Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


Nosso e-mail: umamigalhadeluz@gmail.com

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no final de cada texto. Sua participação é muito importante!

sábado, 29 de outubro de 2016

Escolhas


                Existem momentos na vida nos quais pensamos que não vamos conseguir ultrapassar os obstáculos que foram colocados em nosso caminho. A verdade é que, nem sempre conseguimos vencer esses desafios, mas isso é que nos faz especiais e que faz com que não sejamos como as máquinas. Esta possibilidade de errar é que nos faz humanos; é que nos faz espíritos; é que nos mostra o quanto somos especiais. Essa capacidade de escolha é que nos caracteriza como centelhas divinas.
                Nenhum outro ser da natureza conhecida possui esta capacidade de escolher o próprio caminho entre os caminhos oferecidos pela Criação. Se observarmos com atenção, veremos que, em toda a natureza conhecida, os demais animais sempre fazem as mesmas escolhas, para eles não tem o melhor e o pior. Todos eles seguem a mesma direção que lhes foi determinada. Nós não. Nós temos a possibilidade de errar e também temos a capacidade de voltar atrás e consertar os erros que cometemos e refazer nosso caminho. Esta é uma das razões pelas quais não devemos julgar nossos irmãos. Principalmente aqueles que não tenham feito, em alguns momentos de suas vidas, a melhor escolha e acabaram enveredando por caminhos que os levaram à autodestruição e ao sofrimento, causando muitas vezes dificuldades para a caminhada de outros irmãos que cruzaram seu caminho.
                Aparentemente temos a mesma probabilidade de errar e de acertar, mas a Providência nos dá algumas pistas que, em muitas ocasiões parece que fazemos questão de ignorar. Quando percebermos que alguma coisa nos diz para seguir determinado caminho porque será melhor, saibamos reconhecer que essa é a hora em que a misericórdia divina se mostra de modo sutil em seu desejo de que acertemos.
                Assim somos nós. Assim são nossos irmãos. Somos frutos da mesma árvore da Criação. Por isso é que não devemos achar que o outro é pior do que nós. O que acontece é que, nem sempre clicamos na melhor opção em nosso game da vida. Se nós acertássemos em tudo por determinação da Criação, o que aprenderíamos em nossa existência? Seríamos como robôs programados para executar tarefas pré-estabelecidas e nada mais. A beleza de nosso viver, de nossa experiência na matéria é justamente essa: vencermos pelas nossas próprias escolhas e não por imposição de quem quer que seja, até porque, em última instância, sempre podemos escolher e a última escolha é sempre nossa, a não ser que estejamos numa daquelas encarnações onde temos dificuldades físicas ou mentais, quase sempre provocadas por nós mesmos e que nos impossibilita de fazer escolhas. Nestes casos, é bom explicar, sofremos estas privações, na maioria das vezes, como consequência de más escolhas feitas em encarnações anteriores. Embora tenhamos dificuldades em compreender isso, trata-se de uma demonstração da misericórdia divina.
                Temos que ser gratos a Criação, todos os dias de nossa experiência, pela possibilidade de fazer escolhas e pela consciência de nós mesmos, porque esta é a prova de que somos todos partes do Criador e, acima de tudo, que já estamos numa fase evolutiva em que já conseguimos nos reconhecer e entendermos nossa importância na Criação. Feliz é aquele que já consegue, ainda que por frações de segundos, sentir-se como cesta centelha divina, esta pequena fração do Criador. Isso também marca o início do regresso à Fonte Primeira. É como se chegássemos a um ponto que marca o meio do caminho entre o fim de uma era e o começo de outra. Devemos nos sentir muito gratos por estarmos nessa fase da evolução. Na verdade, devemos nos sentir gratos por todas as fases da evolução; por todas as nossas vidas, até por aquelas nas quais sofremos muito, porque cada uma dessas vidas faz parte da escalada e em cada uma delas aprendemos algo e sem cada uma delas não retornaremos aos braços do Criador.
