Hoje é um
dia muito especial.
E porque
dizemos que hoje é um dia especial?
É um dia
especial porque é um dia de contato entre duas dimensões da vida. A vida
material e a vida espiritual. Duas realidades que se tocam através do médium,
este intermediário que tem a felicidade de poder transitar entre dois mundos.
Tal é
importância do medianeiro que ele deve e precisa mais do que qualquer outra
pessoa que deseja se espiritualizar, buscar a melhora interior. A melhora
interior que ajudará a torná-lo mais apto para receber com fidelidade as mensagens
de planos superiores se for preciso, embora precise também estar disposto e
preparado para vibrar nos planos inferiores e captar as vibrações de espíritos menos
esclarecidos.
Tudo no
universo é vibração e sintonia. Para podermos captar determinadas ondas
vibracionais precisamos estar com nosso aparelho físico e mental em boas
condições para podermos sintonizar no canal certo e retransmitir de forma
límpida e sem interferências as mensagens que nos serão passadas.
É muito
comum vermos médiuns que começam com grande entusiasmo, mas depois quando as
coisas começam a ficar um pouco maçantes e rotineiras desanimam e se tornam
indóceis, dando um jeitinho de colocar a culpa de seu fracasso na
espiritualidade, dizendo que esta não o prestigia e não o entende. Em todos os
casos onde os trabalhos fracassam ou se tornam improfícuos a responsabilidade é
quase sempre do médium. Claro que estamos nos referindo a trabalhos com
espíritos sérios e comprometidos com a evolução humana.
Na maioria
das vezes esta inconstância tão comum nos medianeiros é provocada pela falta de
vigilância, pois quando o médium quando abre os seus canais de recepção para a
espiritualidade também o faz para espíritos que desejam brincar, confundir ou
fazer maldades, colocando o médium em situações vexaminosas. É sempre oportuno
lembrar a mensagem do Mestre: “vigia e orai, porque não sabemos a hora em que
vem o ladrão”
O preparo
para um trabalho mediúnico, por mais singelo que ele seja, deve começar nas primeiras
horas do dia, em certos casos até no dia anterior. O médium precisa estar bem
fisicamente e mentalmente (espiritualmente) para poder captar os pensamentos e
as sensações dos espíritos. Ora, uma pessoa que não está bem fisicamente e
mentalmente, não está apta a entender nem o que ela mesma pensa ou sente. Nunca
é demais avisar que o inimigo está à espreita. Os espíritos não dormem. Eles
esperam apenas uma brecha para poder exercerem sua influência sobre os
encarnados, e como já diziam os espíritos a Kardec no Livro dos Espíritos : “de ordinário, são eles que vos dirigem”.
O trabalho junto a espiritualidade requer, sobretudo dedicação,
preparação, disposição, ou seja, boa vontade.
Os médiuns
devem pensar sempre que eles são exemplo para muita gente. Quando eles se
desequilibram fazem com que a confiança das pessoas em seu trabalho e até em
suas palavras seja quebrada, gerando desconfiança e dúvida até mesmo sobre sua
integridade moral.
Não se
consegue um bom relacionamento com a espiritualidade superior sem que algum
sacrifício tenha que ser feito. Sabemos que a vida na matéria não é nada fácil,
principalmente para aqueles que ainda são comprometidos com o passado e que
estão em trabalho de recuperação nesta encarnação, e uma coisa podemos dizer
com propriedade: a maioria dos médiuns está nessa condição. A mediunidade
ostensiva lhes foi dada para auxiliá-los a tornar mais efetivo o resgate de suas
pendências de encarnações passadas.
O discurso
parece repetitivo, mas é sempre oportuno lembrar que a maioria dos encarnados
na Terra não está aqui para gozar de uma vida de prazeres. Estão aqui sim para
resgatar faltas passadas e construir sua evolução à custa de sacrifícios e
lutas, e curiosamente, é a luta que nos torna mais fortes.
