Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


Nosso e-mail: umamigalhadeluz@gmail.com

Você pode nos mandar um e-mail ou deixar sua opinião
no final de cada texto. Sua participação é muito importante!

sábado, 22 de outubro de 2016

Pequena viagem no tempo

Passado, futuro, presente... Será que existe alguma diferença entre estas três dimensões do tempo?
Para nós quando encarnados, e na maioria das vezes sem que quiséssemos, acreditamos que há mesmo uma diferença entre estas três facetas do tempo.
O passado, entendemos como algo que se foi e que não se pode recuperar jamais. Esta é a primeira ilusão sob a qual estamos aprisionados. O passado só não é recuperável para nós que estamos engessados pela matéria densa e que não podemos acessá-lo, a não ser pelas lembranças que, com o tempo, vão se desvanecendo como fumaça ao vento. O passado não só pode ser recuperado como pode ser revivido. Explico. Quando desencarnados e dependendo da condição em que nos encontremos, podemos recuperar, reviver em pensamento e até senti-lo com todas as emoções correspondentes aos fatos relembrados. Para o espírito livre da matéria, o pensamento é uma força criadora, de modo que o lembrador tem a sensação, se assim o desejar e se assim lhe for permitido, de voltar ao passado como se lá estivesse em pessoa. O passado está, de certa forma, sempre presente em nós. Isso mesmo – em nós, porque o tempo está dentro de nós e não fora de nós. Isso é algo para se meditar a respeito.
Vamos dar um salto no tempo e falar um pouco do futuro. Para nós quando encarnados o futuro é aquilo que ainda não é. Aquilo que pode vir a ser e que é determinado pelo nosso modo de agir no presente. O futuro é como um desejo ligeiro que quando pensamos que o alcançamos ele já está à nossa frente. Imaginamos então que o futuro não existe. Esta é outra ilusão, pois para as entidades iluminadas e para o Criador (não importa a concepção que tenhamos dele) o futuro já é, porque é conhecido. Esta é outra ilusão que precisamos desfazer. Daí alguém pode fazer a clássica pergunta: Então tudo está determinado, qualquer que seja nosso comportamento presente? A resposta, para nós que não conhecemos o futuro, é não, porém, para quem conhece o futuro, é sim. É a partir da nossa condição que temos que pensar. Não importa se alguém sabe o que acontecerá. Para nós o futuro está sendo construído a partir de nossas ações segundo a lei de causa e efeito.
Chegamos ao presente – aquele que é. O agora. O imediato. Dele, acreditamos que não podemos fugir, nem voltando ao passado e nem sonhando com o futuro. Que pensar então do presente? A impressão que temos é que estamos presos a ele. Não podemos sair dele. Quando pensamos no presente somos propensos a pensar que só ele existe, justamente por esta sensação de estarmos condenados a ele. Eis aí outra, acreditem, ilusão em relação ao tempo. Na verdade, não estamos presos a tempo algum. O tempo é que está preso a nós, mas pela nossa condição de encarnados acreditamos que o contrário é que é verdadeiro. Nós o inventamos, nós o contamos. Fizemos dele uma coisa que parece estar fora de nós, porém, se ele é nossa criação abstrata, então ele está dentro de nós. Sendo abstrato, não se materializa depois da sua criação. Nós somos o tempo e nós fazemos o tempo. De um modo prático podemos considerar o tempo como a simples sucessão de eventos, embora esta definição também não seja de todo correta, porque mesmo que os eventos se sucedam, se não houver alguém para contá-lo ou deveria dizer inventá-lo, ele simplesmente não existe. Os eventos se sucederiam e isso não implicaria na existência de uma coisa chamada tempo.
Para aqueles que pensam que vivemos num eterno presente, sinto desapontá-los. Isso não pode ser. Uma vez que estejamos desencarnados podemos acessar o que passou e isso é algo diferente do presente. Os iluminados e o Criador conhecem o futuro e isso quer dizer que ele também não é igual ao presente, ou seja, por uma ou outra razão pensar que vivemos um eterno presente não corresponde totalmente à verdade.
Por que esta dissertação aparentemente confusa e desnecessária sobre isso a que chamamos de tempo? Para que estamos perdendo tempo com este assunto? Nossa intenção é expor o nosso ponto de vista, isto é, o ponto de vista do desencarnado. Acreditamos que o tempo não existe. Ele é apenas uma ferramenta abstrata que criamos, tal qual os números que, também não existem, mas que são extremamente úteis para nossas vidas, principalmente quando encarnados. O tempo é uma criação humana para que possamos ter um controle maior sobre todas as coisas que acontecem. Se elas ocorrem antes de outras, as colocamos no passado. Se acontecerão depois, as colocamos no futuro. E o presente... continua nos fugindo a cada fração de segundos.
O que chamamos de tempo é mais uma das divinas ideias que a providência nos forneceu para nos auxiliar em nossa evolução. Como tantas outras ideias do Criador que pensamos ser nossa a autoria.
Esta viagem no tempo só ocorre em nosso pensamento, em nosso ser. Desse modo podemos até dizer que a viagem no tempo é possível. Não na condição densa em que nos encontramos e sim quando estivermos em pouco mais evoluídos e habitando corpos menos densos. Somos todos viajantes do tempo.
Peço que reflitam sobre estas palavras que dão a impressão de confundir, mas que tem o objetivo de explicar.

Muita paz e muita luz.

Victor


Mensagem psicografada em 17/10/2016

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