Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Não devemos levar desaforo para casa!

               
 A vida é mesmo cheia de surpresas. Quando a gente menos espera algo acontece e faz com que a gente mude completamente nosso modo de ver as coisas. Vejam o meu caso, por exemplo, sempre me considerei um sujeito bom, sem grandes vícios ou maus hábitos. Me considerava um cavalheiro, comparado com alguns caras que conhecia e que se assemelhavam mais com os trogloditas. Sempre tive muito respeito pelo pai, pela mãe, pelos irmãos, enfim, pelos familiares em geral. Nunca fui um sujeito muito nervoso, nem violento, embora tenha aprendido com meus pais que “não devemos levar desaforo para casa’’. O que quero dizer é que não haviam razões, pelo menos aparentes, para que minha vida tomasse o rumo que tomou.
                Vamos lá. Os fatos que vou relatar ocorreram quando eu tinha vinte e seis anos de idade. Estava noivo de uma moça muito bonita, pela qual eu tinha verdadeira paixão. Estávamos prestes a nos casar. Já fazíamos planos para isso.
                Era uma tarde de domingo. Resolvemos fazer um passeio num dos parques da cidade. Andaríamos um pouco, tomaríamos sorvete, refrigerante ou algo assim. O objetivo era mesmo ficarmos juntos e juntos à natureza nos curtirmos. Colocar em prática o nosso sentimento. Trazer para o físico aquilo que já existia em nossa alma – amor.
                Tudo corria bem. Caminhamos, brincamos e até cantamos. Envolvidos nessa alegria paramos à sombra de uma árvore para descansarmos um pouco. Enquanto ali estávamos, num dado momento, três rapazes passaram muito próximos da gente, nos olharam e fizeram gestos que no meu entendimento traduzi como se eles tivessem falando alguma coisa sobre nós, ou seja, na linguagem comum, estavam tirando um sarro da gente. Achei aquilo muito desrespeitoso e perguntei para eles o que estava acontecendo. Qual era a graça? Eles desconversaram e falaram que não era da gente que estavam falando, mas diziam isso num tom sarcástico e desrespeitoso. Diziam que tinham mais o que fazer do que ficar observando casalzinhos ou coisas desse tipo. Acabamos discutindo feio. Eu não tinha medo de enfrentá-los e até cheguei a desafiá-los, afinal eu não levava desaforo para casa. Depois uma longa troca de elogios que deixavam minha noiva cada vez mais nervosa e amedrontada, decidi ou decidimos sair daquele local e deixamos os rapazes falando sozinhos. Enquanto nos afastávamos podíamos ainda ouvir os xingamentos: Bunda mole! Covarde! E outros nomes que não vale a pena mencionar. Minha vontade era voltar e esmurrar todos eles.
                Já distantes daquele local, sentamos num banco para nos acalmar. Já não mais ouvíamos ou víamos os rapazes. Procurei acalmá-la, no que não fui muito bem-sucedido. O passeio estava estragado! Mesmo assim pedi-lhe que esquecesse aquele incidente desagradável e que procurássemos ficar tranquilos. Eu dizia que devíamos aproveitar a linda tarde de domingo. Não devíamos deixar que pessoas como aquelas estragassem nosso dia e nosso passeio. Bem ou mal, acabamos ficando até a hora do pôr-do-sol, quando então resolver voltar para nossas casas. Procurávamos disfarçar, mas a verdade é que ainda estávamos chateados por tudo que havia acontecido.
                Nos dirigimos para o local onde nosso carro estava estacionado. Tinha deixado o carro mais ou menos a dois quilômetros do local onde estávamos. Enquanto caminhávamos não percebemos, mas estávamos sendo seguidos. Quando já estávamos perto do nosso carro fomos cercados pelos três rapazes que desta vez não queriam apenas me xingar. Nos seguiram com a intenção de me agredir, me dar uma surra ou coisa pior.
                Quando me vi naquela situação, me preocupei com a minha noiva. Pedi-lhe que entrasse no carro rapidamente para que não corresse riscos. Relutante ela obedeceu, e quando mal havia entrado no carro eu já sentia as pancadas que pareciam vir de todos os lados. Lembro-me que consegui desferir alguns golpes para me defender, mas eram três contra um e apanhei bastante até o momento em que levei uma forte pancada na cabeça que me fez cair, seguida por um momento de escuridão que nem sei quanto tempo durou. Depois disso entrei num período em achava que estava sonhando. Lembrava daqueles últimos acontecimentos como algo distante como se fosse um sonho mesmo.