Aquele que
deseja, ou sente, ou anseia pela mediunidade deve mostrar-se disposto ao
sacrifício. Deve mostrar-se em condições de receber com amor as mensagens que
os espíritos lhe passarão, qualquer que seja a modalidade de mediunidade, em
outras palavras, seja qual for o meio de intercâmbio que utilizarão.
Nós temos
um guia infalível. Nossa própria consciência. Quando ela nos incomodar, podemos
ter certeza de que estamos no caminho incorreto. Quando, ao contrário,
sentirmos aquela sensação de leveza, aquele sentimento bom de que estamos
agindo com correção e coerência, é ela nos avisando de que estamos no rumo certo.
Vamos usar este guia infalível que temos dentro de nós. Não precisamos
consultar oráculos miraculosos para saber quando estamos ou não no caminho
certo – nossa consciência nos informa sobre isso!
“À quem
muito for dado, muito será pedido”. Eis aqui outra ideia trazida pelo Mestre
que tem muito a ver com o assunto que ora tratamos. Quando o indivíduo recebe
ou traz de berço uma mediunidade vibrante, é sinal de que ele terá que
utilizá-la para o bem do próximo. Deus não daria um dom precioso para que o
relegássemos para segundo plano e vivêssemos uma vida ociosa e inútil, quando
poderíamos ajudar muitas pessoas com essa capacidade da qual somos portadores.
Outra coisa
muito importante: uma coisa é a mediunidade, outra coisa é o médium. Nem sempre
o bom médium é um médium bondoso. Esta ferramenta é dada, em muitos casos, para
aqueles que mais trabalho de resgate têm a fazer. Facilitaria muito a vida do
médium se este, paralelamente à sua atividade mediúnica, desenvolvesse também a
sua capacidade de amar, de servir, de se dar com boa vontade, não só para as
tarefas junto à espiritualidade, mas que desenvolvesse suas virtudes também no
seu dia a dia. Isso faria com que sua sintonia melhorasse, seu padrão vibratório
aumentasse, tornando-o assim um instrumento melhor no auxílio à
espiritualidade.
Não há
tempo para começar a ser um médium melhor. Na eternidade não tem hoje ou
amanhã. Sempre é a hora de começar ou recomeçar. Sempre haverá trabalho à
fazer, seja neste ou em outros mundos. Então, não vamos deixar para depois o
que pode ser começado ou recomeçado agora.
Vamos
trabalhar para sermos melhores. Vamos esquecer um pouco o ego que nos escraviza
e vamos começar a pensar na humanidade como um Todo e não como almas separadas
umas das outras. Somos partículas do mesmo Criador. Viemos e voltaremos para a
mesma Fonte de Amor, e nossa volta só terá sentido se todos voltarem, pois um
Todo não pode prescindir de suas partes, pois sem qualquer uma delas por menor
que seja, não será um Todo.
Cada minuto
do nosso dia pode ser aproveitado para o nosso crescimento. Os médiuns devem
respirar a atmosfera espiritual. Devem sentir-se como espíritos na carne e não
carne com espíritos. A supremacia do espírito deve prevalecer para nós.
O médium
consciente sabe que a sua felicidade e sua plenitude como ser não está
relacionada a bens terrenos. Sua plenitude só é alcançada no trabalho de
intercâmbio e auxílio ao próximo, pois no seu íntimo ele sabe e ele sente que
foi para isso que veio à Terra. No trabalho mediúnico ele se sente completo,
pleno e nada de material pode substituir esta sensação de estar fazendo aquilo
que veio para fazer.
A
mediunidade e o trabalho mediúnico são faróis que clareiam o caminho para a
Nova Era de progresso a que a humanidade está destinada. Vamos valorizar a
mediunidade estudando-a e nos preparando adequadamente para os trabalhos que
nos esperam. Os médiuns serão aqueles que apontarão os caminhos que levarão a
humanidade a sua nova fase evolutiva.
Vamos
refletir bastante sobre estas questões que dizem respeito à mediunidade. Nessas
questões estão contidas as chaves para abrirmos portas que nos levarão ao
progresso espiritual.
Muita paz, muita luz e muita reflexão!
Victor
Mensagem psicografada em 21/11/2016
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