Vivemos em dois mundos ou duas
dimensões. Um é o mundo exterior a nós; o mundo das aparências; o mundo que, no
fundo não passa de uma grande ilusão; o chamado mundo físico ou mundo material.
O outro é o nosso mundo espiritual ou mundo extra físico; o mundo das coisas
imperecíveis; mundo da nossa essência; o mundo onde não podemos fingir ser o
que não somos; o mundo onde os valores não são relativos; o mundo real e
permanente...que está dentro e fora de nós ao mesmo tempo. Embora muitas pessoas não saibam, praticamente todas as noites adentramos este mundo extra físico ou espiritual. Alguns com mais e outros com menos consciência desse fato.
Nós, que participamos deste
singelo blog, esperamos, com este humilde trabalho, despertar nas pessoas o
interesse pelo mundo extra físico. Mundo este que está muito além das
mesquinharias do mundo físico. Com nossos textos, que tem como marca a
simplicidade, desejamos que todos possam, ainda que por breves momentos, parar
para ver com um pouco mais de carinho e interesse este segundo mundo ao qual nos
referimos. Tão próximo e ao mesmo tempo tão longe.
É nosso desejo que todos possam
desenvolver cada vez mais os valores interiores imperecíveis tais como: amor,
bondade, respeito para com todos os seres viventes, sejam quem forem, tenha a
cor que tiverem, sejam pobres ou ricos, racionais ou irracionais. Estes são os valores
e a bagagem que nos acompanharão durante toda a nossa jornada ao deixarmos esta
vida na matéria e através das próximas vidas a que estamos predestinados a
viver em busca da perfeição pela evolução, até que possamos viver em plenitude
no mundo real.
Parece estranho afirmar que a
vida na terra é uma ilusão, mas isso não é novidade. Filósofos como Platão,
muitos séculos antes de Cristo, já tinham como certo que deveria existir um
mundo original que seria o modelo formador deste nosso mundo que está sujeito
ao engano dos sentidos. Ele propôs a existência do famoso “mundo das ideias”. Segundo
ele, as coisas que vemos e que tocamos aqui seriam apenas cópias imperfeitas
das ideias originais. Platão chega a dizer que, quando aprendemos alguma coisa
aqui na terra, na verdade estamos apenas recordando o que já havíamos aprendido
no mundo das ideias. Já no século XVII, o bispo e filosofo irlandês George
Berkeley defendia a ideia de que todo este mundo não passa de uma ilusão criada
pela mente cósmica universal (Deus) com o objetivo de nos fazer aprender. Sua
filosofia é conhecida como “filosofia do imaterialismo”. Um dos argumentos em
que apoiava sua tese era o seguinte: sendo Deus onipotente e logicamente perfeito,
Ele não se daria ao trabalho de criar realmente todo este mundo, ou seja, seria
bem mais lógico e fácil para Ele apenas projetá-lo nas mentes humanas. Faz todo
sentido, não é mesmo? Só por curiosidade - os filmes da trilogia Matrix foram inspirados
nos escritos deste fenomenal filósofo.
Hoje não precisamos nos apoiar em
teorias e teses filosóficas para acessar esta realidade. O mundo extra físico ou espiritual está ao alcance de todos, basta
querer e procurar. Podemos acessar este mundo através de diversas instituições
espíritas ou espiritualista e seus cursos; ou através de médiuns que são os
intermediários entre estas duas dimensões da realidade e até mesmo através de
depoimentos de pessoas conhecidas do grande público que já convivem com essa dualidade.
Um dos modos mais interessantes de acessar esta outra dimensão é através da “projeção
astral” ou “projeção da consciência”. Neste caso, você pode fazer a experiência
por si mesmo e comprovar pessoalmente a existência do mundo extra físico. Existem
diversas instituições espiritualistas que ministram esses cursos. Existem
cursos presenciais e a distância. Cursos pagos e gratuitos. Basta para isso
abrir a mente, libertar-se dos dogmas que sempre atrasaram a evolução da humanidade e buscar!
Acreditamos que já passou da hora de
despertarmos e nos abrirmos para este novo mundo que a muito tempo está aberto para
nós. Que nós possamos cada vez mais perceber a fragilidade deste sonho que é a
vida na Terra e tomar posse de nosso lugar nesse novo mundo que, na verdade, de
novo não tem nada.
Uma migalha de luz
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