espíritos que não desejam o seu progresso.
Ouçam as recomendações dos guias e dos orientadores, pois esta fase é delicada.
O médium iniciante deve estar sempre com a guarda alta. Principalmente porque
fica muito sensível por estar com seus canais mediúnicos abertos. São como
sinaleiros para os espíritos, sejam estes bem ou
mal-intencionados.
Mediunidade é
coisa extremamente séria. Não deve ser levada como brincadeira ou simplesmente
para se provar que existe algo além da matéria. Deve ser encarada como uma
fonte de bênçãos que pode auxiliar muita gente. Não importa em que linha de
trabalho você esteja, procure encarar a mediunidade com muito respeito, porque
ela, além de ser um privilégio, é uma dádiva divina. É como se fôssemos
nomeados auxiliares de Deus para fazer com que seus desígnios sejam cumpridos.
Não
pretendemos esgotar o tema, até porque ele é muito extenso e possui infinitas
nuances. Nosso objetivo aqui foi apenas comentar alguns aspectos da mediunidade
que consideramos importantes e que nunca é demais destacar. Como já dissemos,
existe farto material de pesquisa a respeito do tema. Se você deseja ser um bom
médium, não perca tempo e estude bastante para poder ser um instrumento cada
vez mais preciso e dócil nas mãos da espiritualidade.
Muita paz e muita luz.
“Não devemos desprezar os
presentes do Criador. A mediunidade é um desses presentes. Ela beneficia não só
quem a possui, mas todos à sua volta”
Victor.
Mensagem psicografada em
30/01/2017
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