Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

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segunda-feira, 2 de abril de 2018

HISTÓRIAS


               





HISTÓRIAS

                Uma das melhores, senão a melhor maneira de se ensinar uma ou muitas pessoas é dando exemplos, contando histórias. E por que este método é válido e eficaz? Isso não é muito difícil de explicar. O objetivo deste pequeno texto é demonstrar como as histórias são importantes em nossas vidas, daí a funcionalidade deste modo de ensinar, deste modo de transmitir conhecimento.
                Histórias... Tudo é história. Desde o momento em que acordamos até o fechar de nossos olhos para o repouso noturno. E quando adormecemos o que acontece? Continuamos vivendo e produzindo histórias através de nossos sonhos. Sonhar é contar histórias para si mesmo. Como podemos observar, estamos envolvidos por histórias e criando histórias a cada minuto. Histórias alegres, tristes, dramáticas, cômicas, úteis, belas e até mesmo histórias de terror...
                Cabe a cada um de nós escolher que tipo de histórias vai criar. Cabe a cada um escolher que papéis vai representar em nossas histórias. Quando nascemos, começamos uma grande história que será composta por várias pequenas histórias. Podemos dizer que a encarnação é uma história com muitos capítulos, cujo escritor e protagonista somos nós mesmos. E aqui como em toda boa história o começo é muito importante. Uma história que começa bem tem mais chance de terminar bem do que uma história cujo começo não tenha sido tão bom. Não queremos dizer que isso seja uma regra. Uma vez que temos muitas opções de caminhos à seguir, nossa história também pode tomar rumos inesperados e terminar de um jeito surpreendente. Nossa história terá muitos personagens e não poderemos ter controle total sobre eles, de modo que haverá uma parte dessa história que não será totalmente determinada por nós. Como assim? Não escrevemos nossa própria história? Sim a história é de cada um, mas não podemos esquecer que cada um dos personagens de nossa história também são autores e protagonistas de suas próprias histórias. Histórias se cruzarão dando início a novas histórias.
                Uma das coisas que podemos fazer para que a nossa história seja uma história interessante e produtiva, é não deixar que outros escrevam a nossa história, pelo menos naquela parte que cabe a nós mesmos escrever. Quando isso acontece estamos abrindo mão do direito fundamental que Autor maior nos deu, ou seja, escrever nossa própria história da melhor forma possível. Que as histórias se cruzarão, nós sabemos, mas temos que ter o máximo de controle sobre a nossa história para que, nesses cruzamentos, e serão muitos, não deixemos que alguém se aposse de nossa história e queria exercer controle e influência sobre ela. Vamos contar uma pequena história para exemplificar. Alguém encontra alguém. Essas pessoas se atraem por diversos motivos e começam a cruzar suas histórias. Em determinados momentos essas pessoas até escrevem juntas suas histórias o que faz com que a história se torne mais rica e mais interessante. Num determinado momento, uma dessas pessoas entende que sua história precisa tomar um rumo diferente, o que causa desapontamento na outra pessoa, e esta por sua vez, usando as armas que tem, procura interferir na história daquele que deseja liberdade para escrever. Tanto faz que o desejoso de liberdade começa a se sentir equivocadamente responsável pelo outro - culpado e preso numa história que já não é mais sua, mas que se sente obrigado a atuar como um dos personagens principais. Nesse momento morre a criatividade deste autor e ele deixa que outro escreva sua história. Triste! Encarnamos aqui para escrever uma história - a nossa história e não a de outros, e menos ainda para deixar que outros a escrevam.
                Falando como espírito imortal que somos, pois este é um texto espiritualista, quando deixamos que outro escreva nossa história podemos estar comprometendo toda a nossa encarnação e mais, corremos o risco de ter que voltar novamente para repetir experiências que deixamos de viver, porque estávamos ocupados com histórias que não eram nossas. Precisamos ter bom senso para perceber quando estão escrevendo por nós, e precisamos ter a coragem de romper com essa anomalia. As boas histórias não são simples. As boas histórias têm cenas de sacrifício, tem cenas de coragem, tem cenas onde o protagonista corre muitos riscos. Quanto mais riscos mais emoções. As boas histórias precisam emocionar quem as ouve. Como está sua história? É você mesmo quem a está escrevendo? Esta é uma reflexão que convidamos todos a fazer. E dependendo das respostas que dermos a estas duas perguntas, podemos concluir que seja a hora de fechar um capítulo e começar outro. Somos todos escritores, podemos fazer isso no momento que desejarmos, afinal a história é nossa. Precisamos estar cientes de que não somos responsáveis pelas histórias dos outros. Nossa maior obrigação é fazer a nossa história, e fazê-la sempre a melhor possível.
