Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


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no final de cada texto. Sua participação é muito importante!

terça-feira, 17 de abril de 2018

SABER O QUE BUSCAR



                O que buscamos quando participamos de trabalhos espirituais? O que buscamos quando estudamos coisas relacionadas ao mundo espiritual? O que procuramos quando adentramos uma casa espírita, um centro umbandista ou mesmo um templo espiritualista? Será que buscamos soluções para nossos problemas imediatos? Será que buscamos meios para podermos levar esta vida de encarnado com menos dificuldades? Será que queremos mostrar para os demais que somos bons espíritos e que estamos em busca do divino para nos tornarmos santos?
                Estas questões parecem desnecessárias ou demasiado repetitivas, mas devemos advertir àqueles que desejam conhecimento na área espiritual que, responder a estas questões é de fundamental importância para nortear nosso caminho rumo ao progresso, rumo à evolução espiritual que, em resumo, é a razão de nossa encarnação. Todas estas perguntas que acabamos de colocar estão inexoravelmente ligadas A esta razão primeira que apontamos como a razão de nossa passagem pelo orbe terrestre.
                Todos nós devemos responder a estas perguntas e mais, devemos formular e responder a outras que fazem parte desta motivação para frequentarmos as casas que lidam com a relação entre os diversos planos da vida. Porque é de extrema importância que saibamos o que nos leva a procurar esses estabelecimentos e o que desejamos para nós nessa busca. Podemos até dizer que esta é uma questão que diz respeito ao desenvolvimento de nossas vidas. Sim, porque nós devemos planejar nossa vida. Devemos estabelecer objetivos e metas a serem alcançadas e depois perseguir estes objetivos e metas com toda nossa vontade.
                Muitos irmãos que se encontram frequentando casas espíritas e afins, na verdade não sabem por que o fazem. Muitos são movidos pela curiosidade, outros pela busca de soluções para problemas imediatos que não dizem respeito ao espiritual. Há ainda aqueles que são simplesmente levados por parentes e amigos e acabam ficando, até porque que não têm nada melhor para fazer. Muitos desses irmãos até se tornam trabalhadores das casas que frequentam, alguns até são ótimos colaboradores, mas se lhes perguntar por que estão ali fazendo o que fazem, talvez não tenham uma resposta que satisfaça nem a eles mesmos. Acreditamos que isso não seja razoável, porque é preciso que tenhamos convicção daquilo que ensinamos para poder ensinar. Precisamos saber o que estamos dizendo e acreditar no que estamos fazendo para poder trazer mais pessoas para a causa que nos ajudará a levar a humanidade a um patamar evolutivo mais alto.
                Precisamos saber o que procuramos. Como poderemos encontrar algo que nem sabemos o que é? Isso soa muito básico, muito primário, não é verdade? Saibam que muitos de nós, espiritualistas não sabe o que está procurando. Não param por um momento e se fazem esta pergunta simples: o que eu busco junto à espiritualidade na casa onde frequento?  O objetivo deste texto singelo e propor uma reflexão em cima desta problemática, ou seja, pedir às pessoas que façam a si mesmas essa pergunta. Muitos se surpreenderão, porque se depararão com o fato de que não tem uma resposta positiva para essa pergunta. Será muito louvável se tiverem uma resposta, mas também será muito produtivo se não tiverem, isso porque saberão que precisam pesquisar dentro de si mesmos para obterem esta resposta.
                Não é motivo de vergonha não ter esta e outras respostas que virão em seguida, porque são poucos os que as têm e é muito melhor saber que não sabemos do que pensar que sabemos quando não sabemos. Admitir a própria ignorância, além de ser uma demonstração de humildade é o primeiro passo para sair dela. Um orador, que não convém citar o nome, disse o seguinte: “quando, numa aula, numa palestra ou em qualquer outro lugar destinado ao aprendizado, àquele que está na posição de orientador pergunta algo e alguém que está ali para aprender diz “não sei” é como se uma luz se acendesse sobre a cabeça daquela pessoa, porque ela abriu o caminho para aprender algo novo” e completa dizendo que ‘’naqueles que silenciam, dando a entender que já sabem, quando na verdade estão apenas com vergonha de confessarem ignorância, é possível ver uma mancha escura sobre suas cabeças como se fosse uma barreira a bloquear a passagem do novo conhecimento”. É assim é que acontece de fato, portanto, não devemos ter vergonha de admitir que talvez não saibamos o que estamos fazendo na casa espírita ou espiritualista. Admitir que não sabemos, reafirmamos, é o primeiro passo para descobrirmos e aprender o novo.
