O
que buscamos quando participamos de trabalhos espirituais? O que buscamos
quando estudamos coisas relacionadas ao mundo espiritual? O que procuramos
quando adentramos uma casa espírita, um centro umbandista ou mesmo um templo
espiritualista? Será que buscamos soluções para nossos problemas imediatos?
Será que buscamos meios para podermos levar esta vida de encarnado com menos
dificuldades? Será que queremos mostrar para os demais que somos bons espíritos
e que estamos em busca do divino para nos tornarmos santos?
Estas
questões parecem desnecessárias ou demasiado repetitivas, mas devemos advertir
àqueles que desejam conhecimento na área espiritual que, responder a estas
questões é de fundamental importância para nortear nosso caminho rumo ao progresso,
rumo à evolução espiritual que, em resumo, é a razão de nossa encarnação. Todas
estas perguntas que acabamos de colocar estão inexoravelmente ligadas A esta razão
primeira que apontamos como a razão de nossa passagem pelo orbe terrestre.
Todos
nós devemos responder a estas perguntas e mais, devemos formular e responder a
outras que fazem parte desta motivação para frequentarmos as casas que lidam
com a relação entre os diversos planos da vida. Porque é de extrema importância
que saibamos o que nos leva a procurar esses estabelecimentos e o que desejamos
para nós nessa busca. Podemos até dizer que esta é uma questão que diz respeito
ao desenvolvimento de nossas vidas. Sim, porque nós devemos planejar nossa
vida. Devemos estabelecer objetivos e metas a serem alcançadas e depois
perseguir estes objetivos e metas com toda nossa vontade.
Muitos
irmãos que se encontram frequentando casas espíritas e afins, na verdade não
sabem por que o fazem. Muitos são movidos pela curiosidade, outros pela busca
de soluções para problemas imediatos que não dizem respeito ao espiritual. Há
ainda aqueles que são simplesmente levados por parentes e amigos e acabam
ficando, até porque que não têm nada melhor para fazer. Muitos desses irmãos
até se tornam trabalhadores das casas que frequentam, alguns até são ótimos
colaboradores, mas se lhes perguntar por que estão ali fazendo o que fazem,
talvez não tenham uma resposta que satisfaça nem a eles mesmos. Acreditamos que
isso não seja razoável, porque é preciso que tenhamos convicção daquilo que
ensinamos para poder ensinar. Precisamos saber o que estamos dizendo e
acreditar no que estamos fazendo para poder trazer mais pessoas para a causa
que nos ajudará a levar a humanidade a um patamar evolutivo mais alto.
Precisamos
saber o que procuramos. Como poderemos encontrar algo que nem sabemos o que é?
Isso soa muito básico, muito primário, não é verdade? Saibam que muitos de nós,
espiritualistas não sabe o que está procurando. Não param por um momento e se
fazem esta pergunta simples: o que eu busco junto à espiritualidade na casa
onde frequento? O objetivo deste texto
singelo e propor uma reflexão em cima desta problemática, ou seja, pedir às
pessoas que façam a si mesmas essa pergunta. Muitos se surpreenderão, porque se
depararão com o fato de que não tem uma resposta positiva para essa pergunta.
Será muito louvável se tiverem uma resposta, mas também será muito produtivo se
não tiverem, isso porque saberão que precisam pesquisar dentro de si mesmos
para obterem esta resposta.
Não
é motivo de vergonha não ter esta e outras respostas que virão em seguida,
porque são poucos os que as têm e é muito melhor saber que não sabemos do que
pensar que sabemos quando não sabemos. Admitir a própria ignorância, além de
ser uma demonstração de humildade é o primeiro passo para sair dela. Um orador,
que não convém citar o nome, disse o seguinte: “quando, numa aula, numa
palestra ou em qualquer outro lugar destinado ao aprendizado, àquele que está
na posição de orientador pergunta algo e alguém que está ali para aprender diz
“não sei” é como se uma luz se acendesse sobre a cabeça daquela pessoa, porque
ela abriu o caminho para aprender algo novo” e completa dizendo que ‘’naqueles
que silenciam, dando a entender que já sabem, quando na verdade estão apenas
com vergonha de confessarem ignorância, é possível ver uma mancha escura sobre
suas cabeças como se fosse uma barreira a bloquear a passagem do novo conhecimento”.
