HISTÓRIAS
Uma
das melhores, senão a melhor maneira de se ensinar uma ou muitas pessoas é
dando exemplos, contando histórias. E por que este método é válido e eficaz? Isso
não é muito difícil de explicar. O objetivo deste pequeno texto é demonstrar
como as histórias são importantes em nossas vidas, daí a funcionalidade deste
modo de ensinar, deste modo de transmitir conhecimento.
Histórias...
Tudo é história. Desde o momento em que acordamos até o fechar de nossos olhos
para o repouso noturno. E quando adormecemos o que acontece? Continuamos
vivendo e produzindo histórias através de nossos sonhos. Sonhar é contar
histórias para si mesmo. Como podemos observar, estamos envolvidos por
histórias e criando histórias a cada minuto. Histórias alegres, tristes, dramáticas,
cômicas, úteis, belas e até mesmo histórias de terror...
Cabe
a cada um de nós escolher que tipo de histórias vai criar. Cabe a cada um
escolher que papéis vai representar em nossas histórias. Quando nascemos,
começamos uma grande história que será composta por várias pequenas histórias.
Podemos dizer que a encarnação é uma história com muitos capítulos, cujo
escritor e protagonista somos nós mesmos. E aqui como em toda boa história o
começo é muito importante. Uma história que começa bem tem mais chance de
terminar bem do que uma história cujo começo não tenha sido tão bom. Não
queremos dizer que isso seja uma regra. Uma vez que temos muitas opções de caminhos
à seguir, nossa história também pode tomar rumos inesperados e terminar de um jeito
surpreendente. Nossa história terá muitos personagens e não poderemos ter
controle total sobre eles, de modo que haverá uma parte dessa história que não
será totalmente determinada por nós. Como assim? Não escrevemos nossa própria
história? Sim a história é de cada um, mas não podemos esquecer que cada um dos
personagens de nossa história também são autores e protagonistas de suas
próprias histórias. Histórias se cruzarão dando início a novas histórias.
Uma
das coisas que podemos fazer para que a nossa história seja uma história
interessante e produtiva, é não deixar que outros escrevam a nossa história,
pelo menos naquela parte que cabe a nós mesmos escrever. Quando isso acontece
estamos abrindo mão do direito fundamental que Autor maior nos deu, ou seja,
escrever nossa própria história da melhor forma possível. Que as histórias se
cruzarão, nós sabemos, mas temos que ter o máximo de controle sobre a nossa
história para que, nesses cruzamentos, e serão muitos, não deixemos que alguém
se aposse de nossa história e queria exercer controle e influência sobre ela.
Vamos contar uma pequena história para exemplificar. Alguém encontra alguém.
Essas pessoas se atraem por diversos motivos e começam a cruzar suas histórias.
Em determinados momentos essas pessoas até escrevem juntas suas histórias o que
faz com que a história se torne mais rica e mais interessante. Num determinado
momento, uma dessas pessoas entende que sua história precisa tomar um rumo
diferente, o que causa desapontamento na outra pessoa, e esta por sua vez,
usando as armas que tem, procura interferir na história daquele que deseja
liberdade para escrever. Tanto faz que o desejoso de liberdade começa a se
sentir equivocadamente responsável pelo outro - culpado e preso numa história
que já não é mais sua, mas que se sente obrigado a atuar como um dos personagens
principais. Nesse momento morre a criatividade deste autor e ele deixa que
outro escreva sua história. Triste! Encarnamos aqui para escrever uma história
- a nossa história e não a de outros, e menos ainda para deixar que outros a
escrevam.
Falando
como espírito imortal que somos, pois este é um texto espiritualista, quando
deixamos que outro escreva nossa história podemos estar comprometendo toda a
nossa encarnação e mais, corremos o risco de ter que voltar novamente para
repetir experiências que deixamos de viver, porque estávamos ocupados com
histórias que não eram nossas. Precisamos ter bom senso para perceber quando
estão escrevendo por nós, e precisamos ter a coragem de romper com essa
anomalia. As boas histórias não são simples. As boas histórias têm cenas de
sacrifício, tem cenas de coragem, tem cenas onde o protagonista corre muitos
riscos. Quanto mais riscos mais emoções. As boas histórias precisam emocionar
quem as ouve. Como está sua história? É você mesmo quem a está escrevendo? Esta
é uma reflexão que convidamos todos a fazer. E dependendo das respostas que
dermos a estas duas perguntas, podemos concluir que seja a hora de fechar um
capítulo e começar outro. Somos todos escritores, podemos fazer isso no momento
que desejarmos, afinal a história é nossa. Precisamos estar cientes de que não
somos responsáveis pelas histórias dos outros. Nossa maior obrigação é fazer a
nossa história, e fazê-la sempre a melhor possível.
