Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


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sexta-feira, 24 de junho de 2016

A PASSAGEM DO PENSAMENTO INDIVIDUALISTA PARA O PENSAMENTO COLETIVISTA PARTE 1


Vamos falar um pouco do individualismo e do egoísmo humanos,
que são causas fundamentais dos males que afligem a sociedade.
 O que fazer para mudar isso?

(este texto será apresentado em 2 partes)

          Grande parte dos problemas humanos origina-se no individualismo, isto é, no modo de pensar individualista. Podemos afirmar que, desde a briga entre vizinhos até a mais destruidora das guerras, encontramos no fundo de tudo isso o pensamento individualista, cuja raiz é o egoísmo humano, como o ponto de partida para estas contendas.

          O pensamento individualista nos leva ao paradoxal individualismo coletivo. Nos referimos aos grupos que se formam, quase automaticamente em torno de interesses comuns, tais como seitas, facções etc. Isso sem falar do individualismo coletivo representado pelos interesses comerciais, chegando até ao individualismo de rua, bairro, cidade e assim por diante.

          Por trás do individualismo encontramos o egoísmo, este apontado por Allan Kardec no Livro dos Espíritos e outras obras de sua autoria como um dos problemas que emperram a evolução da espécie humana. Não só Kardec, mas grandes nomes do pensamento filosófico já afirmavam que a solução para a maior parte dos problemas humanos passava pelo combate ao egoísmo. É muito raro uma religião ou instituição humanitária que não tem como uma de suas metas o combate ao egoísmo, este velho conhecido. Por que será que essa característica humana persiste até os dias atuais? Em alguns momentos chegamos a ter a impressão de que isso até se intensificou...

A felicidade não está na individualidade – ninguém é ou pode ser feliz sozinho. Nós temos a necessidade do outro até para nos reconhecermos. Só sabemos quem somos nós porque temos o outro para negar. Praticamente tudo o que fazemos é em função do outro, mas parece que não queremos enxergar este fato. Sem o outro nossa vida não teria o menor sentido. O filósofo alemão Edmund Russel chegou a conclusão de que a nossa consciência não é nada sozinha, explico: ele dizia que a "consciência só é consciência de alguma coisa". Se a consciência do homem pode ser entendida como o “eu”, então eu só existo em função das outras coisas e dos outros seres que me rodeiam. Parece um pouco complicado, mas não é. O queremos dizer é que estamos inseridos no mundo como parte dele, de modo que temos que nos sentir como pedaços do mundo. Ora, do mesmo modo que a parte não é o todo, o todo também não é o todo sem uma de suas partes, por menor que seja esta parte. Somos humanos que fazem parte de uma humanidade, que faz parte de um mundo, que faz parte de um universo. Porque deveríamos nos sentir tão fortemente como individualidades separadas do todo e que só pensam em si mesmas, mesmo sabendo que sozinhos não somos nada? É chegada a hora de compreendermos esta realidade que, de tão simples, parece não ter tanta importância.

          Será que não é chegada a hora de aprendermos a dividir para somar? Será que não é hora de valorizarmos o prazer de amar e ser amado, de respeitar e ser respeitado? Será que não é hora de sorrir pela boca do outro; de comer pela boca do outro; de ter saúde pelo corpo do outro? É hora de sentirmo-nos como se fôssemos o outro! Acreditamos que, quando assim procedermos estaremos muito próximos da felicidade possível na Terra.

          Não é nossa intenção produzirmos um texto acadêmico que prima pela erudição e pela complexidade. Queremos, antes de tudo, falar ao coração das pessoas, mostrando que, nem sempre as soluções para os grandes problemas humanos necessitam de grandes teorias científica ou fórmulas complexas. Pequenas coisas para mudar esta nossa realidade, podem ser feitas em nosso dia a dia, através atitudes simples, que quando somados a outras irão mudanças gigantescas. A tolerância para com as pequenas falhas de nossos irmãos é um bom começo. Não podemos exigir perfeição de ninguém, pois nós mesmos não somos perfeitos.

A segunda parte já foi publicada.

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