Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


Nosso e-mail: umamigalhadeluz@gmail.com

Você pode nos mandar um e-mail ou deixar sua opinião
no final de cada texto. Sua participação é muito importante!

sábado, 25 de junho de 2016

HISTÓRIA DE UMA VIDA

Mensagem passada em no dia 24/06/2016 num exercício de psicografia. 
Manteremos o anonimato como é de praxe em nosso blog.

Quando em criança, havia muito sofrimento em minha casa. Pai e mãe brigavam o tempo todo. Crescendo assim, neste ambiente, eu não poderia dar em outra coisa, a ser num belo de um mau elemento.
Na adolescência, prisões em casa para menores, drogas, brigas, sexo desmedido e outras coisas do tipo ou piores.  Escola? Que nada! Aquilo era só mais uma curtição para mim.
Depois desta fase, comecei a ter contato com pessoas do mundo do crime mesmo – gente da pior espécie. E o que eu desejava, influenciado pelas forças do grupo, era ser igual a eles. Tão mau quanto eles ou pior. E assim de roubos e assaltos fui sobrevivendo. Conseguia encontrar todas as desculpas possíveis para continuar naquela vida.
Conselhos? Para mim não passava de piadas, das quais eu ria muito.
Pai já falecido... mãe doente... e eu continuava a ser o mau elemento de sempre. Nem a doença da "velha" foi motivo suficiente pra eu parar com aquela vida... Depois veio a prisão...Fui denunciado pela pessoa em quem mais confiava – minha namorada.
Na cadeia, o pior – fui vilipendiado de todas as maneiras possíveis. Ali me tornei um verdadeiro monstro. O pior de tudo isso, é que eu fiz a mim mesmo de monstro. Aceitei ser um monstro! Depois de fazer parte das "gangs" internas da prisão, “se enturmar” como se dizia, passei a ser uma espécie de carrasco da prisão. Até gente, matei. O primeiro foi difícil, mas depois e acostumei e quase chegava a gostar daquilo. Meus crimes da cadeia nunca foram descobertos, porque lá impera a “lei do silêncio”.
Depois de algum tempo estava na rua novamente. Minha “velha” já havia falecido de tanto desgosto, não só por minha causa, mas também pela pobreza e pelo ambiente insalubre em que a pobre vivia. Já contava com mais de trinta anos nesta época. Vivia de bicos, mas sempre pensando em ficar rico de uma hora para outra fazendo um grande assalto. E como porco atrai porco, conheci alguns “caras” da pesada que me convidaram para um “serviço”. Nós iríamos ficar ricos e não precisaríamos mais roubar nada na vida. Era um banco e éramos seis caras. As armas foram conseguidas por um “cara” que dava medo só de olhar nos olhos dele. E lá fomos nós. Isso foi numa segunda feira. Pelas informações que os “caras” tinham, naquele dia haveria muita grana no banco. Minha função seria entrar “apavorando” e gritando pra todo ficar quieto. A ordem era pra bater em quem não obedecesse e se não adiantasse era pra matar mesmo. Tudo correu mais ou menos bem. Recolhemos o dinheiro dos caixas e um dos “caras” foi com o gerente pra pegar uma grana não sei aonde. Na saída é que foi duro. A polícia estava lá fora nos esperando. Confusão, tiros, eu apavorado. Algo já me dizia que aquilo não ia acabar bem... e de fato não acabou. Fui alvejado nem sei quantas vezes.
Despertei no inferno! Escuro, frio e repleto de gente da pior espécie. Em meus ouvidos ainda ressoava a gritaria do povo que estava no banco. Os gritos femininos... estes, parecem que ainda hoje, ressoam em meu ser. Um ambiente de loucura, medo, pavor, um pesadelo constante. Monstros... lá não havia humanos, mas apenas monstros sem coração. Um mau cheiro que impregnava as narinas e não saía por nada! Sinceramente não sei quanto tempo isso durou, até que uns “caras” do bem me encontraram e me tiraram dali voando.
Fiquei internado um tempão num hospital pra doentes mentais. Aos poucos comecei a reconhecer-me novamente e me lembrar do que fui, do que fiz e do que sou agora. Vou precisar ainda de muito tempo e tratamento para poder compreender tudo isso de verdade.
O fato é que estou aqui fazendo este depoimento como parte do tratamento, como uma terapia, porque tenho até dificuldade em me comunicar aqui.
Quero me encontrar com Deus. Tentar fazer alguma coisa pra consertar as “gagadas” que fiz e se tenho ainda alguma moral pra aconselhar alguém, digo o seguinte: ouçam os conselhos das pessoas que lhes amam pra não cair na “embrulhada” que eu caí.
Ta na hora de “dar o fora”.
Desejo que todos fiquem com Deus
Quanto a mim, espero encontrar esse Deus que nunca fez parte da minha vida, porque eu mesmo nunca abri a porta para Ele.










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