                Outra questão que precisa ser observada, e que é o outro lado do problema que apontamos: e quando nós mesmos queremos escrever a história de outros? Isso chega a ser pior do que deixar que outro escreva nossa história. Por quê? Quando encarnamos recebemos um maço de papel em branco para que façamos dele um livro, o livro de nossas experiências de vida, a nossa história. Essa é a responsabilidade que nos foi imposta pela lei universal da evolução, ou seja, temos uma responsabilidade muito grande em relação a nós mesmos e acreditem não é pouca coisa. Costumamos dar muitas mancadas conosco mesmo. Agora imaginem que, além da responsabilidade pela nossa vida, pela nossa história, ainda nos comprometemos com histórias alheias, histórias que são da responsabilidade de outros escrever. Quando agimos assim cometemos vários erros, dos quais podemos destacar dois como os principais. Primeiro, nós impedimos que alguém escreva sua própria história, prejudicando essa pessoa, comprometendo sua encarnação ou pelo menos parte dela. Segundo, assumimos para nós a responsabilidade pelos trechos mal escritos na história dessa pessoa. Como se nosso próprio karma fosse pouco, assumimos parte do karma de outra pessoa. Isso faz com que nossa história atual e possíveis histórias futuras tornem-se bem mais difíceis de escrever. Histórias que deveriam ser leves e tranquilas podem se tornar verdadeiras histórias de sofrimento ou até mesmo histórias de terror. Esta é uma advertência muito séria. Este é um erro muito comum que costumamos cometer. É algo para o qual também convidamos todos para pensarem a respeito.
                Qual é a história mais bonita? É a história verdadeira. Aquela onde o protagonista lutou com as mãos limpas, enfrentado seus inimigos e seus medos de frente. Aquela onde ele teve a coragem de romper com um passado de estagnação e decidiu ir avante, correndo todos os riscos inerentes às suas escolhas. A mais bela história é aquela escrita por nós mesmos, não por outros, com sangue, suor e lágrimas. Que cada um entenda que, apesar do caráter metafórico que estamos dando a este texto, tratamos aqui de algo extremamente importante. Este é um problema que tem se agravado muito ao longo do tempo e tem trazido muito preocupação a toda espiritualidade. Muitas pessoas estão deixando de viver suas vidas. Deixando que outros a comandem. Essa influência se dá de diversos modos, desde o problema comum entre casais que vivem juntos, com ou sem amor, onde um quer ser o dono do outro até aquelas pessoas que vivem dominadas por líderes religiosos que as fanatizam e depois tornam se os escritores de boa parte de suas histórias. Existem pessoas que chegam ao cúmulo de se deixarem dominar pela moda, pelo consumismo, pelas propagandas das falsas necessidades. Nesse caso coisa é mais triste ainda, pois a pessoa deixa que interesses financeiros do outros escrevam boa parte de sua história.
                O momento evolutivo em que vivemos nos convida a assumirmos nossa própria vida. Já atingimos um patamar de conhecimento e autoconhecimento em que não podemos continuar cometendo erros tão primários quanto deixar que outro comande nossa vida; que outro escreva nossa história. Tomemos a pena do destino em nossas mãos e mão à obra. Vamos apagar os trechos que não deveriam ter sido escritos e vamos reescrevê-los usando um estilo literário diferente, o estilo da verdade interior.
                Sugerimos que todos façam um pequeno exercício: Imagine-se em sua velhice, sentado (a) num banco de praça, arrodeado (a) por crianças que pedem para que você lhes conte uma história. Mas eles não querem uma história qualquer, eles querem a história da sua vida, porque eles precisam de exemplos para seguir e você é alguém a quem eles podem recorrer. Que história você vai lhes contar. Uma história de heróis e de coragem ou uma história de medo e covardia? Uma história que lhes façam sentir orgulho ou uma história que lhes façam sentir vergonha de você? E tem um detalhe nesse exercício: você não pode mentir, a história tem de ser verdadeira! Quando você lhes contar a história que escreveu até agora, o que sentirão as crianças que até podem ser seus netinhos? Será que não está na hora de mudar sua história? Sempre é tempo de começar novos capítulos e fazer de uma história triste uma história feliz, afinal nós somos escritores, lembra-se? Nós estamos com a pena na mão e algumas folhas em branco que ainda sobraram...
                As histórias são um bom modo de ensinar porque tudo é história. Desde o começo do universo, se é que teve um até o seu final, se é que terá um, uma história está sendo escrita, uma história está acontecendo. Nem mesmo o Criador está fora das histórias. Se algum dia descobrirmos todo o Seu mistério, até isso será uma história.
Faça da sua história uma história de amor -  essas são as melhores!
Muita paz e muita luz
Victor
Psicografado em 26/03/2018.



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