                Ao respondermos esta questão primeira e descobrirmos o que estamos buscando, um novo caminho se abrirá e dará sentido a nossa busca. A partir daí veremos que temos outras questões importantes a responder e isso nos levará a aprendermos cada vez mais. Entenderemos o porquê de nossa presença na casa ou centro que frequentamos. Nos tornaremos assim, mais lúcidos e conscientes, e poderemos orientar outras pessoas que talvez também estejam buscando, sem saber o quê.
                É possível que a resposta que encontraremos não seja uma resposta completa, uma afirmação positiva do tipo: estou aqui para fazer isso ou aquilo. É possível que a resposta seja como um caminho que nos é mostrado; um rumo que nós é indicado; um lugar onde começar a procurar. O conhecimento da espiritualidade e a sua relação com o mundo material não pertence à classe das ciências exatas. Nesse caminho, algumas certezas, com o passar do tempo e o acúmulo de experiência, podem deixar de ser certezas e se tornarem novas dúvidas. Este é um campo onde não reina soberano o pensamento racional. Estaremos lidando com espíritos, encarnados e desencarnados, que se manifestam e agem também pela emoção, pelos sentimentos e cujos comportamentos nem sempre poderão ser compreendidos dentro da racionalidade. É uma área onde o conhecimento intuitivo que é superior ao conhecimento racional, deve ser considerado. As relações entre os diversos planos da vida não obedecem à lógica que estamos acostumados a seguir. Sua estrutura repousa sobre outras bases, sua moralidade e sua ética podem nos surpreender. A única certeza que podemos declarar como tal é que o amor está no topo dessa pirâmide e ele será a resposta para muitas das questões que surgirão após aquela primeira descoberta.
                Não é nosso propósito afirmar que os centros, templos e casas espiritualistas estejam repletas de pessoas ignorantes que ali estão sem saber por que ou pelos motivos errados. Queremos apenas sugerir um tema para reflexão. Queremos apenas dizer que, quando sabemos o queremos, torna-se mais fácil procurar. Queremos dizer que isso nos permitirá fazer um planejamento de nossas atividades e as tornará mais produtivas, tanto para nós quanto para as pessoas que poderemos ajudar.
                Algumas pessoas acharão fácil esse exercício, porque assim ele aparenta ser. Mas garantimos que isso é só aparência, pois esse é um exercício dificílimo. Existem pessoas que não conseguem sequer controlar o próprio pensamento. Começam pensando num determinado problema em busca de sua solução e em poucos segundos se vêem pensando em coisas que nada têm a ver com o problema inicial. Isso caracteriza uma falta de controle sobre os pensamentos. Imaginem que, se não conseguem sequer se fixar num tema como poderão equacionar uma questão que aparenta simplicidade, mas que na verdade traz todo o sentido de uma vida? Pedimos a esses que já sabem o que buscam e o que querem na área espiritual que não nos considerem simplistas ou reducionistas, porque o que pode parecer simples para eles não é para muitos irmãos de caminhada. Pedimos sim, que ajudem aqueles que ainda não se encontraram espiritualmente, apontando caminhos por onde possam seguir na busca do autoconhecimento, lembrando que não é fato desconhecido que muitos aprendizes acabam ensinando a seus mestres.
                Pedimos que não deixem esses irmãos na ignorância, porque assim é mais fácil tê-los como seguidores. Não façam isso! Permitam que encontrem seus caminhos, seus sentidos para a vida. Orientem-nos para que não sejam dependentes de “mestres e gurus”. Lembrem-se de que todos nós somos filhos do mesmo Deus e todos retornaremos a Ele. Lembrem-se de que a evolução abrange a todos. Vamos chegar juntos!
                Nosso criador nos proporciona e nos proporcionará todos os meios necessários para nossa evolução até a angelitude. Cabe a nós procurar nos adaptarmos às diversas experiências que nos são oferecidas e tirar delas o que cada uma delas tiver de melhor. Para isso um bom começo é perguntar a si mesmo: O busco eu?

Muita paz na caminhada e muita luz para clarear o caminho!

Victor

Mensagem psicografa em março de 2018

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