                Desse modo, meus irmãos, sempre que nos depararmos com algum irmão em sofrimento, vivendo de forma desequilibrada, não devemos julgá-lo e considerá-lo pior ou inferior, ou menos inteligente e menos capaz. Vamos procurar compreender e sentir que se trata de um companheiro, de um pedaço do Todo, que tomou o caminho mais longo e que vai chegar lá assim como nós chegaremos, pois, nenhuma parte do Todo pode se perder, porque mesmo perdida ainda assim está inserida no Todo. Sabemos que não é fácil compreender estas noções, mas já podemos, ainda que de modo vago, perceber a grandiosidade da experiência terrena e a grandiosidade do Todo.
                Vamos aproveitar todas as oportunidades que nos são dadas. Façamos nossas escolhas sempre levando em consideração o nosso coração, e sempre visando o bem estar de nós mesmos e dos outros. Todas as vezes que tomarmos nossas decisões levando em consideração o que é melhor para todos, podemos ter certeza que fizemos a melhor escolha para nós. Outro jeito muito simples de sabermos se fizemos a melhor escolha é consultar o silêncio e consultar a nossa própria consciência – ela é a própria centelha divina, e se ela estiver tranquila, então nós tomamos a melhor decisão.
                Um dia, todos nós nos encontraremos nos braços do Criador, conscientes de que todos tiveram experiências parecidas e passaram por dificuldades do mesmo nível, o que justificará o ensinamento do Mestre Jesus “não julgueis para não serdes julgados”, nos mostrando que estamos todos na mesma embarcação. Sempre que estivermos prestes a nos deixar levar pela crueldade o olharmos os outros como inferiores, procuremos lembrar as palavras do Mestre.
                Somos todos iguais perante o Criador e todas as experiências a que somos submetidos tem por finalidade o nosso crescimento, para fazer jus a parcela divina com a qual fomos presenteados. Precisamos entender que tudo o que nos acontece, não acontece por acaso, sempre há uma finalidade maior. Todas as dificuldades pelas quais passamos nos são úteis, embora tenhamos problemas em aceitá-las de imediato. Tudo o que existe é necessário, do contrário, a Criação não seria  
perfeita como é.
                Esperamos que esta mensagem singela possa estimular a reflexão sobre estas questões e que possa fazer com que pensemos um pouco mais antes de sairmos por aí condenando os irmãos  que estão apenas temporariamente cegos, quando na verdade, deveríamos ajudá-los a reencontrar o caminho que os levará de volta para os braços do Criador.
                Pode ser que alguém venha a pensar que estas palavras não passam de meras repetições de velhas lições deixadas por antigos mestres que já estiveram entre nós. A esses respondemos antecipadamente que estão com toda a razão, e que teremos ainda que repetir muitas vezes mais. Estas palavras têm sido repetidas ao longo do tempo e ainda não foram escutadas com o coração por muita gente. Por isso é que ainda vemos tanta crueldade no mundo. Quando aprendermos de fato essas lições tão simples, mas aprendermos a as sentirmos em nossos corações, aí sim estaremos preparados para a nova fase evolutiva. Teremos chegado àquele ponto que marca início e o fim de duas eras. Teremos chegado à época em que sofrimentos não farão mais parte de nossas existências.
                É tempo de nos deixarmos tocar pela mensagem singela de Jesus. Ele só pediu que nos amássemos, que nos tratássemos como iguais. Só assim o nosso planeta poderá sair da condição em que se encontra.
                Peço a todos que meditem sobre o conteúdo destas palavras simples e procurem entendê-las com o coração, porque do contrário, serão somente mais uma repetição que se perderá no tempo.

                Sejam felizes e façam boas escolhas.

                Muita paz e muita luz.

                Victor


                Mensagem psicografada em 24/10/2016

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