É
preciso saber viver!
Esta
afirmação nos leva a seguinte pergunta: Porque precisamos saber viver? Achamos
que essa pergunta nos ajudará, de certo modo, a encontrarmos o caminho que
devemos seguir em busca do entendimento que procuramos. Precisamos saber viver
porque a vida não é tão simples como muitos querem fazer parecer. Na verdade, a
vida do homem encarnado nada tem de simples, pelo contrário, durante sua
existência o encarnado se depara com as mais complexas situações. Ele se vê
colocado em situações que nem sempre sabe como lidar. Situações que são
verdadeiras armadilhas, das quais nem sempre é fácil escapar. Ora, se soubermos
como viver, isto é, se soubermos conduzir a nossa vida de uma forma equilibrada
tudo ficará mais fácil e teremos uma passagem pela vida muito mais produtiva.
E
como adquirir este conhecimento? Como aprender o saber viver?
Vamos
devagar. Recomendamos aprender primeiro uma coisa essencial. Uma coisa já tão
falada, tão repetida, que nos sentimos até um pouco constrangidos em repetir
novamente esta lição, mas vamos lá. Antes de tudo devemos entender, aceitar e
viver de acordo com o fato de que não somos somente o corpo carnal que ocupamos
momentaneamente. Ainda que tenhamos certa dificuldade em interiorizar essa
ideia, devemos fazer um pequeno esforço para aceitá-la. A partir do momento que
nos conscientizamos desse fato, tudo se torna mais fácil. Ao tirarmos de nossas costas o pesado fardo da
vida material, porque ela se torna pesada no momento em que a entendemos como a
única vida; como a única oportunidade para fazer o que desejamos; como a única
chance de realizar nossos sonhos e projetos. Quando nos liberamos deste fardo tudo
se torna mais leve e agradável. Tarefas antes consideradas doloridas e
cansativas passam a ser tarefas agradáveis e passageiras. Encontraremos tempo e
paciência para trabalharmos as coisas realmente importantes, aquelas que dizem
respeito a nossa busca pela melhora interior, que é o segredo da evolução.
Conscientes
da brevidade da vida, não sentiremos tanta culpa, pois nossos “erros” também
não terão o caráter de definitivos. Conscientes de que sempre teremos a chance
de recomeçar, não desperdiçaremos nosso tempo com lamentações, mas o usaremos
para reparar os prejuízos que porventura causarmos aos nossos irmãos. Usaremos
nosso tempo para reconstruir aquilo que distraidamente destruímos. Viver
sabendo da brevidade da vida na matéria densa faz toda a diferença no modo como
vivemos. Somente precisamos entender que esse conhecimento deve ser
interiorizado; deve estar ao nível de nossa essência; deve fazer realmente
parte da nossa verdade, porque de nada adianta entendermos isso da boca para
fora. Se assim entendermos não fará diferença alguma em nossa vida.
Continuaremos com autômatos executando tarefas programadas.
Devemos
aprender o saber viver no nosso próprio campo de batalha. Onde é isso? Em nossa
própria casa; em nosso trabalho; enfim, em todos os lugares onde nos
manifestamos como seres humanos, como espíritos em crescimento. Esse
é o onde, mas no nosso caso, o onde não será um lugar importante se não houver
nele outros seres humanos como nós e com os quais podemos interagir. Somente
aprendemos o saber viver vivendo e vivendo uns com os outros. Sem os outros
povoando nossos ‘’ondes’’ nada poderíamos aprender. Só o outro nos vê de fora,
portanto, só o outro pode nos dar uma noção de como nós realmente somos. O
resumo da lição é que, impreterivelmente precisamos uns dos outros. Não
crescemos sozinhos. O outro é tão importante como nós mesmos. Dependemos
totalmente do outro para sermos quem somos. Porque será que todos os grandes
mestres nos disseram para amar o nosso próximo como a nós mesmos? É óbvio que
eles já tinham consciência da dependência que temos uns dos outros!
