
Existem
momentos na vida nos quais pensamos que não vamos conseguir ultrapassar os
obstáculos que foram colocados em nosso caminho. A verdade é que, nem sempre
conseguimos vencer esses desafios, mas isso é que nos faz especiais e que faz
com que não sejamos como as máquinas. Esta possibilidade de errar é que nos faz
humanos; é que nos faz espíritos; é que nos mostra o quanto somos especiais. Essa
capacidade de escolha é que nos caracteriza como centelhas divinas.
Nenhum
outro ser da natureza conhecida possui esta capacidade de escolher o próprio
caminho entre os caminhos oferecidos pela Criação. Se observarmos com atenção,
veremos que, em toda a natureza conhecida, os demais animais sempre fazem as
mesmas escolhas, para eles não tem o melhor e o pior. Todos eles seguem a mesma
direção que lhes foi determinada. Nós não. Nós temos a possibilidade de errar e
também temos a capacidade de voltar atrás e consertar os erros que cometemos e
refazer nosso caminho. Esta é uma das razões pelas quais não devemos julgar
nossos irmãos. Principalmente aqueles que não tenham feito, em alguns momentos
de suas vidas, a melhor escolha e acabaram enveredando por caminhos que os
levaram à autodestruição e ao sofrimento, causando muitas vezes dificuldades
para a caminhada de outros irmãos que cruzaram seu caminho.
Aparentemente
temos a mesma probabilidade de errar e de acertar, mas a Providência nos dá
algumas pistas que, em muitas ocasiões parece que fazemos questão de ignorar.
Quando percebermos que alguma coisa nos diz para seguir determinado caminho porque
será melhor, saibamos reconhecer que essa é a hora em que a misericórdia divina
se mostra de modo sutil em seu desejo de que acertemos.
Assim
somos nós. Assim são nossos irmãos. Somos frutos da mesma árvore da Criação.
Por isso é que não devemos achar que o outro é pior do que nós. O que acontece
é que, nem sempre clicamos na melhor opção em nosso game da vida. Se nós acertássemos em tudo por determinação da
Criação, o que aprenderíamos em nossa existência? Seríamos como robôs
programados para executar tarefas pré-estabelecidas e nada mais. A beleza de
nosso viver, de nossa experiência na matéria é justamente essa: vencermos pelas
nossas próprias escolhas e não por imposição de quem quer que seja, até porque,
em última instância, sempre podemos escolher e a última escolha é sempre nossa,
a não ser que estejamos numa daquelas encarnações onde temos dificuldades
físicas ou mentais, quase sempre provocadas por nós mesmos e que nos
impossibilita de fazer escolhas. Nestes casos, é bom explicar, sofremos estas
privações, na maioria das vezes, como consequência de más escolhas feitas em
encarnações anteriores. Embora tenhamos dificuldades em compreender isso,
trata-se de uma demonstração da misericórdia divina.
Temos
que ser gratos a Criação, todos os dias de nossa experiência, pela
possibilidade de fazer escolhas e pela consciência de nós mesmos, porque esta é
a prova de que somos todos partes do Criador e, acima de tudo, que já estamos
numa fase evolutiva em que já conseguimos nos reconhecer e entendermos nossa
importância na Criação. Feliz é aquele que já consegue, ainda que por frações
de segundos, sentir-se como cesta centelha divina, esta pequena fração do
Criador. Isso também marca o início do regresso à Fonte Primeira. É como se
chegássemos a um ponto que marca o meio do caminho entre o fim de uma era e o
começo de outra. Devemos nos sentir muito gratos por estarmos nessa fase da
evolução. Na verdade, devemos nos sentir gratos por todas as fases da evolução;
por todas as nossas vidas, até por aquelas nas quais sofremos muito, porque
cada uma dessas vidas faz parte da escalada e em cada uma delas aprendemos algo
e sem cada uma delas não retornaremos aos braços do Criador.