É assim é que acontece de fato, portanto, não devemos ter vergonha de admitir
que talvez não saibamos o que estamos fazendo na casa espírita ou
espiritualista. Admitir que não sabemos, reafirmamos, é o primeiro passo para
descobrirmos e aprender o novo.
Ao
respondermos esta questão primeira e descobrirmos o que estamos buscando, um
novo caminho se abrirá e dará sentido a nossa busca. A partir daí veremos que temos
outras questões importantes a responder e isso nos levará a aprendermos cada
vez mais. Entenderemos o porquê de nossa presença na casa ou centro que
frequentamos. Nos tornaremos assim, mais lúcidos e conscientes, e poderemos orientar
outras pessoas que talvez também estejam buscando, sem saber o quê.
É
possível que a resposta que encontraremos não seja uma resposta completa, uma
afirmação positiva do tipo: estou aqui para fazer isso ou aquilo. É possível
que a resposta seja como um caminho que nos é mostrado; um rumo que nós é
indicado; um lugar onde começar a procurar. O conhecimento da espiritualidade e
a sua relação com o mundo material não pertence à classe das ciências exatas.
Nesse caminho, algumas certezas, com o passar do tempo e o acúmulo de
experiência, podem deixar de ser certezas e se tornarem novas dúvidas. Este é
um campo onde não reina soberano o pensamento racional. Estaremos lidando com
espíritos, encarnados e desencarnados, que se manifestam e agem também pela
emoção, pelos sentimentos e cujos comportamentos nem sempre poderão ser
compreendidos dentro da racionalidade. É uma área onde o conhecimento intuitivo
que é superior ao conhecimento racional, deve ser considerado. As relações
entre os diversos planos da vida não obedecem à lógica que estamos acostumados
a seguir. Sua estrutura repousa sobre outras bases, sua moralidade e sua ética
podem nos surpreender. A única certeza que podemos declarar como tal é que o
amor está no topo dessa pirâmide e ele será a resposta para muitas das questões
que surgirão após aquela primeira descoberta.
Não
é nosso propósito afirmar que os centros, templos e casas espiritualistas
estejam repletas de pessoas ignorantes que ali estão sem saber por que ou pelos
motivos errados. Queremos apenas sugerir um tema para reflexão. Queremos apenas
dizer que, quando sabemos o queremos, torna-se mais fácil procurar. Queremos
dizer que isso nos permitirá fazer um planejamento de nossas atividades e as
tornará mais produtivas, tanto para nós quanto para as pessoas que poderemos
ajudar.
Algumas
pessoas acharão fácil esse exercício, porque assim ele aparenta ser. Mas
garantimos que isso é só aparência, pois esse é um exercício dificílimo.
Existem pessoas que não conseguem sequer controlar o próprio pensamento.
Começam pensando num determinado problema em busca de sua solução e em poucos
segundos se vêem pensando em coisas que nada têm a ver com o problema inicial.
Isso caracteriza uma falta de controle sobre os pensamentos. Imaginem que, se
não conseguem sequer se fixar num tema como poderão equacionar uma questão que
aparenta simplicidade, mas que na verdade traz todo o sentido de uma vida?
Pedimos a esses que já sabem o que buscam e o que querem na área espiritual que
não nos considerem simplistas ou reducionistas, porque o que pode parecer
simples para eles não é para muitos irmãos de caminhada. Pedimos sim, que
ajudem aqueles que ainda não se encontraram espiritualmente, apontando caminhos
por onde possam seguir na busca do autoconhecimento, lembrando que não é fato
desconhecido que muitos aprendizes acabam ensinando a seus mestres.
Pedimos
que não deixem esses irmãos na ignorância, porque assim é mais fácil tê-los
como seguidores. Não façam isso! Permitam que encontrem seus caminhos, seus
sentidos para a vida. Orientem-nos para que não sejam dependentes de “mestres e
gurus”. Lembrem-se de que todos nós somos filhos do mesmo Deus e todos
retornaremos a Ele. Lembrem-se de que a evolução abrange a todos. Vamos chegar
juntos!
Nosso
criador nos proporciona e nos proporcionará todos os meios necessários para
nossa evolução até a angelitude. Cabe a nós procurar nos adaptarmos às diversas
experiências que nos são oferecidas e tirar delas o que cada uma delas tiver de
melhor. Para isso um bom começo é perguntar a si mesmo: O busco eu?
Muita paz na caminhada e muita
luz para clarear o caminho!
Victor
Mensagem psicografa em março de
2018
Nenhum comentário:
Postar um comentário