Será
nessa convivência com nossos semelhantes que aprenderemos a viver melhor. Só
precisamos nos posicionar como aquele que observa e aproveita o que cada
situação vivida tem de melhor. Todos nós erramos e acertamos. Não há neste
mundo aquele só acerta, porque tal como nós ele está na mesma condição, ou
seja, alguém que está aprendendo a viver. Podemos concluir disso que, na
verdade, ninguém sabe como viver bem plenamente. Estamos todos navegando no
mesmo mar, dividindo a mesma insegura embarcação. Tendo essa visão de que somos
todos marinheiros no mesmo barco, nos tornamos mais confiantes de nossa
vitória. A consciência da interdependência, curiosamente nos dá mais
tranquilidade para prosseguir na viagem.
Outra
questão muito importante e que também faz parte da nossa temática é a aceitação
do outro como ele é. Essa aceitação é a base para tornarmos nossa existência
mais produtiva e proveitosa. Quando acharmos que determinado comportamento ou
modo de pensar de pessoas de nossa convivência são inadequados ou inconvenientes,
não podemos nos desgastar tentando mudar o outro pela imposição de nossa
vontade. As pessoas só mudam quando querem mudar, não antes. Também de nada
adiantará mudá-las por fora, pois, em essência continuarão sendo as mesmas.
Devemos sim tomar essas pessoas como exemplos de como não devemos ser e
tentarmos através de nossa conduta ser exemplo para elas. Nas relações humanas
o confronto não costuma trazer bons resultados, (claro que há exceções) até
porque as pessoas costumam, quando têm muitos opositores, transformar ideias em
paixões e daí para o fanatismo é um pulinho. Algumas pessoas, quando
contrariadas, costumam mesmo defender ideias que nem elas acreditam, mas depois
de dominadas pelo espírito de contenda, simplesmente perdem a razão e
transformam opositores em inimigos, originando dessas querelas muito ódio e
suas nefastas consequências. Esta lição pode ser traduzida com apenas uma
palavra: tolerância.
Prudência.
Eis uma virtude que deve estar na base do modo de ser de todo aquele que deseja
saber viver. A prudência é que vai nos fazer parar para pensar se o que estamos
fazendo é mesmo certo e se vai produzir os efeitos que desejamos. Ela é que vai
nos fazer parar para analisar as situações e só então, depois de estarmos
conscientes do todas as variáveis possíveis, tomarmos nossa decisão. Aquele que
se deixa guiar pela prudência, pode ter certeza de já está bem próximo do saber
viver, porque tirará de cada situação o que de melhor ela tiver, aumentando
assim suas possibilidades de viver melhor.
Saber
viver implica em sermos alegres. Devemos fazer todas as coisas, na medida do
possível, com alegria, com gosto. Como somos espelhos do nosso próximo, quanto
mais alegres estivermos, mais alegria atrairemos para nós. Aqui falamos em
alegria, mas não é difícil deduzir que isso pode ser aplicado a todos os
sentimentos e emoções humanos. Sendo cada um o espelho do outro, atrairemos
para nós aquilo que mostrarmos para os outros. Essa é uma lei básica da vida
que deve fazer parte do cabedal de conhecimento daqueles que desejam aprender a
arte de saber viver. Porque será que todos os grandes mestres também nos
ensinaram que é dando que se recebe?
Saber
viver é saber aproveitar cada momento da vida para aprender cada vez mais.
Sendo a vida aqui na Terra passageira, não é difícil entender que, quanto
melhor nos prepararmos nessa vida, melhores estaremos na próxima. Saber viver é
compreender as dificuldades de nossos irmãos e, ao invés de julgá-los,
condená-los e puni-los, devemos sim ajudá-los a sair de suas dificuldades, seja
através de auxílio direto ou através de exemplos. Lembrando sempre que as
atitudes são muito mais marcantes do que as palavras. Viver a sua verdade é,
sem dúvida, um modo de ajudar ao próximo pelo exemplo.
Saber viver significa entender que
o aprendizado é constante, isto é, sempre haverá alguma
coisa a aprender.
Não
tivemos a pretensão de trazer a receita de como viver bem. Sabemos quão
limitada é a nossa sabedoria, mas acreditamos que essas pequenas dicas de como
aprender o saber viver, se forem seguidas, poderão ajudar nessa busca que é de
todo ser humano. Todos nós desejamos viver bem, viver felizes na medida do
possível, mas para realizarmos esse desejo precisamos saber como atingir esse
objetivo. É preciso saber viver!
Somos interdependentes e nesse
jogo de espelhos acabaremos descobrindo que Somos todos Um.
Muita paz e muita luz!
Victor
Mensagem psicografada em 26/02/2018
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