Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

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sábado, 12 de novembro de 2016

A imensidão do Universo

Assim como as estrelas que brilham no céu, são os filhos de Deus. Uma quantidade incontável. E não é por serem muitos que o Pai os trata de modo diferente ou deixa de atender a todos. Que lições poderíamos tirar disso?
A primeira delas é que, a criação de Deus é de uma imensidão inimaginável para o homem que, em suas limitações, mal consegue compreender a noção de infinito.
Neste caso, quantidade não quer dizer complexidade. O que queremos dizer é que não é por sermos tantos que seria difícil para o Criador cuidar de todos nós. É claro que Deus não se ocupa de cada um pessoalmente, atendendo nossos pedidos individualmente. Pela Sua lógica, pela Sua inteligência inigualável, Ele utiliza um sistema que funciona por si. O que Ele fez foi dar o impulso primeiro e depois deixar que as coisas funcionassem num efeito cascata.
Os grandes contestadores da Divindade se apegam muito a esta questão, para poder defender suas ideias contrárias à existência da divindade. Acreditam ou sugerem que, pela grandiosidade do universo e a grande quantidade de seres, seria impossível que um só ser pudesse criar e cuidar de tudo e de todos ao mesmo tempo.
Imaginem aquela brincadeira com dominós, onde muitas peças são colocadas uma após a outra, guardando entre elas uma distância que, se uma delas cair derruba a que está à sua frente. Será que precisamos derrubar todas as peças, uma por uma, para podermos derrubá-las e colocá-las na posição horizontal? Não. Basta que impulsionemos a primeira e as demais cairão como efeito deste primeiro movimento, ou seja, este primeiro impulso ganha uma força inimaginável em função do efeito multiplicador a que está relacionado.
O Criador, em sua magna inteligência, estabeleceu as bases da criação e deixou que ela se movimentasse por conta própria, por seus próprios recursos, através de algo muito parecido com este efeito multiplicador. Um exemplo disso são as questões de consciência. Quando cometemos alguma injustiça com alguém o que nos acontece? Ficamos com remorsos, entristecidos e insatisfeitos conosco mesmo. Nossa própria consciência nos cobra a reparação da falta que cometemos para com nossos irmãos de jornada. Deus não precisa vir ou mandar emissários para nos cobrar. Assim como um motor que se auto-alimenta, funciona a criação.
O Criador nos dotou de todas as condições para que cresçamos e nos tornemos melhores, por isso, não devemos entregar tudo nas mãos Dele e ficar esperando que as coisas aconteçam como por um passe de mágica. Temos todos os meios necessários para crescer. Temos o conhecimento à nossa disposição, mas precisamos procurá-lo. Precisamos estudar, depois precisamos praticar as coisas que aprendemos. Ninguém deve dizer que Deus o abandonou. O caso é que Deus não é como o pai superprotetor que está sempre pronto para segurar o filho na queda. Ao contrário, Ele permite que o filho caia para que ele adquira forças para se levantar e ganhar confiança em si mesmo.
Não é justo usar a divindade como desculpa para os nossos sofrimentos, principalmente aquelas pessoas que já têm algum conhecimento das leis básicas da evolução tais como a lei de atração e lei causa e efeito.
Nem sempre o provérbio “quando aumenta a quantidade, cai a qualidade” é verdadeiro, principalmente no caso de que estamos tratando. Neste caso, particularmente ocorre até o contrário, isto é, não é por ser imenso ou infinito que não funciona. Quanto maior mais se multiplica a sua beleza e sua auto-gestão. Quanto mais somos, mais aumenta o nosso conhecimento e as condições para nos ajudarmos uns aos outros.
Tudo o que existe é divino e dinâmico. A grandeza e a imensidão refletem a divindade. Como infinitas pedras de dominó, a evolução continua sem parar graças apenas aquele impulso inicial. Seria ilógico se Deus precisasse ocupar-se com a criação pessoalmente. A verdade é que nem sabemos o que é Deus nem o tamanho de Deus. Talvez Deus seja um bebezinho que derrubou sem querer a primeira peça de dominó... Brincadeiras à parte, o intento de nosso singelo texto é mostrar para todos que, as coisas nem sempre funcionam do jeito que a gente imagina, pois o nosso modo de ver é muito limitado. Precisamos aprender a sair do nosso mundinho pessoal para poder imaginar outras possibilidades de mundos.
Ainda lembrando que nem sempre quantidade quer dizer complexidade, alguns imaginam que por ser imenso ou infinito o universo seja extremamente complexo. Isso é um engano. O universo é surpreendentemente simples. Ele é regido por muitas leis físicas ou não, mas todas elas se originam da mesma lei primordial. É mais ou menos como o caso do átomo, que forma um milhão de combinações diferentes, mas partindo sempre do átomo original como base de tudo. É mais ou menos como um pêndulo que quando parado é visto por nós como um peso pendurado na ponta de um cordão. Quando em movimento rápido toma outras formas. Conforme a sua velocidade vai formando algo diferente de ver. Quando o rodamos aceleradamente em 360 graus vemos uma circunferência. Assim é a criação: um princípio único que se originou do Criador e que, dependendo da vibração, pode ser visto de infinitos modos.
Interessante notar também que nós costumamos valorizar a ideia de que o universo é complexo, ou seja, valorizamos a complexidade como se ela fosse sinônimo de qualidade ou de perfeição. Vejam as fórmulas descobertas pelos grandes físicos. As que são consideradas mais elegantes são as mais simples. Isso é um sinal de que tudo pode ser simplificado, tudo pode ser reduzido a um princípio simples.
Precisamos aprender a discernir duas coisas: aparência de essência. Aparência é aquilo que nossos olhos e nossos sentidos acreditam que o mundo é. Essência é aquilo que o mundo realmente é em si. Aparência é algo que determinamos a partir dos nossos sentidos físicos e grosseiros. Já a essência é pressentida ou sentida através de nossos espíritos. Todo o universo físico é a aparência do universo percebido pelos nossos sentidos físicos, porém, pelo espírito podemos senti-lo em essência e em sua simplicidade. Basta querer, basta desejar, sintonizar-se com o Todo e nesse momento sentiremos a presença de uma força maior que a tudo preenche e que determina todo movimento do cosmos.
É possível que um dia, nos milênios vindouros, voltemos a encontrar aquele desastrado bebê que derrubou a primeira pedra de dominó que deu início a tudo.

Muita paz, muita luz, muita simplicidade!

Victor


Mensagem psicografada em 07/11/2016 

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