Porque mais um blog?

É natural que se pergunte:

Porque mais um blog espiritualista de mensagens e poemas em meio a tantos que já existem?

Que teríamos de novo pra oferecer?

Além da simplicidade, sinceridade e desejo de sermos úteis, não temos nada de novo a oferecer, mas gostaríamos de perguntar: será que temos realmente prestado atenção naquilo que temos lido nestes muitos sites e blogs de mensagens ou poemas? Muitos deles trazem ótimas mensagens, lindos poemas e excelentes textos que, se prestássemos mesmo atenção, seriam de grande utilidade para nossa s vidas.

Oferecemos mais um destes blogs com mensagens, poemas e pequenos textos de esclarecimento, porém recomendamos que você leia apenas um texto de cada vez, reflita sobre ele, somente depois leia outro. Nestes tempos de excesso de informação em que vivemos, cometemos o erro de querer ler tudo para saber de tudo e acabamos, na pressa, não lendo nada e não aprendendo nada. Parece que o problema não está na quantidade de blogs e sites, mas no modo como temos nos relacionado com estes textos.

Vamos apresentar textos escritos por espíritos - alguns que ainda estão no corpo físico e outros que já deixaram a matéria densa e desfrutam da liberdade espiritual em corpos menos densos. A preocupação maior desses textos é de contribuir, ainda que minimamente, para tornar a humanidade melhor.

Esperamos que vocês leiam com atenção, desfrutem, reflitam... mas sem pressa!

Não queremos convencer, pregar religião ou fazer a cabeça de ninguém, pois acreditamos que a melhora espiritual só ocorre quando vem de dentro para fora e, para isso, é necessário que tenhamos autonomia. Entendemos que é preciso estar com a mente aberta, livre de dogmas para poder aprender coisas novas.

Se desejar, faça um comentário. Sua opinião e/ou colaboração além de muito importante, será bem vinda.

Do lado direito, logo abaixo, temos os marcadores - através deles você localiza os textos pelo assunto de seu interesse.


Nosso e-mail: umamigalhadeluz@gmail.com

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sábado, 17 de dezembro de 2016

O caminho e o caminhar

                             













                        Para onde devemos caminhar?

