Chegará um dia
em que as coisas serão bem diferentes. Dia em que a mediunidade aqui na Terra
será considerada um modo ultrapassado de comunicação com os espíritos; dia em
que todos os homens terão consciência da realidade bidimensional em que
existem; dia em que, pela própria evolução do homem, ele se comunicará com os
que se encontram no plano astral/espiritual sem que precise dos préstimos de
medianeiros ou qualquer outro meio indireto de comunicação.
Neste futuro,
o homem já terá desenvolvido algumas percepções extra-sensoriais que no momento
encontram-se latentes. Estas lhe permitirão ver, ouvir e até, de certo modo,
tocar as coisas do plano astral. Mas, por enquanto, devemos continuar nesta
peleja porque ainda vivemos na época da intermediação feita por essas pessoas
que se dispõem a desenvolver suas capacidades mediúnicas e que as colocam a
serviço do próximo. Na verdade, o que fazemos hoje é uma preparação para este
novo tempo que se aproxima. Estamos desenvolvendo, muitos de nós até sem saber,
estas novas percepções que serão características comuns nas gerações futuras.
Embora muitos
não percebam, e muitos sequer se interessem em saber se existe mesmo ou não
outra dimensão, o que está acontecendo é que a evolução, tanto física quanto
espiritual segue seu caminho ascendente independente de nossa vontade. Para
evoluir, é bom que se diga, não é necessário saber se estamos ou não em contato
com os espíritos. Muitos desenvolvem a capacidade de amar e passam a praticar o
bem, e este é o caminho mais curto para a evolução, sem ter conhecimento algum
das relações entre homens e espíritos. Isto é uma prova de que não precisamos
estar envolvidos diretamente com a espiritualidade para nos tornarmos pessoas
melhores e evoluir no sentido correto. Só para reforçar o que estamos dizendo:
existem pessoas que são verdadeiros anjos encarnados que não sabem e não se dão
conta de que têm todo um acompanhamento e apoio espiritual. O queremos dizer é
que muitas pessoas sofrem a influência boa ou má dos desencarnados sem que sequer
admitam a sua existência. Eis aí uma boa razão para não impormos nossas crenças
e nosso modo e ver a realidade para quem quer que seja. Os modos de evoluir são
os mais diversos possíveis. O mais prudente a fazer, é nos preocuparmos com
nosso próprio aprimoramento, nossa própria evolução, que está ligada quer
queiramos ou não à evolução do nosso próximo, porque é através do amor e do
amparo ao próximo que nos melhoramos.
O homem
encarnado sofre demais a ação do tempo sobre si. Sente, ainda que de modo
incompreensível para ele, que sua permanência na matéria é breve e por isso
torna-se um ser ansioso, querendo ter tudo ao mesmo tempo. Querendo conquistar
o mundo em um só dia. Isso faz parte de seu aprendizado. Mas, já é chegado o
momento de refletirmos sobre isso e começarmos a fazer as coisas com calma,
porque o tempo, na verdade, não é nosso inimigo, pelo contrário, é um aliado
muito fiel. Precisamos estar sempre conscientes de que não morremos de fato; de
que não precisamos fazer tudo hoje; de que não precisamos resolver todos os
problemas nesta encarnação, até porque, por mais que nos esforcemos não
conseguiremos aprender tudo que precisamos e não desenvolveremos todo o nosso
“potencial divino” somente numa breve existência terrena. Devemos nos preparar
espiritualmente para este novo mundo, com muita calma e muita tranquilidade, o
que nos dará certa leveza. O contato e o aprendizado junto à espiritualidade é sempre
uma preparação para tarefas cada vez mais significativas no vasto campo de
trabalho do Criador. Devemos continuar aprendendo e nos desenvolvendo sem
pensar que o fazemos para atingir uma finalidade, pois assim colocamos o tempo
a nosso favor. É Claro que temos objetivos em mente, mas nesse campo, quando
atingimos um objetivo, o que estamos fazendo é simplesmente galgando mais um
degrauzinho preparatório para novos aprendizados e novas tarefas que nos
esperam nas próximas etapas. É necessário e importante demais entendermos esta
relação com o tempo para não fazermos nada apressadamente. Mesmo naquelas
situações que exigem alguma urgência de decisões e que há sofrimento envolvido,
precisamos nos manter calmos para entender o que está acontecendo e tomarmos a
decisão mais acertada ou escolhermos o melhor caminho. Embora pareça, viver não
é uma corrida de obstáculos que no final, após ser vencida, receberemos uma
medalha de honra ao mérito. Viver é uma finalidade em si. O espírito precisa
atuar, movimentar-se sempre. O movimento é inerente à sua natureza. O que
queremos dizer, de modo mais simples, é que não há razão para pressa. Ela só
nos fará mais ansiosos e tornará nossa jornada mais difícil.