Despertei na cama de um hospital com uma simpática enfermeira de olhar terno ao meu lado me perguntando se estava tudo bem; se me sentia bem e do que eu me lembrava. Demorei um pouco para me reestruturar psiquicamente. Alguns minutos depois eu já me lembrava do passeio, da noiva, do espancamento e deduzi que a surra tinha sido tão grande que eu tinha ido parar no hospital. Achei estranho aquele hospital...o quarto era todo branco com alguns quadros nas paredes representando flores ou belas paisagens, mas não tinha nenhum daqueles aparelhos que costumamos ver nos quartos dos hospitais. Sabia, não sei como que estava num hospital, mas não imaginava que hospital poderia ser. Sentia muita paz. Sentia que estava bem e não sentia nenhuma vontade de sair dali. Logo a enfermeira me disse que eu tinha sofrido vários traumas e que o Dr. Viria me explicar o que de fato havia acontecido comigo. Perguntei a ela o nome do hospital, mas ela me disse que não devia me preocupar com isso. Novamente adormeci e quando despertei lá estava o Dr. Carlos que me explicou o que de fato havia acontecido. Por causa das pancadas recebidas na cabeça sofri traumatismo craniano e não resisti, ou seja, havia desencarnado. Mesmo com todo o jeito carinhoso que ele me expôs a situação entrei em pânico e comecei a gritar desesperadamente que aquilo tudo era loucura. Tentei me levantar para sair correndo daquele lugar que naquele momento para mim era um hospício, mas o Dr. Carlos me fazia permanecer deitado apenas com a imposição de suas mãos próximas ao meu corpo.
                Com o passar dos dias fui me conscientizando da minha verdadeira situação – estava no mundo dos espíritos! Logo pude sair do quarto, passear nos jardins do hospital, participar de algumas palestras e reuniões onde pude compreender tudo o que estava acontecendo comigo.  Recebi tratamento energético, através do qual pude recobrar boa parte da minha memória integral e me inteirar das minhas últimas encarnações o que me fez compreender o porquê daquele desencarne aparentemente sem sentido.
                Não faz muito tempo que estas coisas aconteceram. Na verdade, ainda estou um pouco abalado com toda essa situação. Sinto saudades de todos que inesperadamente deixei sem sequer me despedir. Os amigos me disseram que seria bom escrever esta mensagem para desabafar um pouco, para ter contato com as energias mais densas pela proximidade com a crosta e para mostrar a que lição eu tirei desse evento e que pode ser útil para quem quer que venha ler esta mensagem.
Bem meus amigos, o que posso dizer é que tudo isso foi muito inesperado para mim e que tive um desencarne precoce e que poderia ter sido facilmente evitado. Foi numa fração de segundos que fiz com que toda esta sequência de eventos fosse desencadeada. No momento em que olhei para os três rapazes e achei que eles estivessem tirando sarro de nós, coloquei nossas encarnações em risco. Eu poderia simplesmente ter ignorado aqueles gestos; poderia ter me retirado daquele local como mandaria o bom senso; poderia ter pensado que aquelas pessoas fossem perigosas ou coisa assim. Enfim, poderia ter pensado em nossa segurança, mas aquele velho ensinamento de família de que não devemos levar desaforo para casa falou mais alto e me fez desencadear todos esses acontecimentos. Então meus amigos, se aprendi alguma coisa com isso foi que a vida na matéria é uma experiência importante demais para arriscarmos toda ela numa fração de segundos; por uma impressão certa ou errada que possamos ter. A ironia de tudo isso é que ainda não sei e talvez jamais venha a saber se aqueles rapazes estavam ou não, tirando sarro da gente.
                Se algo assim vier a acontecer com algum de vocês, por favor não sejam tão imaturos e inconsequentes como eu fui. Parem para pensar nos riscos que a situação oferece. Não arrisquem toda uma encarnação apenas para não passar por covardes ou medrosos. A experiência na carne está cima de todas essas coisas. O presente divino da encarnação é maior que qualquer desaforo que levemos para casa. Se algo assim acontecer e alguém lhe perguntar se está trazendo desaforo para casa, espero que você responda, seja para seu pai, sua mãe ou que quer que seja, que não está trazendo desaforo e sim que está trazendo sua vida em segurança para as pessoas que você ama...
Jovem desencarnado

Comentário do amigo espiritual:
Existem, é claro, por trás do desencarne deste espírito, fatos relacionados ao seu passado em outras encarnações e que contribuíram para este desfecho encarnatório que não foram mencionados pelo jovem que escreveu estas palavras, mas achamos que ele poderia nos passar uma lição importante. Ele, com sua simplicidade, nos ensina a compreender que às vezes podemos estar colocando tantas coisas em risco por medo de parecermos fracos. Meu Deus! Nós somos fracos mesmo! Porque o medo de parecermos o que realmente somos? Pensemos bem sobre isso para não termos que um dia desses estar aqui no plano espiritual descrevendo uma situação que poderia ter sido evitada apenas com um pouquinho de prudência e tolerância.
Muita paz e muita luz! Que Deus abençoe a todos nós!
Um espírito amigo.

Mensagem psicografada em 13/02/2017

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