Outra
questão que precisa ser observada, e que é o outro lado do problema que
apontamos: e quando nós mesmos queremos escrever a história de outros? Isso
chega a ser pior do que deixar que outro escreva nossa história. Por quê?
Quando encarnamos recebemos um maço de papel em branco para que façamos dele um
livro, o livro de nossas experiências de vida, a nossa história. Essa é a
responsabilidade que nos foi imposta pela lei universal da evolução, ou seja,
temos uma responsabilidade muito grande em relação a nós mesmos e acreditem não
é pouca coisa. Costumamos dar muitas mancadas conosco mesmo. Agora imaginem
que, além da responsabilidade pela nossa vida, pela nossa história, ainda nos
comprometemos com histórias alheias, histórias que são da responsabilidade de
outros escrever. Quando agimos assim cometemos vários erros, dos quais podemos
destacar dois como os principais. Primeiro, nós impedimos que alguém escreva sua
própria história, prejudicando essa pessoa, comprometendo sua encarnação ou
pelo menos parte dela. Segundo, assumimos para nós a responsabilidade pelos
trechos mal escritos na história dessa pessoa. Como se nosso próprio karma
fosse pouco, assumimos parte do karma de outra pessoa. Isso faz com que nossa
história atual e possíveis histórias futuras tornem-se bem mais difíceis de
escrever. Histórias que deveriam ser leves e tranquilas podem se tornar
verdadeiras histórias de sofrimento ou até mesmo histórias de terror. Esta é
uma advertência muito séria. Este é um erro muito comum que costumamos cometer.
É algo para o qual também convidamos todos para pensarem a respeito.
Qual
é a história mais bonita? É a história verdadeira. Aquela onde o protagonista
lutou com as mãos limpas, enfrentado seus inimigos e seus medos de frente.
Aquela onde ele teve a coragem de romper com um passado de estagnação e decidiu
ir avante, correndo todos os riscos inerentes às suas escolhas. A mais bela
história é aquela escrita por nós mesmos, não por outros, com sangue, suor e
lágrimas. Que cada um entenda que, apesar do caráter metafórico que estamos
dando a este texto, tratamos aqui de algo extremamente importante. Este é um
problema que tem se agravado muito ao longo do tempo e tem trazido muito preocupação
a toda espiritualidade. Muitas pessoas estão deixando de viver suas vidas.
Deixando que outros a comandem. Essa influência se dá de diversos modos, desde
o problema comum entre casais que vivem juntos, com ou sem amor, onde um quer
ser o dono do outro até aquelas pessoas que vivem dominadas por líderes
religiosos que as fanatizam e depois tornam se os escritores de boa parte de
suas histórias. Existem pessoas que chegam ao cúmulo de se deixarem dominar
pela moda, pelo consumismo, pelas propagandas das falsas necessidades. Nesse
caso coisa é mais triste ainda, pois a pessoa deixa que interesses financeiros
do outros escrevam boa parte de sua história.
O
momento evolutivo em que vivemos nos convida a assumirmos nossa própria vida.
Já atingimos um patamar de conhecimento e autoconhecimento em que não podemos
continuar cometendo erros tão primários quanto deixar que outro comande nossa
vida; que outro escreva nossa história. Tomemos a pena do destino em nossas
mãos e mão à obra. Vamos apagar os trechos que não deveriam ter sido escritos e
vamos reescrevê-los usando um estilo literário diferente, o estilo da verdade
interior.
Sugerimos
que todos façam um pequeno exercício: Imagine-se em sua velhice, sentado (a)
num banco de praça, arrodeado (a) por crianças que pedem para que você lhes
conte uma história. Mas eles não querem uma história qualquer, eles querem a
história da sua vida, porque eles precisam de exemplos para seguir e você é
alguém a quem eles podem recorrer. Que história você vai lhes contar. Uma
história de heróis e de coragem ou uma história de medo e covardia? Uma
história que lhes façam sentir orgulho ou uma história que lhes façam sentir
vergonha de você? E tem um detalhe nesse exercício: você não pode mentir, a
história tem de ser verdadeira! Quando você lhes contar a história que escreveu
até agora, o que sentirão as crianças que até podem ser seus netinhos? Será que
não está na hora de mudar sua história? Sempre é tempo de começar novos
capítulos e fazer de uma história triste uma história feliz, afinal nós somos
escritores, lembra-se? Nós estamos com a pena na mão e algumas folhas em branco
que ainda sobraram...
As
histórias são um bom modo de ensinar porque tudo é história. Desde o começo do
universo, se é que teve um até o seu final, se é que terá um, uma história está
sendo escrita, uma história está acontecendo. Nem mesmo o Criador está fora das
histórias. Se algum dia descobrirmos todo o Seu mistério, até isso será uma
história.
Faça da sua história uma história de amor - essas são as melhores!
Muita paz e muita luz
Victor
Psicografado
em 26/03/2018.
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