                Esta pergunta bastante genérica pode querer dizer muitas coisas, mas no nosso caso particular, que escrevemos sob a luz do espiritualismo universalista, seu sentido é bastante simples de ser apreendido. Quando fazemos esta pergunta a resposta é: Devemos caminhar para Deus, a Origem e a Fonte da Vida. Devemos caminhar para a comunhão com o Todo.
                Há coisas que, para serem melhor entendidas, devem ser separadas. Uma coisa é o caminhar, outra coisa é o caminho. Este último é a senda, as referências pelas quais devemos nos guiar. São as margens que devemos obedecer para não nos perdermos e nos distanciarmos daquilo que já foi de antemão traçado, mesmo antes de encarnarmos. O caminho significa também as etapas que devemos superar; os obstáculos que devemos ultrapassar; as pedras que teremos que pisar com nossos pés descalços. Em resumo, significa o conjunto das situações que temos que vivenciar para podermos atingir nosso destino final. Fazendo uma analogia simplória, podemos dizer que o caminho é a vida na matéria e o caminhar são as atitudes e as escolhas que o espírito vai fazendo durante a sua peregrinação no mundo material – o mundo da ilusão. O caminho é tudo aquilo que nos é oferecido para que o espírito possa experimentar e fazer suas escolhas, para depois avaliar se saiu-se melhor ou permaneceu na mesma condição em que se encontrava. Para ser mais claro, o caminho são os meios e o caminhar são as decisões que vamos tomando e que vão nos levando em direção ao nosso destino final.
                Desta singela digressão podemos inferir que o caminho está, de certo modo, em segundo plano numa escala imaginária de valores. O caminho pode ser suave ou áspero. Pode ser fresco e à sombra ou pode ser quente e causticante, ou seja, o caminho pode mudar e se apresentar de várias formas, mas o caminhar não permite mudanças – seu rumo é único, e por mais que nos desviemos do caminho nos afastando do objetivo que precisamos alcançar, mais cedo ou mais tarde temos que retornar e caminhar na direção certa. E mesmo que o caminho se torne mais cheio de obstáculos e dificuldades em função dos desvios, o caminhar precisa prosseguir, pois o destino está traçado e dele não podemos fugir. Não há opção de voltar.
                Podemos assim dividir a evolução do espírito em dois elementos: O mundo material representando o caminho a ser percorrido e a vida espiritual como o caminhar. O primeiro é o mundo das formas que formam os limites para as experiências e o segundo é o movimento do espírito em direção ao seu Criador. A ideia que pretendemos expor aqui com essa divisão entre caminho e caminhar tem como objetivo estabelecer para cada um o seu devido valor. O caminho representado pela matéria é importante, claro, pois é através dele como meio e instrumento que vivemos nossa experiência e trabalhamos para nossa evolução, mas nunca poderemos dar a ele a mesma importância que o caminhar que é o movimento de espírito imortal e seu destino inexorável: os braços do Criador!
                Muitos de nós, através de nossas escolhas, optamos por dar mais valor ao caminho do que ao caminhar. Falamos aqui daqueles que se apegam à matéria e vivem como se as coisas externas e passageiras fossem mais valiosas que as experiências do espírito e sua ascensão para o mais alto. Nesse caso, o que acontece é que num belo dia esta pessoa chegará ao fim do suposto caminho e perceberá que estava num desvio e que não andou quase nada. Perceberá que se encantou com o caminho e esqueceu de caminhar, permanecendo ainda distante de sua meta.
                É importante que estejamos atentos para esta questão. O que é mais importante, o corpo do homem ou a essência do homem? O caminho ou o caminhar que o levará ao seu destino? Devemos caminhar conscientes da importância do caminho e de sua utilidade, mas devemos estar também conscientes de que o destino precisa ser alcançado. O caminho vai ficando para trás enquanto o destino está sempre à frente e é ele que nos motiva a continuar caminhando. É bem verdade que existem caminhos encantadores que nos iludem com sua beleza passageira, mas devemos saber que as flores murcham, mas os espinhos permanecem.
                O caminho – a matéria é alguma coisa que existe temporariamente e que é necessária, mas é algo que deve ser superado. Essa é a natureza do caminho: ser percorrido. A jornada do espírito na matéria deve ser entendida como algo passageiro que deve ser superado para que novos caminhos nos sejam oferecidos. Por isso temos que nos acautelar com os caminhos. Não podemos parar e permanecermos estáticos, pois a natureza do espírito é o movimento; é o caminhar para a luz.
                Com essa nossa analogia, esperamos despertar nas pessoas a ideia de que a matéria, caminho passageiro, é algo que tem o seu valor, mas nunca poderá ser comparado com a caminhada do espírito, cuja marca principal é imortalidade. O espírito e sua evolução estão acima de qualquer coisa material, cuja marca principal por sua vez é o caráter passageiro.
                Vamos caminhar, seja devagar ou depressa, lembrando sempre que temos uma meta à alcançar e sabedores de que o que nos espera é mil vezes superior à beleza fugaz de qualquer caminho que viermos a percorrer. Ao longo de nossa caminhada vamos desenvolvendo os valores do espírito, aqueles que não ficam para trás e que farão sempre parte de nosso ser.
                Algumas pessoas podem pensar que tudo isso é algo sem sentido, mas isso ocorre porque elas ainda não se conscientizaram de que a caminhada do espírito é uma finalidade em si mesma. A busca por Deus possui um sentido em si mesma. Quando nos sentirmos cansados em nossa caminhada busquemos focar em nosso destino que é Deus. Ele é nosso sentido e a nossa meta. E ainda que jamais o alcançássemos, o que não é verdade, a busca por Ele já seria um sentido suficiente para o espírito. O desejo de sua Luz já é por si mesmo razão bastante para prosseguirmos em nossa caminhada.
                Portanto, vamos continuar sempre em frente meus irmãos, sabedores de que os caminhos passam e que o caminhar deve continuar. Repetindo, a natureza do espírito é o movimento em direção ao seu Criador.

                Muita paz, muita luz, muito movimento, porque a vida é movimento.

                Victor

Mensagem psicografada em 12/12/2016

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