Desse
modo, meus irmãos, sempre que nos depararmos com algum irmão em sofrimento,
vivendo de forma desequilibrada, não devemos julgá-lo e considerá-lo pior ou
inferior, ou menos inteligente e menos capaz. Vamos procurar compreender e
sentir que se trata de um companheiro, de um pedaço do Todo, que tomou o
caminho mais longo e que vai chegar lá assim como nós chegaremos, pois, nenhuma
parte do Todo pode se perder, porque mesmo perdida ainda assim está inserida no
Todo. Sabemos que não é fácil compreender estas noções, mas já podemos, ainda
que de modo vago, perceber a grandiosidade da experiência terrena e a
grandiosidade do Todo.
Vamos
aproveitar todas as oportunidades que nos são dadas. Façamos nossas escolhas
sempre levando em consideração o nosso coração, e sempre visando o bem estar de
nós mesmos e dos outros. Todas as vezes que tomarmos nossas decisões levando em
consideração o que é melhor para todos, podemos ter certeza que fizemos a
melhor escolha para nós. Outro jeito muito simples de sabermos se fizemos a
melhor escolha é consultar o silêncio e consultar a nossa própria consciência –
ela é a própria centelha divina, e se ela estiver tranquila, então nós tomamos
a melhor decisão.
Um dia,
todos nós nos encontraremos nos braços do Criador, conscientes de que todos
tiveram experiências parecidas e passaram por dificuldades do mesmo nível, o
que justificará o ensinamento do Mestre Jesus “não julgueis para não serdes
julgados”, nos mostrando que estamos todos na mesma embarcação. Sempre que
estivermos prestes a nos deixar levar pela crueldade o olharmos os outros como
inferiores, procuremos lembrar as palavras do Mestre.
Somos
todos iguais perante o Criador e todas as experiências a que somos submetidos
tem por finalidade o nosso crescimento, para fazer jus a parcela divina com a qual
fomos presenteados. Precisamos entender que tudo o que nos acontece, não
acontece por acaso, sempre há uma finalidade maior. Todas as dificuldades pelas
quais passamos nos são úteis, embora tenhamos problemas em aceitá-las de
imediato. Tudo o que existe é necessário, do contrário, a Criação não seria
perfeita como é.
Esperamos
que esta mensagem singela possa estimular a reflexão sobre estas questões e que
possa fazer com que pensemos um pouco mais antes de sairmos por aí condenando
os irmãos que estão apenas temporariamente
cegos, quando na verdade, deveríamos ajudá-los a reencontrar o caminho que os
levará de volta para os braços do Criador.
Pode
ser que alguém venha a pensar que estas palavras não passam de meras repetições
de velhas lições deixadas por antigos mestres que já estiveram entre nós. A
esses respondemos antecipadamente que estão com toda a razão, e que teremos ainda
que repetir muitas vezes mais. Estas palavras têm sido repetidas ao longo do
tempo e ainda não foram escutadas com o coração por muita gente. Por isso é que
ainda vemos tanta crueldade no mundo. Quando aprendermos de fato essas lições
tão simples, mas aprendermos a as sentirmos em nossos corações, aí sim
estaremos preparados para a nova fase evolutiva. Teremos chegado àquele ponto
que marca início e o fim de duas eras. Teremos chegado à época em que
sofrimentos não farão mais parte de nossas existências.
É tempo
de nos deixarmos tocar pela mensagem singela de Jesus. Ele só pediu que nos
amássemos, que nos tratássemos como iguais. Só assim o nosso planeta poderá
sair da condição em que se encontra.
Peço a
todos que meditem sobre o conteúdo destas palavras simples e procurem
entendê-las com o coração, porque do contrário, serão somente mais uma
repetição que se perderá no tempo.
Sejam
felizes e façam boas escolhas.
Muita
paz e muita luz.
Victor
Mensagem
psicografada em 24/10/2016
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