Caminhamos
para uma nova fase da humanidade em que o contato com a espiritualidade será
mais natural. Isso ocorrerá quer queiramos ou não; quer nos apressemos ou não,
pois já está determinada pelas leis que regem os mundos. No futuro, até essas
pessoas que vivem sem se importar com a existência ou não do plano astral e dos
espíritos, em suas próximas encarnações estarão pré-dispostos a compreender e
aceitar a realidade espiritual, e também terão lugar neste novo mundo, porque
como dissemos, mesmo sem ter consciência disso, eles estão evoluindo e
desenvolvendo suas percepções extra-sensoriais que neste futuro lhes permitirão
acesso direto ao plano espiritual mesmo estando encarnados. Não há como fugir
disso, está na Lei Maior. Num mundo futuro, onde as pessoas vão viver em paz,
tendo como objetivo principal se instruírem e desenvolverem cada vez mais suas
“habilidades divinas”, o contato com a espiritualidade tem, por uma questão de
lógica, que ser mais dinâmico e mais livre de interferências. Um mundo
melhorado não pode ter divisões tão acentuadas como as que ocorrem aqui na
Terra entre os planos físico e espiritual. Aqui mesmo, esta divisão existe
somente com a finalidade educativa pedagógica para fazer com que o homem
desenvolva sua percepção da divindade em si por si só, conquistando tudo por
seu próprio mérito.
Algumas
perguntas devem ser respondidas: Porque é tão difícil assim acreditarmos na
realidade do plano astral? Por que as coisas não acontecem de modo mais claro,
para que não nos perturbemos com dúvidas? Parece que, mesmo presenciando e/ou
participando de alguns fenômenos mediúnicos, ainda assim temos dificuldade em
acreditar inteiramente na existência do plano astral e dos espíritos. Porque
temos esta dificuldade? Qual a razão das coisas ocorrerem desta maneira?
Imaginemos a
seguinte situação: Um sábio mestre nos diz que precisamos nos tornar bondosos,
amar e ajudar outras pessoas, e que se assim agirmos, nos melhoraremos e um dia
iremos para um lugar melhor e lá seremos recompensados por nossa mudança e
pelos benefícios que proporcionamos aos outros. Alguns acreditam neste mestre e
começam a trabalhar com o intuito de melhorarem-se e tornarem-se boas pessoas
para serem merecedores da recompensa prometida. Outros, mais desconfiados, para
mudar seu modo de viver, exigem que o mestre que lhes deu tal orientação lhes
apresente provas que lhes garantam a existência deste lugar e da recompensa que
receberão se seguirem os seus ensinamentos, pois acham que não é prudente mudarem
seu modo de viver baseado somente em promessas ou abstrações, sem terem a
certeza de que tudo corresponde à realidade.
Bem, se
analisarmos os dois tipos de comportamentos dessas pessoas chegaremos à
conclusão de que ambas estão, sob seus respectivos pontos de vista, corretas.
Os primeiros tiveram boa fé e mudaram seu modo de viver sem exigir provas. Os
segundos fizeram questão da prova para não correrem o risco de serem enganados.
Porém, aos olhos do mestre quais pessoas estariam mais aptas para habitar o
lugar melhor, ou quais teriam mais mérito? Os primeiros ou os segundos?
Certamente os primeiros, porque se predispuseram a mudar pela simples promessa
de uma recompensa, ou seja, acreditaram no mestre e na proposta que ele trouxe.
Os segundos também têm seus méritos, mas não tanto quanto os primeiros, porque
eles tinham certeza da existência da recompensa. Qual seria o nosso mérito se
um espírito amigo nos mostrasse escancaradamente o mundo espiritual e seus
habitantes de modo que não tivéssemos mais dúvida da sua realidade e nos
mostrasse as consequências futuras de nossos atos presentes? Teríamos algum
mérito sim, mas bem menos do que se abraçássemos a causa do bem sem que nos
fosse mostrado o futuro que nos espera.
O que está por
trás desse joguinho de palavras? Qual a
moral desta simplória história? A história procura fazer com que nós, seja pela
fé, seja pelas provas ou mesmo por imposição de nosso carma venhamos a
desenvolver a capacidade de amar para que ela se torne natural e não um meio de
ganharmos compensações futuras. Que façamos isso por nós mesmos e não porque alguém
nos prometeu algo ou porque sabemos que temos muito a ganhar com isso. Fazer o
bem e desenvolver o amor em nós é logicamente o mais sábio a fazer.
Aquele
que, após diversas experiências na carne, conseguir fazer o bem com
naturalidade, sem pensar nas recompensas, mas apenas porque sabe ou sente que é
a coisa certa a fazer, já está dando os primeiros passos para se tornar um
habitante desta nova Terra de paz e amor e de desenvolvimento onde conviverão
harmoniosamente encarnados e desencarnados, caminhando lado a lado, sem
barreiras de comunicação em direção ao infinito, ao Criador.
Muita paz e muita luz.
Victor
“Tentemos fazer o bem pelo bem,
porque não há recompensa maior do que a sensação de estarmos fazendo a coisa
certa, isto é, a sensação de estarmos alinhados aos desígnios do Criador”
Mensagem psicografada em
06/02/2017
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